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Posts do dia 19 maio 2008

Todo respaldo a Macuglia

19 de maio de 2008 100

Macuglia, o novo comandante do Figueira/Ulisses Job
O novo treinador do Figueirense está dentro do perfil traçado pela diretoria alvinegra. Guilherme Macuglia é um nome com muito futuro dentro do cenário nacional, sem ser um iniciante, um novato.

Conhece o terreiro - passou como jogador pelo Figueira e pelo Avaí - e já treinou o Criciúma, sendo campeão da Série C.

Em clubes de elite, já foi assistente em Inter e Grêmio e treinou o Coritiba.

Ativei meus neurônios para lembrar de Macuglia e o que me veio em mente foi o fato de ser um treinador com profunda identificação com as categorias de base.

Característica que me agrada. Resta saber se a torcida do Figueirense está preparada para dar sustentação a eventuais apostas em jovens jogadores.

Agora, vamos combinar: se não reforçar o grupo de forma consistente, principalmente nas alas, na criação de meio e num "referência" de área, pode trazer até o Luxemburgo que não vai resolver.

Até agora está tilintando no fundo do meu cérebro as palavras do Gallo: "Houve divergência de objetivos"

Quais divergências?

Postado por Marcos Castiel

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Proibição de organizadas em SC

19 de maio de 2008 101

ATUALIZAÇÃO DO POST (15H30MIN)

O Ministério Público de Santa Catarina, na pessoa do procurador Andrey Cunha Amorim está acionado. Ele vai apurar a participação, ou não, da Mancha Azul (paralelamente com a Império Alviverde) e da Gaviões Alvinegros e, se for o caso, solicitar o fechamento destas torcidas.

O MPSC também promete agir no sentido de estudar medidas para proibir organizadas de outros estados nos estádios de Santa Catarina.

A prefeitura de Florianópolis também está sendo consultada quanto à regularização das sedes das torcidas.

A Federação Catarinense de Futebol está acionada também. Vai rever o cadastramento dos torcedores.

E a Polícia Militar está preparando um relatório para o MP.

Mais detalhes na edição do DC de terça-feira.

POST ORIGINAL

O Ministério Público de Santa Catarina precisa tomar ás rédeas da situação (vou ligar pessoalmente para o órgão para ver se há possibilidade). Deve juntar-se com a Polícia Militar e com a Federação Catarinense de Futebol e proibir a presença de torcidas organizadas (qualquer uma, daqui e de fora) nos estádios.

Desta forma, estes vândalos de Figueirense, Avaí, Inter, Grêmio, Coxa, Atlético, Paraná, Palmeiras, Corinthians, Santos, São Paulo, Flamengo, Fluminense, Botafogo, Vasco etc não mais vão se deslocar para Florianópolis.

Ninguém mais agüenta estes baderneiros marcando encontros para brigar, fazendo confusões no entorno dos estádios, aterrorizando as pessoas de bem.

Para que servem estas organizadas? Para deixar os estádios mais bonitos? Ora, se querem torcer paguem o ingresso como o cidadão comum e façam a festa, então.

Esta decisão deve ser como a proibição do alcool. Radical. Diga-se de passagem, funcionou maravilhosamente a não venda de bebidas alcoólicas. Todos torceram, dentro do estádio, em paz. Aqueles gritões desmedidos sumiram. Uma grande e imensa paz reinou nas arquibancadas.

Postado por Marcos Castiel

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Cataúcho olímpico

19 de maio de 2008 6

Eduardo Deboni adotou Florianópolis para morar e treinar; ele vai competir nos 4x100m livre em Pequim

Abaixo reproduzo matéria feita por mim, que foi publicada no DC. E seguimos aquecendo as turbinas rumo a Pequim. Confira o texto

O sotaque é gaudério misturado com mané. Nas piscinas, a linguagem é universal e olímpica. Eduardo Deboni, gaúcho de Erechim, radicado em Florianópolis desde 2003, parte para sua primeira participação olímpica sabendo que um centésimo vale por uma eternidade. Afinal, esta foi a ínfima diferença de tempo no seu índice para o resultado obtido por Fernando Silva, que vai a Pequim como reserva nos 4x100m livre.

O atleta, que está de volta, treinando no Complexo da Unisul (Palhoça), fala com carinho de suas origens:

- Tenho orgulho de ser gaúcho, de Erechim, e, também, de ter sido muito bem acolhido por Florianópolis e por SC. Este Estado me apoiou na hora que eu precisava, me considero também, um Catarinense.

E esta simbiose rende frutos para ser cada vez mais competitivo:

- São dois povos guerreiros, é uma força que eu tento transportar para a água.

Nada foi fácil no longo caminho rumo a Pequim deste atleta de 26 anos. Incluindo um episódio no Mundial de 2007, em Melbourne, na Austrália, quando foi substituído na final do revezamento 4 x 100m livre por Thiago Pereira. Deboni tinha marca melhor e Thiago nadou a prova final marcando tempo inferior a Deboni.

