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Posts de maio 2008

Fora dos planos

31 de maio de 2008 49

A corujinha no Scarpelli poderia ter dormido tranqüilamente numa das traves/Flávio Neves

Este é o último jogo da semana que fico impedido de assistir. Obviamente, não admito que ninguém no figueirense tenha ficado satisfeito com o resultado.

Com todo o perdão e vênia possível para quem for torcedor dos goianos, é inadmissível perder pontos em casa para este time. Não pode estar na contabilidade de nenhum planejamento alvinegro este tipo de situação.

Vejam que não falei de futebol, somente da situação genérica do clube na competição. Por quê? Obviamente, por não ter assistido ao jogo.

Esta parte, neste sábado, deixo a cargo do competente Jean Balbinotti, repórter de esportes do Diário Catarinense. Ele, numa gentileza para com este blogueiro, mandou algumas observações.

Espero que não cobre por elas, já que não tenho um tostãozinho para recompensá-lo. Mas, tenho certeza, que a responsabilidade em trocar idéias sobre o Figueirense, fala mais alto.

Confira o que observou o Jean e que eu, mesmo sem ter visto a partida, assino embaixo:

“O Figueirense teve uma atuação muito discreta na partida deste sábado. O time ficou encurralado pelo Goiás no primeiro tempo. A rigor, teve uma única chance de gol, aos 10 minutos, quando o Rodrigo Fabri entrou na área e chutou a bola no poste esquerdo do goleiro Harlei.
O Goiás, comandado por Paulo Baier, deitou e rolou. Tá certo que a equipe goiana jogava a favor do vento, mas isso não pode justificar tamanha apatia alvinegra.
O time, nos 45 minutos iniciais, concluiu apenas quatro vezes e, em apenas numa delas, no primeiro chute do Fabri, levou perigo.
No segundo tempo, a equipe deu a impressão de que iria mudar de postura. Pura ilusão. Logo a um minuto, Fabri tabelou com Tadeu, que substituiu Élton no intervalo, e, na cara de Harlei, dentro da área, chutou por cima do goleiro.
A partir daí, o Goiás voltou a equilibrar as ações, embora não criasse uma chance clara de gol. Destaque para o zagueiro Vinícius, do Figueirense, perfeito nas antecipações.
Na frente, nem a entrada de Edu Sales resolveu. O time pouco criou e a torcida, inconformada, vaiou a equipe na saída de campo. Um jogo morno, de pouca emoção, em uma tarde/noite gelada.
As pouco mais de 5 mil pessoas que compareceram ao estádio mereciam ver coisa melhor. Quem sabe da próxima.”

Análise individual

também fez a gentileza de apresentar uma breve análise dos atletas, o que é muito importante devido ao momento de transição no comando técnico. De lambuja, o Jean deu umas notinhas para os atletas, para dar um molho à análise. Acompanhe:

Wilson _ seguro nas intervenções. Não comprometeu. Foi bastante exigido no 1º tempo. Nota 7,5
Léo Matos – no primeiro tempo quase não apareceu. No segundo, subiu mais ao ataque, mas se machucou e saiu aos 26 minutos. Nota 6
Vinícius – começou um pouco nervoso, mas depois melhorou, sendo preciso nas antecipações e na marcação. Nota 7,5
Asprilla – teve muito trabalho no primeiro tempo, mas não comprometeu a defesa. Deu segurança ao setor. Nota 7
William Matheus -
improvisado na lateral esquerda, não apoiou muito. Ajudou na marcação a pedido do treinador. Tem condições de evoluir. Nota 6,5
Magal - não conseguiu marcar Paulo Baier, errou muitos passes e deu alguns contra-ataques para o Goiás. Um dos que teve pior desempenho no time. Nota 5
Diogo – no primeiro tempo, atuou mais como um ponta-direita, puxando contra-ataques. No segundo, não repetiu a intensa movimentação e caiu de produção. Nota 6
Élton – não marcou, não criou e acabou saindo no intervalo do jogo por motivo de lesão. Nota 4,5
Cleiton Xavier – nem de longe repetiu as boas atuações do Estadual. Esteve disperso e articulou poucas jogadas. Melhorou na etapa final. Nota 5,5
Rodrigo Fabri – o jogador mais perigoso do Figueira no jogo, criando as chances mais claras. Arriscou algumas jogadas individuais, mas quase sempre tinha dois ou três marcadores em cima. Nota 6,5
Wellington Amorim – outro que teve uma atuação fraca. Criou pouco e acabou sendo substituído no segundo tempo. Nota 5,5
Anderson Luiz – tentou algumas jogadas pela direita, mas sem grande sucesso. Nota 5,5
Tadeu – demonstrou muita vontade, deu o passe para Rodrigo Fabri quase marcar a 1 minuto do segundo tempo, só que não recebeu bolas pra concluir. Nota 6,5
Edu Sales – em pouco mais de 20 minutos, teve uma chance para concluir e chutou desviado, pela linha de fundo. Nota 6
 
