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Posts de julho 2008

Roupa nova

31 de julho de 2008 14

Não, o blog não virou comunista. Mas a cor com tons vermelhos, claro, faz parte do uniforme olímpico que este espaço vai trajar ao longo dos Jogos em Pequim.

Estou viajando, neste domingo, e começo a tratar de forma intensa este grande evento também neste espaço.

Aqui, instalo uma porta de entrada para vocês, blogueiros, interagirem comigo lá em Pequim. Mais diretamente, impossível. Peçam pautas, informações, sugiram que eu vá atrás de determinadas informações. Vocês, também, serão meus pauteiros.

Levo comigo muitas surpresas. Só para dar um gostinho, informo: carrego na bagagem uma surpresa para Avaí e Figueirense. Me aguardem, teremos, em breve, na China, o primeiro clássico da história em terra estrangeira.

Aí abaixo, um vídeo de apresentação. Confira o bate-papo.

 

Postado por Marcos Castiel

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Produção para avaianos

31 de julho de 2008 51
Este material é muito interessante. Trata-se de um trabalho de conclusão de Felipe Koerich e Gabriel Garcia no curso de Jornalismo da Faculdade Estácio de Sá, de São José.

O Áudio-documentário versa sobre os 20 anos do título avaiano de 1988 (completados no mês de julho deste ano).

Com orientação do professor Ricardo Medeiros, que durante muitos anos foi plantão esportivo em rádios aqui de Florianópolis, o documentário traz entrevistas com jogadores, dirigentes, torcedores, repórteres, narradores e comentaristas, além de estatísticas e trechos da transmissão do jogo decisivo contra o Blumenau.

 
O trabalho foi apresentado no ano passado.
 
Para conferir basta clicar aqui! E boa viagem. Quem é avaiano, vai, com certeza, se emocionar.
Na realidade, estou postando com atraso este material que já foi divulgado, na época do aniversário, pelo editor do clicRBS Alexandre Gonçalves

Postado por Marcos Castiel

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Vários ângulos de um empate

30 de julho de 2008 101

Tadeu comemora seu gol, ainda no primeiro tempo/Flávio Neves
Tadeu comemora seu gol, ainda no primeiro tempo/Flávio Neves

Dá para avaliar por vários ângulos o empate desta quarta-feira, em 1 a 1, entre Figueirense e São Paulo.

Tem razão o torcedor que acreditar em culpa da arbitragem, que errou em lances decisivos para o Figueirense (confira análise mais abaixo).

Tem razão aquele que disser que o São Paulo foi sempre mais ousado, mantendo três atacantes e correndo riscos até empatar, logo sendo justo o resultado.

Tem razão quem achar que um time não pode se acomodar diante de um adversário como o São Paulo, que será punido.

Eu, que não fico sobre o muro, escolho meu ângulo. Houve influência da arbitragem. Vejo dados concretos. Se os atacantes são-paulinos erraram um catatau gols, problema deles. Se o árbitro errou feio, o problema não é dele, é do time prejudicado, no caso, o Figueirense.

Primeiro tempo elétrico

O primeiro tempo foi elétrico. Nos primeiros segundos, Rafael Coelho mostrou moral e partiu para cima da zaga.

Aos 7 minutos, Tadeu marcou, servido por Rafael Coelho, que deitava e rolava no setor esquerdo são-paulino. Uma ressalva ao ótimo lançamento de William Mateus.

Aí, veio uma artilharia são-paulina. Aos oito Anderson Luiz salvou, sem goleiro, chute de Dagoberto. Aos 14, foi a vez de Aloísio errar, cara a cara. Demorou para concluir. Aos 16, Dagoberto chutou livre, a bola bateu na zaga e passou com perigo.

Depois desta blitz são-paulina, o jogo ficou morno. Até os 26, quando Wilson fez milagre em bicicleta de Hugo, com Aloísio errando, depois, em bola, na pequena área.

Desperdício são-paulino e erros do árbitro

Aos sete minutos, no mesmo momento do gol alvinegro na primeira etapa, uma incrível bola na trave de Dagoberto mostrou que o Figueirense tinha e precisaria de sorte nesta noite de quarta-feira.

