Abuda "Love" é cartada do Avaí
O início de campeonatos longos, como as séries A e B do Brasileiro, é sempre marcado por incertezas por parte dos torcedores. Imagine, então, a efervescência que ocorre nos departamentos de futebol dos clubes.
É o momento onde as peças do xadrez estão nos movimentos iniciais e, claro, decisivos para o futuro do clube.
O Avaí detectou falta de pontaria e, logo, deu sua cartada: apresentou Abuda. Um reforço para sacudir com Vandinho e para colocar Marquinhos, Válber, Batista, enfim, o setor de criatividade do clube em ebulição.
Terá, agora, o setor de meio, dois jogadores que, comprovadamente, sabem fazer gols. O clube atacou a “síndrome da empatite” a tempo de evitar que ela se torne crônica.
Não peca por omissão a diretoria.
Agora, há um porém, e sempre há um porém: Abuda pegou fama, no Rio e em São Paulo, de “Abuda Love”, comparado a Vagner Love, por gostar da noite. Aqui ninguém vai policiar a vida particular do atleta, pode sair à noite na folga, fazer festa, enfim, mas, dentro de campo, tem que correr e muito. Simples.
Incógnita no alvinegro
A pressa é inimiga da perfeição. A paciência amiga da sabedoria. Manjadas, estas máximas parecem ser cultivadas com fidelidade inabalável pelo departamento de futebol alvinegro.
Quem conhece o clube, sabe que o torcedor não vai ficar a ver navios.
Porém, pela demora na apresentação de reforços, sobram três possibilidades:
- ou o clube, quando apresentar um atleta, o fará com impacto
- ou aguarda mais jogos para avaliar melhor onde deve contratar
- ou acredita piamente que, com este grupo, pode fazer um bom papel.
Fico com a primeira opção. Temo pela segunda possibilidade. E nem cogito a terceira hipótese.
Gelson pede reforços no Tigre
Leio nas páginas do DC que Gelson Silva já solicitou reforços à diretoria. Quem acompanhou os jogos do Tigre (eu vi todos) sabe que o meio-de-campo precisa de uma injeção. Não por falta de qualidade, mas por falta de quantidade, mesmo.
Como vemos, os clubes estão feito urubu em carniça na busca de reforços. Por este motivo, não dá para errar o alvo. Pelo menos se sabe que, no Criciúma, ninguém está acomodado. Bom sinal.
Substituta à altura
O bom do blog é que os participantes nunca deixam órfão o titular do espaço. Como estou fora de Floripa esta semana, pedi ajuda aos internautas na avaliação do Avaí, na terça-feira.
A blogueira Fran mostra que, além de uma excelente debatedora, sabe muito de futebol. Mandou por e-mail esta análise do jogo, que reproduzo aqui para avaliação dos avaianos. Saliento que a opinião é da blogueira, não deste que vos escreve.
Confira, mas dê um desconto, quando ela solicitou um atacante, Abuda não havia chegado. Veja como leu o jogo a Fran:
“O que o Avaí está precisando urgentemente é de um atacante para fazer parceria com o Vandinho (depois da Fran escrever este texto, chegou Abuda). Não pode esse pessoal perder gols feitos dessa maneira. Não tem um ali com tranqüilidade para colocar a bola para dentro.
Foi uma boa partida. Marquinhos não se movimenta muito, mas vira e mexe faz uma jogada de gênio, colocando a bola quase na cara do gol, mas como disse não tem um para finalizar o lance.
O primeiro tempo foi domínio total do Avaí e em apenas um lance o Santo André fez o gol. Na minha opinião um pouco de falha do Martini, que se redimiu com a grandiosa defesa que fez num único lance do Santo André no segundo tempo, jogador cara a cara com o goleiro.
Posso estar enganada, mas no segundo tempo pareceu que houve um pênalti a favor do Avaí, quando um jogador foi claramente puxado pela camisa.
O que dá para perceber é que o Silas está fazendo milagres com este time. O time é bem armado, se defende bem, mas tá faltando um jogador ofensivo, que encare a marcação e entre com tudo na área. Tem horas que o excesso de troca de passes chega a ser irritante. E quem arma a jogada, exemplo do Marquinhos, deve definir bem se cruza ou se chuta em gol, pois o que está acontecendo são belas atrasadas para o goleiro. Nem uma coisa nem outra. Assim fica difícil.”
Com blogueiras assim, aumenta a responsabilidade – que já era enorme - na análise dos jogos.
Postado por Marcos Castiel