Guilherme Macuglia – fez algumas apostas neste jogo. Vinícius e William Matheus deram boa resposta na defesa. Magal e Élton deixaram enormes espaços no setor de marcação do meio-de-campo. E o setor, aliás, continua na dependência da criatividade de Fabri e Cleiton Xavier. Já o ataque é uma incógnita. Tadeu mostrou que é uma boa opção, mas precisa ser municiado. Em resumo: arrumou a defesa depois da goleada em Salvador, mas ainda não achou a formação ideal no meio e no ataque. Tem muito trabalho pela frente. Nota 6,5 

Postado por Marcos Castiel

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Aprendendo com macacos

31 de maio de 2008 10

A história a seguir foi enviada pelo professor Mesquita, que tem o site ali nos meus favoritos, na coluna à esquerda do blog.

Trago esta reflexão neste sábado para esperarmos pelo jogo do Figueirense. Retomando, assim, as tradicionais histórias de sábado, que com a efervescência das finais do Estadual e com o início do Brasileiro haviam sido abandonadas. Confira e opine sobre a viagem:

Experiência com macacos e futebol

Certa vez recebi pela internet uma história interessante, que me permite, até hoje, utilizá-la em aulas e palestras para construir analogias sobre o universo do futebol, mostrando de forma mais didática as mazelas advindas de uma concepção metodológica mecanicista.

A história relata uma hipotética experiência com macacos, quando um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula. No meio da jaula, uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas.

Quando um macaco subia na escada para pegar as bananas, os cientistas jogavam um jato de água fria nos que estavam no chão. E isto se repetiu várias vezes.

Depois de certo tempo, compreendendo a ação e reação, quando um macaco ia subir à escada, os outros o pegavam e o enchiam de pancadas, pois ninguém queria mais levar uma ducha de água fria. Com mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas.

Então, na segunda fase da pesquisa, os cientistas substituíram um dos macacos por um novo. A primeira coisa que o novato fez foi, logicamente, subir a escada. Mas foi imediatamente retirado dela pelos outros, que o surraram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo também não subia mais na escada.

Na terceira fase do experimento, um segundo macaco foi substituído e o mesmo ocorreu, contudo o mais entusiasta espancador do segundo novato fora o primeiro macaco substituto (como que reforçando aquele pensamento ingênuo e alienado – para me valer de um eufemismo – dos estudantes universitários de segundo ano, quando ainda no século XXI aplicam trotes nos ingressantes).

Nas fases seguintes, um terceiro macaco foi trocado e a mesma cena se repetiu. Um quarto, e afinal, o último dos veteranos foi substituído.

Os cientistas então, na última fase do experimento, ficaram com um grupo de cinco macacos que mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naqueles que tentassem pegar as bananas.

Logo, se fosse possível perguntar a algum deles porque eles batiam em quem tentasse subir à escada, com certeza a resposta seria: “Não sei, mas as coisas sempre foram assim por aqui”.

Agora, vamos às possíveis analogias, pense comigo: Será que é possível trocar os macacos por jogadores, a jaula pela concentração, os cientistas por alguns treinadores e a experiência pelos treinamentos?

Quantos jogadores de futebol que treinaram esta semana sabem por que os treinos foram assim?

Por que os jogadores adquirem determinadas atitudes padrão frente a certas situações? Como que por osmose.

