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Posts de março 2009

Pinta de finalista

31 de março de 2009 112

Festa da torcida do Leão na Bombonera catarinense/Ricardo Duarte

Avaí na liderança isolada

Dever de casa cumprido. O Avaí abre quatro pontos em relação ao Joinville, com 12 em disputa, e praticamente descarta o tricolor do Norte como adversário.

É o Leão da Ilha esboçando sua presença nas finais do Estadual. “Não é mole não, na Ressacada ninguém segura o Leão”, este é o refrão mais verdadeiro dos últimos tempos. Trata-se do time brasileiro com mais tempo de invencibilidade em casa, um feito respeitável.

Com o empate de Criciúma, Tigre e Verdão estão à cata da segunda vaga. Se a Chapecoense sepultar o JEC, na próxima rodada (encaminhando a vaga para a Série D), então vai depender do desempenho do Tigre diante dos avaianos para o quadrangular tomar forma.

No jogo da Ressacada, que acompanhei pela televisão, Silas demonstrou respeito pelo Joinville. Optou por Caio e pelo 3-6-1. Como Gelson emplacou outro 3-6-1, com Valdeir pelo meio, os técnicos provocaram um congestionamento de 12 homens no meio de campo.

Numa matemática destas, o que esperar senão uma partida com poucos espaços? E quando a opção é pelo volume de meio, não se admite erros nas chances de gol que aparecem. Aos seis minutos, Lima (o do Joinville) ficou cara a cara com Martini e chutou para fora.

Foi só nos 20 minutos iniciais que a matemática foi crucificada. O jogo ficou dinâmico e com boas chances.

Valdeir cobrou falta na trave. Na segunda chance do JEC. Quem não faz, leva. Aos 21 minutos, Lima (o do Avaí) girou bem sobre a marcação, cruzou, a zaga do JEC estava mal posicionada, e Uendel agradeceu com um cabeceio certeiro. Azurra 1 a 0.

Mérito, dentro do 3-6-1, para a maleabilidade de Uendel. Completamente solto em campo, na primeira bobeada do JEC, apareceu sozinho para marcar.

Já que falamos de bobeada, o pênalti de Turatto em Lima foi totalmente desnecessário. Não deu para entender por que o zagueiro do Avaí tentou segurar o do Joinville, atitude que ficou clara no replay. Lima, com paradinha, empatou o jogo.

Na sequencia de bobeadas e insanidades, Muçamba bateu o recorde. Como se deve qualificar um atleta que sabe ter amarelo, vai lá na lateral do campo e faz uma falta ridícula, escandalosa? Levou o vermelho e prejudicou seu time. Como deve ser chamado um jogador assim? Paro por aqui.

No segundo tempo Silas esperou por Gelson para ver como agir. O técnico jequeano apenas reposicionou o time, recuando Marcelo Silva. Então Silas lançou Cristian na vaga de Ferdinando.

O Avaí ficou senhor do jogo. O Joinville sequer o contra-ataque conseguiu encaixar. O problema é que ao abdicar de Ferdinando, o lado direito, que se oferecia ao Avaí não era bem aproveitado ora por Rafael, ora por Caio.

O domínio territorial avaiano completo não se traduzia, contudo, em jogadas agudas. Alguns cabeceios, mas nada envolvente.

Aos 20, depois que Gelson tirou Lima e colocou Thiago Mattos avisando que queria o empate mesmo, quase jogando a toalha, Silas contra-atacou com Odair, justamente na vaga de Rafael.

Até foi difícil furar o retrancão, mas a dupla Uendel/Lima resolveu a “problemática”. A “solucionática” foi inverter os papéis do primeiro tempo. Desta vez, Uendel cruzou e Lima cabeceou. O Avaí fez 2 a 1, logo depois Cristian cravou o 3 a 1 e colocou um gostinho de final na boca do torcedor azurra.

Postado por Marcos Castiel

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A bombonera e o único totalmente coberto

31 de março de 2009 81

Sempre fico encantado com a magia e a particularidade das praças esportivas, das arenas de cada clube.

