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Posts de março 2008

A súmula atira para todos os lados

31 de março de 2008 114

Bebeto corre, já provocando o torcedor/Hermínio Nunes
Bebeto corre, já provocando o torcedor/Hermínio Nunes

Atenção Bebeto, Asprilla e Figueirense.

A súmula de Luiz Orlando de Souza é contundente (confira a original clicando aqui), detalhada e dará pano para manga no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da Federação Catarinense de Futebol (FCF).

Em relação a Bebeto, registra incitação à violência. Em relação à Asprilla, fala em tentativa de agressão do zagueiro ao árbitro após o vermelho. Ambos estão sujeitos a ganchos de três meses a um ano.

Em relação ao Figueirense, o árbitro é claro sobre o arremesso de copos e outros incidentes. A denúncia é inevitável por parte da procuradoria do TJD.

Pobre Tribunal. Foi omisso quando não poderia. Agora, está numa tremenda saia justa para julgar os demais casos. Pobre campeonato, vítima de sua própria incapacidade de gerenciamento.

Mas não vamos deixar passar em branco. Nem julgamento do Avaí e Criciúma no STJD, nem do Atlético, nem do Marquinhos, nem os próximos que virão, já que, neste ritmo, mais uma vez o presidente Delfim terá dificuldades para entregar a taça em campo.

Postado por Marcos Castiel

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Cantando de Gallo até quando?

31 de março de 2008 101

O técnico Gallo, do Figueirense, é um capítulo à parte neste Estadual. A despeito de ter apresentado bons resultados no final da Série A, no Campeonato Estadual, até agora, deixa muito a desejar.

Muitos dirão: “Meu Deus, o cara está classificado para a final e você encontra motivos para criticá-lo?”

À pergunta hipotética, respondo que o critico não agora, mas há muito tempo, basta ver os posts mais antigos.


E acredito que o time está na final, apesar do Gallo, e não por causa dele. Se dependesse do Figueirense, ele estaria fora da final. Foi entregue a classificação nas mãos alvinegras, o que não está acontecendo agora, pois o raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Algo como uma Ferrari nas mãos de alguém habilitado para dirigir um fusquinha.

Vou enumerar alguns motivos:

- Estamos na 19ª rodada do Estadual e a defesa do Figueirense não parou de tomar gols de cabeça. Nem de bolas cruzadas na área de forma rasteira. Vide os últimos dois, contra Criciúma e Avaí.

- Um time como o Figueirense, de Série A do Campeonato Brasileiro, não pode perder dois clássicos seguidos numa competição. Pense no Flamengo, perdendo duas para Flu e Vasco, ou vice versa, Inter perdendo duas para Juventude e Grêmio, Coritiba levando pau de Atlético e Paraná. No mínimo, uma revolução interna aconteceria no clube.

- Treinos secretos são realizados. Para quê? Treinar jogadas ensaiadas? Acho que não, porque o máximo que vimos é Fabri batendo escanteios fechados – perigosos, é verdade -, o resto é de uma obviedade inaceitável.

- Treinos secretos são realizados. Para quê? Para treinar posicionamento da zaga? Então troca os jogadores, porque eles não entenderam nada. Seguem batendo cabeça.

 

- Treinos secretos são realizados. Para quê? Preparar taticamente o time? Só se for para pensar na próxima retranca, seja time pequeno, o que causa uma imensa dificuldade na vitória, ou em clássicos, o que dá moral para o adversário. Ou para mudar o time no segundo tempo e posar de herói, porque mexeu bem. Só eu vejo isso?

- Treinos secretos são realizados. Para quê? Para colocar jogadores “surpresas” no time? Tipo Élton, domingo, no clássico? Um jogador que não atuou no Estadual não quebra todo o entrosamento do time? É uma atitude de um treinador comedido? Aí o cara entra, vai expulso com 15 minutos. Pergunta: a parte psicológica do atleta foi bem avaliada? Porque tecnicamente não podemos dizer, né?, o treino é secreto.

- Treinos secretos são realizados. Para quê? Ouso responder: para não vermos o próximo erro.