Qual motivo leva um jogador a ser indolente? A ter preguiça de pensar?

Poderíamos dizer qual a razão de um jogador de futebol achar que estudar não é importante? Ou então que a escola não lhe prepara para ser um jogador de futebol.

Claramente, a história nos inquieta e nos leva à reflexão sobre as nossas atitudes. Será que eu sei o motivo de eu ser uma pessoa assim ou assado? Ou seja, tenho plena consciência sobre minhas ações e reações?

Infelizmente, o método tecnicista/mecanicista utiliza exatamente destes subterfúgios, para fazer com seus atletas possam ser controlados, robotizados, automatizados, transformando seres humanos em mortos-vivos.

Na verdade esta experiência comportamental, que reproduz o protocolo Pavlovniano, demonstra como é possível desenvolver o que os behavioristas chamam de reflexo condicionante.

Uma vez condicionados, reverter este processo não é simples, pois a condição reflexa não exige a reflexão. Logo, acostuma-se a não precisar pensar. Tudo já foi pensado. E se antigamente era assim, deve permanecer para todo o sempre.

Agora, acrescente esta discussão sobre condicionamento ao fato dos profissionais envolvidos com o futebol acreditarem piamente que são os melhores do mundo e ponto final.

O resultado é: não faça nada diferente se você quiser entrar e/ou sobreviver neste meio. Nada que assustem aqueles que até sabem que podem tomar uma ducha de água gelada (estes são piores que os que repetem ações sem saber que poderiam levar um banho gelado), e também aqueles repetidores da frase: “Ah! Não sei. Mas sempre foi assim.”

Por isso, não ouse no Brasil dar treino em um período, será tachado de técnico indolente, mesmo que a ciência dê sustentação e segurança para fazê-los.

Não cometa a heresia de exigir que o jogador seja inteligente para jogar futebol. Muito menos diga que você tem conhecimento para ensinar futebol (estou falando sim, em ensinar a jogar bem futebol, formar um craque, extremamente inteligente). Será motivo de chacota. Irão ironicamente chamá-lo de Deus, pois é responsabilidade Dele distribuir o dom para ser jogador de futebol.

Ou então, sendo mais objetivo, nunca diga: “O futebol deve ser administrado por profissionais capacitados e qualificados (não apenas amantes do jogo)”; “Dirigente não pode ser passional”; “Os clubes maiores do Brasil precisam parar de ter mentalidade de clube formador (para o bem e sobrevivência de nosso futebol, além de garantia de desenvolvimento sustentável)”…

Enfim, são muitas as frases e pensamentos no futebol que podem lhe valer uma boa ducha de água gelada.

Macacos se condicionam; seres humanos ingênuos e que não aprenderam a pensar se condicionam; contudo, pessoas críticas, ousadas, inteligentes e com visão de futuro, não se deixam levar pelos condicionamentos operantes e violentos existentes em nossa sociedade como um todo, e especialmente no universo do futebol.

Estes não têm medo de uma ducha gelada. Não são reprimidos pelos outros, mesmo que ao longo de processo precisem a todo o momento se defender corporal e verbalmente.

O prazer em comer a banana é muito melhor que a sensação aprisionante e resignada de ver o alimento e não ter a coragem de subir a escada.

Nota: Infelizmente, como o mundo virtual é ainda uma terra, basicamente, sem lei, a história chegou sem autor, mas com certeza alguém a escreveu, então, que as “águas virtuais” da web lhe seja mensageira de meus agradecimentos pela oportunidade de aprendizado que esta história me trouxe e traz toda vez a releio.

Postado por Marcos Castiel

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Olha o detalhe!

30 de maio de 2008 11

Não vi e não gostei

Povo de Criciúma, blogueiros em geral: não consegui assitir ao jogo do Tigre esta noite por estar em um curso fora do Estado.

Acabei de ler no dconline que o Tigre desperdiçou dois pênaltis. e perdeu por 1 a 0 do CRB.

Por favor, quem viu o jogo me conte esta história, e aos demais blogonautas. O que se passou?

Desde o primeiro jogo do Tigre venho batendo na tecla de que a Série B será, como nunca, decidida no detalhe. E pênalti é, justamente, o maior de todos os detalhes.