Não são pura e simplesmente armações de concreto, são organismos que têm o carinho de suas nações, guardam o orgulho dos fãs de um time e, por este motivo, ganham vida.

Na primeira rodada, vimos uma Arena apinhada de gente, tricolores do Norte que surpreendem a cada jogo. Um estádio moderno, que será ampliado, com vestiários de cinema e visibilidade da partida perfeita.

Vimos um Condá vestido de verde, pulsante, envolvido com a partida, emprestando garra à Chapecoense. Outro estádio que está em processo de ampliação e modernização.

Hoje é a vez de outros dois monumentos lotarem. No Sul, o único estádio totalmente coberto de SC. O único que sediou libertadores, o que mais viu finais de Brasileiro. Recentemente ganhou as melhores cabines de imprensa do Brasil. O Heriberto Hülse é um local privilegiado e nobre.

O outro abriga a torcida mais quente de Santa Catarina. A nação azurra transforma a Ressacada na Bombonera de SC e, por este motivo, com um time excelente e um ótimo técnico, não perde há mais de ano em seus domínios.

Até a noite para os dois clássicos!

Postado por Marcos Castiel

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A hora de validar o ponto extra

30 de março de 2009 56

Meu colega Rodrigo Faraco disse tudo em seu blog hoje (confira clicando aqui), ao registrar as obrigações de Joinville e Chapecoense de surpreender Avaí e Criciúma em seus domínios.

Se Leão, ou Tigre, ou ambos, vencerem os jogões de amanhã, abrem quatro pontos e validam, na segunda rodada, o ponto extra que ganharam nos turnos.

À análise do colega Faraco, que visualizou com propriedade as obrigações de JEC e Verdão,  acrescento a seguinte conclusão, baseada nas possibilidades de Criciúma e Avaí: se houver vitória dos mandantes, abrindo quatro pontos de vantagem sobre os oponentes, pelo menos um deles pode ser considerado finalista.

Afinal, é tiro curto o quadrangular, seis pontos vão ter sido pulverizados, restarão 12 pontos em disputa e quatro a serem tirados de diferença, por dois oponentes que ainda terão mais um confronto direto, ou seja, se auto-destruirão.

Por este motivo, julgo a rodada de terça-feira uma decisão dentro de casa para Criciúma e Avaí. Se houver empate, segue tudo em banho maria. Mas se houver vitória do mandante, o campeonato assume contorno de desespero para os times que entraram sem o ponto extra.

Postado por Marcos Castiel

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A Seleção Brasileira é uma vergonha

29 de março de 2009 57

Eu não tenho paciência para o time de Dunga

Não pude ver com atenção o jogo do Brasil, estava na edição do caderno de Esportes do DC de segunda-feira. Mas vi uma indignação tão grande dos meus colegas que assistiam à partida que me obriguei a prestar um pouco de atenção no jogo.

Acompanhava lances esporádicos e toda a vez que grudei o olho na televisão, ou vi o Equador atacando, ou vi o time brasileiro maltratando a bola.

Fiquei pensando: será que a altitude serve, mesmo, como desculpa? Ora, ninguém mais engole esta. Pode até atrapalhar um pique mais longo, mas não faz a bola bater na canela.

Fiquei curioso sobre o que poderia produzir o Brasil no segundo tempo. E parei um pouquinho meus afazeres para conferir a segunda etapa.

Assisti 10 minutos e decidi voltar à edição. Abandonei o jogo. Voltei a conferir lances isolados, quando o Galvão Bueno subia a voz.

Peço até desculpas aos blogueiros. Mas depois de um sábado com duas partidas bem legais, como foram os clássicos, ao ver um jogo de Eliminatórias se espera um espetáculo bacana.

E não um bando de jogadores cheios do dinheiro não fazendo jus ao que ganham.

Perdi a paciência com o um time que não honra o que se tem por base quando se pensa em Seleção.

