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Posts na categoria "feira do livro"

Então eu fui à feira...

09 de novembro de 2009 8

… e estou há horas (na verdade mais de 24) pensando no que escrever sobre isso, já que o blog está vinculado no site especial sobre a Feira do Livro do clicRBS.

Só que eu não sei o que dizer.

A não ser que saí de lá decepcionada. Mais do que o normal. Porque a minha querida Feira do Livro virou definitivamente um evento gigantesco que se parece com uma grande livraria de aeroporto. Que só tem best-seller e livro de auto-ajuda. Que tem um milhão e meio de palestras que confundem qualquer cristão sobre a sua relevância ou sua importância. Que mistura autores consagrados com autores autopublicados que não têm a menor chance de serem consagrados. Que tem uma praça de alimentação que parece a praça de alimentação de um shopping center, só que sem o ar condicionado – ou seja, cadê a vantagem?

Eu ainda não sei se foi a feira que perdeu a graça ou se fui eu que perdi a paciência. Só sei que a feira pode ser de qualquer coisa, inclusive de livro, mas não muito de literatura. Nem para encontrar os amigos funciona direito, já que essa sensação parece estar se replicando entre os amigos leitores.

Me dói dizer isso, porque eu adoro Porto Alegre e adoro o conceito da feira, a ideia da feira, a história que eu vivi da feira.

Sei lá, bodeei.

Amanhã irei novamente. Talvez seja o efeito do final de semana. Vejamos.

Como disse há pouco no Twitter: a feira tem que ser menos livraria de aeroporto e mais sebo, ter menos palestras e mais encontros interessantes com escritores idem.

Vergonha suprema, ainda não fui à feira

03 de novembro de 2009 1

Estamos na melhor época do ano para viver em Porto Alegre. É primavera. E tem feira do livro. Lugar comum. Tanto quanto dizer que os jacarandás em flor recebem lindamente os visitantes na Praça da Alfândega, no centro da cidade. Lugar comum, mas absolutamente verdade.

Passei a sexta passada pensando não apenas na hora em que o feriadão começaria, mas na hora em que poria pela primeira vez os pés na 55ª edição desse orgulho porto-alegrense. “A maior feira da América Latina”, ou coisa que o valha. Não rolou. Quem estava em Porto Alegre sabe do calorão que tomou conta da cidade.

Sábado, domingo e ontem também não deu pra ir. Era muito calor. E era feriado. E qualquer fã da feira sabe que fim de semana e feriado na Feira do Livro é pior do que véspera de Natal ou de Dia das Mães em shopping. Até aí tudo bem, ninguém é obrigado a ir à feira.

Só que na sexta eu me comprometi com a Fabiane Echel, responsável pelo site da cobertura do evento no clicRBS, editado pelo Danilo Fantinel, que ela podia manter o meu blog lá dentro. Que eu escreveria sobre a feira, sim.

Depois dessa demonstração de covardia diante do calor, será que ainda mereço fazer parte desse seleto time? Eles ao menos não se abateram com o calor e já estiveram por lá. Várias vezes, no caso do Carlos André Moreira, do Mundo Livro.

E você, já foi à feira?

Receita de um sábado perfeito

10 de novembro de 2008 3

Se eu pudesse escolher um sábado perfeito, ele começaria às 10h, só quando o sono da sexta terminasse, numa manhã de sol e temperatura amena. Na seqüência, depois de um banho demorado e de um café da manhã tranqüilo, o Márcio e eu sairíamos para passear longamente com o Bubi antes de irmos almoçar no Bistrô do Pátio com o Paulo Roberto, a Jeanette e o Bebeto, de onde sairíamos para um café na Mercearia Guahyba. Lá pelas 17h, os cinco iríamos juntos até a Feira do Livro, onde eu me encontraria com a minha irmã, mesmo sem ter marcado encontro, e compraria o livro Celular, do Ingo Schulze, que já estava namorando fazia tempo, com tradução do Marcelo Backes, mais um exemplar do Dicionário de Porto-Alegrês, desta vez para dar para o Ricardo Freire, e um exemplar do Mais ou Menos Normal, da Cíntia Moscovich. Depois de nos despedirmos dos companheiros do almoço, nós nos encontraríamos com o Sérgio Faraco e a Cibele, com quem ficaríamos até o final da noite e: cruzaríamos com o Fabrício Carpinejar, tomaríamos um café com o Riq e o Nick por puro acaso e depois mais outro com o Renato Henrichs, editor da EDUCS e da revista da Florense. Daí iríamos para o pavilhão de autógrafos pegar a assinatura da Cíntia e dar um abraço nela antes de terminarmos o dia com chave de ouro com o Sérgio, a Cibele, o Nico (que vai voltar ao São Pedro no final do mês) e a Márcia no Schulla`s Klein Haus. O mais legal de tudo seria se o sábado todo transcorresse exatamente assim sem que a gente tivesse planejado nada, e o domingo fosse passado na mais pura preguiça, mas uma preguiça tão grande, que um post falando sobre ele só fosse ser feito no final da segunda-feira, pouco antes de sair do trabalho com a Robs para voltar a feira para buscar o autógrafo do duplamente supracitado Riq.