Duas vitórias, duas derrotas. Analisando somente pelos números e pela tabela – obviamente o futebol não posso discutir – ainda está tudo sob controle.

Mas nos três jogos anteriores não houve bom futebol do Tigre. Houve um sobe e desce que transitou entre destino e sorte. Nesta toada, as coisas não começam bem.

Gelson pediu reforços. Se receber, poderá ser cobrado. Do contrário, é ficar caladinho e torcendo.

Postado por Marcos Castiel

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Figueirense despreza as meninas

30 de maio de 2008 36

ATUALIZAÇÃO DO POST (17H50MIN)

Adendo necessário

A direção do Figueirense contatou este blogueiro, reclamando, com razão, o fato de o clube não ter o seu lado exposto neste post.

Com o que, faço esta atualização para dizer que o alvinegro realmente não fez a parceria com o Scorpions, mas, segundo a agremiação, pelo motivo de não haver um planejamento consistente apresentado pela parceria e com tempo hábil para entrar na competição em boas condições.

O clube garante que tem o máximo interesse em participar de campeonatos femininos, mas só o fará com a estrutura necessária para participar com força.

Feito o adendo, reafirmo, contudo, que continuo achando importante que o clube estivesse presente no torneio, senão com  o Scorpions, a partir de suas próprias forças. Se assim for no futuro, ótimo. O clube, que já tem alto conceito no quesito administração, terá marcado mais um gol a favor.

Garotas do Scorpions adotadas pelo Guarani

O Estadual feminino começa neste domingo, com alguns times bastante estruturados e chama atenção a ausência do Figueirense da competição.

As meninas do Scorpions, que representavam o Figueirense, por falta de apoio, abriram mão da parceria e vão disputar a competição pelo Guarani, que cedeu o Renato Silveira para treinos e jogos.

As garotas, segundo a zagueira Fabiane Tasca, estão fazendo até rifa para poder comprar uniformes novos. As taxas da FCF (em torno de R$ 4 mil) foram pagas pelo Guarani.

Fabiane conta que o Figueirense não mostrou interesse em manter a equipe, perdendo a chance de estimular a rivalidade no clássico, já que o Avaí vem forte no torneio.

“Até tivemos uma reunião com o clube, mas eles queriam emprestar o nome, mas não ceder a estrutura ou investir verba”, revela Fabiane. 

 
O Joinville chegou a trazer sete garotas profissionais, o mesmo ocorrendo com o Olímpia, de Jaraguá do Sul, que paga salários a suas atletas. As equipes do Oeste vêm fortes, usando as atletas do futsal.
 
São cerca de 50 meninas que ficaram “a ver navios” sem ajuda do alvinegro. O Avaí ainda absorveu 23 garotas que eram do Scorpions/Figueirense.
 
Logo o Figueirense, um clube ávido por marketing, deixar passar esta oportunidade de consolidar a marca em nível estadual, às vésperas das Olimpíadas, onde certamente a Seleção de Marta vai brilhar.
 
O clube não quer ser vanguarda? Não quer Copa do Mundo? É o único representante na elite e despreza formar um time de meninas, área que certamente, em uma década, estará bombando em nível nacional. Já que pelo mundo o futebol feminino já está consolidado.
 
Quanto mais um clube cresce em nível nacional, mais deve voltar-se para a comunidade. Não esquecer os valores locais. Investir nas meninas, pelo jeito, só o Avaí e o Guarani. Esta, o alvinegro ficou devendo!
 
Confira a tabela da primera rodada do Estadual, clicando aqui.
 
Força, meninas, vocês merecem atenção pelo esforço e coragem. São pioneiras e vão ser lembradas quando o profissionalismo e falta de visão de empresários e clubes for superada.

Postado por Marcos Castiel

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O que Abuda não prejudica

29 de maio de 2008 14

Quando no Timãol, Abuda virou

Abuda “Love” é cartada do Avaí
 
O início de campeonatos longos, como as séries A e B do Brasileiro, é sempre marcado por incertezas por parte dos torcedores. Imagine, então, a efervescência que ocorre nos departamentos de futebol dos clubes.
 
