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Nova busca - outros

O jovem avô que vou ter de ensinar ao meu bebê

07 de dezembro de 2011 4

Uma das pessoas que mais admirei na infância – e mais senti não ter conhecido – foi o meu avô materno, o “vô Fritz”. Sempre olhei com uma certa inveja para os primos que tiveram o privilégio da sua convivência. Foi por meio deles – e dos meus pais, principalmente – que fiquei sabendo um tantão de alguém que foi tão marcante para quem o conheceu.

Infelizmente, vai ser assim também que o/a meu/minha filho/a vai conhecer o homem mais importante da minha vida até eu conhecer o Márcio. Seu Jurandir Antonio Zanon ficou pouco tempo conosco (48 anos no total, 22 como meu pai), mas deixou um legado que me acompanha até hoje.

Meu pai foi um homem interessado pelo mundo, por história, pelo comportamento humano. Foi o meu Google particular durante muito tempo. Foi quem me ensinou a ler, a gostar de cinema, a questionar o porquê de tudo, a buscar meu espaço sem invadir o espaço dos outros.

Sempre bem humorado, com um senso de humor ao mesmo tempo sofisticado e palhaço, deixou como maiores ensinamentos que não é preciso ser sisudo para ser sério e que a sinceridade e a honestidade são o melhor caminho para conseguirmos o que queremos. Mesmo que esse caminho por vezes acabe se mostrando mais longo.

Hoje, no dia em que ele completaria 64 anos – e que eu completo 19 semanas de gravidez -, minha tia Rita , a irmã caçula que ele via como uma espécie de filha mais velha, fez uma homenagem a ele no Facebook, postando uma música de que ele gostava muito. E cuja letra, percebi hoje, diz muito sobre o homem que ele foi.

Saudade, pai. Que pena que não estejas aqui neste momento tão feliz das nossas vidas.

Surreal? Imagina...

10 de novembro de 2011 0

Então o Itaú me manda um e-mail me oferecendo a oportunidade de acertar uma dívida. Depois de conferir e ver que não era vírus e temendo ter esquecido de pagar alguma parcela do carro durante a greve dos Correios, ligo para o número indicado. Querem cobrar uma dívida de mais de 8 anos que não existe – e, se existisse, estaria prescrita.

Irritada, demando não receber mais ligações, sob o risco de entrar com um processo por danos morais contra o banco (ouço terror e pânico do outro lado) e, depois de ligar para o SAC, recebo a garantia de que não mais serei importunada.

Como se deu a narração disso no meu Twitter, com direito a diálogo com “o banco”:

  • cassiazanon não existe NO MUNDO instituição bancária mais NOJENTA do que o @itau #semmais
  • cassiazanon
    então ligo pro @itau para pararem de me contatar sobre uma dívida que não tenho, e a moça me diz que vão me ligar a respeito… #oi?
  • itau30horas @cassiazanon Olá Cássia. Podemos te ajudar de alguma forma?
  • cassiazanon @itau30horas sim, não entrando mais em contato comigo. só isso. obrigada. (verificar atendimento sob protocolo 125255378).

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Atualização às 11h16 do dia seguinte (11/11/11):

  • itau30horas @cassiazanon Olá Cássia. Para que possamos ajudar você, por favor, informe via DM o seu CPF e telefone de contato com DDD.

Só pode ser sacanagem…

Porque mudar é preciso

07 de novembro de 2011 0

Estava começando a ter engulhos toda vez que abria este tão mal atualizado humilde blog e deparava com o layout ao lado. Mudei. Na ausência de talento como designer, apelei para a máxima segundo a qual menos é sempre mais. Sem mais, obrigada.

Bocaberteando lindamente

14 de outubro de 2011 0

“Bocabertear” é um verbo criado e muito usado pelo meu querido amigo Ernesto Fagundes. E é um verbo perfeito para situações como a que a pessoa viveu na hora do almoço de hoje.

*

Almoço com o marido, em mesa encostada na janela de restaurante de shopping – com uma “bela” vista para o estacionamento. O marido da pessoa pergunta:

– Teu carro tá onde?

– Logo ali, atrás daquele Gol vermelho – responde a pessoa, apontando para o lado de fora da janela.

Então, depois do almoço, os dois resolvem tomar um café fora do restaurante antes de ir embora. Chegando ao estacionamento, a pessoa se apavora…

– Cadê meu carro?!?!?!?