Por favor, Dunga. Gilberto Silva e Elano não são titulares nem do Ipatinga. Aí sai o Elano, entra o Josué. Ninguém merece. E não dá para aguentar os malacos Robinho e Ronaldinho Gaúcho, que são uns tremendos jogadores, quando querem dão espetáculo, mas que não têm compromisso nenhum com mais nada, só com baladas.

E para punir os equatorianos, que não têm capacidade de vencer um time que se apresenta do jeito que o Brasil estava, os deuses do futebol punem com um gol do Júlio Baptista.

O empate, pelo menos, não fez uma das maiores injustiças da história se perpretar. Seria ridículo vencer esta partida.Se você teve coragem de ver todos este jogo, parabéns. Você realmente gosta de futebol acima de tudo.

Obs: Viva Júlio César. Um goleiraço.

Postado por Marcos Castiel

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Obrigado, Fernandes. Esperamos por você

29 de março de 2009 39

Foto do Fernandes publicada no blog do Tainha/Carlos Amorin, divulgação

Sobre barca, leia o Tainha e o Gigante Alvinegro

Dois assuntos importantes do Figueirense que não posso deixar de tratar. Só falo deles neste domingo, com todo atraso do mundo quando se trata de internet, porque seria sacanagem discutir o alvinegro em meio à rodada do quadrangular de ontem.

Mas estou a horas para escrever sobre estes assuntos e não consigo encaixar. Neste início de domingo, à espera do jogo da Seleção, e com os posts dos jogos de sábado em pleno debate, me parece oportuno.

Primeiro, faço um apelo público: para que a torcida e o Figueira esperem todo o tempo do mundo pelo Fernandes. Oremos, vamos concentrar forças positivas, não vamos desistir de acreditar na recuperação deste atleta.

Além de craque, de exemplo de profissional e de dedicação a um clube, é uma pessoa maravilhosa.

Que o Figueira renove seu contrato em qualquer circunstância.

Conto uma história:

Certa feita, naquela churrascaria na Beira-Mar, vizinha do Habibs, estava almoçando com minha família.

Meu filho viu o Fernandes na mesa ao lado e perguntou:

- Pai, é o Fernandes. Posso pedir um autógrafo?

- Claro, eu disse. O Bruno foi lá, o Fernandes o atendeu com carinho, deixou seu almoço, a atenção a sua família, sorriu, deu o autógrafo e disse:

- Obrigado pelo carinho – com um sorriso verdadeiro no rosto.

O Bruno não esqueceu. E de sua ingenuidade futebolística, até hoje me pergunta porque o Fernandes ta demorando para fazer um gol.

Futebol é mais que resultado, patrocínio, fanatismo. São seres humanos interagindo. Fernandes precisa entrar em campo novamente, pelo Figueirense, sob ovação do Scarpelli. Se não ocorrer, o Bruno, eu, a torcida alvinegra e o clube ficarão em débito com a magia do futebol.

Muito atleta profissional, com 1% do futebol do Fernandes, jogaria na Europa e na Seleção Brasileira.

Já passo dos 20 anos acompanhando futebol e quando me deparo com um caso destes, o destino impedindo um craque de brilhar, fico revoltado.

De forma egoísta, queria ter o direito de vê-lo distribuindo passes, cadenciando o jogo, chamando a responsabilidade, descobrindo espaços, tratando a bola com requinte e delicadeza, dom de poucos.

Ainda mais num caso sui-generis. Um atleta com espaço no exterior ou em qualquer grande clube brasileiro, mas que percebeu ser o Figueira sua casa e não cedeu a um mercado sem cores nem credo.

Quem errou neste drama? O clube. O atleta. Pouco importa. Médicos de Floripa (alguns dos melhores moram por aqui). Uni-vos por esta causa.

Ah, ia esquecendo. A segunda coisa que faltou comentar foi sobre a barca alvinegra. Os nomes eu nem trato, o blog do Tainha (clique aqui) e do Gigante Alvinegro (confira aqui) adiantam tudo com detalhes, é sacanagem querer competir com eles em informação quando o assunto é Figueira.