É o momento onde as peças do xadrez estão nos movimentos iniciais e, claro, decisivos para o futuro do clube.
 
O Avaí detectou falta de pontaria e, logo, deu sua cartada: apresentou Abuda. Um reforço para sacudir com Vandinho e para colocar Marquinhos, Válber, Batista, enfim, o setor de criatividade do clube em ebulição.
 
Terá, agora, o setor de meio, dois jogadores que, comprovadamente, sabem fazer gols. O clube atacou a “síndrome da empatite” a tempo de evitar que ela se torne crônica.
 
Não peca por omissão a diretoria.
 
Agora, há um porém, e sempre há um porém: Abuda pegou fama, no Rio e em São Paulo, de “Abuda Love”, comparado a Vagner Love, por gostar da noite. Aqui ninguém vai policiar a vida particular do atleta, pode sair à noite na folga, fazer festa, enfim, mas, dentro de campo, tem que correr e muito. Simples.
 
Incógnita no alvinegro
 
A pressa é inimiga da perfeição. A paciência amiga da sabedoria. Manjadas, estas máximas parecem ser cultivadas com fidelidade inabalável pelo departamento de futebol alvinegro.
 
Quem conhece o clube, sabe que o torcedor não vai ficar a ver navios.
 
Porém, pela demora na apresentação de reforços, sobram três possibilidades:
 
- ou o clube, quando apresentar um atleta, o fará com impacto
 
- ou aguarda mais jogos para avaliar melhor onde deve contratar
 
- ou acredita piamente que, com este grupo, pode fazer um bom papel.
 
Fico com a primeira opção. Temo pela segunda possibilidade. E nem cogito a terceira hipótese.
 
Gelson pede reforços no Tigre
 
Leio nas páginas do DC que Gelson Silva já solicitou reforços à diretoria. Quem acompanhou os jogos do Tigre (eu vi todos) sabe que o meio-de-campo precisa de uma injeção. Não por falta de qualidade, mas por falta de quantidade, mesmo.
 
Como vemos, os clubes estão feito urubu em carniça na busca de reforços. Por este motivo, não dá para errar o alvo. Pelo menos se sabe que, no Criciúma, ninguém está acomodado. Bom sinal.
 
Substituta à altura
 
O bom do blog é que os participantes nunca deixam órfão o titular do espaço. Como estou fora de Floripa esta semana, pedi ajuda aos internautas na avaliação do Avaí, na terça-feira.
 
A blogueira Fran mostra que, além de uma excelente debatedora, sabe muito de futebol. Mandou por e-mail esta análise do jogo, que reproduzo aqui para avaliação dos avaianos. Saliento que a opinião é da blogueira, não deste que vos escreve.
 
Confira, mas dê um desconto, quando ela solicitou um atacante, Abuda não havia chegado. Veja como leu o jogo a Fran:

“O que o Avaí está precisando urgentemente é de um atacante para fazer parceria com o Vandinho (depois da Fran escrever este texto, chegou Abuda). Não pode esse pessoal perder gols feitos dessa maneira. Não tem um ali com tranqüilidade para colocar a bola para dentro.

Foi uma boa partida. Marquinhos não se movimenta muito, mas vira e mexe faz uma jogada de gênio, colocando a bola quase na cara do gol, mas como disse não tem um para finalizar o lance.
O primeiro tempo foi domínio total do Avaí e em apenas um lance o Santo André fez o gol. Na minha opinião um pouco de falha do Martini, que se redimiu com a grandiosa defesa que fez num único lance do Santo André no segundo tempo, jogador cara a cara com o goleiro.
Posso estar enganada, mas no segundo tempo pareceu que houve um pênalti a favor do Avaí, quando um jogador foi claramente puxado pela camisa.
O que dá para perceber é que o Silas está fazendo milagres com este time. O time é bem armado, se defende bem, mas tá faltando um jogador ofensivo, que encare a marcação e entre com tudo na área. Tem horas que o excesso de troca de passes chega a ser irritante. E quem arma a jogada, exemplo do Marquinhos, deve definir bem se cruza ou se chuta em gol, pois o que está acontecendo são belas atrasadas para o goleiro. Nem uma coisa nem outra. Assim fica difícil.”
 
