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Posts do dia 24 maio 2008

Sabadeira capítulo 2: castigo ao azurra

24 de maio de 2008 47
O segundo capítulo do futebol da noite de sábado foi bem mais ameno para se tecer um comentário. Pena que não foi tudo azul no encerramento da sabadeira com o 2 a 2 do Avaí diante do Barueri.

O carrossel azurra merecia um placar diferente, jogou com autoridade e, depois de ter um expulso, cedeu o empate.

 
Aos 15 minutos, quando o Avaí marcou seu primeiro gol, me veio à mente uma foto do Diário Catarinense  no meio de semana (sim, o Avaí permite fotografar os treinos, já no Figueirense, foto só de arquivo). Mas voltando à lembrança da foto: Marquinhos, Válber e Vandinho conversavam em separado, no meio-de-campo, com o técnico Silas.
 
Me veio à memória, também, o discurso de Silas no TVCOM Esportes: de que Válber precisaria encostar mais no ataque e caprichar na finalização.
 
Vejam como, quando o discurso é inteligente, o treino empregado corresponde às palavras e o ensaio é usado para aperfeiçoar a prática, o resultado aparece dentro de campo.

Artilheiro do Brasil volta a marcar
 
Pois o gol mostrou que Marquinhos estava plugado ,Válber, touché!, marcou gol e Vandinho, bingo!, anotou o seu também. Aliás, o artilheiro desencanta e volta à luta pelo prêmio do Globo Esporte para o artilheiro do Brasil.
 
O papo do meio-de-campo, flagrado pelas imagens do DC, não foi em vão.
 
O jogo foi muito bom, corrido, com dinâmica. O adversário é de excelente qualidade.
 
O narrador Alano, da CBN/Diário descreveu com muita propriedade os primeiros 45 minutos: “Um primeiro tempo de luxo”, sentenciou o vibrante radialista. Acertou em cheio: um luxo assinado por Silas e seus menudos.

14.176 na Arena. Já imaginou na Bombonera catarinense?
 
No excelente gramado da Arena Barueri, o futebol refinado de Marquinhos e Válber foi potencializado. O bom nível dos dois atletas se manteve na segunda etapa, até a saída de Válber, provavelmente sentindo dores musculares.
 
E Martini merece um destaque à parte. Um goleiro seguro, sem espalhafato, presente nas horas difíceis.
 
Jef Silva também mostra estar amadurecendo e ganhando confiança para apoiar de forma incisiva.
 
Outro destaque é o público: quase 15 mil pessoas. Engraçado, nas imagens da TV não parecia ter tanta gente.
 
Já imaginou o Avaí com este público na Ressacada em cada jogo? A Bombonera catarinense deixaria o Leão imbatível!
 
“Era Silas” ainda não expurgou síndrome do “amarelão”
 
Uma pena a grande dificuldade nos 20 minutos finais. O gol do Barueri e a expulsão fez tremer os avaianos, que logo lembraram do tropeço no Estadual, diante da Chapecoense.
 
Um jogo resolvido foi para o espaço como que do nada naquela oportunidade, jogado fora o título do turno do Estadual e uma possível presença na decisão.
 
Desta vez, este fantasma ainda não foi expurgado. Falta ainda a “Era Silas”, afastar de vez a síndrome do “amarelão”. A presença no G-4 caiu por terra e esta dívida o treinador ainda precisa saldar com o torcedor.

Postado por Marcos Castiel

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Chega a dar medo o que fez Macuglia

24 de maio de 2008 144

Substituições, ontem, foram lamentáveis/Reprodução
Substituições, ontem, foram lamentáveis/Reprodução
Desrespeito com a torcida. Brincadeira tem hora
 
Não se pode crucificar ninguém num início de trabalho. Mas a primeira impressão é sempre muito importante.
 
E o saldo foi extremamente negativo.

Obviamente cada pequena movimento das peças posicionadas no tabuleiro de xadrez pelo técnico Macuglia estaria sob avaliação no jogo desta noite. Ou melhor, na vergonha do sábado: foi só 4 a 0 para o Vitória e bota “SÓ” nisso.
 
Macuglia até tentou fazer o feijão com arroz, sem inventar muito, mas, provavelmente, foi mal assessorado nas indicações sobre como organizar o time.
 
A aposta em Schmöller mostrou-se precipitada. O garoto não estava preparado para encarar a fogueira fora de casa. Caberia ao técnico ter identificado esta situação durante os treinos. Será que foi por este motivo que o departamento de futebol queria proibir o atleta de dar entrevistas?
 