Mas não posso deixar de lamentar o desligamento de alguns juniores. Jogaram os garotos às feras num campeonato de gente grande como o Estadual, os garotos seguraram uma barra que muito marmanjo não aguentaria e, agora, pagam o pato. Lamentável.

Postado por Marcos Castiel

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Futebol de resultado em Joinville

28 de março de 2009 33

Lindo registro do colega Jessé Giotti do clássico/Jessé Giotti

Tigre honra a camisa e JEC salva a lavoura no final

Eram 21 títulos catarinenses em campo. Não é pouca coisa. Um clássico na mais aguda acepção do termo. Deu empate, 1 a 1. Um potente soco, um direto nos analistas que davam o Criciúma como mero participante do quadrangular.

Uma crítica que vale, em parte, para este escriba. Nunca julguei o Tigre favorito, é verdade. Mas, pelo menos, sempre fui comedido em afastar o time do Sul de qualquer possibilidade.

O JEC, por sua vez, se complicou. Para sua sorte, pelo menos na briga pela Série D, a Chapecoense também empatou.

Era um jogo chave para ambos. Duas equipes que perderam o pique na competição. Classificaram-se com antecedência – o Tigre campeão do turno, o JEC pela classificação geral.

Trata-se de uma armadilha do formulismo, na qual se enredaram estes dois gigantes do nosso futebol.

O que clube grande precisa para recuperar o fôlego, acender a chama, é justamente a fagulha de uma vitória em clássico. Ainda mais valendo muito.

A torcida jequeana, como sempre, um 12º jogador empolgante. Ao lado do tricolor do Norte, numa paixão que superar qualquer análise formal. Quer porque quer seu Joinville pujante novamente.

O Tigre, contudo, defendia seu ponto extra e tentava provar que não é o patinho feio do quadrangular.

Análise que este espaço nunca concordou. Achar que o Criciúma é carta fora do baralho é pedir para quebrar a cara feio depois.

Pois bem, com estes ingredientes, e com um empate em Chapecó que estimulava mais ainda, é que lidavam as duas equipes.

O Criciúma, bem ao estilo Leandro Machado, entrou para congestionar, contra-atacar. O Joinville se complicou taticamente com esta postura competitiva e demorou para agredir.

O JEC passou a ter mais posse de bola dos 20 minutos em diante, e colecionar tentativas e estocadas. Nada muito preciso. Mas forçou cartões ao Tigre, o que sempre mina o poder de defesa quando acontece na primeira etapa.

Ao ser agredido, ficou clara a falta de recursos do Criciúma para acalmar o jogo e tentar o contra-ataque. Um defeito crônico nos times de Leandro Machado, que sabe congestionar e defender, mas não sabe cadenciar.

O primeiro tempo fechou sem gols, no lucro para o Tigre. Um mérito do tricolor do Sul, talvez, tenha sido a humildade de jogar com o regulamento.

Alguns torcedores do Criciúma não perdoam esta postura, não gostam de ver seu time abdicar de se impor.

Cobri por um bom tempo o Tigre, conheço muitos torcedores no Sul e aqui na Capital e o espírito que gostam em seu time. E a declaração de Basílio no intervalo, de que “apanhamos muito por tentar jogar de igual para igual no returno, hoje soubemos nos defender”, não soa bem para muita gente. A verdade é que funcionou, já que, apesar da pressão, Angonese não fez defesas difíceis.

O futebol e suas lições as vezes esquecidas

Funcionaria na segunda etapa? Pergunta que me assaltava no intervalo e, imagino, estava martelando ali no fundinho do cérebro dos criciumenses.

Resposta dada muito antes do que o mais otimista criciumense esperaria. Zulu deu um giro em Alessandro Lopes e achou Kempes. 1 a 0. Jogada pela direita e mérito para Leandro Machado, que ao colocar Flavinho, liberou Michel e potencializou a carga pelo setor direito.

E agora? Vale jogar pelo resultado? Vamos combinar, tese e teoria são lindos no papel ou na tela do computador.

