
Torcida empolga o Tigre que leva a vitória/Rovani Ilha
Tricolor do Sul goleia frágil Figueira
Festa merecida da torcida do Criciúma. Título de campeão do turno sem perder o fôlego diante de um Figueirense que virou caricatura.
Agora é cuidar para não desmobilizar o time, algo muito comum em torneios com este tipo de fórmula.
Deu a lógica. Previsíveis os resultados: o Criciúma golear o mistão do Figueira (se é que o alvinegro tem um time titular) por 4 a 1; o desfalcado JEC ter imensas dificuldades diante da Chapecoense e perder por 1 a 0; e a vitória do Atlético sobre o Marcílio, por 2 a 0.
E os atleticanos chegaram a "estar" campeões por boa parte do primeiro tempo, mas logo o tricolor do Sul acabou com as esperanças.
Na realidade, o campeão Criciúma ganhou um pontinho num quadrangular final. E a tranqüilidade da vaga, claro. E agora? Terá que convencer o grupo de que vale muuuittoooo a pena lutar por mais um pontinho. Não é tarefa fácil.
Aos demais, campeonato quentíssimo na briga pelo título do returno e mais um pontinho com o mesmo valor do já mencionado acima. E pela presença entre os quatro primeiros colocados na soma geral de pontos.
Como terminaram o turno e começam o returno os 10 times:
Criciúma: Futebol de resultados. Improvisando jogadores em setores carentes, contando, também, com sua torcida, chegou em condições na última rodada. No clássico contra o Figueirense, não decepcionou. Fez sua parte. Time grande e de tradição é assim, não desperdiça as chances que tem.
Joinville: Mostrou uma equipe consistente, com peças de reposição. Faltou maturidade na reta final para administrar situações de expulsão e/ou risco de lesão. Chegou na sempre complicada Chapecó para tentar levantar a taça do turno, mas não resistiu. De uma equipe despedaçada, contudo, reaparece como candidato irrevogável ao título. No quesito torcida, disparado, é a mais fiel atualmente em Santa Catarina. Na boa ou na ruim, sempre lota a Arena.
Atlético-Ib: Como sempre, faz excelentes avaliações do mercado interno. Com precisão cirúrgica, buscou Belmonte no Avaí e ganhou, de brinde, um excelente técnico, profundo conhecedor das categorias de base e da realidade regional. Brigou até a última rodada e assim será no returno.
Avaí: não fez o turno dele esperado. Venceu o Metropolitano, por 2 a 0 e tranqüilizou sua situação. Porém, a pressão sobre o representante catarinense na Série A não vai diminuir no returno. Do azurra se espera nada menos que a luta pelo título. O estoque de desculpas não mais vai sensibilizar o torcedor.
Figueirense: Aos trancos e barrancos levou o turno de maneira lamentável. Primeiramente, sem um preparo físico adequado, já que foi o último clube a se apresentar. Depois, se complicando pela falta absoluta de um time-base. Agora, optando por um time misto, propagando prioridade a Copa do Brasil. Uma realidade confusa e que não permite prognósticos para o returno. A torcida do Figueirense não está mais acostumada em não ser protagonista. Pela amostra do final de 2008 e início de 2009, é bom se preparar para momentos de bastante desilusão e sofrimento.
Marcílio Dias: Irregular é a palavra que melhor define o Marinheiro. Contudo, se acertar os ponteiros pode incomodar muita gente grande e, quem sabe, beliscar uma vaguinha. Porém, termina em baixa por não aproveitar o fator local, onde tem uma torcida que apoia bastante.
Chapecoense: A mesma avaliação do Marcílio serve para o Verdão, com o diferencial de que o técnico Mauro Ovelha tem muita habilidade para lidar com o Estadual e o adendo de que, em casa, a Chapecoense sabe fazer valer o fator torcida. Vencer o Joinville, que lutava pelo título, é uma pequena amostra do potencial do Verdão.
Brusque: Dos times que prometiam bom desempenho, foi a decepção. Mesmo assim, continua com créditos para tentar mostrar sua qualidade de conjunto. Pode surpreender, embora já tenha entrado na categoria de zebra. Hoje aplicou 3 a 0 no Atlético-Tu
Atlético-Tu/Metropolitano: O turno destes dois times não autoriza qualquer prognóstico que não seja um futuro rebaixamento para ambos. Dos dois, quem ainda pode ser reorganizar e mudar esta história é o Metrô.
Postado por Marcos Castiel