No rebote, Aloísio errou mais uma sozinho. Aos 10, Aloísio cabeceia sozinho e, de novo, erra. Já imaginaram se fosse o Tadeu a errar as mesmas bolas do Aloísio? O não iria se falar por aqui?

Aos 22 minutos, foi a vez de Hugo, de frente para Wilson, errar um gol.

Até este momento, a vitória alvinegra era injusta. Mas PC lançou Edu Sales para tentar sacudir um time que diminuiu seu ímpeto justamente pela queda de produção de Rafael Coelho.

A resposta foi imediata. O time ganhou velocidade e passou a atacar. Foi quando o  árbitro cuidou para travar a reação.

O São Paulo seguiu perigo e Wilson salvador, fazendo, aos 29 minutos, grande defesa. Mas, no mesmo minuto, um contra-ataque de Edu Sales foi parado com impedimento injusto.E aos 30 não deu pênalti em Edu Sales. Pronto, destruíra o momento do alvinegro consolidar a vitória.

Aos 34 minutos, o gol são-paulino. Depois de tantas chances, um chute forte de Hugo garantiu o empate.

Highligths

- A lamentar, a falta de qualidade técnica da arbitragem, daquelas com medo de errar contra time grande. Aos 30 minutos do primeiro tempo, em cobrança de falta, Aloísio cometeu pênalti claro, mudando a trajetória da bola com sua mão. Evandro Rogério Roman, figurinha carimbadíssima, não deu. Ou não teve coragem de dar. Aos 28 do segundo tempo não foi marcado um impedimento que poderia ter resultado em gol são-paulino. Aos 29 minutos, marcou impedimento de Edu Sales, que ficaria na cara do gol e partia de trás da linha de meio-de-campo. Aos 30 minutos, Edu Sales foi derrubado escandalosamente na área e a jogada foi ignorada.

- A carimbar: apesar do árbitro, a produção dos dois times justifica o empate, o São Paulo criou bem mais chances de gol.

- A elogiar a postura agressiva e com auto-confiança do Figueirense. A inteligência de PC Gusmão em explorar o lado esquerdo, a ousadia de Rafael Coelho para cumprir bem esta missão, a boa postura de Magal. Tudo na primeira etapa.

- A criticar, os muitos erros de passes alvinegros, alguns deles simples, que ainda colocam o time em situações complicadas e desnecessárias. E os cartões amarelos e faltas próximas à area, sempre um risco contra o São Paulo.

- A ressaltar como Cleiton Xavier foi bem marcado, certamente levou atenção especial de Muricy Ramalho.

- A destacar que tem alguns jogadores do São Paulo - Richarlyson e Jorge Wagner, puxando a fila - que pisaram no salto alto.

- A lembrar que não é sempre que vou "carcar" um 14 x 0 para salvar a pele alvinegra. Com maldição, não se brinca. O 1 a 1 ficou de bom tamanho.

Postado por Marcos Castiel

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Supermulheres e beleza feminina

30 de julho de 2008 7

Linda e vencedora!/EFE
Linda e vencedora!/EFE

Na espera do jogo do Figueirense, em ritmo olímpico, uma ode à russa Yelena Isinbayeva (sim, o blog começa a virar olímpico, já que estou embarcando rumo a Pequim no próximo domingo).

Vejam a perfeição na estrutura corporal desta trituradora de recordes no salto em altura (na terça-feira, pulou 5,04m).

E as lindas feições de seu rosto! Tem quem não ache as mulheres-atletas bonitas, pela adaptação de seus corpos ao esporte que praticam.

Aí eu pergunto: aquelas esquálidas, as vezes pateticamente subnutridas modelos milionárias é que são o padrão de beleza?

Postado por Marcos Castiel

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Figueirense 0 x 14 São Paulo

30 de julho de 2008 84
Não, não é aquela brincadeira do blog com a comparação de times. Nada de revoluções por causa do título do post. É só uma metáfora, um grito para chamar atenção antes do jogo de hoje à noite.
Eu me recuso a admitir que, por conta de uma pane qualquer em um jogo contra um time bem armado, o Figueirense vá ser sempre goleado nesta atual edição do Brasileiro.
 
