
A corujinha no Scarpelli poderia ter dormido tranqüilamente numa das traves/Flávio Neves
Este é o último jogo da semana que fico impedido de assistir. Obviamente, não admito que ninguém no figueirense tenha ficado satisfeito com o resultado.
Com todo o perdão e vênia possível para quem for torcedor dos goianos, é inadmissível perder pontos em casa para este time. Não pode estar na contabilidade de nenhum planejamento alvinegro este tipo de situação.
Vejam que não falei de futebol, somente da situação genérica do clube na competição. Por quê? Obviamente, por não ter assistido ao jogo.
Esta parte, neste sábado, deixo a cargo do competente Jean Balbinotti, repórter de esportes do Diário Catarinense. Ele, numa gentileza para com este blogueiro, mandou algumas observações.
Espero que não cobre por elas, já que não tenho um tostãozinho para recompensá-lo. Mas, tenho certeza, que a responsabilidade em trocar idéias sobre o Figueirense, fala mais alto.
Confira o que observou o Jean e que eu, mesmo sem ter visto a partida, assino embaixo:
"O Figueirense teve uma atuação muito discreta na partida deste sábado. O time ficou encurralado pelo Goiás no primeiro tempo. A rigor, teve uma única chance de gol, aos 10 minutos, quando o Rodrigo Fabri entrou na área e chutou a bola no poste esquerdo do goleiro Harlei.
O Goiás, comandado por Paulo Baier, deitou e rolou. Tá certo que a equipe goiana jogava a favor do vento, mas isso não pode justificar tamanha apatia alvinegra.
O time, nos 45 minutos iniciais, concluiu apenas quatro vezes e, em apenas numa delas, no primeiro chute do Fabri, levou perigo.
No segundo tempo, a equipe deu a impressão de que iria mudar de postura. Pura ilusão. Logo a um minuto, Fabri tabelou com Tadeu, que substituiu Élton no intervalo, e, na cara de Harlei, dentro da área, chutou por cima do goleiro.
A partir daí, o Goiás voltou a equilibrar as ações, embora não criasse uma chance clara de gol. Destaque para o zagueiro Vinícius, do Figueirense, perfeito nas antecipações.
Na frente, nem a entrada de Edu Sales resolveu. O time pouco criou e a torcida, inconformada, vaiou a equipe na saída de campo. Um jogo morno, de pouca emoção, em uma tarde/noite gelada.
As pouco mais de 5 mil pessoas que compareceram ao estádio mereciam ver coisa melhor. Quem sabe da próxima."
Análise individual
também fez a gentileza de apresentar uma breve análise dos atletas, o que é muito importante devido ao momento de transição no comando técnico. De lambuja, o Jean deu umas notinhas para os atletas, para dar um molho à análise. Acompanhe:
Wilson _ seguro nas intervenções. Não comprometeu. Foi bastante exigido no 1º tempo. Nota 7,5
Léo Matos - no primeiro tempo quase não apareceu. No segundo, subiu mais ao ataque, mas se machucou e saiu aos 26 minutos. Nota 6
Vinícius - começou um pouco nervoso, mas depois melhorou, sendo preciso nas antecipações e na marcação. Nota 7,5
Asprilla - teve muito trabalho no primeiro tempo, mas não comprometeu a defesa. Deu segurança ao setor. Nota 7
William Matheus - improvisado na lateral esquerda, não apoiou muito. Ajudou na marcação a pedido do treinador. Tem condições de evoluir. Nota 6,5
Magal - não conseguiu marcar Paulo Baier, errou muitos passes e deu alguns contra-ataques para o Goiás. Um dos que teve pior desempenho no time. Nota 5
Diogo - no primeiro tempo, atuou mais como um ponta-direita, puxando contra-ataques. No segundo, não repetiu a intensa movimentação e caiu de produção. Nota 6
Élton - não marcou, não criou e acabou saindo no intervalo do jogo por motivo de lesão. Nota 4,5
Cleiton Xavier - nem de longe repetiu as boas atuações do Estadual. Esteve disperso e articulou poucas jogadas. Melhorou na etapa final. Nota 5,5
Rodrigo Fabri - o jogador mais perigoso do Figueira no jogo, criando as chances mais claras. Arriscou algumas jogadas individuais, mas quase sempre tinha dois ou três marcadores em cima. Nota 6,5
Wellington Amorim - outro que teve uma atuação fraca. Criou pouco e acabou sendo substituído no segundo tempo. Nota 5,5
Anderson Luiz - tentou algumas jogadas pela direita, mas sem grande sucesso. Nota 5,5
Tadeu - demonstrou muita vontade, deu o passe para Rodrigo Fabri quase marcar a 1 minuto do segundo tempo, só que não recebeu bolas pra concluir. Nota 6,5
Edu Sales - em pouco mais de 20 minutos, teve uma chance para concluir e chutou desviado, pela linha de fundo. Nota 6
Guilherme Macuglia - fez algumas apostas neste jogo. Vinícius e William Matheus deram boa resposta na defesa. Magal e Élton deixaram enormes espaços no setor de marcação do meio-de-campo. E o setor, aliás, continua na dependência da criatividade de Fabri e Cleiton Xavier. Já o ataque é uma incógnita. Tadeu mostrou que é uma boa opção, mas precisa ser municiado. Em resumo: arrumou a defesa depois da goleada em Salvador, mas ainda não achou a formação ideal no meio e no ataque. Tem muito trabalho pela frente. Nota 6,5
Postado por Marcos Castiel




