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Posts na categoria "vi"

Yesterday

08 de novembro de 2010 0

Textos de jornalistas, reportagens de diversas plataformas, posts, tweets e comentários de Facebook já disseram e mostraram tudo o que poderia ser dito e mostrado sobre o maravilhoso show que o maior dos beatles fez ontem em Porto Alegre. Mas por ter estado lá – e ainda estar sob efeito de toda aquela energia -, achei que precisava registrar um pouco do que senti por aqui. Foram três horas de espetáculo (e a palavra aqui se aplica em todo seu esplendor), mas eu queria muito, muito mais. Eu e todas as milhares de pessoas que custaram a arredar pé do Beira-Rio à meia-noite.

Paul McCartney não é deste mundo. E isso ficou claro ontem. As composições do homem cobrem uma gama de estilos musicais que vai do bolero ao rock pesado. E todos com excelência. Aos 68 anos, Sir Paul deixou a todos embasbacados com a vitalidade e a simpatia que esbanjou em cima do palco. Homenageou o John – meu quarto beatle preferido – e o George – o segundo, antes de Ringo. Something foi qualquer coisa de especial. A lembrança de George Harrison e a interpretação perfeita da banda de Macca me levaram as lágrimas pela primeira vez.

O choro veio forte com Yesterday, apesar de ela não estar entre as minhas canções preferidas. É que foi Yesterday a música que me introduziu ao maravilhoso mundo dos besouros de Liverpool. Era a favorita do meu pai, de quem herdei a coleção de fitas cassete com a discografia quase completa dos Beatles.

Os primeiros acordes de Eleanor Rigby foram catárticos. Foi naquele instante que me dei conta de que nunca mais – eu disse nunca – qualquer outro show seria capaz de superar aquilo tudo. Talvez apenas outro do próprio Paul, mas então não mais favorecido pelo fator “primeira vez”.

Apesar do repertório (muito bem) escolhido a dedo, faltou muita coisa. Faltou, por exemplo, For No One, a música que inspirou o título original deste blog em 2003: The Day Breaks. E faltou Fool on the Hill. Mas esteve lá Live and Let Die, numa versão explosiva e impecável.

Sir Paul, many thanks indeed!

Quando gênios se encontram

27 de setembro de 2010 0

Meu filme preferido em toda a vida: Era uma vez na América, do Sergio Leone. Com Robert de Niro. Trilha sonora do mestre Ennio Morricone. Hoje, numa sessão nostalgia por e-mail, minha querida Tia Rita me fez lembrar deste filme lindo. E desta música igualmente belíssima. Um encontro de gênios que marcou a minha adolescência e que vi mais vezes até do que O Poderoso Chefão.

tom cruise + cameron diaz = eu ri

22 de julho de 2010 0

O roteiro é fraco e cheio de furos. As interpretações, canastras. Os diálogos, pra lá de clichês. E o Tom Cruise, bem, o Tom Cruise é o Tom Cruise – o que quer que isso signifique para o querido leitor. Mas, vai por mim, esquece a cientologia e toda a maluquice que a criatura faz com a pobre Suri (a começar pelo nome, por Deus) e te atira no Knight and Day – ou Encontro Explosivo, como queiram. Eu ri.

Acabo de voltar do cinema, onde caí de pára-quedas, sem saber xongas sobre o filme (não leio resenhas antes de ver ou ler blablabá, vocês conhecem a doida) escolhendo pelo horário e o espírito de “preciso me desligar do mundo”.

O casal Tom Cruise e Cameron Diaz parece ter se divertido fazendo o filme, e a gente se diverte vendo aquele monte de cena “se é possível” emendada uma na outra. A Cameron? Eu ADORO que ela seja linda mesmo com acne e pareça ter os 37 anos que tem. E, cá entre nós, meninas, o Tom Cruise da tela em certos momentos lembra o bonitinho divertidíssimo de Negócio Arriscado. Parece até saber rir de si mesmo.

Três autores em três filmes num final de semana

15 de março de 2010 0

Alain de Botton, Dave Eggers e Nick Hornby estão entre os escritores cujos livros já me divertiram e encantaram em algum momento da vida. Os três se encontraram no meu final de semana numa feliz coincidência, e não foi em páginas de livros, mas nas telas do cinema e da TV lá de casa.

Primeiro foi o querido e melancólico Away we go, com roteiro do Dave Eggers e da mulher dele, Vendela Vida, e do Sam Mendes – que, fiquei sabendo hoje, se separou da chata de galochas da Kate Winslet. Belo road movie, com o fofo do John Krasinski. Depois, fui ao cinema ver Educação. Bacana o filme, mas estava esperando bem mais. O roteiro? Do Nick Hornby. E, não, o Alain de Botton não escreveu o roteiro do terceiro filme do fim de semana. Mas o livro A Arquitetura da Felicidade aparece em duas cenas do surpreendente – embora muita gente já tivesse me falado bem dele - 500 days of Summer.

Ficam as dicas ;-)

Novas diretrizes no cinema

15 de agosto de 2009 0

Não tem gente indo ao cinema para ver ópera? Pois ontem fomos ao cinema e vimos teatro da melhor qualidade. Tempos de paz é a versão cinematográfica da peça Novas diretrizes em tempos de paz, de Bosco Brasil, que fazia muito sucesso em São Paulo quando morávamos lá e lançou Dan Stulbach para a fama. Na época, não vimos a peça. Hoje vejo que foi uma pena.

O filme é emocionante, mostrando de novo que Tony Ramos é um dos maiores atores brasileiros. O que, entre nós, torna cada vez mais incompreensível a presença dele na atual coisa medonha da Glória Perez.

Se você quer cantar...

10 de agosto de 2009 2

Então que, em homenagem ao John Hughes, eu queria pegar um filme adolescente na locadora. Escolhi um com o Robert Downey Jr. na prateleira de comédia. O nome do filme, Charlie Bartlett, e a capa do DVD levavam a pensar num Curtindo a vida adoidado do terceiro milênio. O filme é uma graça. Não tem nada de comédia boba e, em alguns aspectos, lembra o delicioso Ensina-me a viver. A sensação virou certeza quando ouvi a linda música do Cat Stevens no meio da história. Daí fiquei com ela na cabeça, e a vontade de começar a semana dividindo o astral do hoje Yusuf Islam com quem passasse por aqui.

Primeiro na voz da Ruth Gordon…

… e depois na clássica cena final…

Boa semana!

Jogando convicções no lixo

04 de agosto de 2009 0

Durante o show do João Bosco, na sexta – sobre o qual o Márcio escreveu para a  Zero Hora de ontem -, tuitei duas observações rabugentas, de quem estava achando o show comprido demais.

Abaixo o bis compulsório! Ô coisa irritante #show 10:47 PM Jul 31st from sms2blog

Pior só quem pede música… #show 10:48 PM Jul 31st from sms2blog

Pois ontem a pessoa aqui foi obrigada a engolir o azedume das observações suprarreproduzidas e se viu torcendo pela volta do Boca Livre ao palco depois do final oficial do show para um bis compulsório e – o cúmulo dos cúmulos – me juntei ao coro dos que pediam pela música abaixo.


Donde se conclui que eu curto João Bosco, mas gosto mesmo é do Boca Livre.