- As mensagens subliminares passadas pelo comandantes aos atletas são importantíssimas. Se você escala três zagueiros e seis meias, o que diz ao seu time, que joga em casa? Respondo: “Estamos com medo”. Outra: se você diz nos microfones que “é só mais um jogo”, enquanto o técnico adversário diz: “É uma final, é tudo ou nada”, que recado você está passando?. Respondo novamente: “Se perder não tem problema”. É um discurso medroso, que foge da responsabilidade.

- A mensagem subliminar foi determinante em vários jogos. Cito só os últimos dois. O que fizeram Leandro Machado e Silas? Reconheceram a importância do confronto, respeitaram o adversário, o que não fez o Figueirense.

- Bastava ver as entrevistas dos atletas. Jogadores do alvinegro meio barro, meio tijolo, jogadores do Tigre e do Avaí ligados, plugados, energizados. Em campo, a mesma coisa. Lembram do primeiro tempo em Criciúma. Lembram dos primeiros 15 minutos no Scarpelli? (falo assim, para dar um desconto após a expulsão, quando os atletas alvinegros mudaram o ritmo por conta própria, motivados for um fator interno).

Pois bem, a diretoria do Figueirense não é de seguir a mídia, tem suas fortes convicções. Mas a análise que faço é em virtude de, como jornalista esportivo, já estar calejado de ver técnicos bons terem seu trabalho injustamente interrompido. E os casos não são poucos. Neste caso, a direção alvinegra é magistral, dá uma lição nas outras.

Não estou acostumado é a ver treinadores que fazem barbaridades a olhos vistos, dão entrevistas estapafúrdias, subjugando a inteligência da torcida e vão passando batidos. Com o consentimento de todos, passivos e amorfos. Não me incluo neste grupo.

Postado por Marcos Castiel

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Fim do jejum. Avaí mereceu vencer

30 de março de 2008 213

Torcedor do Avaí achou jeito de burlar medidas da FCF/Hermínio Nunes
Torcedor do Avaí achou jeito de burlar medidas da FCF/Hermínio Nunes

O clássico foi cheio de nuances, difícil de comentar numa só crônica. Teve ações dos técnicos, o nervosismo, a participação da arbitragem, enfim, resolvi desmembrar cada item para avaliação.

Antes que me cobrem, sobre a participação do árbitro Luiz Orlando de Souza (que também está avaliada aqui), acho que, no lance mais polêmico, a expulsão de Elton, ele agiu corretamente.

Vamos à avaliação do clássico em que o Leão fez 2 a 0 e colocou o time na briga com o Tigre, encerra um tabu de 20 anos sem vitória avaiana em estaduais e afasta o Figueirense (não matematicamente) da luta pelo título:

Os jogadores

Wilson/Eduardo Martini - Wilson estava perfeito nas saídas de gol, era um gigante impedindo as conclusões avaianas, porém, e bota porém nisso, falhou no gol avaiano. Martini, um pouco menos exigido, foi perfeito e fez uma defesa milagrosa em chute de Edu Salles.

Felipe Santana/Cássio - Santana tem muito vigor físico, mas saiu pouco para o ataque, mesmo quando o time tinha o mesmo número de homens. Cássio foi seguro, concentrado, pegador.

Bruno Perone/Fabrício - Ambos foram muito bons marcadores. A diferença é que Fabrício saiu mais para surpreender no ataque. Numa dessas, fez o gol da vitória.

Asprilla/Émerson - Emerson cumpriu suas funções com maestria. Asprilla em campo foi perfeito, depois perdeu a cabeça ao agredir Bebeto.

Léo Matos/Rodrigo Galo - Léo Matos ficou acuado na sua ala. Gallo esteve mais à vontade.

César Prates/Jef Silva - César Prates foi mais participativo, mais objetivo e ainda ajudou no meio. Jef cisca muito com a bola e permitiu alguns avanços, principalmente de Diogo, por seu setor. Ainda não calibrou bem seus cruzamentos.

Diogo/Batista - Diogo continua errando cruzamentos (com a atenuante que não é sua função), mas foi o homem de meio que mais se apresentou, não fugiu à responsabilidade. Batista foi burocrático e poderia ter feito a diferença quando o Avaí teve um homem a mais. Ficou devendo.

