
E, finalmente, Ramón saiu. Tarde demais/Ricardo Duarte
Primeiro apagão. Depois um dilúvio. O que é isso, gente? A água foi tanta antes da partida (e durante) no Scarpelli, que nem a excelente drenagem do Estádio Orlando Scarpelli deu conta do recado.
O título do post, que mais parece de letra de escola de samba, foi para ilustrar mais um jogo anormal. O roteiro? O Figueira até melhorou, mas o time não consegue fazer as coisas acontecerem. Além disso, o árbitro garantiu mais uma participação "estranha".
Prejudicado? O Figueirense, claro, que precisava jogar, já que largou perdendo de 1 a 0. Como jogar na chuva? Infelizmente não dava para perguntar ao Avaí, especialista em jogar - e vencer - neste tipo de gramado.
Agora, cá entre nós, as vezes parece que somos ranzinzas, mas tem certas coisas que realmente conspiram contra. Gente, o pedido que fazíamos (nisso incluo o torcedor) foi atendido, entrou Bruno Santos e Anderson Luiz (este um pouco mais contestado). Certo?
Claro que não, afinal as condições do gramado não eram lamentáveis? PELAMORDEDEUS, com gramado pesado a velocidade perde vez para as bolas altas.
Feito o registro, vale lembrar que, no primeiro tempo, o Figueirense foi bem mais raçudo, jogou bem mais que o Fluminense. Mandou no jogo. Infelizmente, o clube enfrenta uma maré de azar.
E o árbitro, que dava pênalti fácil quando o Flu precisava vencer, agora deixou o jogo correr quando jogador do tricolor carioca chegava junto. E apitava todas quando alguém do Figueira encostava em alguém do Flu. Estranho, não?
E a cera? Rolou na cara dura, desde o primeiro minuto, e tudo sem intervenção do árbitro. Aos 26 minutos do segundo tempo, a prova cabal de como as coisas funcionam. A bola bateu na mão do jogador do Flu, dentro da área, e....nada. Ora, contra o Figueirense é pênalti. Contra os cariocas, nada. E o impedimento inventado aos 36 minutos, quando Cleiton Xavier ficaria cara a cara com o goleiro?
Melhor parar por aí, senão posso me complicar neste comentário sobre a arbitragem do senhor Seneme.
No segundo tempo, o Flu voltou melhor postado e o Figueirense diminuiu o ritmo de pressão.
Com 13 minutos, Anderson Luiz, o substituto, foi substituído. Ele deu lugar a Lima. Imagino que a idéia do Mário Sérgio fosse ganhar mais força dentro da área, com Diogo caindo pela direita e apelando para as bolas alçadas na área.
Tratava-se, portanto, de uma tentativa de corrigir aquele tropeço na avaliação da primeira etapa.
O time não respondeu bem. Ainda teve o gol anulado. O PPV repetiu uma vez só o lance e, aparentemente, estava impedido
O gás acabou e mais uma barca passou. Claro, sem abrir mão dos erros nas conclusões de Tadeu e cia.
Postado por Marcos Castiel