Já aconteceram goleadas contra o Flamengo, Cruzeiro, Vitória e a mais dolorida, de 7 a 1, contra o Grêmio. Esta, que ainda lateja na alma alvinegra.
 
Por outro lado, algumas boas atuações deram esperança de que o grupo é razoável e tem potencial. Os jogos contra Palmeiras, Atlético e Santos comprovam.
 
A verdade é que o empate, diante do Atlético-PR, na última rodada, até foi bom para amenizar o sentimento de impotência alvinegra, mas o futebol demonstrado pelo adversário foi ridículo e a apresentação do Figueira não deu segurança nenhuma ao torcedor.
 
Fica, portanto, uma grande incógnita, que o Figueira precisa extirpar imediatamente, a começar neste difícil duelo contra o São Paulo.
 
Qual dúvida? A seguinte: sempre que houver um descontrole, o time vai “pirar” coletivamente e ser terrivelmente abatido?
 
Em tom de brincadeira, se assim for, e a progressão se der em escala crescente, pode colocar na conta um 14 a 0 para o São Paulo. A brincadeira é sempre saudável. O problema, é quando o sujeito pensa uma bobagem e começa a acreditar que isso seja verdade. Não é meu caso.
 
Sem essa de exageros à parte! Quer fazer previsão em jogo do Figueirense? Então posta aí embaixo. Porque eu me rendo a inconstância do time e me recuso a tentar racionalizar o que time pode apresentar.

Postado por Marcos Castiel

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Escândalo envolve o Marcílio

29 de julho de 2008 58

Olha o Tapetão aí, gente!

O Marcílio Dias está envolto em uma grande enrascada. E o autor indireto do rolo é o  jogador Rafinha, do Toledo.

Falou, claramente, em entrevista, que os times combinaram o resultado para obter a classificação na Série C.

Esta situação está tipificada no Código Brasileiro de Justiça Desportiva e o Engenheiro Beltrão vai entrar no STJD solicitando anulação do jogo.

Aliás, indiretamente, o Marcílio já havia se complicado com o episódio da venda de sua vaga, cogitada pelo Conselho Deliberativo do Joinville.

Um dos times do coração do presidente Delfim Pádua Peixoto Filho, da FCF (juram que o outro é o Avaí, embora o Avaí se sinta perseguido por ele) está dando muita dor de cabeça ao presidente da Federação.

É o bom o jurídico ficar esperto. Esta parada vai ser dura. E lá vem o tapetão incomodar SC novamente. O uruca!

Postado por Marcos Castiel

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Ataque de nervos

29 de julho de 2008 12

O Brasil perde jogadores não mais (e só) para o futebol europeu. São jovens que saem para os EUA, México, Ásia, enfim, a internacionalização e a fraca moeda brasileira exaurem nosso futebol.

Com esta debandada, o que é mais difícil conseguir num time? Qual a missão mais difícil quando o assunto é reforçar uma equipe? Qual posição é mais sofrida para abastecer nossas desérticas séries A e B (nem falo da Série C)?

Uns acreditam que as alas são as mais visadas pelo mercado. Afinal, são jogadores versáteis, com técnica, velocidade, força e podem derivar para o meio-de-campo. De fato, restam poucos, que não estejam em fim de carreira, ou retomando-a (por algum motivo, tipo lesão ou problemas de comportamento). Mas a improvisação de meias por ali, de certa forma, tapa o sol com a peneira,

Outros vem no meio-de-campo uma ausência perigosa de talentos. Discordo. Bem garimpado, o mercado oferece volantes determinados, homens de ligação com alguma técnica, pontas-de-lança com futuro, ou em fim de carreira, mas de ótima valia.

Eu vejo, no ataque, a grande tragédia do futebol brasileiro!

Aliás, o mundo está ávido de "matadores", de homens-gol.

Quem brilha atualmente pela terra brasilis? Até Souza tem interessado. Grafitis, Afonsos e outros "quetais" estão firmes em seus mercados.