Élton/Bruno - Sem comentários para Élton. O cara estréia e perde a cabeça deste jeito. Depois do clube dar suporte a ele na difícil recuperação de lesão. Não estava psicologicamente preparado. É uma marca que será difícil de superar. Foi o culpado pela derrota alvinegra. Bruno, por sua vez, marcou muito, fez o que dele era esperado.

Cleiton Xavier/Valber - No primeiro tempo, opostos. Cleiton até apareceu em dois lances de criatividade, mas ficou devendo, não estava na pilha que o clássico requer. Foi a decepção do time. Valber, sim, estava pilhado, aceso, movimentando-se, criando. Mas não sabe chutar e, por este motivo, desperdiçou uma das melhores chances avaiana.

Rodrigo Fabri/Marquinhos - Fabri foi o mais efetivo jogador de criação alvinegra. Muito marcado, não fugiu do jogo e abasteceu o ataque sempre de forma perigosa, até ser substituído, por não estar nas melhores condições físicas. Marquinhos é um capítulo à parte. De uma %22malandragem%22 sua, no disputar com as mãos a posse de um lateral com Élton, viu o adversário ser expulso. Distribuiu boas bolas, mas, ao contrário de Fabri, não soube sair com tanta habilidade da forte marcação. Quando conseguiu, fez a jogada que resultou no gol.

Wellington Amorim/Vandinho - Wellington Amorim estava abandonado no ataque, por circunstâncias do jogo, mas assim mesmo deu opção de jogadas ao time. Vandinho foi bem na movimentação, mas estava afobado para concluir, o que não é aceitável para um goleador.

Marquinho - Movimentou-se e deu qualidade ao meio, soube girar a bola e articular o time.

Edu Salles - Faltou sangue frio para marcar o gol quando esteve cara a cara com o goleiro.

Bruno Santos - Recebeu poucas bolas para mostrar seu oportunismo

Bebeto - Chamou a marcação, perdeu um gol no mano a mano com Wilson, e, na segunda chance, marcou. Depois causou grande confusão e foi expulso. Fez do melhor e do pior.

Rafael Costa - Nas chances que teve, numa acabou tirando o gol do companheiro Vandinho, noutra se apavorou e concluiu mal. Precisa dizer mais?

Ferdinando - Compôs o meio e ajudou a garantir superioridade no setor.

A arbitragem

O árbitro Luiz Orlando de Souza foi testado ao extremo. Vamos por partes: primeiro, Marquinhos foi insistente na briga pela bola, mereceu o amarelo. Segundo, Elton deu, mesmo, com o braço na cara de Marquinhos, mereceu ser expulso. Agiu bem. Sua condução foi próxima aos lances e teve erros normais na primeira etapa.

Na segunda etapa, perdeu a chance de levar uma nota alta, quando em falta de Asprilla em Marquinhos, deveria ter dado o segundo amarelo e expulso o zagueiro. Preferiu acomodar a situação. Errou.

Num lance em que Edu Salles caiu na área, polêmica. Vi e revi o lance pela televisão e, só depois de muita atenção, percebi um pênalti. Convenhamos, não dá para crucificar o árbitro, que precisa decidir na hora.

No lance do gol, tanto bandeira quanto árbitro foram bem: o gol foi legítimo, não houve impedimento.

A expulsão de Fabrício também foi correta.

A expulsão de Bebeto e Asprilla também foi correta, um provocou a torcida após o gol. O outro agrediu o adversário.

O técnico Gallo

A surpresa, em apostar em Elton, que não jogou uma partida sequer da competição, foi, realmente, ousada. Tuta foi sacado, numa alteração, pelo menos em teoria, defensiva. Quanto à presença de Fabri, nada demais. Sua saída diante do Tubarão já cheirava prevenção visando ao clássico. Sua escolha, no entanto, decepcionou: Elton foi expulso infantilmente. Qualquer plano de Gallo, na primeira etapa, então, caiu por terra, embora seu time já fosse dominado pelo adversário antes. No segundo tempo, colocou Marquinho para recompor o meio. E foi ousado ao tirar Bruno Perone e colocar Edu Salles. Depois ainda entrou Bruno Santos. Fez o que pôde. Mas está devendo para o torcedor, que perdoa muita coisa, mas não engole derrota em clássico. Já são dois seguidos, Criciúma e Avaí.

