Tadeu comemora seu gol, ainda no primeiro tempo/Flávio Neves
Dá para avaliar por vários ângulos o empate desta quarta-feira, em 1 a 1, entre Figueirense e São Paulo.
Tem razão o torcedor que acreditar em culpa da arbitragem, que errou em lances decisivos para o Figueirense (confira análise mais abaixo).
Tem razão aquele que disser que o São Paulo foi sempre mais ousado, mantendo três atacantes e correndo riscos até empatar, logo sendo justo o resultado.
Tem razão quem achar que um time não pode se acomodar diante de um adversário como o São Paulo, que será punido.
Eu, que não fico sobre o muro, escolho meu ângulo. Houve influência da arbitragem. Vejo dados concretos. Se os atacantes são-paulinos erraram um catatau gols, problema deles. Se o árbitro errou feio, o problema não é dele, é do time prejudicado, no caso, o Figueirense.
Primeiro tempo elétrico
O primeiro tempo foi elétrico. Nos primeiros segundos, Rafael Coelho mostrou moral e partiu para cima da zaga.
Aos 7 minutos, Tadeu marcou, servido por Rafael Coelho, que deitava e rolava no setor esquerdo são-paulino. Uma ressalva ao ótimo lançamento de William Mateus.
Aí, veio uma artilharia são-paulina. Aos oito Anderson Luiz salvou, sem goleiro, chute de Dagoberto. Aos 14, foi a vez de Aloísio errar, cara a cara. Demorou para concluir. Aos 16, Dagoberto chutou livre, a bola bateu na zaga e passou com perigo.
Depois desta blitz são-paulina, o jogo ficou morno. Até os 26, quando Wilson fez milagre em bicicleta de Hugo, com Aloísio errando, depois, em bola, na pequena área.
Desperdício são-paulino e erros do árbitro
Aos sete minutos, no mesmo momento do gol alvinegro na primeira etapa, uma incrível bola na trave de Dagoberto mostrou que o Figueirense tinha e precisaria de sorte nesta noite de quarta-feira.
No rebote, Aloísio errou mais uma sozinho. Aos 10, Aloísio cabeceia sozinho e, de novo, erra. Já imaginaram se fosse o Tadeu a errar as mesmas bolas do Aloísio? O não iria se falar por aqui?
Aos 22 minutos, foi a vez de Hugo, de frente para Wilson, errar um gol.
Até este momento, a vitória alvinegra era injusta. Mas PC lançou Edu Sales para tentar sacudir um time que diminuiu seu ímpeto justamente pela queda de produção de Rafael Coelho.
A resposta foi imediata. O time ganhou velocidade e passou a atacar. Foi quando o árbitro cuidou para travar a reação.
O São Paulo seguiu perigo e Wilson salvador, fazendo, aos 29 minutos, grande defesa. Mas, no mesmo minuto, um contra-ataque de Edu Sales foi parado com impedimento injusto.E aos 30 não deu pênalti em Edu Sales. Pronto, destruíra o momento do alvinegro consolidar a vitória.
Aos 34 minutos, o gol são-paulino. Depois de tantas chances, um chute forte de Hugo garantiu o empate.
Highligths
- A lamentar, a falta de qualidade técnica da arbitragem, daquelas com medo de errar contra time grande. Aos 30 minutos do primeiro tempo, em cobrança de falta, Aloísio cometeu pênalti claro, mudando a trajetória da bola com sua mão. Evandro Rogério Roman, figurinha carimbadíssima, não deu. Ou não teve coragem de dar. Aos 28 do segundo tempo não foi marcado um impedimento que poderia ter resultado em gol são-paulino. Aos 29 minutos, marcou impedimento de Edu Sales, que ficaria na cara do gol e partia de trás da linha de meio-de-campo. Aos 30 minutos, Edu Sales foi derrubado escandalosamente na área e a jogada foi ignorada.
- A carimbar: apesar do árbitro, a produção dos dois times justifica o empate, o São Paulo criou bem mais chances de gol.
- A elogiar a postura agressiva e com auto-confiança do Figueirense. A inteligência de PC Gusmão em explorar o lado esquerdo, a ousadia de Rafael Coelho para cumprir bem esta missão, a boa postura de Magal. Tudo na primeira etapa.
- A criticar, os muitos erros de passes alvinegros, alguns deles simples, que ainda colocam o time em situações complicadas e desnecessárias. E os cartões amarelos e faltas próximas à area, sempre um risco contra o São Paulo.
- A ressaltar como Cleiton Xavier foi bem marcado, certamente levou atenção especial de Muricy Ramalho.
- A destacar que tem alguns jogadores do São Paulo - Richarlyson e Jorge Wagner, puxando a fila - que pisaram no salto alto.
- A lembrar que não é sempre que vou "carcar" um 14 x 0 para salvar a pele alvinegra. Com maldição, não se brinca. O 1 a 1 ficou de bom tamanho.
Postado por Marcos Castiel