Não sobra ninguém. Um Nilmar perdido ali, um Dagoberto acolá, um Dodô, enfim, atacante é, em suma, a grande busca do futebol brasileiro. Ironia para um país que tanto produz bons jogadores na posição.

É assim que Vandinho, um jogador que nem está pronto, vai parar num gigante tipo Flamengo, inflamado pelo marketing de ser goleador do Brasil.

E que Edu Sales, antes desprezado, vira imprescindível no Figueirense.

E que Luiz Mário, dado como aposentado, vira titular absoluto do Criciúma.

Os festejados ataques viraram ataques de nervos não para as zagas, mas para os pobres torcedores.

Postado por Marcos Castiel

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Acorda, torcida alvinegra

28 de julho de 2008 76

Na B, Tigre bate Avaí

A questão da parceria da torcida do Figueirense com seu clube ainda está latente. Logo, logo estaremos no meio da competição e o alvinegro só emplacou uma média de 8.340 pagantes em seus jogos no Scarpelli.
 
O alvinegro é um clube, na Série A, com potencial para, no mínimo, 12 mil pagantes por jogo de média.
 
Aliás, o clube chegou a ter este número de sócios pagantes. O que houve? É o preço para se associar? É o time formado, que não inspira confiança? É a campanha, que não motiva?
 
Penso que um pouco de cada item citado acima. Acho que o grande trabalho, até de marketing, a ser executado pela diretoria alvinegra seria no sentido de criar uma nova motivação ao torcedor.
 
Fazer com que ele abrace a causa do time, independente de resultados. O Scarpelli sempre foi um caldeirão e precisa voltar a ser.
 
Os números de Tigre e Leão
 
Á torcida do Avaí pode dar show na arquibancada, isso é incontestável. Mas em termos de presença no estádio, perde para a do Criciúma, que tem uma campanha pior.
 
O Criciúma é o 7º colocado em público mandante (5.852) e o Leão é o 8º colocado (5.134).
 
Os motivos? O de sempre, a Ressacada é de difícil acesso. Mas com esta campanha, poderia estar melhor, não?
 
O líder, obviamente, é o Corinthians. Os catarinenses, contudo, batem alguns times com potencial, como Paraná, Ponte, Juventude e Bahia (este não está jogando em Salvador).
 
Para conferir estas informações na íntegra, no site da CBF, clique aqui para Série A e clique aqui para Série B.
 
Alguns dados:
 
- O Figueirense, como mandante, é o 14º colocado.
 
- Porém, no quesito arrecadação é o lanterna dos mandantes. Algum blogueiro sabe me explicar o porquê?
 
- Os líder em público, claro, é o Flamengo. Grêmio, Cruzeiro e Inter seguem na lista.
 
- Em público, dos clubes de tradição, o Figueira supera Santos, Vasco e Botafogo.
 
- No bloco dos 10 menores públicos, o Figueira aparece em dois, nas visitas a Ipatinga e Portuguesa.

Os números da A:

TOTAL DE PÚBLICO (* JOGOS) MÉDIA DE PÚBLICO (* JOGOS)
254.133  Flamengo/RJ  (6)
194.280  Grêmio/RS  (7)
170.941  Cruzeiro/MG  (8)
164.648  Internacional/RS  (7)
152.796  Sport/PE  (7)
151.358  Vitória/BA  (8)
138.421  Coritiba/PR  (7)
123.542  Atlético/PR  (7)
117.623  Náutico/PE  (7)
96.797  Atlético/MG  (6)
89.722  Palmeiras/SP  (7)
85.357  São Paulo/SP  (7)
79.940  Fluminense/RJ  (7)
58.382  Figueirense/SC  (7)
55.591  Botafogo/RJ  (7)
47.639  Vasco/RJ  (7)
43.287  Santos/SP  (6)
40.007  Portuguesa/SP  (8)
36.684  Goiás/GO  (6)
32.575  Ipatinga/MG  (7)
42.356  Flamengo/RJ  (6)
27.754  Grêmio/RS  (7)
23.521  Internacional/RS  (7)
21.828  Sport/PE  (7)
21.368  Cruzeiro/MG  (8)
19.774  Coritiba/PR  (7)
18.920  Vitória/BA  (8)
17.649  Atlético/PR  (7)
16.803  Náutico/PE  (7)
16.133  Atlético/MG  (6)
12.817  Palmeiras/SP  (7)
12.194  São Paulo/SP  (7)
11.420  Fluminense/RJ  (7)
8.340  Figueirense/SC  (7)
7.942  Botafogo/RJ  (7)
7.215  Santos/SP  (6)
6.806  Vasco/RJ  (7)
6.114  Goiás/GO  (6)
5.001  Portuguesa/SP  (8)
4.654  Ipatinga/MG  (7)