Com a bola rolando, a Chapecoense quase venceu um Avaí que jogava melhor. E o Tigre complicou a vida de um JEC acossado.

A lesão de Ricardo Oliveira, logo depois, então, transformou a vida de Gélson num pesadelo acordado.

O ex-técnico do Criciúma não se acovardou. Abriu o time. Wagner Oliveira entrou, Fábio Oliveira, Lima. Uma aposta ousada e arriscada.

Mas assimilar um golpe desses estava difícil para o time da casa. A parte psicológica desabou.

Sentindo o quase nocaute do início da etapa, o JEC jamais voltou a agredir com perigo Angonese.

A não ser uma única vez. O suficiente.

A crônica lembrou, contudo, que futebol não tem receita. Quem bom, por este motivo é apaixonante.

No primeiro tempo, quando amassou, o JEC não achou o gol. Na segunda etapa, quando o time de Gelson levou um banho tático histórico, achou o empate.

Um pênalti de Thiago Mattos, aos 46 minutos, convertido por Lima, decretou o 1 a 1.

Melhor nem tentar entender.

Obs1: Pela imagem da TV, o pênalti foi claro. Leandro Machado, contudo, soltou marimbondos na entrevista. Dá até para entender a indignação pelo resultado, mas o treinador tem que ter cuidado com o que fala.

Obs2: Trabalhar sábado à noite, na sequência de dois jogões, dá mais alegria quando temos retorno da energia dispensada no trabalho. Das 21h20min, quando o blog registrava 283 acessos já por conta do jogo de Chapecó, até o final deste post, às 22h30min, o número chegava a 463 acessos. Viva a democracia dos blogs que permite a manifestação imediata dos pensamentos, a inclusão absoluta do cidadão na mídia. Obrigado!

Postado por Marcos Castiel

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Leão resiste ao Condá

28 de março de 2009 83

Acácio (E) foi bem. Marquinhos (D) desequilibrou/Raquel Heidrich

Avaí jogou melhor no caldeirão verde

Há quem vaticinasse que deste jogão entre Chapecoense e Avaí, houvesse um vencedor, sairia um dos finalistas do Campeonato Catarinense, mesmo com o quadrangular ainda incipiente. O empate em 1 a 1, contudo, coloca em banho-Maria tal tese. Foi um resultado ruim para o time do Oeste, que precisava adquirir pontos para a poupança e dar um banho de água fria num Leão que é um time de Série A, portanto, sempre favorito.

Duas equipes que não costumam perder em casa. Era a chance para a Chapecoense terminar com o um ponto de poupança avaiano. Ou do Avaí ampliar o pontinho que veio com o título do returno. Nem um, nem outro. (agora é esperar para ver o que acontece em Joinville, jogo que comentamos aqui no blog ainda hoje).

Aos seis minutos, um lance polêmico. Foi uma reclamação de pênalti, de Emerson, em Bruno Cazarine. Vendo e revendo o lance no pay-per-view, não ficou a impressão de penalidade. O atleta do Verdão tropeçou em Emerson.

Os primeiros 15 minutos foram de pressão do time da casa, como costuma acontecer no Condá. Ao ritmo da torcida local, que não admite nada menos do que entrega total de seus atletas, o Verdão é uma máquina de atacar no começo dos jogos.

Nada com muita classe, com muita técnica, mas absurdamente regado a garra. Uma pressão voluntariosa e que não permitiu aos azurras esboçar, sequer, um ataquezinho até o primeiro quarto de partida.

No primeiro ataque avaiano, aos 15 minutos, outro lance complicado. Impedimento marcado anulou o que seria um gol do visitante, num cabeceio de Evando, após cobrança de falta de Marquinhos. Como no suposto pênalti, o bandeira mandou bem, acertou a marcação.

Deste momento em diante, após neutralizar a pressão, o Avaí cadenciou o jogo e dominou as ações. E aí, aos 21 minutos, quase marcou com Leo Gago. Logo depois, Marquinhos, aos 23, chutou com perigo. Evando, aos 26 também arriscou. Era o Leão mostrando as garras. Nos cruzamentos insinuantes de Marquinhos, o Avaí quase abriria o placar, também, aos 42 minutos, em grande intervenção de Nivaldo.

