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Posts de fevereiro 2009

Tigre B pau a pau com o Metrô

28 de fevereiro de 2009 15

O time reserva do Criciúma e o Metropolitano abriram a rodada deste final de semana com um 2 a 2, no Heriberto Hülse, em Criciúma.

Só consegui assistir ao segundo tempo do jogo. Nesta etapa, os dois times tiveram inúmeras chances de gol. Não sei como foi o primeiro tempo (algum blogueiro pode ajudar).

Num dos melhores momentos do Tigre, já no terço final do jogo, houve um lance para lá de polêmico: Marcelinho ficou sozinho, na pequena área, arrematou e João Paulo afastou, sob intensa reclamação de pênalti por, supostamente, ter afastado com a mão.

Olha, sinceramente, pela televisão, com replay em câmera lenta, de dois ângulos diferentes, não consegui ter certeza de mão. Se com o recurso da televisão eu fiquei em dúvida, assim como o comentarista e o narrador, imagine o árbitro.

Quanto ao jogo, chegou a me deixar tonto (metaforicamente) a confusão tática, explicável pela falta de entrosamento do Tigre.

Me decepcionei um pouco com Marcelinho, de quem esperava um pouco mais. No Metrô, Hegon é perigoso, mas achei que Acerola estava com boa movimentação, pelo menos na segunda etapa.

Quanto ao resultado, razoável para o Metropolitano, embora, diante de um time reserva, a vitória pudesse ser uma opção. No entanto, o time lutou bastante, mostrou dignidade e vontade.

Para o Tigre, uma vitória seria interessante para prosseguir com a política de poupar atletas, caso reverta a situação na Copa do Brasil. Mesmo assim, percebi vaias da torcida ao final, mas os atletas que conferi em campo mostram que o Tigre tem um grupo razoável fora dos considerados titulares. Há que se ter paciência com os garotos.

Postado por Marcos Castiel

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Golaço do Fenômeno só na night

28 de fevereiro de 2009 15

Ronaldo depois do treino, após a noitada polêmica/reprodução sportv
Ronaldo depois do treino, após a noitada polêmica/reprodução sportv

Isso é uma eterna discussão. Ou o atleta pode ir a uma noitada, desde que no outro dia jogue bem, cumpra suas obrigações. Ou o atleta, como homem público, precisa cuidar mais de sua imagem que um trabalhador comum.

Certamente o caso de Ronaldo é didático e um exemplo mais que oportuno para que o futebol brasileiro enfrente esta discussão.

Afinal, o fenômeno acaba de ser flagrado em uma noitada (segundo as moças, acompanhado de dirigentes do clube), em Presidente Prudente. (leia notícia clicando aqui).

Confesso que ficou em dúvida quanto a este dilema. As vezes penso: bom, se o cara quer abreviar sua carreira, já que é um atleta e depende de descanso para render e ser longevo, é problema dele. E se o clube quer um jogador que não vai render 100%, mas que, quando está em campo faz a diferença, também é problema do clube e de seus torcedores aceitar ou não.

Às vezes, contudo, raciocino: um jogador, como homem público, e este é o caso de Ronaldo, é um exemplo para milhares de crianças pelo mundo. Então, deveria repassar valores existenciais e de comportamento como atleta.

A par desta dúvida, contudo, a única coisa que tenho certeza, contudo, é quanto ao que disse logo da contratação de Ronaldo. Vai ser uma eterna dor de cabeça para o Timão e, em momento algum, vai jogar mais ou melhor que qualquer junior do time paulista. Pode anotar. Agora, se em termos de marketing vale a pena, aí é outra história.

PS: já vi de tudo sobre atleta na night. Do Ronaldo, então, até traveco já pintou. Agora, ser flagrado com dirigentes, essa é nova. Só no Corinthians.

Postado por Marcos Castiel

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Ato falho (Pintado) em azul

27 de fevereiro de 2009 83

Três atos falhos, ocorridos ontem, no Scarpelli, absolutamente sem consequência, estão amplamente sendo debatidos. Pintado dizendo, na coletiva, que aos poucos o time vai melhorar, ficando, nas suas palavras “tudo azul”, soou como uma bomba nos meios alvinegros.

Depois, o técnico, para consertar, rebateu: “Quero dizer que meu coração é verde e preto”. Quando todos sabem que o Figueira é alvinegro e não tricolor.

O terceiro, foi a chuteira azul usada por Perone no jogo.

