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Posts com a tag "blog"

Quem precisa de mais uma mãe blogueira?

29 de setembro de 2012 0

Uma querida amiga minha, mãe de uma linda guriazinha pouco mais velha do que a Lina, revelou esta semana que está pensando em fazer um blog sobre a maternidade. Jornalista e tradutora como eu, ela pensa, como eu, que pode ser bacana ter um espaço onde dividir nossas impressões e sentimentos. Não sei se as dúvidas dela são as mesmas minhas, mas, já que eu já tenho este espaço aqui, peço carona no assunto trazido à baila por ela para dividir as minhas primeiras considerações com meus supostos dezessete leitores.

1 – Alguém precisa de mais uma mãe blogueira?
2 – O que eu posso dizer sobre a maternidade que já não tenha sido dito milhares de vezes?

3 – Alguma coisa que eu possa dizer sobre a minha experiência pode vir a ajudar alguém?

4 – Será que as coisas que eu escrever não podem vir a se transformar no futuro em motivo de vergonha para a minha Lina adolescente?

5 – Tenho eu direito de expor minha pitoca, por menos leitores que possa ter este ou qualquer outro blog que eu venha a fazer?

São questões básicas, básicas, mas que, acreditem, têm tomado parte do tempo que passa tão rapidamente nesta minha licença que se aproxima do fim.

O tempo passa, o tempo voa...

17 de setembro de 2010 1

… e eu, antes de começar a escrever, me pergunto que fim levou o barbudo da propaganda do Bamerindus.

Quase dois meses sem passar por aqui. E não que eu não tenha nada a dizer, pelo contrário. De 26 de julho pra cá, assinamos um contrato de financiamento imobiliário de 30 anos, usei os limites dos meus cartões de crédito parcelando material de construção,  finalizamos uma obra, fiz a 14ª mudança da minha vida e depois de muitas caixas abertas, muitas espanações, muitas doações de objetos e roupas que podem servir melhor a outras pessoas do que a mim, estou aqui sentada no meu novo escritório, de frente para o Márcio, pensando em quantas coisas ainda queremos fazer.

Em julho, eu havia retomado a publicação de posts. Como de costume, não havia qualquer intenção de gerar relevância ou reflexões importantes, apenas uma maneira de me conectar com meus poucos porém qualificadíssimos  leitores e de ter um registro divertido para, daqui a um tempo, lembrar do que me vinha ocorrendo. Porque, sim, eu ainda acredito no “blog” como um diário, um registro, uma marca. Deixei de registrar, por exemplo, várias coisas bacanas que rolaram e estão rolando na firma e perdi o timing.

Porque este blog é um pouco o meu jeito de cumprir parte do que determina a sabedoria popular sobre realização pessoal: plantar uma árvore, escrever um livro, ter um filho. Enquanto não escrevo meu livro, fico deixando minhas mal digitadas linhas por aqui. A árvore, plantei há três semanas no jardim da casa nova – uma bergamoteira, a Maricota. O filho? Espero do fundo do coração que venha quando estiver pronto para vir.

Reciclar é preciso? Ou de quando tweets iam para o blog

22 de julho de 2010 1

Num momento insone, me dou conta de que este blog, ou seu primeiro antepassado, vá lá, tem mais de seis anos de existência. Funçando nos arquivos de cinco anos atrás, encontros dois pré-tweets que achei bacaninhas.

Máxima gramatical
Crase é como vírgula: melhor faltar do que sobrar. 
(Numa tentativa de fazer os colegas compartilharem da minha compreensão empírica da língua portuguesa.)

Máxima musical
Beatles é como Chico: a gente sabe que é bom, mas sempre que ouve se dá conta de que, POR*A, É BOM PRA CA*ALHO!

Do blog, do abandono do blog e uma rápida autoanálise

02 de julho de 2010 0

Eu poderia botar a culpa no Twitter. Ou na falta de tempo. Ou na falta de coisas interessantes a dizer. Mas a verdade é que nenhum dos três motivos – ou quaisquer outros que eu possa inventar – bastam para explicar por que o número de posts neste humilde tenha caído vertiginosamente desde o surgimento da sua primeira versão, em dezembro de 2003.

A verdade é que meu superego anda mais saidinho do que de costume. E eu me pego pensando duas ou mais vezes antes de abrir a caixa de post. Antes não me incomodava tanto ocupar pixels e banda com minhas banalidades, mas, ultimamente, incomoda. Será o fato de eu já estar mais para os 40 do que para os 30?

Esta semana participei do Gauchão de Literatura, “apitando” uma disputa entre dois livros de contos de escritores gaúchos. Nos comentários, críticas ao tamanho (pequeno) e à profundidade (rasa) da minha análise. Cheguei a cogitar de me explicar, de argumentar que escrevi o que me foi pedido e que não me arvoro especialista em literatura, apesar de ser leitora compulsiva, mas desisti. Qual o sentido de tentar convencer alguém de algo que ele já decidiu que não quer ser convencido? Daí que resolvi tratar do assunto aqui, nos meus domínios, com a profundidade que me dá na telha (rasa).

“Se beber, não tuíte”, diz o já popular ditado. E eu acrescento: “se estiver com sono, não poste”. Mas, quer saber? Se eu não estivesse com sono e com vontade de abrir o coração neste instante em que digito, este pobre blog seguiria abandonado. Apelemos então a mais uma máxima, para que eu volte, enfim, a postar, independentemente do que os outros vão pensar: “se não gostou, não leia”.