O Verdão só reapareceu aos 29, num chute venenoso de Neném, exigindo bela defesa de Martini, e aos 34, numa tentativa de cabeceio de Cazarine.

Assim se resumiu a primeira etapa: uma pressão tradicional de começo de jogo bem administrada pelo Avaí. Uma Chapecoense valente, interessada, agressiva, mas um visitante que controlou com inteligência e na base da melhor técnica a etapa, assim que escapou ileso da estocada inicial. Ou para ficar na analogia local, da primeira bateria de flechadas do Índio do Oeste não acertou o alvo.

Como se diz na gíria de futebol, acompanhamos uma legítima “briga de cachorro grande”.

Estrela de Ovelha brilha menos que a de Silas

Dois técnicos muito inteligentes mediam forças. Eles foram responsáveis por um primeiro tempo estudado, com dinâmicas bem definidas, com marcações meticulosamente arquitetadas. Como os dois – Ovelha e Silas – mandaram bem, o 0 a 0 foi justo.

De treinador bons, ligados, ousados, espera-se ajustes para a segunda etapa, claro, visando a desestruturar o adversário e chegar ao gol.

Nenhum mudou a escalação, mas Silas fez uma alteração tática importante: posicionou Uendel mais ofensivo e Wendel Falcão na proteção. O seu time ganhou velocidade e, ao mesmo tempo, vigiou mais ainda Ewerton César, deixando Neném sem parceiro para o famoso “um-dois”. Também forçou Beá a vir à intermediária e coibiu uma possível pressão do Verdão.

Não que Ovelha tenha culpa. Mas o time do Avaí tem mais recursos técnicos e, claro, um treinador que sabe potencializar a máquina à disposição.

Sem ser omisso, Ovelha, aos 15 minutos, lançou Fabinho na vaga de Beá. Silas reposicionou Caio na direita, para segurar Morisco, que estava assanhado.

Silas fez a diferença, mas passaria por um aperto.

O jogo ficou equilibradíssimo. Desconfiando de uma Chapecoense mais ousada, Silas lançou Lima no lugar de Evando, para ter um contra-ataque renovado.

As peças do xadrez estavam lançadas. Um jogo extremamente tático, com leve superioridade avaiana.

Ovelha ainda tentou Rômulo na vaga de Anelka, num 4-4-2, para procurar agredir mais.

A Chapecoense chegou numa tentativa de cabeceio de Cazarine e numa falta de Morisco. E o Avaí perdeu boas chances com Caio, Lima e Emerson.

O Avaí jogava melhor. Mas Fabinho, a aposta de Ovelha, mostrou que justiça em futebol é bola na rede. Ele agradeceu a confiança do técnico marcando o gol da vitória.

Os deuses do futebol brincam, mas atuam. Odair, também lançado por Silas na segunda etapa, empatou o jogo. Um Avaí que merecia a vitória, comemorou um empate.

Obs 1 – O troglodita (para não dizer burro) que jogou um copo em campo pagou caro pelo trago a mais que tomou. Quase tomou “um laço”, para usar a gíria gaúcha da região, foi detido, e vai ficar um tempão sem ir ao futebol. Saiu no lucro por não ter apanhado feio.

Obs 2 – Todos sabem que não sou fã – muito longe disso – do árbitro José Acácio da Rocha. Mas ele foi bem no clássico da Capital e foi bem no jogo desta noite. Ou seja, justificou sua escalação.

Postado por Marcos Castiel

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Avaí x Chapecoense na final?

27 de março de 2009 68

Chegaria a ser irresponsável falar em favoritismo quando o assunto é um quadrangular com equipes extremamente fortes.

O que se pode, sem pretensão de dominar a verdade, é brincar com números.

Particularmente – já expressei este sentimento em resposta aos blogueiros nos comentários – acredito que, em termos técnico-táticos, Avaí e Joinville têm mais farinha no saco para encarar o quadrangular e chegar à final.