Passam-se muitos – não poucos – segundos de um pânico incontido e cálculos rápidos de toda incomodação que a ausência do carro certamente vai provocar até que o susto dá lugar à vergonha e à percepção de que a pessoa estava procurando o Gol vermelho para encontrar o próprio carro logo atrás dele.

*

Bocaberteei ou não?

Das crenças convenientes

11 de outubro de 2011 0

Toda vez que vou viajar ou planejo alguma atividade ao ar livre e a previsão do tempo é de tempo bom, viro a maior defensora da precisão da meteorologia. Se a previsão é de chuva, acho que tudo não passa de uma bobagem.

Apesar de acreditar na Astrologia e me enxergar perfeitamente nos mapas astrais que já fiz, minha crença no horóscopo diário vai mais ou menos por esse caminho. Hoje, por exemplo, meu “novo trânsito astrológico” segundo o site Astral está tão relacionado com o momento que estou vivendo, que não ouso dizer que não tem nada a ver.

E tenho dito.

Da relação entre o volume de posts e a movimentação da vida

14 de setembro de 2011 1

Desde que criei meu primeiro blog em dezembro de 2003, passando pela adoção do Twitter e do Facebook, venho tentando compreender a relação existente – se é que existe – entre o volume de posts que publico/cometo e a movimentação da minha vida. A conclusão é que não consigo chegar a conclusão sobre o assunto.

Houve períodos de muito, muito trabalho em que eu postei ensandecidamente no twitter e no blog, como se quanto maior fosse a minha produtividade profissional, mais intensa se tornava a minha capacidade de escrever rapidamente sobre qualquer assunto. (Ah, sim, este tanto é fácil de confirmar: nunca um post me toma mais do que 15 minutos, por mais longo que seja. Faço um blog pessoal e sem pretensão, não jornalismo.)

Em contrapartida, há momentos da vida como os das últimas cinco semanas em que muita, muita, muita coisa acontece, e eu fico muda. Mas não é o excesso de coisas que me paralisa ou me impede de me manifestar no blog ou nas redes sociais – eu não acredito que a troca de informações em twitter e facebook seja coisa de desocupados -, é um je ne sais quoi que, imaginava, a tal relação iria explicar.

O fato hoje é que me dei conta de que faz mais de um mês e meio que não escrevo aqui. Agosto passou incólume – e, acreditem, poucos meses da minha vida foram tão relevantes para todos os aspectos da minha vida quanto o mês de agosto de 2011. Não que vá fazer alguma diferença na vida dos meus queridos 17 leitores, mas prometo voltar logo.

Pela democratização do elitismo

28 de julho de 2011 0

A bandeira não é minha, mas do mestre e melhor texto vivo do jornalismo brasileiro, Sérgio Augusto – ok, concedo que talvez seja um dos melhores, mas como é o que eu tenho a honra de poder chamar de amigo, é o melhor. Ponto. A ideia do título deste post surge na última frase do último ensaio do livro Lado B, coletânea de artigos das revistas Bravo! e Bundas publicado em 2001, que acabei de reler há alguns dias: “Precisamos democratizar o elitismo”.

Na apresentação do livro, outro mago do texto em português brasileiro – Luis Fernando Verissimo – dá uma medida de quem é o Sérgio: “Para poupar quem me pariu, não vou chamá-lo de ensaísta, nem dizer que é raro ver alguém tão erudito (‘ “Erudito”, porra?!’ Sérgio Augusto) ser tão divertido, ou alguém divertido ser tão profundo, ou alguém profundo ser tão comunicativo (‘Gozação, não!’ S.A.)”. Perfeita descrição.

Leitora de livros linear que sou – preferindo deixar a hipertextualidade para os meios digitais -, comecei a (re)leitura pelo LFV e terminei pela frase supracitada. E os dois textos fecharam um círculo perfeito, gerando um insight muito mais forte do que qualquer outro que eu poderia ter tido (e que não me lembro de ter tido) em 2002. Estamos emburrecendo? Pior: estamos nos esforçando para emburrecer?

A cada texto do livro do Sérgio eu me perguntava como eles teriam sido transformados para ganhar as páginas dos jornais de maior circulação do país se fosse seguida a lógica corrente de “explicar tudo” para o leitor. Certamente, não teriam causado os pequenos desconfortos que causam nas almas ignorantes como eu a necessidade de ir em busca de mais informações sobre os assuntos tratados ou de procurar a tradução para uma expressão consagrada em francês, inglês ou latim que se ele usou ali certamente eu preciso saber o que quer dizer. Porque a regra de hoje é cada vez mais a de mastigar tudo para o cristão não ter trabalho.