Muitos consideram esta uma das maiores injustiças recentes deste esporte no Brasil.

- O episódio já está superado, o pessoal não me conhecia direito, foi meu primeiro Mundial, na seletiva para o Pan eu mostrei minhas qualidades e agora tenho certeza que quem tiver as melhores condições vai nadar - avalia.

Até o uso dos novos uniformes anatômicos, que seriam bem-vindos na opinião de Deboni, ainda não fazem parte de sua rotina.

- Estes trajes desenvolvidos pela Nasa têm que se moldar a anatomia do atleta e eu não me adaptei ao modelo genérico, ele precisa ser individualizado. Na seletiva optei por não usar, tive desvantagem nesta questão, mas para Pequim a CBDA vai providenciar. Já foi constatado que cerca de 2% do desempenho depende da roupa.

Centésimo precioso serve de inspiração

Os 49s57 de Deboni, que garantiram o atleta em Pequim, foram suados. Mas o atleta chegou a ser questionado por não ter repetido a marca de 2007. Mas Deboni tem certeza de que vai dar a volta por cima:

- Posso não ter um talento dum Xuxa, dum Borges, mas tenho persistência, regularidade e, na natação, chegamos a treinar quatro anos para uma competição, estou treinando com o Carlos (Carlos Camargo, ex-técnico do Xuxa) desde 2003 para chegar no índice, era para estar próximo a este tempo no último Maria Lenk, mas tive uma gripe dias antes e isso afetou um pouco também o psicológico e se refletiu no meu tempo, mas tenho condições, vou treinar, baixar a cabeça, rever tudo, e aproveitar a base construída e a experiência para chegar no meu melhor nas Olimpíadas.

O centésimo que classificou Deboni serve de inspiração:

- Mostra como neste esporte, parecido com o Atletismo, dependemos muito da determinação própria, se precisar deixar crescer uma unha, depilar o corpo milimetricamente para ganhar mais sensibilidade, eu farei, vale tudo para ganhar outros milésimos.

Luta por mais condições dentro e fora das piscinas

O passaporte para Pequim e a perspectiva de medalha, mais o fato de estar representando a nação, não são garantia para apoio financeiro incodicional.

- Não sei se é uma questão de mídia, não é um esporte que fica uma hora na tela da TV, mas a coisa começa a ser reconhecida, com muito trabalho, é um dos melhores esportes que o Brasil tem em nível olímpico.

Pessoalmente, a luta continua:

- São 20 anos batalhando, sendo cobrado e, muitas vezes, contando com apoio só da família.

Com ou sem o apoio merecido, o próprio atleta está calejado com as cobranças. Por este motivo, tira de letra a força que carrega os 4x100m livre brasileiro em competições internacionais (bronze em Sydney, em 2000), e faz com que a tradição não sirva como peso e, sim, como estímulo:

- Chegamos ao quinto melhor tempo do mundo, temos amplas condições de ser finalistas e, depois, brigar por uma medalha.

E a força do coletivo é exaltada:

- O 4x100m livre tem um componente de equipe grande, será um mês para treinar as trocas (quando um atleta bate e o outro entra na água) e entrosar.

Surge um Cubo DÁgua imaginário em Palhoça

O atleta parte para o polimento final. É hora de colher frutos plantados por quase duas décadas:

É um sonho atingido por poucos. Menos alcançado ainda por quem elegeu o Brasil como campo de %22batalha%22, sem ir para o exterior aproveitar a melhor infra-estrutura. Deu certo:

- Fiz apenas um estágio na Austrália, de seis meses, em 2003, estava com 22 anos e foi onde defini meus objetivos e optei pelo Carlos Camargo como técnico, que estava em Santa Catarina.

E como planejamento é tudo na receita de sucesso de Deboni, o cataúcho já desenhou em sua mente os próximos passos:

- Vou atingir novas metas, novos sonhos, voltar a fazer musculação pesada e reconstruir uma base forte, e, claro, fazer o trabalho psicológico, são 20 anos treinando para chegar com chance de medalha - suspira Deboni, olhar ao longe, transformando, por breves segundos, o CT da Unisul num Cubo DÁgua imaginário.


Raio X
Resultados e conquistas - Medalha de prata nos 100m livre no Brasileiro Absoluto de 2006 e de 2007; e medalha de bronze nos 50m livre, em 2007. - Integrante da Seleção no Mundial de Melbourne
- 2º lugar nos 100m livre do Troféu Maria Lenk em 2007
- 3º lugar nos 50m livre do Maria Lenk em 2007
- 2º lugar nos 100m livre do Troféu Brasil em 2006
- 1º lugar nos 100m livre do Troféu Brasil em 2005
Fique de olho
Eduardo Deboni disputou, no final de semana, o Sul-Brasileiro, na piscina do Clube Doze de Agosto, no bairro Coqueiros em Florianópolis, onde começou a nadar aqui em Floripa. Agora, compete pela Unisul.
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Confira aqui, um recado de Deboni para os Catarinenses:

Postado por Marcos Castiel

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