Com blogueiras assim, aumenta a responsabilidade – que já era enorme – na análise dos jogos.

Postado por Marcos Castiel

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Elite também na beleza

29 de maio de 2008 18

Esta é Roberta Medeiros, que representou o Figuiera em 2007/Divulgação Globo.com

E a torcida canta com razão: “Como é lindo o meu Figueira”

O glorioso Tainha, que toca com categoria o Blog do Torcedor (clic aqui e veja o post in loco), mostra ter bom gosto e sugere a este companheiro de labuta blogueira que amplie a divulgação de algo que, convenhamos, é um assunto fácil-fácil-fácil de abordar.

 
Trata-se da escolha da musa do Brasileirão (clique aqui para conferir os detalhes), concurso da Globo.com, em parceria, este ano, como programa Caldeirão do Huck.
 
E, normalmente, o Figueirense é muito bem representado, como mostra a foto do Blog nesta quarta-feira.
 
Vamos acompanhar com muito carinho todos os passos deste concurso que, convenhamos, é um colírio para os olhos.
 
Só se cobra de quem pode dar

Alguns blogueiros, por e-mail, andaram reclamando que ando meio áspero no trato com o alvinegro (o Tonico chegou a me questionar sobre eu char normal Gallo ter indicado jogadores do Figueira ao Atlético-MG). Pois até concordo com esta análise sobre estar cobrando “pesado” do Figueira.

 
Parto do princípio que só se exige muito de quem pode dar uma resposta. Não adianta exigir do Catacoquinho Futebol Clube contratações de peso. Agora, do Figueira, podemos, ou pelo menos acreditamos que seja possível esperar do clube bons reforços.
 
Isso porque o próprio alvinegro demonstrou, ao longo de sua história, na Série A, uma capacidade acima da média na prospecção de bons nomes no mercado.
 
Acredito, inclusive, que este processo esteja em andamento e, muito em breve, o clube vá dar a resposta ao seu torcedor.

Postado por Marcos Castiel

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Superquarta e a moral de cueca

28 de maio de 2008 69
FlaBoca é falta de patriotismo
 
Quando dizem que o Flamengo é o clube mais odiado – e mais amado ao mesmo tempo – do Brasil, sempre entendi que o motivo seria por ter a maior torcida, então naturalmente esta nação sofreria o combate das demais.
 
Mas, quando o país está lutando por uma Libertadores e vejo setores do clube inclinados a torcerem por argentinos – fundaram até a torcida Fla-Boca -, então começo a entender melhor porque o Rio de Janeiro é o reflexo do que tem de melhor e pior no país.
 
Como bem disse o jornalista Hiltor Mombach, o Boca é a única coisa 100% argentina que deu certo. Nem Gardel é genuíno.
 
Qualquer brasileiro que enfrente o Boca tem o dever cívico de não amarelar, de defender a nação, de mostrar que, no futebol, não podemos ser subjugados por esta força quase não-humana do Boca Juniors.
 
SC expurga amor emprestado
 
Confesso que sempre achei estranho os catarinenses torcerem por clubes cariocas na região litorânea, por paulistas e cariocas no Vale e no Norte e por gaúchos no Meio-Oeste, Oeste, região Serrana e no Sul.

Quem defende, com unhas e dentes, sua soberania e seus costumes, num combate feroz a gaúchos, paulistas e cariocas, como se vê em manifestações não só neste blog, mas também cotidianamente nas ruas, não poderia torcer para times de fora.

 
Graças a Deus, esta realidade é mais que passado na Capital, no Sul e no Norte. Em Joinville, o JEC é soberano, no Sul, o Tigre encontrou, há muito, seu espaço e, na Capital, a duras penas, esta situação foi superada. Amor estrangeiro nem pensar. Viva nossas cores catarinenses!
 
Camisas de clubes de fora, só no espaço para os visitantes, se for na Ressacada ou no Scarpelli, se for outra camisa que não a dos times locais, vai ter trabalho.
 