O técnico Silas

Optou por um time defensivo. Retirou Bebeto para entrada do marcador Bruno. Bebeto, apesar de em má fase, é um jogador mais experiente que Vandinho. Jef Silva na vaga de Zé Rodolpho se explica pela maior mobilidade de Jef. Deu sorte com a expulsão, mas poderia ter tirado Bruno, que tinha amarelo, para abrir mais o time. Optou pela saída de Cássio, entrando Bebeto. Foi inteligente em vigiar Fabri, tirando o elo para Xavier render melhor. No segundo tempo não omitiu-se e colocou o time para frente com Rafael Costa. Foi premiado com o gol. Tem estrela.

O jogo no 1º tempo

Dois times no 3-6-1, só poderia esperar-se uma intensa briga de meio-de-campo. Muitas faltas sobre Válber, de um lado e Fabri, de outro.

Nos 10 primeiros minutos, o Avaí foi mais insistente no ataque. O Figueira bem mais cauteloso. Até a expulsão de Elton, o Avaí já era melhor. Continuou mais ofensivo com a supremacia numérica, mas não soube aproveitar para impor um ritmo mais forte. Válber perdeu um gol de cara para Wilson, chutando para fora.

Já o Figueirense, após a expulsão, mostrou calma para, quando dava, sair para o ataque, até ameaçando o Avaí em algumas oportunidades. Bruno salvou uma bola alvinegra que iria entrar, após escanteio, na melhor chance do time da casa.

O jogo 2º tempo

O Avaí ou tem problemas no preparo físico, ou falta determinação para partir para cima. O azurra, quando deveria crescer no jogo, mostrou certa apatia. Já o Figueirense mostrou um senso de organização tática para superar a inferioridade numérica. Assim equilibrou as ações até os 20 minutos. Depois, as melhores chances foram avaianas, por três vezes, atacantes apareceram na cara do gol, todas com Wilson defendendo. Mas o volume de ataque era imenso e, num deles, saiu o gol, fazendo justiça no placar.

A decisão da FCF

Na entrada da torcida adversária, com ou sem camisa, tivemos, novamente, cenas de selvageria, culminando em briga de policiais militares com avaianos.

Vários torcedores foram barrados na entrada por não estarem trajados conforme a norma, tiveram que entrar sem camisa.

Como se vê, é por outro lado que deve se buscar a paz. A medida foi inócua.

Postado por Marcos Castiel

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O bonde do Tigrão

29 de março de 2008 46

Ulisses Job
Ulisses Job

A última esperança dos times da Capital, de que o clássico pudesse não ser a última barca na luta pelo título do turno, terminou há pouco.

O que todos já sabiam, até as escrituras das tábuas da lei já vaticinavam, aconteceu: o Criciúma venceu o Brusque. Um magro 1 a 0, choradinho, com três pontos valiosos.

São cinco pontos de distância do Figueirense, seis do Avaí. Quem perder o clássico, vai procurar o sargento Garcia para ver se ele prendeu o Zorro e perguntar para o mascarado se ainda tem chance no returno. Se empatarem, adiós muchachos también!

Vejam a confortável trajetória do Tigre, um verdadeiro bonde do Tigrão: encara Cidade Azul e Guarani, para decidir tudo com o Avaí, ou pegar um azurra desmotivado na última rodada.

Se o Figueira vencer o clássico, fica a dois pontos do time do Sul, mas terá que mostrar força para tirar a diferença, já que não tem confronto direto. E ainda pega equipes que podem complicar: Metropolitano, Marcílio e Atlético. De qualquer sorte, precisa dos três pontos nem que seja para chegar à frente na classificação geral e fazer o segundo jogo da decisão no Scarpelli.

Se o Avaí vencer o clássico, fica a três pontos, mas conta com um confronto direto na última rodada. Antes, pega a barbadinha do Brusque e visita a Chapecoense.

Se o bonde do Tigrão embalou, o trem do clássico está esperando um da dupla embarcar. Se o forno do clássico já estava quente, agora foi à temperatura máxima. A batata está assando rápido. Vamos ver quem vai ficar com o tubérculo fumegante na mão.

