
Festa da torcida do Leão na Bombonera catarinense/Ricardo Duarte
Avaí na liderança isolada
Dever de casa cumprido. O Avaí abre quatro pontos em relação ao Joinville, com 12 em disputa, e praticamente descarta o tricolor do Norte como adversário.
É o Leão da Ilha esboçando sua presença nas finais do Estadual. "Não é mole não, na Ressacada ninguém segura o Leão", este é o refrão mais verdadeiro dos últimos tempos. Trata-se do time brasileiro com mais tempo de invencibilidade em casa, um feito respeitável.
Com o empate de Criciúma, Tigre e Verdão estão à cata da segunda vaga. Se a Chapecoense sepultar o JEC, na próxima rodada (encaminhando a vaga para a Série D), então vai depender do desempenho do Tigre diante dos avaianos para o quadrangular tomar forma.
No jogo da Ressacada, que acompanhei pela televisão, Silas demonstrou respeito pelo Joinville. Optou por Caio e pelo 3-6-1. Como Gelson emplacou outro 3-6-1, com Valdeir pelo meio, os técnicos provocaram um congestionamento de 12 homens no meio de campo.
Numa matemática destas, o que esperar senão uma partida com poucos espaços? E quando a opção é pelo volume de meio, não se admite erros nas chances de gol que aparecem. Aos seis minutos, Lima (o do Joinville) ficou cara a cara com Martini e chutou para fora.
Foi só nos 20 minutos iniciais que a matemática foi crucificada. O jogo ficou dinâmico e com boas chances.
Valdeir cobrou falta na trave. Na segunda chance do JEC. Quem não faz, leva. Aos 21 minutos, Lima (o do Avaí) girou bem sobre a marcação, cruzou, a zaga do JEC estava mal posicionada, e Uendel agradeceu com um cabeceio certeiro. Azurra 1 a 0.
Mérito, dentro do 3-6-1, para a maleabilidade de Uendel. Completamente solto em campo, na primeira bobeada do JEC, apareceu sozinho para marcar.
Já que falamos de bobeada, o pênalti de Turatto em Lima foi totalmente desnecessário. Não deu para entender por que o zagueiro do Avaí tentou segurar o do Joinville, atitude que ficou clara no replay. Lima, com paradinha, empatou o jogo.
Na sequencia de bobeadas e insanidades, Muçamba bateu o recorde. Como se deve qualificar um atleta que sabe ter amarelo, vai lá na lateral do campo e faz uma falta ridícula, escandalosa? Levou o vermelho e prejudicou seu time. Como deve ser chamado um jogador assim? Paro por aqui.
No segundo tempo Silas esperou por Gelson para ver como agir. O técnico jequeano apenas reposicionou o time, recuando Marcelo Silva. Então Silas lançou Cristian na vaga de Ferdinando.
O Avaí ficou senhor do jogo. O Joinville sequer o contra-ataque conseguiu encaixar. O problema é que ao abdicar de Ferdinando, o lado direito, que se oferecia ao Avaí não era bem aproveitado ora por Rafael, ora por Caio.
O domínio territorial avaiano completo não se traduzia, contudo, em jogadas agudas. Alguns cabeceios, mas nada envolvente.
Aos 20, depois que Gelson tirou Lima e colocou Thiago Mattos avisando que queria o empate mesmo, quase jogando a toalha, Silas contra-atacou com Odair, justamente na vaga de Rafael.
Até foi difícil furar o retrancão, mas a dupla Uendel/Lima resolveu a "problemática". A "solucionática" foi inverter os papéis do primeiro tempo. Desta vez, Uendel cruzou e Lima cabeceou. O Avaí fez 2 a 1, logo depois Cristian cravou o 3 a 1 e colocou um gostinho de final na boca do torcedor azurra.
Postado por Marcos Castiel