Como ontem o árbitro mandou bem, então acho que o diretor Anderson Barros vai proibir entrevistas, fotos e gravações de todo o grupo durante esta semana.
 
Macuglia passou falta de ousadia para o grupo de jogadores ao entrar num 3-6-1 defensivo. Isolou Wellington Amorim, dispondo erroneamente Rodrigo Fabri e anulando a boa parceria com Cleiton Xavier. Élton ficou atordoado com esta confusão e sumiu no jogo. Difícil imaginar que alguém consiga travar de tal forma o time, mas aconteceu.
 
Não precisa esperar a catástrofe para mexer no time
 
Se errou antes, mostrou que não sabe agir com rigor e timing. A catástrofe no lado direito alvinegro precisaria ser revertida ainda na primeira etapa. Por milagre, o Vitória não marcou outros dois gols por ali na primeira etapa.

Outra: pensei que Marquinho era bruxinho do técnico Gallo. Percebo que deve ser adorado por alguém dentro do departamento de futebol, já que deve ter sido muito bem recomendado para Macuglia para que este não o substituísse com cinco minutos de jogo. Ou, pelo menos, no intervalo. Fraco é pouco para descrever o rendimento deste atleta na noite deste sábado.
 
O resultado da salada aprontada pelo treinador foi um time perdido em campo. A equipe conseguiu a proeza de não ameaçar em nenhum momento o time do Vitória. Acho que um recorde na história do Brasileiro.
 
Esqueceu, na palestra, de falar do adversário?
 
A leitura do time adversário também foi lamentável. Alguns jogadores rodados, com características conhecidas, como Muriqui e Jackson, e outro de qualidade como Ricardinho (não é nenhuma surpresa) tiveram suas virtudes ignoradas.
 
Onde estava a orientação para encurtar a marcação em Jackson? E para cuidar o dois-um tradicional de Muriqui? E os deslocamentos de Ricardinho? A coisa estava tão ridícula, que Jakson, à vontade, tocava bola no meio-de-campo como faria um time de Série A contra um time de Série C. Foi humilhante.
 
O confuso legado de Gallo foi piorado por Macuglia. O time que tinha cara de médio – de que lutaria pela Sul-Americana -, ficou com cara de Ipatinga. Acuado, amorfo. Como se diz na gíria do futebol, o grupo ficou vendido em campo, graças à falta de uma orientação consistente. E não é por falta de qualidade dos atletas, bem conhecidos por todos nós.
 
Quem determina a retranca?
 
A triste postura contra o Vitória precisa ser revertida drasticamente na próxima rodada. Se todos dentro do clube não ficarem rigorosamente assustados com a produção, me obrigo a avisar: o Figueirense vai lutar para não cair.
 
Não precisa ser um gênio do mundo do futebol para perceber que, pelas características do Vitória, era um jogo para um 3-5-2, com a velocidade de Salles como arma, partindo de lançamentos de Fabri.
 
O time baiano gira a bola, toca muito, então por que optar por um amontoado no meio? Quem é a cabeça pensante que sugeriu esta postura ao técnico? Ou esta é sua mentalidade para a Série A?
 
Aí entra Salles, mas sai Elton? Leitura errada novamente. Elton estava nulo pelo esquema, não por sua culpa individual.
 
Um banho de bola histórico
 
Com a entrada de Salles, certamente o futebol de Élton iria crescer. E Marquinho só saiu aos 20 do segundo tempo? E para a entrada de Maquelelê? Tomava de três, demora para mexer e nem sonha em empatar, só em se fechar e não tomar mais? Meu Deus!
 
Fosse pelo jogo desta noite, não restaria opção senão abrir mão de Macuglia imediatamente.
 
Mas como este imediatismo seria absurdo, então prepare seu coração e suas melhores orações torcedor do Figueira: que as lições do jogo iluminem o treinador e este demonstre mais ousadia, mais percepção do adversário, mais coragem para lidar com as peças que têm à disposição e, claro, mais sorte, porque esta, pelo menos, era uma aliada de Gallo.
 
E que as orações iluminem a diretoria para contratar um ou dois alas, um zagueiro, e um meia urgentemente.
 
Está nublado o entendimento do que significa uma Série A do Campeonato Brasileiro pelos lados do Scarpelli.
 
Fazia tempo que eu não via, na Série A, um banho de bola tão grande. Dizer que saiu barato os 4 a 0 é redundante. Os 4 a 0 foram um milagre. O placar moral foi 8 a 0. Um tapa na cara do torcedor.

Postado por Marcos Castiel

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