Ouvidos atentos nos foguetes
 
Na superquarta, portanto, não tenho a menor dúvida em torcer pelo Fluminense. Não por ser carioca, mas por representar, na noite de hoje, um sentimento de nação. Que precisa superar o Golias, o poderoso Boca, que precisa continuar a mudar esta história de inferioridade.
 
Também a Copa do Brasil afunila: confesso que, pelo Edmundo, por sua história, por sua qualidade, gostaria de ver o Vasco numa final.
 
Uma pena que, de troco, Eurico Miranda sairia reforçado. Mas não temos que meter o bedelho na vida interna do clube, que constrói sua história pouco se importando com o que pensam seus adversários.

O mesmo vale para o Botafogo, por ver qualidade em Cuca e ter pena do seu azar, torço pelo Botafogo. Apesar do histórico recente de chororô e maus exemplos de seus dirigentes.

 
Mas gostaria de saber, de quem está em Florianópolis, em Blumenau, em Itajaí, se os foguetes vascaínos, ou flamenguistas, ou fluminenses, ou botrafoguenses vão espocar pelas ruas.
 
Se carros vão desfilar com bandeiras com o sucesso vascaíno, ou com a vitória ou derrota do Flu, ou com a classificação do Botafogo.
 
Quero saber, me informem, já que estou viajando fora do Estado.
Se acontecer festa nas ruas para o Fluminense, contra o Fluminense ou a favor do Vasco, ou pelo alvinegro carioca, fica difícil defender a cultura local, dizer que ama o Metropolitano, o Figueirense, o Avaí, o Marcílio Dias.
 
Aí, é, como se diz na gíria, “moral de cueca”.

Postado por Marcos Castiel

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Empatite aguda

27 de maio de 2008 65

Flávio Neves

Obviamente não acompanhei o jogo do Avaí nesta noite. Espero que os blogueiros que estiveram na Ressacada possam contar, criticar e elogiar o que rolou no estádio.
 
Falei com meus colegas que viram a partida e, quando soube que Marcelinho Carioca fez um gol de cabeça, fiquei curioso.
 
O vetereno já havia marcado gol na rodada anterior, contra o Bahia. O que comprova ser, às vezes, interessante ter no grupo de jogadores atletas em final de carreira, mas que contribuam com a técnica e a experiência ao longo da competição.
 
Claro, sem abdicar de um time competitivo e sem que este atleta seja a estrela máxima da equipe.
 
Agora, convenhamos, virar notícia nacional porque levou o gol 500 do Marcelinho Carioca, ninguém merece. O Avaí levou um pouco de azar nessa.
 
O empate em casa nunca é um bom negócio. Aliás, ficar empatando na Série B, ou em qualquer campeonato de pontos corridos, é contraproducente.
 
Estranho, porque o estilo de jogo do Avaí parecia ser, antes da competição começar, meio kamikaze, tipo ganha ou perde. Já são, contudo, três empates. Algo a analisar.

Segundo o repórter Mauricio Frighetto me contou, o Avaí criou muitas chances de gol, mas não conseguiu converter. Tarefa urgente para Silas resolver.

 
Mas o fato mais prejudicial no contexto de ontem, com certeza, foi a lesão de Arlindo Maracanã.
 
O Avaí fica numa sinuca de bico. Está com Rodrigo Galo encostado e terá que resolver o que vai fazer da vida neste setor. Foi um grande azar, na realidade.

Postado por Marcos Castiel

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O Figueira tem que impor respeito

27 de maio de 2008 59

Gallo ataca, direção contra-ataca e o Figueira empaca

Esqueçam o Gallo e partam para ação
 
A solicitação do técnico Alexandre Gallo, à diretoria do Atlético-MG, pedindo César Prates, Cleiton Xavier e o goleiro Wilson, é absolutamente natural.
 
O técnico conhece os atletas e fez um pedido a sua nova direção absolutamente coerente com quem está pensando grande (aliás, depois disso, já são duas pulgas atrás da orelha com relação aos motivos da saída do treinador).
 
Não há porque a diretoria alvinegra se insurgir contra o Gallo. Deixa o cara lá, já passou, muda o disco. Precisa, claro, recusar as propostas e seduzir estes atletas com um projeto que mostre o interesse em chegar a algum lugar.
 