Mas, como disse, brincar com números é livre. Fazendo o cruzamento dos confrontos diretos do turno e do returno, enbvolvendo os classificados para o quadrangular, daria Avaí x Chapecoense.

O estudo está presente na edição impressa do Diário Catarinense de hoje. Confira o cruzamento dos resultados:

Simulação do quadrangular com base no turno e no returno

1º turno
Joinville 3 x 2 Criciúma
Avaí 1 x 0 Chapecoense
Criciúma 4 x 2 Avaí
Criciúma 5 x 2 Chapecoense
Avaí 0 x 0 Joinville
Chapecoense 1 x 0 Joinville

2º turno
Criciúma 2 x 3 Joinville
Chapecoense 5 x 1 Avaí
Avaí 4 x 0 Criciúma
Chapecoense 3 x 0 Criciúma
Joinville 0 x 1 Avaí
Joinville 0 x 1 Chapecoense

Classificação hipotética ao final da comparação
Chapecoense: 12
Avaí: 10 + 1: 11*
Joinville: 7
Criciúma: 6 + 1: 7*
Final: Avaí x Chapecoense

A segunda partida seria realizada na Ressacada. Somando todos os pontos, o Avaí ficaria na frente da Chapecoense (33 a 32).

* Criciúma e Avaí entrariam no quadrangular com um ponto extra porque ganharam turno e returno, respectivamente.

Aproveitando o post, lanço esta enquete, que perdura até um pouco antes dos jogos do sábado. Vote à vontade no post, ou na chamada que fica na parte superior do blog:


Postado por Marcos Castiel

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Treino fechado no Figueira. Pobre patrocinador

26 de março de 2009 158

O Figueirense volta à prática dos treinos fechados. Como se a imprensa tivesse culpa pelo fato de um de seus jogadores ter usado um vestido rosa em uma das práticas recentes.

Quem deve estar adorando esta decisão é o patrocinador das camisas. Que vai deixar de emplacar na televisão e nos jornais, não tendo mais sua marca exposta ao público.

Aí as matérias do Figueirense no jornal ficam sem imagem, ou com material obsoleto, o espaço do clube diminui e, depois, ainda vai ter torcedor achando que é porque a imprensa dá menos valor ao alvinegro.

Imaginem o Flamengo, o Corinthians, o Internacional, o Cruzeiro etc vetando imagens de seus treinos? Adidas, Reebook, Nike, Umbro, sem contar patrocinadores como bancos, multinacionais, todas ficariam bem satisfeitas, né? 

É preciso ficar claro que um jogador, brincadeira ou não, usando vestido rosa num treino no Figueirense, no Ajax (do Saco dos Limões), no Flamengo, no Grêmio, no Itumbiara, no Barcelona, enfim, em qualquer clube, seria notícia e, claro, se não jocosa, negativa.

E aí a solução brilhante do clube é fechar todos os treinos. Não adianta dar 15 minutos de alongamento. São imagens paradas, que não permitem ao cinegrafista ou fotógrafo ilustrar a matéria.

Mais inteligente seria apresentar uma grande contratação, que mudaria o foco e agradaria à torcida. Mas é mais fácil (gasta menos) este tipo de atitude lamentável.

O único ganho (questionável) neste tipo de ação é esconder a falta de qualidade dos olhos do torcedor. Mas isso é cobertor curto, já que, quando o time entra em campo, a torcida poderá ver o que a imprensa não pode apresentar.

Postado por Marcos Castiel

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Não tem gol!

26 de março de 2009 10

Para descontrair, repico aqui para o blog os gols perdidos mais incríveis que estão em votação no Globo.com.

O Evando está concorrendo.

Na real, há quem incomode o atacante avaiano por algumas de suas atuações.

Eu, particularmente, não abriria mão do Evando em jogo algum.

O Mauricio Frighetto prepara um material especial sobre o Evando aqui para o DC. Quando sair, aviso.

Confira o vídeo:

Postado por Marcos Castiel

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