Promessa para o próximo capítulo

09 de novembro de 2008 1

Acabo de voltar de um passeio na feira que começou pouco antes das 17h e terminou… bom, terminou agora. Agora preciso ir para o berço, mas prometo contar em seguida as emoções do sábado e dar as dicas que a Fernanda Souza pediu no post aqui embaixo. Fer, livros “bacanas, leves, divertidos e mulherzinhas” é o que não falta na minha lista pessoal. Hoje mesmo saí de lá com dois. Vou ali dormir para me recuperar, mas já volto.

Comprar livros na feira? Até pode ser...

07 de novembro de 2008 5

Num tempo de superlivrarias com promoções e descontos em caráter permanente, em que comprar livros pela internet é um jeito barato de encontrar aqueles títulos mais difíceis, inclusive de sebos, e em que as boas e resistentes pequenas livrarias oferecem um atendimento personalizadíssimo, não consigo deixar de ver a nossa querida feira mais como ponto de encontro do que como local de compras. Porque, não adianta, não acredito que quem compre livros sempre consiga esperar pela feira. Eu, pelo menos, não consigo.

Até vou à Alfândega em busca de novidades, mas, insisto, e espero que meus amigos livreiros não fiquem muito chateados com isso, pelo menos para mim, a compra é acessória.

*

E uma das diversões extras é fuçar a programação de autógrafos e palestras. Hoje, por exemplo, tem algumas coisas a que lamento não poder comparecer, mas fica aqui a minha seleção para hoje e alguns destaques dos próximos dias:

16h30
Quem Matou o Leitor? – Bate-papo com o romancista pernambucano, articulista em várias revistas e autor de documentários e filmes de curta – metragem. Com Fernando Monteiro e Cíntia Moscovich.
Local: Auditório Barbosa Lessa – CCCEV

18h
Oficina da imaginação: José Castello, escritor, jornalista e crítico, ministra oficina em que a imaginação é o tema e a base do fazer literário. Inscrições devem ser feitas antecipadamente no Balcão de Informações situado na área central da Praça da Alfândega.
Local: Sala O Retrato – CCCEV

18h30

Autógrafo: Operação Condor: o seqüestro dos uruguaios – uma reportagem dos tempos da ditadura, de Luiz Cláudio Cunha.
Local: Praça de Autógrafos

20h
Zé Rodrix: As Canções – A criatividade como processo de vida.
Local: Auditório Barbosa Lessa – CCCEV

20h30
Autógrafo: Depois do Sexo, de Marcelo Carneiro.
Local: Praça de Autógrafos

21h

Autógrafo: Squin de Floyrac, de Zé Rodrix.
Local: Auditório Barbosa Lessa – CCCEV

A programação completa para o dia está aqui, e a do restante da feira, aqui.

Etiqueta na feira: fuçar a sacola alheia

03 de novembro de 2008 5

Por enquanto, o Luís Augusto Fischer é a figura mais presente da minha feira deste ano. Explico. Foi ele a primeira pessoa com quem o Márcio e eu topamos na nossa primeira visita, no começo da noite de sábado. Era sobre ele a manchete do site quando entrei online hoje de manhã. E foi dele o primeiro livro que comprei na Praça da Alfândega em 2008: um exemplar do divertidíssimo Dicionário de Porto-Alegrês, para a carioca Roberrrta, que outro dia estava dizendo que às vezes tem “uma vontade louca de falar um bá”.

