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Posts na categoria "óvidaócéusóazar"

O grande embate dos burros contra os mal intencionados

07 de fevereiro de 2012 0

Não é fácil enumerar a quantidade de mudanças que a gravidez traz para a vida do ser humano. A maioria consta dos inúmeros livros, blogs e sites sobre o assunto, mas algumas são inesperadas mesmo. Uma das coisas que a gravidez da Lina – que amanhã fecha 28 semanas – me trouxe foi um novo olhar sobre as vagas especiais nos estacionamentos.

Sempre classifiquei quem estaciona sem precisar em vaga reservada para portadores de necessidades especiais (deficientes, grávidas e idosos) como vivente de quinta categoria, gente desprezível e mal educada, estúpida até. Só que a forma encontrada pelos gênios administradores de estacionamentos para evitar esse mau uso tem sido o inacreditável bloqueio físico das vagas.

Principalmente nesses dias de muito calor, com a minha pança deveras relevante, tenho usado o direito de parar em tais locais com frequência. Também com frequência, acabo me vendo obrigada a descer do carro, remover obstáculos (cones, cabos de vassoura presos em rodas pintadas de amarelo e quetais) da frente das vagas, voltar para o carro e só então estacionar. Sempre me perguntando como fazem, nestes casos, os cadeirantes e usuários de muletas ou bengala.

Nas minhas manifestações a respeito do assunto no Facebook, alguns amigos – defensores deste modelo de “proteção do direito dos deficientes dos mal intencionados” – alegaram que bastaria eu esperar que alguém tiraria os cones para mim. Pois bem, hoje cheguei com algum tempo de antecedência ao trabalho e resolvi fazer o teste.

Diante da vaga que costumo usar no segundo andar do estacionamento coberto do Tecnopuc, deparei com dois cones (aparentemente apenas um cone não basta para coibir os mal intencionados, esses malvados) e, confiante que ninguém pode ser tão estúpido quanto eu estava imaginando, dei uma buzinadinha simpática e fiquei esperando.

Um minuto depois, mais uma buzinada. No minuto seguinte, outra. Três e quatro minutos depois, novos apelos. Foi então que, calmamente, abri a porta do carro, tirei uma foto do absurdo e – 9 minutos depois de ter chegado – fiz uma postagem no Facebook:

Estacionado o carro, resolvi questionar a menina da cabine da Moving para saber se, por acaso, o cone não estava alertando para algum problema com o local (tipo risco de desmoronamento, vá saber).

- Oi, por que tem cone na frente da vaga para deficiente.

A menina me olha de cima a baixo e responde, com um tom de prepotência condescendente:

- Porque é para deficientes.

(Como eu não pensei nisso antes???)

Sobre este caso específico, liguei para a prefeitura da PUCRS e fui muito bem atendida pelo responsável pelo estacionamento e o relacionamento da universidade com a Moving. Acredito que isso não voltará a suceder no caso específico desta vaga – pois a mesma pessoa já tinha resolvido uma questão semelhante quando um guarda da Moving me disse que eu não podia estacionar em vaga especial porque não estava “suficientemente grávida” (!). A questão é que esses cones e obstáculos existem em vários estacionamentos por aí, muitos deles pagos e muito bem pagos.

Cá entre nós: o prezado leitor não concorda que devem ir para o mesmo círculo do inferno os mal intencionados que ocupam as vagas a que não têm direito e os estúpidos criadores do bloqueio dessas vagas?

Surreal? Imagina...

10 de novembro de 2011 0

Então o Itaú me manda um e-mail me oferecendo a oportunidade de acertar uma dívida. Depois de conferir e ver que não era vírus e temendo ter esquecido de pagar alguma parcela do carro durante a greve dos Correios, ligo para o número indicado. Querem cobrar uma dívida de mais de 8 anos que não existe – e, se existisse, estaria prescrita.

Irritada, demando não receber mais ligações, sob o risco de entrar com um processo por danos morais contra o banco (ouço terror e pânico do outro lado) e, depois de ligar para o SAC, recebo a garantia de que não mais serei importunada.