Postado por Marcos Castiel

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Figueirense 9 x 7 Avaí

28 de março de 2008 65

Raios, mil vezes raios

Dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Se assim for, a comparação entre os dois times Figueirense e Avaí, nome a nome, pode mostrar um pouco do que será o clássico.

Mas este blogueiro sabe que clássico é clássico, e vice-versa, e, nesse caso, o raio não só desobedece as leis da física, como pune que ousa fazer vaticínios.

Mesmo assim, por dever de ofício um pouco, por prazer na polêmica um outro tanto, lá vai o placar da comparação individual dos dois times, nome a nome.

Diante dos mistérios dos técnicos não vou fazer o prometido: avaliar todos os nomes, incluindo os do banco. Fico com os supostos times titulares, já que Fabri e o Sales, pelo Figueira, e Wendel e Bruno, pelo Avaí, podem aparecer.

Vamos lá e poupem o karma deste blogueiro com vossa iras. Trata-se apenas de uma brincadeira. E lembrem-se que futebol é momento.

Wilson/Eduardo Martini - Wilson é um dos melhores goleiros do Estadual, junto com Zé Carlos. Martini está voltando da reserva, mas passa por boa fase. Dá Wilson. Figueirense 1 x 0 Avaí

Felipe Santana/Cássio - Felipe Santana é mais jogador que Cássio. Cássio está melhor jogador que Santana. Empate. Figueirense 2 x 1 Avaí

Bruno Perone/Fabrício - Um mal começou a jogar, embora revele muitas qualidades. Outro é experiente e, no momento, com mais possibilidade de render no clássico. Dá Fabrício. Figueirense 2 x 2 Avaí

Asprilla/Émerson - Émerson é um zagueiro muito bom. Mas Asprilla tem mais qualidade. Figueirense 3 x 2 Avaí

Léo Matos/Rodrigo Galo - Empate técnico. Figueirense 4 x 3 Avaí

César Prates/Zé Rodolpho - Mais qualidade e mais experiência para César Prates. Figueirense 5 x 3 Avaí

Diogo/Batista - Diogo está num momento complicado, perdido no meio. Batista é mais regular. Figueirense 5 x 4 Avaí

Cleiton Xavier/Marquinhos - Cleiton Xavier e Marquinhos se equivalem em importância para seus times. Empate. Figueirense 6 x 5 Avaí

Fernandes/Válber - Fernandes é um milhão de vezes melhor que Válber. Mas estava sem jogar e não se sabe qual será seu rendimento. Empate. Figueirense 7 x 6 Avaí

Wellington Amorim/Bebeto - Wellington Amorim está recuperando a boa fase. Bebeto passa por momento difícil. Figueirense 8 x 6 Avaí

Tuta/Vandinho - Dois goleadores. E dois atletas que podem deixar o time na mão. Empate. Figueirense 9 x 7 Avaí.

Postado por Marcos Castiel

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Luiz Orlando de Souza, um homem de sorte

28 de março de 2008 28

A FCF segurou o que pôde, mas o que todos já sabiam foi confirmado. Luiz Orlando de Souza apita o clássico.

Homem de sorte, hein? A bolinha caiu justamente no árbitro de melhor atuação neste campeonato.

Concorreu com ele Célio Amorim. Homem de azar, não?

Mais, não posso falar.

E prestem atenção na escala. Quem está de volta? Paulo Henrique de Godoy Bezerra, apitando Metropolitano x Juventus.

Tardelli? Lá em Itajaí, para apitar Marcílio x Joinville.

Quantas novidades. Esse sorteio é a incógnita mais previsível que eu já vi. Parece a mega sena!

Postado por Marcos Castiel

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Sugira vestimentas para a torcida azurra

28 de março de 2008 52

ATUALIZAÇÃO DO POST (19h)

Deram uma domesticada no monstro


Conversa presenciada pelo repórter Diogo D%27Ávila, no viva-voz do coronel Eliézio, com o procurador jurídico da FCF, Rodrigo Capella, com a presença do repórter Fabrício Correia, da CBN:

- Vai complicar a situação da Polícia Militar se todas as roupas brancas e azuis forem proibidas - disse o comandante.

