O segundo capítulo do futebol da noite de sábado foi bem mais ameno para se tecer um comentário. Pena que não foi tudo azul no encerramento da sabadeira com o 2 a 2 do Avaí diante do Barueri.
O carrossel azurra merecia um placar diferente, jogou com autoridade e, depois de ter um expulso, cedeu o empate.
Aos 15 minutos, quando o Avaí marcou seu primeiro gol, me veio à mente uma foto do Diário Catarinense no meio de semana (sim, o Avaí permite fotografar os treinos, já no Figueirense, foto só de arquivo). Mas voltando à lembrança da foto: Marquinhos, Válber e Vandinho conversavam em separado, no meio-de-campo, com o técnico Silas.
Me veio à memória, também, o discurso de Silas no TVCOM Esportes: de que Válber precisaria encostar mais no ataque e caprichar na finalização.
Vejam como, quando o discurso é inteligente, o treino empregado corresponde às palavras e o ensaio é usado para aperfeiçoar a prática, o resultado aparece dentro de campo.
Artilheiro do Brasil volta a marcar
Pois o gol mostrou que Marquinhos estava plugado ,Válber, touché!, marcou gol e Vandinho, bingo!, anotou o seu também. Aliás, o artilheiro desencanta e volta à luta pelo prêmio do Globo Esporte para o artilheiro do Brasil.
O papo do meio-de-campo, flagrado pelas imagens do DC, não foi em vão.
O jogo foi muito bom, corrido, com dinâmica. O adversário é de excelente qualidade.
O narrador Alano, da CBN/Diário descreveu com muita propriedade os primeiros 45 minutos: “Um primeiro tempo de luxo”, sentenciou o vibrante radialista. Acertou em cheio: um luxo assinado por Silas e seus menudos.
14.176 na Arena. Já imaginou na Bombonera catarinense?
No excelente gramado da Arena Barueri, o futebol refinado de Marquinhos e Válber foi potencializado. O bom nível dos dois atletas se manteve na segunda etapa, até a saída de Válber, provavelmente sentindo dores musculares.
E Martini merece um destaque à parte. Um goleiro seguro, sem espalhafato, presente nas horas difíceis.
Jef Silva também mostra estar amadurecendo e ganhando confiança para apoiar de forma incisiva.
Outro destaque é o público: quase 15 mil pessoas. Engraçado, nas imagens da TV não parecia ter tanta gente.
Já imaginou o Avaí com este público na Ressacada em cada jogo? A Bombonera catarinense deixaria o Leão imbatível!
“Era Silas” ainda não expurgou síndrome do “amarelão”
Uma pena a grande dificuldade nos 20 minutos finais. O gol do Barueri e a expulsão fez tremer os avaianos, que logo lembraram do tropeço no Estadual, diante da Chapecoense.
Um jogo resolvido foi para o espaço como que do nada naquela oportunidade, jogado fora o título do turno do Estadual e uma possível presença na decisão.
Desta vez, este fantasma ainda não foi expurgado. Falta ainda a “Era Silas”, afastar de vez a síndrome do “amarelão”. A presença no G-4 caiu por terra e esta dívida o treinador ainda precisa saldar com o torcedor.
Postado por Marcos Castiel