E agora eu rezo para que o Sérgio jamais pouse seus olhos nessas mal digitadas (e nem preciso rezar muito, pois leitor de blogs deste tipo sei que ele não é), porque a partir de agora faço uso do meu exemplo preferido para o caminho que corremos o risco de estar trilhando e para o qual podemos estar embarcando nossos herdeiros. E o exemplo não é um ensaio acadêmico com várias citações e referências culturais e históricas, nem um filme cabeça de um obscuro (porém genial) diretor de cinema escandinavo.

Num final de semana de abril de 2008, aluguei um filme seguindo meio desconfiada uma dica do Edu, ilustrador da Zero Hora. Nasceu ali meu fascínio pelo Idiocracy e o meu receio de que se a gente seguir muito ao pé da letra a orientação do título do livro-referência na minha área de trabalho – Não me faça pensar, do Steve Krug – possa acabar colaborando além da conta na estupidificação da humanidade.

Não, eu não vou contar o filme. E não vou resenhar o livro. Recomendo ambos fortemente. Depois a gente se junta e discute, que tal? Vai daqui a minha pequena contribuição para a democratização do penso.

Um retrato da minha irrelevância

02 de julho de 2011 2

Deparei esta semana com o site wordle.net. Por curiosidade,  submeti este humilde à sua análise, e ele me devolveu um instantâneo da irrelevância que grassa por aqui.

Dos posicionamentos firmes sobre assuntos polêmicos

16 de junho de 2011 2

Sabe qual é a minha posição sobre a transposição do Rio São Francisco? Sobre a descriminalização da maconha? Sobre a hidrelétrica de Belo Monte? Pois é, eu também não sei. Não que eu não tenha uma posição sobre todas essas coisas (e muitas outras), é só que eu ainda não tive tempo de me aprofundar o bastante em nenhuma dessas questões para formar a minha opinião. Fico cada vez mais espantada sobre como as pessoas têm posições firmes sobre questões a respeito das quais não conseguem responder uma pergunta sequer com consistência.

A ideia para este post nasceu ontem, assistindo no Jornal Nacional à matéria sobre os “documentos ultrassecretos”. Vendo os personagens envolvidos e considerando o pouco que me prestei a ler sobre o assunto, concluí: tudo bem que é difícil cogitar de estar ao lado de Fernando Collor e José Sarney (não que Ideli Salvatti e Eduardo Mogadon Suplicy sejam contrapontos confortáveis), mas será que dá para discordar completamente  da não abertura de certos documentos? Sem saber quais são efetivamente os documentos e o que a abertura deles poderia provocar, eu não sei. Até agora só tomei conhecimento de opiniões, nãode  fatos (e a tal matéria do JN não foi especialmente esclarecedora).

Sinto um cansaço imenso toda vez que leio, ouço ou vejo (mais um) comentário burramente generalizador sobre políticos (todos corruptos) e professores (todos cidadãos abnegados). Sem contar os spams com powerpoints trazendo dados quase nunca conferidos sobre temas com que eu preciso concordar, senão… Quem nunca conheceu um político honesto ou um professor  mau-caráter, que ouse contestar a minha irritação.

Antes que me “acusem” de desinformada, eu mesma faço uma confissão. Eu não li sobre o assunto não por falta de acesso à informação ou por falta de tempo. Foi falta de interesse mesmo. Portanto, podem me chamar de alienada. Neste caso, mea culpa, é o que estou sendo. O post é sobre outra coisa, completamente diferente. Meu querido ex-chefe Marco Migliavacca sempre me disse que a gente não precisa ter opinião sobre tudo. Eu concordo em parte com ele. Acho importante, sim, ter posição sobre as coisas. Tenho pavor de neutralidade. Mas a gente podia deixar combinado que só se tem opinião sobre aquilo que se conhece. Que tal?

As buscas voltaram!