- Ahã, ahã - murmurava Capella

Resultado: haverá um %22jogo de cintura%22 e calças jeans serão aceitas. Apenas camisas de times parecidas com a do avaí e roupas lembrando o azul avaiano serão barradas.

Aí eu pergunto: se é para não obedecer a lei que foi criada, por que não liberar logo a presença do torcedor?

POST ORIGINAL 

Criaram um monstrinho

Às vezes nem quem cria uma portaria pensa direito no que escreveu. O blog alertou há duas semanas que, se não fosse revogada a medida sobre torcidas adversárias no estádio, os avaianos não poderiam ir de azul e branco ao jogo.

A confirmação veio com a entrevista do procurador jurídico da FCF, Rodrigo Capella, no programa Debate Diário desta sexta-feira.

Pois bem, como costuma dizer o editor de esportes do DC, Ewaldo Willerding, %22criaram um monstrinho%22, agora terão que lidar com ele.

E agora? Não pode calça jeans, não pode shorts branco, como o torcedor do Avaí irá ao estádio? Pode meia branca, ou o cara terá que ir fantasiado parea o carnaval? Levar um leão de pelúcia pode? O blog aceita sugestões. A minha é que vão todos de preto, em sinal de luto por tanta falta de coerência.

Outra, a medida vale para todo o estádio. Os alvinegros, em teoria, até podem usar branco (está entre suas cores), mas não podem ir de azul, já que, novamente em teoria, não existe espaço para o adversário. Então, calça jeans também está proibida para a torcida do Figueira.

O absurdo dos absurdos está posto. É inacreditável que esteja culminando, num dos clássicos de maior história deste país, tal aberração.

 

 

Postado por Marcos Castiel

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Tudo muito estranho

28 de março de 2008 12

Por que o coronel Eliézio não chamou a imprensa, na quinta-feira, para divulgar o esquema de segurança do clássico? Como acontece há muito tempo.

Por que a FCF não divulgou a escala de arbitragem completa na quinta-feira? Como sempre faz.

Por que às vésperas de um clássico dos mais decisivos dos útlimos tempos não se faz tudo as claras, bem explicado, para não ficar dúvidas?

Por que, provavelmente, saberemos só nesta sexta-feira, se os torcedores do Avaí poderão ir de azul, mesmo que sem camisa do clube? Afinal, a portaria que proíbe o adversário de se identificar, fala em usar as cores do clube.

Mesmo assim, estaremos atentos, atualizando o blog com o que sair de novo e comentando a escolha do árbitro.

Ah, e o blogueiro não vai fugir da responsabilidade. Mais tarde, quando tivermos uma noção melhor de quem vai jogar, vou comparar jogador a jogador e dar o escore, como fiz no clássico anterior.

Desta vez, mais ousado. Comparado o elenco completo dos dois times.

Postado por Marcos Castiel

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Efes de Figueira, frio e fraco

27 de março de 2008 55

Um gol bonito. E só. O resto foi horrível!/Flávio Neves
Um gol bonito. E só. O resto foi horrível!/Flávio Neves

Aquele conceito de que o que vale é vencer, mesmo sem jogar bem, só se aplica quando os adversários têm um mínimo de equivalência.

Na noite desta quinta-feira, no jogo do Figueirense contra o Tubarão, pode parecer estranho cobrar de um time um melhor resultado, já no primeiro tempo, quando a equipe termina vencendo por 1 a 0.

Mas diante da qualidade baixíssima do adversário do Sul do Estado, ir para o vestiário, jogando nos seus domínios, vencendo só por um gol de diferença já foi constrangedor para Gallo e Cia.

Não precisava nem jogar bem, o que, de fato, não ocorreu, mas pelo menos ter criado mais chances de gol. Se Wellington Amorim marcou um golaço, perdeu um outro dos chamados %22feitos%22, seguido por Xavier, Diogo e Tuta.

Faltou dinâmica de jogo, triangulação, pressão, interesse, enfim, uma frieza que não combina com um time às vésperas de um clássico.

Forçoso dizer que esta situação, de começar o jogo como se estivesse em outro planeta, custou ao alvinegro um banho de bola diante do Criciúma na primeira etapa do clássico da última rodada.