Como se deu a narração disso no meu Twitter, com direito a diálogo com “o banco”:

  • cassiazanon não existe NO MUNDO instituição bancária mais NOJENTA do que o @itau #semmais
  • cassiazanon
    então ligo pro @itau para pararem de me contatar sobre uma dívida que não tenho, e a moça me diz que vão me ligar a respeito… #oi?
  • itau30horas @cassiazanon Olá Cássia. Podemos te ajudar de alguma forma?
  • cassiazanon @itau30horas sim, não entrando mais em contato comigo. só isso. obrigada. (verificar atendimento sob protocolo 125255378).

=====================================

Atualização às 11h16 do dia seguinte (11/11/11):

  • itau30horas @cassiazanon Olá Cássia. Para que possamos ajudar você, por favor, informe via DM o seu CPF e telefone de contato com DDD.

Só pode ser sacanagem…

Tá ligada que Machu Picchu é uma coisa mais cultural, né?

04 de abril de 2011 0

Diálogo ouvido ontem à tarde – aos brados –  na fila do caixa de um estabelecimento da zona sul de Porto Alegre.

(É favor ler o diálogo com um foooorte sotaque portoalegreeense, daqueles com as palavras beeeem esticaaadas, saaabe?)

Perua 1 visivelmente com inveja da amiga com menos sotaque e não perua, dirigindo-se à amiga Perua 2:

- Guria, diz pra ela das tuas férias.

- Ai, guria, foi a viagem dos sonhos. Seis dias em Miami, dez no cruzeiro e mais quatro dias em Nova Iorque.

- E quanto tu pagou?

- Ai, acho que deu uns seis mil dólares.

Perua 1 se vira para a Nã0-perua:

- Tá vendo? Eu te disse que tu tá pagando muito caro essa tua viagem.

- Mas Machu Picchu é a viagem dos meus sonhos – reage a não-perua.

A Perua 2 adota um tom de voz de quem faz um alerta importante:

- Ah, tá. Mas tu tá ligada que Machu Picchu é uma coisa assim mais cultural, né?  A fulaninha foi pra lá e voltou arrasada, porque só conseguiu fazer compras no free shop.

Neste momento, eu finalmente resolvi sair de perto. Será que isso explica a gastroenterite que me vitimou ontem?

A NET se superando... de novo

18 de outubro de 2010 1

Minhas experiências com a NET me irritam. Mas ao menos rendem posts.

Hoje, recebi um e-mail de uma empresa de cobrança para entrar em contato com eles pelo telefone tal – em SP. No telefone tal, mandaram ligar para outro telefone – em SP, no qual me informaram que eu tinha uma pendência de agosto de 2003, referente à minha assinatura da NET em São Paulo.

Detalhe: eu havia cancelado tal assinatura em abril de 2003 e, em agosto, já era assinante NET em Porto Alegre novamente. Fui orientada pela empresa de cobrança a ligar para a NET e contestar a comunicação.

Curiosidade: em 2008, a mesma NET tentara me cobrar uma fatura atrasada de abril de 2001 – referente à minha assinatura de Porto Alegre, que havia sido cancelada em janeiro de 2001. Em abril de 2001 eu era assinante NET em São Paulo. Na época, uma tia advogada me disse para não me estressar, já que dívidas com mais de cinco anos não podem ser cobradas.

Pergunta: quem paga os três telefonemas (dois interurbanos) que fiz hoje por conta disso?

Se ficar o bicho pega, se chamar a brigada...

30 de setembro de 2010 2

A pessoa tenta estacionar o carro na frente de um teatro de Porto Alegre em via pública. Desce do carro e é abordada pelo flanelinha:

- Bem cuidado aí, tia. Só deixa o pagamento antes, que quando tu sair eu não vou mais estar aqui.

A pessoa resolve não questionar o fato de que ele não tem direito de cobrar pagamento por coisa alguma nem a cara de pau de admitir que sequer vai esperar a hora da saída para “cuidar do carro” até então para não se incomodar. Estende uma nota de dois reais.

- Ah, não! Pode dar no mínimo cinco pilas. O melhor é dez.

!!!!!!!!!!

- Bá, amigo, não tenho mais nada, não.

- Então não vai deixar o carro aí, porque eu tô perdendo dinheiro.

A pessoa resolve não bater boca, mas, num misto de medo com a postura agressiva e indignação, dá meia volta e diz:

- Então deixa. Vou embora.

- Não. Agora deixa aí. Me dá esses dois pilas, então.

- Agora não.

- Vaca! Ordinária! Vagabunda!