Quero dizer que tal gritaria não passaria de uma fagulha, caso o momento do time fosse bom.

Aí, pequenos detalhes se avolumam, sem, necessariamente, merecerem, diríamos, sequer, um post.

A impaciência, a indignação, tudo se resolveria com resultados. Isso passa, caso o Figueirense vença o Joinville, no domingo.

O problema maior é que o torcedor começa a ter noção que o Estadual já é algo que só vai parar no colo do Figueira se o sargento Garcia prender o Zorro.

Paralelo a isso, o crescimento do Avaí turbina a pressão sobre os alvinegros. A ponto de qualquer referência ao azul virar motivo de debate acirrado.

O perigo é esquecer questões concernentes ao futebol em detrimento de perfumaria. Quando começa assim, é porque, realmente, está bastante complicado.

Postado por Marcos Castiel

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Eu gosto de - e quero - elogiar. Mas tá difícil

26 de fevereiro de 2009 31

Flávio Neves
Flávio Neves

"Chega de brincadeira, honra a camisa do Figueira"~

Eu também acho que todos, mídia e torcida, têm que aumentar o quociente de boa vontade quando um time sofre um revés (queda para a Série B) e tenta se reerguer.

Tanto é assim que tenho evitado críticas ao técnico Pintado diretamente. Até porque depois de tantas mudanças alvinegras no comando ao longo da Série A, o próprio clube criou uma situação em que temos dificuldade em diferenciar o que é culpa do técnico, o que é falta de um grupo qualificado.

Mesmo com comedimento, contudo, não se pode tapar o sol com a peneira. Não é preciso pisar sobre uma equipe que passa por momento infeliz, porém não se pode vender gato por lebre. Ou seja, só porque existe a intenção de ajudar, faltar com a verdade não é admissível.

O jogo desta noite, com o Brusque, que terminou 0 a 0, apesar de conter 22 profissionais no tapete verde do Estreito, foi uma pelada digna de várzea.

O Brusque fez uma partida horrível taticamente. O Figueira, um pouco melhor, continua lamentável para os padrões esperados de um time que galgou uma respeitabilidade em nível nacional e que é o maior vencedor de títulos em Santa Catarina.

Poderia pinçar coisas interessantes, algumas jogadas individuais, mas a confusão tática de ambos os times foi tão grande, o espetáculo tão deprimente, que nada além de um 0 a 0 seria adequado.

Aposto todas as minhas fichas que qualquer um torcedor do Figueira que compareceu ao Scarpelli, ou viu pelo pay-per-view, notou com clareza: o único recurso do time alvinegro é a ligação direta. O sujeito pega a bola na intermediária, olha para a frente e faz o passe enforcado na altura da entrada da grande área adversária. Ou alça de forma inconsequente para a área.

Assim foi no primeiro tempo.

Torcida apoiou o tempo
todo, mas cobrou empenho

Assim seria no segundo tempo? A tentativa de mudança de quadro repousava em Rafael Coelho. Sobre esta postura, com Ricardinho, Coelho e Marcelo, já havia comentado: trata-se de um reconhecimento de que não há muito que consertar no quesito armação, então apela-se para a ofensividade, o aumento do número de atacantes para tentar achar um gol.

O Figueirense passou a viver, então, de tentativas "bate-estaca" com seus atacantes, até teve alguns momentos para marcar, na base do "Deus nos acuda", mas, graças ao buraco no meio-de-campo, também quase levou gol do Brusque em, pelo menos, três oportunidades.

Dito isso, vamos ao resultado. Quando a situação dentro de campo se coloca nestes termos, o resultado passa a interessar mais que a forma como o time se apresenta.

Os três pontos nesta partida representavam a sobrevivência alvinegra, já que, com o empate o time ficaria a três pontos do G-4 na classificação geral.

Até nisso o mau momento do Figueira não ajuda. O time poderia ter achado um golzinho, por que não? E arrumado tempo para respirar e rever conceitos, buscar ânimo para o clássico diante do JEC. Mas não aconteceu.

O cavalo passou encilhado. O trem fechou a porta e já partiu. Ainda dá para pegar o bote salva-vidas e escapar do naufrágio final, mas as opções estão rareando.

Por este motivo, mais que minha análise, fico com o grito da torcida do Figueirense, ontem, no Scarpelli: "Chega de brincadeira, honra a camisa do Figueira".

