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Posts com a tag "ano-novo"

A melhor resolução de todas

30 de dezembro de 2010 4

No post de final de ano do ano passado, defini para mim mesma, aos olhos do meu respeitável – e seletíssimo – público de 17 leitores, o objetivo de “seguir em frente”. Nada de emagrecer, fazer exercícios, engravidar, voltar a estudar ou assistir a filmes iranianos para parecer mais culta. E sabe que deu certo?

2010 foi o ano em que eu percebi que tenho algum talento para dar aulas e, embora estivesse adorando a vida de professora na Unisinos, soube respeitar os meus limites e pedir para sair quando o cansaço estava demais. Foi também o ano em que o Márcio e eu compramos uma casa nova depois de 10 anos e renovamos a nossa intenção de seguir juntos, assinando um contrato de financiamento de 30 anos.

No ano que termina amanhã, descobri que precisava melhorar mais do que imaginava como pessoa, e voltei à terapia. Fiz novas amizades e busquei demonstrar melhor para as pessoas importantes da minha vida o quanto elas são necessárias. No processo, perdi uma pessoa muito querida, tive projetos há muito acalentados frustrados, não consegui ver todo mundo que queria todas as vezes que quis e outras frustrações mais. Mas foram reveses que só fizeram aumentar a gratidão pelas coisas boas.

Por isso, como não se mexe em time que está ganhando – ou ao menos não fazendo feio frente às adversidades -, deixo aqui a resolução para o 2011 que começa depois de amanhã: seguir em frente.

Um beijo e muita luz e paz a todos :-)

Balanço e resoluções

31 de dezembro de 2009 2

O ano passado terminou com um susto. Um susto enorme. Minha mãe estava doente, e a experiência que havíamos tido com meu pai, treze anos antes, dificultava qualquer otimismo. Assim, a virada de 2008 para 2009 foi passada física ou espiritualmente dentro de um quarto de hospital, cuidando pela recuperação da minha mãe depois de uma cirurgia de risco, com a expectativa ainda de saber qual o tamanho do tratamento que a (nos) esperava. 52 semanas depois, acabo de deixar a minha mãe na casa dela preocupadíssima com o fato de a blusa que ela escolheu para entrar 2010 não estar bem passada. E vocês não podem imaginar como essa preocupação boba me deixa feliz. Na minha casa, estou contente por minha preocupação do momento ser não deixar a lentilha que está cozinhando queimar.

O susto do final de 2008 fez com que 2009 virasse o ano em que, entre outras coisas, aprendi a entender como há alegria em pequenas preocupações. O balanço do ano eu já tinha feito num post de novembro. Agora, a poucas horas de entrar em 2010, decidi escrever sobre minhas resoluções, que, na verdade, se resumem a uma só: seguir em frente. Afinal, já não é o bastante?

Bom ano novo a todos vocês :-)

Post com cara de tweet

22 de dezembro de 2009 1

Enquanto muita gente corre pra terminar 2009, outros tantos já estão com os dois pés fincados em 2010. E a gente aqui, no meio…

Festas de fim de ano: uma nova abordagem

21 de novembro de 2009 17

Não sou do tipo que detesta as festas fim de ano. Mas também há tempos deixei de esperar com ansiedade por elas. Durante alguns anos culpei por essa, digamos, melancolia em relação ao Natal e ao Ano-Novo a morte do meu pai, em 23 fevereiro de 1996 – três dias depois do meu aniversário de 22 anos -, causada por um câncer descoberto justamente no 20 de dezembro anterior. Ocorre que eu ainda adoro fazer aniversários. E há muito tempo a saudade doída do meu velho deu lugar a uma saudade boa, que o mantém ao meu lado o tempo todo. Donde se conclui que a causa não deve ser essa.

Tenho me dado conta de que não gosto das festas de final de ano da mesma forma como não sou exatamente fã dos dias das mães, dos pais e dos namorados. Porque são dias em que as pessoas se fantasiam para a felicidade. São dias em que a mãe ou o pai têm que ganhar um presente mesmo que o salário de maio e agosto dos filhos não tenha chegado até o segundo domingo do mês. Em que os namorados e namoradas precisam estar disponíveis, lindos e românticos mesmo que a reunião mais difícil do ano tenha acontecido no dia 12 de junho ou a prova de final de semestre caia no dia 13.

No Natal, as famílias enfiam na cabeça que precisam virar família de comercial de margarina e parecem se sentir obrigadas a passar por cima daquela briga boba que aconteceu no dia 22 de dezembro e que precisava de uma semana para ser realmente superada. E a virada do dia 31 para o dia 1º carrega o peso de definir os 365 dias seguintes: seja pelo que se come, seja por quem beijamos à meia-noite, seja por onde estejamos. São datas carregadas de significado compulsório. E isso me incomoda. Me irrita, até.

Se você resistiu à leitura até aqui certamente está pensando que a blogueira não passa de uma cínica, amarga, infeliz, sem família, sem amigos. Preciso confiar que vai confiar em mim quando digo que não, muito antes pelo contrário. Me sinto hoje muito mais em paz comigo mesma, com meus amigos e com a minha família do que quando esperava ansiosamente pela véspera do Natal, pelo Réveillon, pelo Dia dos Namorados.

2009 foi um ano cheio de datas importantes. Vivi alguns bons Natais, outros tantos dias dos namorados, incontáveis dias das mães e vários anos-novos. Porque conseguimos reunir em diversas ocasiões – algumas inclusive citadas neste humilde – pessoas que se gostavam e gostavam de estar juntas. Porque dei e ganhei vários presentes – comprados ou simbólicos – que me fizeram sentir tendo os melhores dias dos namorados ou das mães. Porque alguns dias marcaram o fim de um ciclo importante e o começo de um novo: um exame mostrando a cura da minha mãe, o começo de um novo desafio profissional do meu marido, a decisão da minha irmã de dar um novo rumo à vida dela, o convite para um trabalho novo e desafiador. Nenhuma dessas datas estava previamente marcada no calendário. Todas foram devidamente e muito bem celebradas.

Por isso tudo, decidi propor a mim mesma uma nova abordagem ao fim de ano. Nada de viagens. As estradas vão estar lotadas, e os hotéis e voos, muito mais caros do que o normal. Além do quê, os tradicionais fogos estressam meu cachorro, e não quero imaginá-lo assustado num hotel enquanto eu brindo a chegada de 2010 longe de casa.  Nada de festas compulsórias. Quero simplesmente juntar pessoas queridas aproveitando que os dias 25 e 1º são feriados e podemos ficar juntos até bem tarde. Conversando, comendo, bebendo, brincando com as crianças e os animais de estimação que estiverem por perto. No Natal e no Ano-Novo deste ano, tudo o que eu quero é poder sentir mais uma vez a alegria que senti tantas vezes nos últimos 365 dias sem que alguém me dissesse que precisava ser assim.

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