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

A pessoa sai da frente do teatro com o carro e para num posto do outro lado da rua. Liga para o 190 e explica ao brigadiano a situação.

- Moço, não é uma emergência, mas tem um flanelinha extorquindo dinheiro das pessoas e sendo agressivo.

- A senhora ainda está no local?

- Não, moço, fiquei com medo e saí de lá. Mas seria bom a brigada fazer alguma coisa, pois ele está tomando conta da via pública como se dele fosse.

- Ah, mas a Brigada só poderia ir se a senhora ainda estivesse no local.

A pessoa pensa que morre e não vê tudo nessa vida.

Das histórias que se misturam e o meu status de leitora incompetente

30 de setembro de 2010 0

Nunca na história da minha vida – para parafrasear nosso estadista que se despede pero no mucho – consegui ler um livro por vez. Por quê, ó, senhor, por quê? O resultado disso é que frequentemente me pego sonhando sonhos que misturam enredos. Personagens de ficção interagem com narradores de autobiografias, romances que começam num chick-lit terminam num ensaio sobre tradução, crônicas de costumes norte-americanas invadem sem pudor a saga de irmãs chinesas sem nome.

Será que vem daí minha total, eterna e histórica incapacidade de citar trechos de memória, reconhecer autores por uma única frase ou relembrar ipsis litteris o começo inesquecível de algum texto, como tão bem faz o Todoprosa Sérgio Rodrigues? Deve estar aí também a origem da minha absoluta incompetência para creditar espontaneamente argumentos alheios em argumentos próprios. Confesso: tenho a sensação presunçosa de que, lido o argumento e absorvido pelas minhas sinapses, ele passa a ser meu também.

Olho agora para a pilha na minha mesa de cabeceira e a fileira na estante dos livros catalogados mentalmente como “em processo de leitura” ou “a ler” e me dou conta de que definitivamente não vai dar tempo. Principalmente ao pensar naqueles que estão ao meu redor, ainda esperando o momento de entrar em alguma dessas filas.

Antes que o querido leitor se pergunte, tem propósito nenhum este post, não. Só um pequeno desabafo provocado pela indecisão que me impede de ir logo deitar: qual livro ler hoje antes de dormir?

Ler ou não ler - ou o que ler?

A NET, essa musa inspiradora

28 de setembro de 2010 0

Tenho uns truques sujos no que diz respeito a inspiração para posts para este humilde. Alguns ativos -como ver o que as pessoas andam buscando para chegar até aqui -, outros passivos. O truque de hoje se encaixa na segunda categoria. Eu me aproveito das ligações esquizofrênicas de telemarketing que recebo. E dentre essas, a NET se destaca. Sempre.

Toca o celular. “Número desconhecido.” Pode ser da RBS, melhor atender.

- Senhora Cássia?

- Sim.

- Boa tarde. Aqui é da NET Serviços, tudo bem com a senhora?

Estou em cima da hora para uma reunião. Não vai rolar.

- Tudo.

- Então, dona Cássia, estou lhe ligando para estar lhe falando a respeito de benefícios a que a senhora, como cliente antiga da NET tem direito.

Estou louca ou ela ligou para o meu celular e não perguntou se eu podia falar naquele momento?

- Ah, querida, eu não posso falar agora, estou entrando numa reunião.

- Em que outro horário eu posso estar ligando, senhora Cássia?

- Tu vais me oferecer algum produto?

- Na verdade não é produto, senhora Cássia, mas benefícios da NET.

- E esses benefícios são de graça?

- Como assim, senhora Cássia?

- Os benefícios vão me custar quanto na fatura da NET?

- Aí depende dos benefícios que a senhora escolher.

Oi?!?

- Ah, então deixa, querida. Eu não tenho interesse. Obrigada.

- Mas, dona Cássia, a senhora não usa Internet?

- Sim, mas eu estou satisfeita com o meu plano de internet, obrigada.

- Mas a senhora não quer nem saber dos benefícios?

Pensando na reunião, começo a perder a paciência.

- Não, obrigada. Além disso, eu prefiro ter o mínimo de contrato possível com a NET.

- Mas a senhora vai economizar dinheiro.

- Não, obrigada.

- Muito dinheiro.

Nossa? Será que a NET vai me dar o prêmio da Megasena?