 

Postado por Marcos Castiel

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Escrito nas estrelas

26 de fevereiro de 2009 11

Pobre Tubarão, um massacre anunciado

O Joinville fez o que dele esperava sua torcida. Aliás, nem os rivais acreditavam que o esfacelado Atlético-Tu pudesse fazer, sequer, cócegas no tricolor do Norte.

Com o 4 a 0, o JEC reassumiu a ponta na classificação geral e também no returno, desbancando o Metropolitano no saldo.

Olha, não vou nem comentar tecnicamente o jogo. Foi um massacre. Só não foi maior a goleada porque o JEC sofreu várias lesões e mexeu muito no time, diminuindo o ritmo.

Deu pena do Atlético-Tu. O time, simplesmente, não tem condições de jogar a primeira divisão. Um desrespeito para com as tradições desta cidade, que já fez futebol de altíssimo nível.

A batata quente ficou para o Figueirense, já que os favoritos confirmaram seus pontos na rodada - Atlético e Avaí. E, além disso, o Metropolitano entrou firme na luta, o que exige mais ainda do alvinegro.

Mais tarde comentamos o jogo do Figueira por aqui.

Postado por Marcos Castiel

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Temos que banir lances assim

26 de fevereiro de 2009 24
 Recebi esta mensagem, junto à imagem, enviada por Tobias Milbrandt e reproduzo no blog por achar relevante.

Não é preciso uma batalha campal, ou quebrar a perna de um atleta para que um jogador seja expulso.

O lance, claramente, se concretizada a intenção, poderia encerrar a carreira do atleta do Criciúma.

O blogueiro mandou a seguinte texto:

“Venho através deste denunciar, tanto o jogador quanto o árbitro Marco Antônio Martins  que nem falta deu neste lance (link), no jogo Ibirama x Criciuma, onde o jogador quase quebra a perna do Mateus.

É dever da comissão de arbitragem bem como do tribunal zelar pela segurança do jogadores e da imprensa denunciar estes atos.

Quando presenciei pela tv a entrada dura do jogador do Ibirama sobre o Mateus fiquei até com medo de olhar o replay. Por isso coloco aqui o vídeo da falta, e prestem atenção no segundo momento da imagem aproximada. Deu para entender a reação furiosa do Mateus.”

Confira, abaixo, o vídeo:

Postado por Marcos Castiel

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Evando responde com gols. Silas despacha Ramirez

25 de fevereiro de 2009 42

Flávio Neves
Flávio Neves

Era o primeiro jogo em que o Avaí defendia seu já completado um ano de invencibilidade na Ressacada.

E o destino fez o time azzura cruzar dois técnicos que têm muito a ver com esta marca. Pelos lados do Marcílio Dias, Sergio Ramirez, que, ao sair do Avaí em 10 de março de 2008, deixou no rastro a última derrota avaiana em seus domínios, o fatídico jogo contra a Chapecoense, o da bicicleta de Cadu.

Pelos lados do Leão, Silas, que substituiu Ramirez e, desde então, usa a Bombonera Catarinense com maestria. Recuperou o time na oportunidade, quase foi à final do Estadual e, depois, ajudou o time a subir para a elite nacional. Mas não vinha fazendo um Estadual convincente até o início deste returno, onde seu time já é 100% após dois jogos. Aliás, este é o terceiro jogo seguido com vitória, nove pontos numa disparada só. Embalou.

Nesta noite, os dois técnicos mediram forças e com requintes de crueldades. Ramirez poderia impingir o fim de uma marca memorável ao seu sucessor. Mas, na condição de zebra.

Se o resultado normal ocorresse, vitória do Avaí, o uruguaio deixaria o comando marcilista, como de fato já ocorreu

E, com este tempero, ao término dos 90 minutos, deu a lógica, Avaí 3 a 1.

Logo aos dois minutos do primeiro tempo, Evando colocou um pimenta na briga pela titularidade. Marcou um gol para avisar Silas: "tô na área". E para alertar William: "Voltar no meu lugar, não!"

Mas o jogo estava estranho. O Avaí,visivelmente com mais qualidade, não conseguia impor seu jogo. Colecionou algumas boas chances de gol, é verdade, mas não teve sangue frio para ampliar. Evando (até com bola na trave) e Lima martelaram e não foram eficientes.

Num descuido de posicionamento, tomou o contra-ataque clássico e o gol de empate, marcado por Leandro Costa. Diga-se de passagem, a única chance real de gol marcilista. Misto de descuido avaiano com mérito do Marinheiro em saber aproveitar a bobeira do adversário.