Por causa do Fischer também me surgiu um questionamento sobre “etiqueta na feira”. Quando chegamos à banca da Palmarinca, ele estava pagando uma sacola cheia de livros. Cheia de coisas boas, concluí, sendo ele quem é. Perguntei se podia ver o que tinha lá dentro, e ele, gentilmente, permitiu. Mas saí de lá com a maior sensação de ter cometido uma gafe. Dos títulos que tinha na sacola, fiquei curiosa a respeito de praticamente todos. Só que não me sinto no direito de divulgar o que vi, porque embora tenha sido o cavalheiro de sempre e deixado que a enxerida fuçasse as aquisições que acabara de fazer, sei que ele não sabe quem eu sou (a não ser que às vezes estou ao lado do Márcio quando os dois conversam), e não deve nem imaginar a existência deste espaço, agora vizinho do Pesqueiro dele.

Enfim, o que o(a) caro(a) leitor(a) acha? É feio demais pedir pra ver a sacola dos outros?

Bom mesmo era...

31 de outubro de 2008 3

Curtir a feira do livro é também reclamar da feira do livro. Porque, vai dizer, todo mundo tem uma reclamação a fazer de como as coisas eram, estão ou poderão vir a ser. Hoje mesmo, na hora do almoço, planejando o que queremos fazer na edição que começa hoje, comentamos sobre uma mudança que já foi muito falada e que, desde que ocorreu, segue dando o que falar, principalmente entre os mais puristas.

Porque a retirada do pavilhão de autógrafos do centro da praça deixou tudo meio guenzo. E não adianta dizer que o centro “geográfico” da praça agora é onde está o atual pavilhão, porque não é. O pavilhão ficou escanteado, na beira da Mauá, pertinho do barulho do trânsito. E não tem mais todo o miolo da praça pra gente ficar parado esperando esbarrar com alguém. Olha o mapa aqui.

Aliás, onde é que o(a) querido(a) leitor(a) costuma marcar encontros na praça? Eu, por costume, sigo marcando na frente do pavilhão de autógrafos, ao lado do Memorial do Rio Grande do Sul. A gente se vê por lá!

Da difícil arte de escrever

27 de outubro de 2008 2

Duas pessoas do meu círculo de convivência que escrevem magistralmente dizem que escrever, para eles, é absurdamente difícil, praticamente uma tortura. Para quem lê os textos deles, porém, é complicado acreditar nisso. Porque são textos saborosos, fáceis de compreender, ainda que densos e repletos de informação (no caso do jornalista), de sentimento (no caso do ficcionista) e de novo vocabulário (sempre aprendo palavras novas com ambos).

Sempre que penso nos dois Sérgios em questão, o Augusto (o jornalista) e o Faraco (o ficcionista), fico com vergonha das mal traçadas que lanço neste espaço para os meus leais 17 leitores. Imagino que essa consciência que têm da complexidade do ofício que exercem com tanto brilho é o que os coloca num patamar muito, mas muito acima deste em que eu me encontro.

Em tempos de Feira do Livro, em cujas sessões de autógrafos costumo brincar que há mais autores do que leitores – parece que hoje em dia tem mais gente publicando livro do que tendo filho e plantando árvore -, eu me pego questionando: para quantos dos publicados é tão difícil escrever como para os meus queridos amigos Sérgios? Ou será que essa suposta dificuldade de que os dois falam na verdade é falsa modéstia, só um jeito de consolar os pobres mortais, de que a gente só não escreve como eles porque não sofre e não porque não pode?

*

Dos dois são os livros que deixo hoje como dicas do que procurar na feira.

Do Sérgio Augusto: Lado B e As Penas do Ofício.

Do Sérgio Faraco: Lágrimas na ChuvaContos Completos.

Doce ironia ou O que procurar na feira (2)

21 de outubro de 2008 2

Foi só eu escrever o post abaixo para receber a mala direta da L&PM comunicando o lançamento do Dolce Agonia, o livro que traduzi no começo do ano da mesma autora do lindo Marcas de Nascença, Nancy Huston. Foi pedreira, mas valeu a pena.

Ainda não vi a edição final, mas sei que o trabalho foi feito com todo cuidado do mundo, principalmente na caça às babadas deixadas por esta que vos escreve. Dica bacana para procurar na feira.

Agora, de volta à (des)programação normal.

Ironia literária

21 de outubro de 2008 0

Estou em dívida com a Camila Saccomori, editora do site da Feira do Livro. Isso porque tinha prometido um post por dia sobre o assunto até o final do evento. Só que não ando conseguindo. É que estou nos finalmentes de uma tradução – cuja entrega está atrasada, que vergonha. Ou seja, um livro está me mantendo longe dos livros.

Prometo que volto logo.