14 de junho de 2011 2

Desde outubro do ano passado não faço posts “momento oráculo” por problemas na ferramenta de estatísticas. Eis que desde a semana passada estou conseguindo novamente ver que tipo de busca traz viventes desavisados a este tão parcamente atualizado blog. E então vão daqui as minhas respostas e ou observações às buscas dos últimos três meses, para não deixar os pobres ainda mais perdidos.

cassia zanon – sim! eu mesminha!
o dia se espatifa – onde mais?
ninfetas transando videos gratis – pelamordedeus! como é que tu chegou aqui, criatura? e vê lá, que eu chamo a Olivia Benson
chulé sapatilha – tava demorando… impressionante. e eu nem tenho chulé.
frases sobre lixo – #oi? deve ser para trabalho de colégio, né?
penelope cruz denise fraga – sim, sim. separadas no nascimento. eu sempre soube.
cássia zanon – sim, é com acento
chulé em sapatilha – já tentou talco?
frases de lixo – tô começando a achar que é algo contra o que eu escrevo.
chule e sapatilha – pelo jeito combinam superbem, considerando o quanto se busca isso no google.
tá ligada – infelizmente, tô. e é uma das expressões que eu mais abomino nessa vida. tá ligado?
frases implicantes – ah, isso é o que mais tem…
chule sapatilha – been there, não?
cássia zanoni – sobrou um “i”
receita de linguado grelhado do gambrinus – bá, não sei fazer igual. mas é bom, né?
frases sobre implicância – por que alguém procura por isso, gente?
depoimentos para amigos implicantes – se tu vai copiar, vai gerar mais implicância, já parou pra pensar nisso? pensa numa sozinho, criatura!
como tirar chulé de sapatilha – ADORO perguntas do tipo “bola de cristal”
samantha geimer história – bá, daí tu te deu bem. porque eu reproduzi aqui um texto maravilhoso do Sérgio Augusto sobre o que ela fez com o Polanski
bruna nervis twitter – o secreto dela não adianta. ninguém sabe qual é…
tradução de musicas que se refere a alienados - hahahahahaha
como transar o çintos - eu tava jurando que era alguma tara, mas com a superajuda da minha querida @lizicordeiro descobri que a intenção era descobrir “como trançar o cinto”. confesso que não çei!
nonsense bial - nonsense é pouco. eu ando pensando em coisas muito mais ofensivas sobre ele, para ser sincera #pavordobbb
net porto alegre fatura – chegou errada, é?
baixar “alain de botton” a arquitetura da felicidade – pô, compra o livro. é baratinho. e ainda ajuda a nossa indústria editorial a se manter funcionando.
queridice dicionario – por aqui? difícil…
uso e irrelevâncias no orkut – posso ajudar com a parte das irrelevâncias. serve?
jogo ironia atropelador ciclista – muito tri, né? o link para ele tá aqui.
em 2009 a quem pertencia a gvt – nem ideia. descobriu?
frases implicantes para msn – qual a diferença entre uma frase para msn e outra não para msn?
tirarchule de sapatilha – na boa, joga fora a sapatilha, tchê!
“falta de etiqueta no trabalho” - é uma indireta?
estupro “perdão da vítima” 2010 – meu deus, por que a pessoa chega aqui procurando por isso? nem eu sei
como enxergamos a nós mesmos – tu eu não sei, eu me enxergo muito melhor do que deveria ;-)
romance biografico – tipo assim, dá pra ser mais específico? ou é cola para trabalho de colégio?
incoerencia – total e absoluta. sempre. ou quase sempre.
balaio tem acento?? – ONDE TERIA??????? baláio? balaío? #pordeus
cartão de aniversário para a amiga “perua” – hahahahahahahaha. coitada da amiga
a voz do brasil ironia – parece que não se trabalha com isso por lá.
tumblr mais divertidos e ironicos – não sei julgar.
matÉria do jornal nacional ensinando como tirar chulÉ de sapatilha – tá brincando que teve isso???
a melhor resolução de todas – a minha foi esta aqui
amizade de aluguel – olha, dependendo da oferta, negocio.
depoimentos prontos saudades da minha implicante – #oi? me dá um pouco do que tu bebeu?
terapeutas naturistas porto alegre hagah – não seria “naturais”?
capitulei – indeed. eu também.
alienação pedro bial – parece que ele adotou como nome do meio
como tirar chulé de sapatilhas – e-u-n-ã-o-s-e-i! caramba!
o gugol musica - ai, por que eu tenho medo de pensar que alguém ache que realmente se escreve assim?
classificados odia 25 de setembro de 2008 – nossa… o que é que estava a venda nesse dia?
pra que serve a hora do brasil – para chatear quem volta para casa de carro e sem mp3player entre as 19h e 20h, claro.