 

TOTAL DE PÚBLICO (* JOGOS) MÉDIA DE PÚBLICO (* JOGOS)
147.672  Corinthians/SP  (6)
145.593  Ceará/CE  (7)
57.252  Vila Nova/GO  (7)
54.048  ABC/RN  (7)
48.894  Barueri/SP  (6)
42.639  Fortaleza/CE  (6)
40.963  Criciúma/SC  (7)
30.805  Avaí/SC  (6)
30.004  Paraná/PR  (7)
25.469  Ponte Preta/SP  (7)
24.173  Juventude/RS  (6)
22.844  Gama/DF  (7)
22.749  América/RN  (6)
19.586  Santo André/SP  (7)
18.532  Bahia/BA  (5)
15.315  CRB/AL  (7)
12.708  Brasiliense/DF  (6)
10.253  Bragantino/SP  (6)
7.556  Marília/SP  (7)
5.783  São Caetano/SP  (6)
24.612  Corinthians/SP  (6)
20.799  Ceará/CE  (7)
8.179  Vila Nova/GO  (7)
8.149  Barueri/SP  (6)
7.721  ABC/RN  (7)
7.107  Fortaleza/CE  (6)
5.852  Criciúma/SC  (7)
5.134  Avaí/SC  (6)
4.286  Paraná/PR  (7)
4.029  Juventude/RS  (6)
3.792  América/RN  (6)
3.706  Bahia/BA  (5)
3.638  Ponte Preta/SP  (7)
3.263  Gama/DF  (7)
2.798  Santo André/SP  (7)
2.188  CRB/AL  (7)
2.118  Brasiliense/DF  (6)
1.709  Bragantino/SP  (6)
1.079  Marília/SP  (7)
964  São Caetano/SP  (6)

Postado por Marcos Castiel

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Moral recuperada com desempenho ruim

27 de julho de 2008 56

Reprodução TV
Reprodução TV
Goleada esquecida. Mas falta futebol ao Figueira
 
Diante da catástrofe dos 7 a 1, contra o Grêmio, no meio de semana, voltar com um empate, da Arena da Baixada, é um grande resultado para o Figueirense.

Mas o representante catarinense na elite não pode ser pensado como um time pequeno. É preciso ser exigente. Nesse sentido, o 0 a 0 deveu-se ao péssimo momento do Atlético e, não, a virtudes alvinegras. Quem for sincero, saberá admitir esta constatação.

 
Todo o jogo fora de casa, sem exceção, Wilson, antes dos cinco minutos iniciais, tem que fazer um milagre. E, geralmente, na bola aérea. Não foi diferente no começo do jogo diante do Atlético, embora o lance tenha sido anulado por impedimento.
 
Outra situação que não muda é Anderson Luiz, sem tempo de bola, sempre comprometendo o time alvinegro. Em alguns momentos, chega a ser patética sua participação. Dá pena.
 
No primeiro tempo, pelo setor direito, surgiram quase todas as principais chances atleticanas. Sem contar as proporcionadas pelas tradicionais bolas perdidas por Diogo. Este, aliás, não arma nada, ou melhor arma o contra-ataque adversário com perfeição. Pelo menos, Diogo não compromete na marcação, onde é aplicado e consistente, o que já é alguma coisa.
 