Necessário lembrar que a novela Diogo cruzando errado, Tuta embolado na entrada da área, Makelelê relembrando Carlinhos, falta de criatividade nas triangulações, tudo foi reeditado nos 45 minutos iniciais. Gallo não aprendeu a lição do Sul?

Tigre, Leão, Tubarão, Gallo, é muito bicho

Toda esta crítica em relação à etapa inicial é para lembrar aos alvinegros que, se assim for, domingo, diante do Avaí, novamente o time vai correr um risco desnecessário, pois, na brincadeira dos bichos, o Tigre e o Leão valem mais que o Tubarão. E, para não perder o trocadilho, o técnico não vai conseguir cantar de Gallo.

Noves fora, havia ficado para o segundo tempo a necessidade de conseguir uma goleada. Corrigindo, a obrigação. Afinal, é grande a possibilidade de Figueirense e Criciúma decidirem no saldo a situação na rodada final.

Para um time de Série A, com mais preparo físico, mais dinheiro no bolso dos atletas e comissão técnica, mais infra-estrutura, restava dar a resposta esperada após o intervalo.

Sem essa de que o time estava com a cabeça no clássico, os atletas não queriam machucar-se etc. O jogo era importante. O saldo era imperioso.

A curiosidade ficava por conta de como seria a movimentação de Fernandes. A idéia era ver seu presente e pensar no futuro, caso Fabri não se recupere de lesão que o tirou de campo ainda na primeira etapa. É preciso dar um desconto, por ser o primeiro jogo na volta de lesão muscular, mas, para o clássico, só entrando no segundo tempo.

E o Figueirense? Nem parece que o técnico conversou com o time no vestiário. A mesma apatia, a mesma pobreza de soluções e uma grande incógnita: a superação de um clássico vai devolver ao Figueirense o futebol esquecido nos dois últimos jogos?

O desempenho de ontem foi daqueles para devolver o dinheiro do ingresso para o torcedor.

O que se viu foi uma coleção de cruzamentos sem propósito, chutes sem direção, um vazio existencial invadiu o 11 alvinegro.

Lembra do Makelelê, o aprendiz de Carlinhos? Foi expulso infantilmente.

E o Cidade Azul? Só não empatou porque, realmente, será um dos rebaixados. Chances teve pelo menos três.

Ah, já ia esquecendo: e o Audilian, o árbitro estreante no profissional? Vinha bem, vinha bem, até não dar um pênalti em Edu Sales e invalidar um gol legítimo do próprio Edu Sales, no finzinho do jogo. Mesmo assim, passou no teste e não influenciou no resultado, já que os lances não foram daqueles claríssimos, eram passíveis de interpretação.

Postado por Marcos Castiel

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Mancha, Gaviões e BobGueira cadastradas

27 de março de 2008 15

ATUALIZAÇÃO DO POST (29/03 - 21h)

O blogueiro Alvi S2 chama atenção para uma falha, que estou corrigindo. Deveria ter atualizado este post com a informação de que a FCF acabou informando que faltaram documentos para a Mancha Azul, portanto esta torcida ainda não está autorizada a entrar nos estádios identificada. O mesmo vale para todas as outras, menos Gaviões Alvinegros e Bob Gueira, que atenderam às exigências do Ministério Público de Santa Catarina.

POST ORIGINAL 

Esta é em primeira mão. A Bob Gueira, a Gaviões Alvinegros e a Mancha Azul são as primeiras torcidas organizadas a cumprirem o Termo de Ajustamento de Conduta proposto pelo Ministério Público de SC.

Estão devidamente cadastradas junto à Federação Catarinense de Futebol, incluindo fotos de todos os seus membros.

O esforço dos integrantes foi intenso e o material entregue em Balneário Camboriú.

Seria um prenúncio de que o coronel Eliésio Rodrigues está preparando, para o final da tarde, o anúncio de que as torcidas estarão liberadas para assistir o clássico de domingo, em regime de exceção?

Se a portaria da FCF será revogada para o clássico, ou se será mantida, atualizarei neste post conforme o blog obtiver a informação.

 

 

Postado por Marcos Castiel

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