Gallo e PC. Um foi, o outro veio. Nenhum venceu/Flávio Neves
Após o jogo deste domingo entre Figueirense e Atlético, 1 a 1, cheguei a conclusão que, realmente, quando quer, a bola pune.
Puniu César Prates. Vaiado em todos os momentos pelo torcedor, conseguiu errar todos os lances que tentou, exceto um chute a gol bem encaixado. Foi substituído, visivelmente envergonhado. Deve ter caído a ficha. Ou não, a julgar por sua trajetória.
A gorduchinha puniu, também, o Galo. Sua aposta em Gallo já está mostrando que o time só tende a cair de produção. Lembram que o Figueirense não tinha jogadas ensaiadas? Assim foi o time mineiro, uma pobreza de soluções, vivendo da individualidade de Danilinho e duas ou três boas peças individuais.
Também levou sua punição o técnico Gallo. Uma das piores de todas, a indiferença do torcedor. Também a falta de “feeling” em escalar um atleta como Prates, ao invés de aguardar o momento adequado para lança-lo. Puniu, igualmente, um treinador que não soube explorar as deficiências de um time que ele, pelo menos em tese, deveria conhecer bem.
A bola puniu, também, o técnico do Figueirense. Este teve méritos em reagrupar os jogadores, em dar um molde ao time. Mas pecou nas substituições. Ao invés de manter a postura, colocou Magal e tirou Ramon, que estava um pouco inseguro, improdutivo, mas era ofensivo.
A bola puniu os torcedores que, quando o blog sugeriu a contratação de Petkovic, detonaram a idéia, vetando o que seria um jogador acabado. À la Edmundo, pode não ser participativo, mas resolve o problema de gols e organiza o time. Uma cobrança magistral de falta (estava longe do lance, mas tive a impressão que não foi falta) e um gol, o de empate. É pouco?
A bola puniu até o gramado do Scarpelli, que estava castigado, por ter sido usado para treinos seguidos em dias de chuva.
Só faltou a bola punir, também não poderíamos querer tudo, o péssimo árbitro Evandro Roman. Um dos piores em atividade no Brasil. Ruim para os dois lados, mas prejudicou muito mais o Figueirense com sua falta total de critérios.
Enfim, esperemos que a bola não puna o futuro alvinegro. Que o clube se reforce, que o treinador dê continuidade a boa forma como pensou a equipe, mas que tenha à disposição peças mais eficientes para colocar em prática suas idéias.
Postado por Marcos Castiel