Na outra ala, William também sofreu com a falta de cobertura dos volantes, ficando no mano-a-mano e “vendido” em alguns lances.
 
O Figueira chegou pouco e, quando teve oportunidade, Rafael Coelho não teve calma para concluir. Também não teve calma para tabelar e, sequer, dominar a bola. Tá difícil assinar embaixo de sua titularidade.
 
Quanto ao meio-de-campo, Leandro Carvalho, nas poucas incursões ofensivas até mostrou movimentação junto a Cleiton Xavier. Este, com marcação dupla, quando pôde, armou o time. Defensivamente, junto a Diogo, Leandro deu boa consistência. Marquinho é que esteve sumido.
 
Sem Marquinho inspirado, a qualidade de passe comprometeu toda a estrutura alvinegra. De bom em todo este primeiro tempo pouco inspirado do alvinegro? Não ter levado gol, o que, certamente, causaria um trauma no time e abriria a porteira. Wilson, claro, seguro. E um grande lance, após escanteio, em que Bruno Aguiar errou um gol cara a cara com o goleiro. Foi o que sobrou. Pouco.
 
 
De onde nada se espera é que não sai nada mesmo
 
 
Todos os jogadores que apresentavam falta de qualidade, de fundamento, voltaram para o segundo tempo rigorosamente iguais.
 
Exemplos?
 
Rafael Coelho? Um atacante não tem o direito de perder duas chances claras de gol de forma seguida. Ainda mais num momento em que o Figueira tanto precisa. Rafael Coelho mostrou ainda não estar equilibrado, psicológica e tecnicamente para uma Série A. Wellington Amorim entrou na sua vaga, tardiamente, nos 20 minutos finais.
 
Tadeu? Pelo menos Coelho não pecou por omissão. Já Tadeu, entrou em campo? Não, não entrou. Acho que por falta de substituto, foi mantido por PC Gusmão.
 
Anderson Luiz? Patacoadas, lambanças etc. O mesmo filme do primeiro tempo.
 
Diogo? Novas entregadas de bola, espetacularmente perigosas para seu time. Ganhou de brinde, depois da enésima tentativa de dar o gol ao adversário, a substituição por Jakson.
 
PC Gusmão? Pensa bem o time antes do jogo. Mas não tem bom timing para substituições, nem lê bem a partida. Teve méritos por recontruir um grupo destruído psicologicamente por uma goleada histórica e prepará-lo para voltar com um ponto de Curitiba.
 
PS1 - Tem certos jogos em que devolver o ingresso ao torcedor deveria ser uma obrigação a partir de um determinado percentual de passes errados. O deste domingo foi um deles. A bola foi maltratada, minuto a minuto, lance a lance.
 
 
PS2 - As imagens da TV mostravam uma Arena da Baixada com um excelente público. Aliás, muito participativo, empolgante, uma tradição atleticana. E o estádio é todo coberto por cadeiras, certo? E o ingresso é caro, também, né? Então não há desculpa para a falta de apoio da galera alvinegra no Scarpelli.
 
PS3 – As mesmas imagens do PPV mostraram uma excelente presença da torcida do Figueirense na Arena. Uma demonstração de amor ao clube, mesmo na adversidade.
 
PS4 – O moderno Estádio da Arena, candidato à Copa do Mundo, está com um gramado horrível. Assim, tem um ponto a menos na competição com o futuro Scarpelli.
 
PS5 – Com exceção de uma falta em Tadeu, que merecia amarelo, o árbitro mandou bem na partida. Passou batido.

Postado por Marcos Castiel

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Melou o projeto 6 de 6

26 de julho de 2008 23

Marcelo Rosa jogou muito bem, mas não saiu com a vitória/Ulisses Job
Marcelo Rosa jogou muito bem, mas não saiu com a vitória/Ulisses Job
Zaga tirou a vitória do Tigre

O Barueri queria ser vice-líder. O Tigre, emplacar o que chamei, aqui no blog, do “Projeto 6 de 6”. Seis pontos de seis em disputa no Heriberto Hülse. A missão, infelizmente, não foi cumprida diante de um adversário dos mais difíceis.