Estes três jogadores têm um grande mercado, inclusive no exterior, e serão assediados a todo o instante. Só vão manter a motivação se perceberem que o Figueirense vai continuar valorizando seus nomes, brigando na parte de cima da tabela.
 
Do contrário, como é comum no mundo do futebol, vão puxar o freio de mão, travar e, inconscientemente, diminuir o rendimento, junto com o time, o que seria uma catástrofe.
 
Ao perceber esta situação, o Figueira, através de seus diretores, atacam o alvo errado. Têm que vencer as barreiras econômicas e de mercado e trazer contratações de bom nível. Remotivar o grupo com injeção de qualidade, não de discurso.
 
Enfoque correto no Avaí. É uma final
 
As vezes, quando o post é duro com um time (como o texto acima) e enaltece algo justamente no rival, parece provocação. E não deixa de ser, confesso.
 
Esse jogo de contrastes, que no futebol é conhecido como gangorra, mexe com a paixão a fundo e faz deste esporte a delícia dos brasileiros.
 
Este papo furado é só para dizer que o discurso que faz o Avaí, de que vai jogar uma final hoje à noite, é mais uma prova da maturidade do grupo e do foco impressionantemente consciente do técnico Silas.
 
É perfeito: é uma final de campeonato, sim. Agora e no resto das rodadas da Série B.
 
Será que a torcida vai entender, ver o Santo André como se fosse o Milan, e passar daqueles cinco mil (pelo menos divulgados pela direção em todos os jogos)?
 
Se comparecer em grande número e fizer a festa, a Bombonera catarinense estará engajada no discurso do técnico. Do contrário, começará a perder o direito ao uso deste apelido.
 
A culpa é do Mandarim
 
Os leitores deste blog estão notando uma certa demora na publicação das mensagens e também um volume menor de posts (já recebi e-mails cobrando).
 
O motivo é simples: estou em Porto Alegre incrementando meu conhecimento na cultura chinesa e no mandarim, num workshop no Senac, junto à equipe da RBS, como mais uma fase de preparação à cobertura das Olimpíadas.
 
Também por este motivo, o post sobre o jogo do Avaí não vai obeder à tradicional agilidade deste espaço. Não poderei assistir à partida. Primeiro terei que me informar com os colegas, para depois, opinar.

Postado por Marcos Castiel

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Dá para ficar 90 minutos sem beber?

26 de maio de 2008 83
A proibição da venda de bebidas alcoólicas, num raio de 400 metros dos estádios de Santa Catarina, foi o que sobrou, de prático, na reunião promovida no 4° batalhão da Polícia Militar, entre FCF, PM, PMSC, torcidas e clubes.
 
Diante das amarras legais que as autoridades enfrentam quando a questão é tentar combater a violência nos estádios brasileiros, é um bom primeiro passo.
 
Dá para passar 90 minutos de um jogo sem tomar bebida alcoólica? Se não dá, recomendo a busca por serviços médicos contra a dependência química!
 
O promotor Andrey Cunha Amorim também conversou com os representantes de organizadas, mostrando que o caminho legal para suas extinções está sendo pavimentado por elas mesmas.
 
O Termo de Ajustamento de Conduta firmado com elas está valendo e a primeira investigação policial em curso (caso do entre Império, Gaviões e suposta participação da Mancha) certamente vai produzir conseqüências. O fiozinho legal que sustenta estas organizações está muito próximo a se romper aqui no Estado.
 
E a questão da torcida visitante também estará sob vigilância restrita da Polícia Militar (as organizadas terão que entrar em contato com a PM, para escolta, e só as autorizadas pelo clube terão entrada viabilizada).
 
Um deslize nos próximos grandes jogos e o espaço para o visitante poderá ser revisto, o que ninguém deseja, mas é uma possibilidade.
 
Sábado, dia 5 de julho, será o primeiro jogo com grande torcida visitante no Scarpelli, a do Vasco. Somente em agosto, o Corinthians virá à Ressacada. Está longe de as medidas serem testadas, portanto. Esperemos que, até lá, as determinações não sejam esquecidas.

Postado por Marcos Castiel

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