
Momento da passagem da tocha pelas ruas de Pequim/Ricardo Duarte
Cada vez mais o exercício da profissão de jornalista ensina, para este blogueiro, que o principal exercício da profissão é cultivar a mente aberta.
Abortar todo e qualquer princípio de preconceito.
São só dois dias de China, de Olimpíadas, mas uma verdadeira avalanche de momentos que valem por uma vida. Por quê? Porque o mundo que passa na televisão, o mundo dos detalhes, do pitoresco, não é o mundo real.
O mundo real, este que tento lhes passar em algumas palavras, breves como pede um blog, é de uma China vivendo intensamente uma nova fase. Sabe aquela criança que cresceu sendo moderada pelos pais e ganha, vê, na adolescência, todas as possibilidades de descobrir o mundo e a liberdade? Essa é a China que salta aos meus olhos.
Pessoas querendo interagir com os visitantes e entre si, a busca pela modernidade, pela diferença nas roupas, nos carros, no agir.
E, claro, com todos os problemas desta nova identidade. As bicicletas não diminuíram, mas o trânsito aumentou sua complexidade e seu caos.
Mas você não topa com gente cuspindo, arrotando, suja pelos cantos. Em hipótese nenhuma. Tem mais em nossas sinaleiras, que em todos os muitos lugares pelos quais já passei em Pequim.
Na imagem, captada pelo Ricardo Duarte, um momento da passagem da tocha, que chegou nesta quarta-feira que vivemos aqui e que chega um pouco depois para vocês aí.
É uma tocha que, com o esporte, ilumina a nova China, que vai progredir muito além do que podemos imaginar. Os EUA que se cuidem!
Postado por Marcos Castiel