- Eu realmente não estou interessada.

A moça adota um tom agressivo e desafiador:

- A senhora quer dizer que não quer economizar?

- Não é isso, mas eu realmente não tenho interesse.

O tom vira praticamente desaforado:

- A senhora está me dizendo que não gosta de economizar dinheiro?

Pronto. Acabou a paciência e estou oficialmente atrasada para a reunião.

- Não, querida, não gosto. Eu gosto de gastar bastante.

- Então tá, a senhora que sabe.

- Obrigada.

Ofertas indecentes, vendedores insistentes

16 de abril de 2010 4

O telemarketing ativo esteve inspirado comigo na última semana. Tão absurdamente inspirado que começo a achar que tem uma câmera me seguindo para algum programa de pegadinha.

Caso 1

A NET, sempre a NET.

- Sra. Cássia Zanon?

- Sim.

- Como a senhora é uma cliente antiga e fiel da NET, desde 2003, terá a oportunidade de instalar NET digital inteiramente de graça na sua residência.

- De graça?

- Sim, senhora, não será necessário pagar nem o aparelho nem a instalação. E a senhora ainda ganha 24 (acho que eram 24) canais extras e contará com a qualidade da imagem em alta definição. A senhora tem TV de tela plana?

- Sim.

- Então, a senhora poderá contar com uma excelente qualidade de imagem. Vamos marcar a visita do técnico?

- Quanto isso vai me custar por mês?

- Apenas mais R$ XX (não lembro o valor).

- Quais são os canais extras? Você pode me dizer?

- Canais de excelente qualidade, da Globosat, além de ter a possibilidade de comprar programas do pay per view direto do aparelho.

- Então os filmes em HD não estão incluídos na mensalidade?

- Não, senhora, eles são comprados a parte.

- Ah, então não quero não, obrigada.

- Mas, senhora, a senhora terá vários canais com excelente qualidade de imagem.

- Querida, eu não quero ver novela da Globo e Pânico na TV em alta definição. Sinceramente, não dou muita importância pra essa diferença de qualidade.

- Mas tem diferença, senhora. (Visivelmente irritada com a minha ignorância.)

- Eu sei que há, mas não é algo importante para mim.

- …

- Alô?

- Mas, senhora, a qualidade de imagem é excepcional. A senhora não vai se arrepender.

- Não, querida. Obrigada.

Caso 3

Santander, louvando a grande cliente que sou, me oferece a oportunidade irrecusável de fazer um empréstimos para realizar um sonho.

- Qual a taxa de juros?

- 4,9% ao mês, senhora.

- Não, obrigada.

- Mas, senhora, a senhora pode realizar um sonho, comprar um presente para a senhora.

- A 4,9% ao mês eu vou é realizar uma dívida absurda, querida.

- Mas, pense bem, a senhora pode usar o dinheiro para fazer um investimento.

- Que investimento eu posso fazer que vá render mais de 4,9% ao mês?

- …

- Alô?

- Bom, senhora, a senhora pode comprar uma casa.

- (!!!!!!!!!) Se eu consigo um financiamento imobiliário com juros de 10% ao ano, por que eu faria um empréstimo a 4,9% ao mês?

- Mas, senhora, a senhora pode realizar um sonho.

- Obrigada querida, mas não.

Caso 2

Vivo me oferece a possibilidade de “ganhar” 50 minutos por mês a apenas R$ 0,19 com ligações para telefones fixos.

- Mas e se eu não estourar os 200 minutos que já tenho contratado, os minutos que sobrarem valem para o mês seguinte?

- Os minutos não são cumulativos.

- Não, obrigada.

- Mas, senhora…

- Obrigada.

Crise de idade

19 de janeiro de 2010 2

Eu tô avisando há horas. Sabia que isso ia acabar acontecendo. E aconteceu. Semana passada, descobri que estou trabalhando com um ser humano nascido em 1990. 1990! No dia seguinte, um vizinho de mais ou menos 15 anos tenta me convencer a entrar na piscina do condomínio:

- Entra, tia! A água está ótima.

Pior foi ficar aguentando a gozação do Márcio.

É oficial: estou em crise de idade.

O que postar?

16 de dezembro de 2009 0

Se nem pro Twitter eu ando tendo inspiração, como é que vou ter inspiração pra postar por aqui? #trabalhodemais