Na segunda etapa, um Avaí intranquilo, quando o jogo estava tenso por não parecer ter solução, viu o caminho para os três pontos serem abertos novamente por Evando. Iluminado. Estava no local certo após o excelente cruzamento de Eltinho. Eram 19 minutos da etapa.

Depois, Léo Gago se encarregou de marcar o terceiro e colocar o Avaí com tudo no returno.

Os demais jogos da rodada registram o Atlético superando os reservas do Criciúma, por 1 a 0, e o Metropolitano batendo, por 2 a 1, de virada, a Chapecoense. Portanto, os mandantes não jogaram fora as suas chances.

Postado por Marcos Castiel

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Cada um no seu quadrado

25 de fevereiro de 2009 18

Simples e direto. Depois da rodada, verificamos se a realidade combina com os prognósticos:

Jogos com favorito e zebra

Avaí x Marcílio Dias  O Avaí é amplo favorito, já que o Marcílio Dias demonstra irregularidade e está a um passo de perder o técnico Sergio Ramirez

Atlético-Ib x Criciúma - Como o Tigre está com um mistão, não deve resistir ao Atlético, sempre fortíssimo em casa.

Joinville x Alético-Tu (amanhã) - A maior barbada da rodada. Quem aposta uma migalha no time do Sul?

Jogos sem prognóstico

Metropolitano x Chapecoense: o Metrô volta ao Sesi, ganhou fora de casa e pode fazer um returno inspirado. O Verdão, fora os quatro eternos candidatos - Joinville, Criciúma, Avaí e Figueirense - é o maior candidato ao quadrangular. Só que não ganhou nenhuma fora de casa no turno, precisa mudar esta lógica.

Figueirense x Brusque: do Figueirense, não se sabe o que esperar. Na realidade, este é o típico jogo em que, se bobear, perde. O Brusque, com seu futebol dedicado, lutador e objetivo, pode complicar o alvinegro.

Postado por Marcos Castiel

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Destino cruel

24 de fevereiro de 2009 32

Ricardo Duarte
Ricardo Duarte

 A capacidade de intervir no que parece ser o destino traçado para uma pessoa física, ou para uma entidade jurídica é algo bonito e que faz de um ser ou agremiação especial e vencedora.

Até as formiguinhas que têm sua morada nas arquibancadas do Scarpelli já perceberam que o  Figueirense, aparentemente, tem um destino neste Estadual: ser um coadjuvante.

O torcedor e os analistas, em geral, estão convencidos de que o time, individualmente, até pode produzir mais, mas o conjunto não está azeitado, harmonioso, digno de um clube de ponta, com jogadas ensaiadas, eletricidade, dinamismo, postura, enfim, qualquer valência coletiva deixa a desejar.

Não se cobra com veemência, do Atlético-Tu que reaja, que lute pelo título. Do Figueira, contudo, o conformismo não é ponderável.

Partindo deste princípio, é que o alvinegro, na quinta-feira, vai lidar, mais que com o Brusque, com seu destino. Vence, convence, deslancha para o clássico com o JEC, em casa novamente, ou vai assistir de camarote o campeonato passar.

Ah, e, se destino tem relaçao com sorte, então precisa já pensar em olhar os resultados dos demais. Por exemplo, secar o Avaí diante do Marcílio e a Chapecoense diante do Metropolitano amanhã. Convenhamos, tarefa ingrata. Melhor mesmo tentar ganhar seus jogos, o que já está bem difícil.

Ah, e se o destino não for mudado, a direção vai continuar com o projeto?

Postado por Marcos Castiel

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Gaviões fez bonito

23 de fevereiro de 2009 29

A proximidade entre carnaval e futebol, em Florianópolis, está no DNA. A pouco saiu o resultado dos blocos e um pequeno clássico paralelo ocorre nesta disputa.

Desta feita, a Gaviões Alvinegros mandou bem, terminou em segundo lugar e vai emplacar o desfile das campeãs, amanhã. E deve virar escola de samba no ano que vem.

Surpreendeu a classificação ruim da Mancha Azul, que vai protestar bastante pelo resultado. Como não assisiti aos desfiles, não posso opinar.

Já a Caieira do Saco dos Limões não vai dormir hoje. A Consulado deu um banho. A Coloninha, com o segundo lugar, resgata seu valor. Parabéns a todos.

Postado por Marcos Castiel

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