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Posts com a tag "futebol"

Religião, futebol e política

05 de outubro de 2010 0

Quem me conhece bem sabe que eu pago para entrar numa boa discussão. E que muitas, muitas vezes dou o braço a torcer e mudo de ideia, de posição, de crença. E uma das convicções que tenho é de que somos capazes de mudar de tudo: de ideia, de posição, de crença, mas não podemos mudar de paixão. Por conta disso, eu tenho um adendo mental àquela máxima que diz que religião, futebol e política não se discute. Para mim, religião, futebol e política se discute, sim – desde que não haja paixão envolvida.

Porque a paixão emburrece, embrutece e nos torna impermeáveis – por vezes, até desrespeitosos em relação ao outro. Quem está apaixonado não será demovido de suas ideias, posições ou crenças a respeito do que provoca esse sentimento. Assim, fica aqui acordado da seguinte forma: a gente começa discutindo, trocando informações, argumentações e ideias. Se por acaso ficar evidente que de alguma das partes há paixão, escolhemos outro assunto. Trocando em miúdos, onde há paixão, mantemos a discussão no acessório, no que pode ser mudado.

Combinado?

*

Enfim… sou só eu que estou achando um exagero essa coisa de o “aborto” ter definido voto de muita gente? Ao ponto de a Dilma ir para o Jornal Nacional lembrar sua criação católica?

Observações aleatórias sobre futebol

02 de julho de 2009 7

Sempre fui colorada, mas só passei a compreender mesmo o que isso quer dizer depois de começar a ir a campo. Mesmo – ou principalmente – àqueles jogos que não enchem um quinto do estádio e que o time empata – ou perde.

Não entendo como alguém pode não torcer para time algum. A sensação de fazer parte de algo que mobiliza milhares e milhares de pessoas é de certa forma reconfortante e dá uma certa crença na capacidade de mobilização da humanidade em torno de uma causa comum. Imagino que ajude quando se trata de uma torcida via de regra civilizada e alegre como a do Internacional.

Não toco flauta. Justamente para que não toquem flauta em mim. Gosto de comemorar as vitórias do meu time com os outros torcedores.

Em jogos como o de ontem, no Beira-Rio, fico feliz ao ver a maior parte das quase 50 mil pessoas que se prestam a passar frio para ver o time tentar uma vitória quase impossível ficar até o final de um jogo evidentemente perdido. E aplaudir a equipe, mesmo sem ter vencido. Isso, afinal, é o tal espírito esportivo.

A loira de voz esquisita que narrava o jogo estava atrás de mim ontem devia ser banida de qualquer evento social. Qualquer. Ou ir a uma fonoaudióloga. Ou fazer uma cirurgia nas cordas vocais.

Torcedores de ocasião – aqueles que só acompanham quando o time está bem ou só vão ao estádio em finais – são necessários. Mas infelizmente creio que também meio que ajudem a dar má fama a qualquer torcida, vaiando o próprio time, reclamando o tempo todo. Não sabe perder? Desista de ser torcedor.

Torcedores fanáticos – aqueles que sofrem e respiram o clube, andam fardados da cabeça aos pés e têm e-mails com o nome do time – são necessários. Mas infelizmente creio que também meio que ajudem a dar má fama a qualquer torcida, sendo agressivos, exagerados, chatos. Equilíbrio é tudo nessa vida.

Se a gente parar para pensar, o futebol funciona como uma perfeita metáfora da vida. Quem desenvolve bem a tese é o Márcio. Vou ver se o convenço a botá-la no papel – ou no blog dele.

Não tem Prozac que supere a carga de energia de um gol comemorado dentro de um Beira-Rio lotado. Não tem. O problema é que vicia.