 
Além de uma mão para o Avaí permanecer no G-4, o Tigre poderia ter dobrado a esquina e começado a ver o grupo que leva à elite sem uso de binóculo. Só que com uma zaga improvisada e completamente destoante do restante do time, sobrou um empate em 2 a 2, o que foi injusto, mas ruim em termos de tabela.
 
O Tigre tinha que superar as ausências de ninguém menos, ninguém mais que o goleiro Zé Carlos, o atacante Luís Mário e o volante Basílio, suspensos, além dos zagueiros Claudio Luiz e Wescley e do ala Coutinho, lesionados. Pouco? Um verdadeiro desafio para o técnico Edson Gaúcho.
 
Gostei do ímpeto inicial. Mostrou iniciativa, o que é importante e um mérito do treinador, que soube dar confiança aos incumbidos de substituir tantas figurinhas carimbadas.
 
Já nos primeiros 15 minutos o Tigre teve algumas boas chances. Devido ao desentrosamento de algumas peças, também foi determinados momentos.
 
Quando a poeira da pressão inicial baixou, o jogo ficou feio. Por conta da responsabilidade redobrada (desfalques e estréias), Ferreira mostrou-se bastante perdido, inseguro, batendo cabeça com Leonardo. O goleiro Vinícius, outro estreante, fez intervenções importantes, mas soltou algumas bolas, visivelmente inibido.Na segunda etapa, contudo, quando estava 2 a 1, salvou o Tigre com grande defesa. Depois, no empate, não teve culpa
 
 
Antídoto para tremedeira é atacar
 
 
Quem e como se poderia resolver esta pequena encrenca? Os ingredientes, o Tigre tinha, estava com mobilidade e ímpeto, mesmo diante dos passes errados e erros de posicionamento. E o executor para achar a fórmula do gol? Aos 24 minutos, a resposta: Marcelo Rosa.
 
O técnico Edson Gaúcho tem em Rosa um dos atletas que ele deu muita moral para ajudá-lo na recuperação. Na minha opinião, aliás, acertadamente. O gol mostrou um jogador calmo e calculista. Limpou com categoria o lance para fuzilar e marcar.
 
Ressalte-se, ainda, o bom desempenho de Mateus, quase como primeiro volante. Um jogador versátil, bem ao gosto de Gaúcho.
 
Veio o gol, veio a estabilidade emocional. Dali em diante, banho de bola. O Tigre ainda colecionou mais quatro boas chances, em chutes de Adriano e Luciano Bebê (duas vezes) e em cabeceio, livre na pequena área, de Luiz André. Em todas, o goleiro adversário René brilhou.
 
E, com este volume de ataque, a zaga ficou aliviada, parou de “tremer na base”. Antídoto perfeito.
 
Dois gols relâmpago e inustiça
 
Aos cinco minutos, um gol de Acerola (ou do zagueiro, foi uma prensada) mostraria-se fundamental. Já que dois minutos depois o Barueri faria 2 a 1.
 
Estava escrito nas estrelas que não seria um jogo fácil.
 
Logo aos 15 minutos, Peter, que não estava numa jornada inspirada, deixou o campo para entrada de Zulu. Boa medida para não diminuir o ritmo no ataque, já que o Barueri não voltou para o segundo tempo a fim de brincadeira.
 
Zulu justificou sua entrada e mostrou serviço, aos 20 minutos, num lindo cabeceio, e René fez milagre.
 
Ainda tinha mais uma estréia nesta noite atípica: Canindé foi lançado por Edson Gaúcho na vaga de Adriano, outro que sentia a movimentação.
 
Nos 15 minutos finais, com Criciúma na vaga de Bebê, Gaúcho tentou bloquear o crescimento do Barueri. Em vão.
 
O time visitante chegou ao gol de empate e jogou uma ducha de água fria na recuperação do Tigre.
 
Para encerrar a crônica, um elogio (no jogo do Avaí foi a mesma coisa) à arbitragem. Simples, discreta e tecnicamente equilibrada. Momento raro na Série B do Brasileiro!

Postado por Marcos Castiel

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