Vamos por partes, diria o Jack. Confira, didaticamente, os cinco atos que ilustram as manchetes da semana deste teatro que é nosso futebol:
1º ato (ocorreu ontem)
Arbitragem dos jogos
Jefferson Schmidt x José Acácio da Rocha. Venceu José Acácio da Rocha e vai apitar o jogo mais tenso do campeonato até agora: Criciúma x Avaí. Será o duelo que vai colocar o pingo nos is do quadrangular semifinal. Todos sabem que não morro de amores por José Acácio. Há dois poréns: primeiro, ele tapa minha boca com excelentes arbitragens este ano; segundo, na comparação com Schmidt, leva vantagem. E Paulo Henrique de Godoy Bezerra x Luiz Orlando de Souza. Deu Paulo Henrique. Nesta escala, a FCF foi coerente. Qualquer um dos dois pode fazer uma grande arbitragem.
2º ato
Mobilização da torcida avaiana para ir a Criciúma
As duas torcidas, em essência, são lindas. Já foram irmãs em determinado momento histórico. Estão recheadas de famílias, mulheres, crianças e de jovens inteligentes, senhores felizes, todos amantes de seus clubes. É preciso espírito desarmado para o clássico de amanhã. Já recebi material com "print screen" de orkut com barbaridades. Não vou publicar, com o intento de não aguçar os ânimos. Mas vou avisando: ninguém mais é anônimo na Internet. Lembrem-se que os agressores do seu Ivo foram pegos via Orkut. Tem gente que não tem noção da roubada que se mete quando participa deste tipo de comunidade de forma inconsequente. Depois não adianta chorar para o papai, arrependido. Vai acertar as contas com a Justiça.
3º ato
O jogo de amanhã e as consequências para a tabela
O bom do quadrangular é que ele mistura formulismo com merecimento. Num tiro curto, permite aos times que têm melhor rendimento - Avaí e Chapecoense - colecionem vantagens, mas não afastem da briga quem tropeçou - Criciúma e Joinville.
No caso do Tigre, ainda turbinado pelo ponto extra, chegou o vórtex da competição. Ganha do Avaí e seca o Verdão na quinta-feira. Tá dentro da briga novamente. Tropeça contra o Leão, e aí entra no terreno do milagre, onde já caminha o JEC, que apelou para o Ramirez (é desespero, mesmo!)
4º ato
O Figueirense na Copa do Brasil
Perdido no meio deste turbilhão do Estadual, reaparece o alvinegro. Faz promoção de ingresso e espera a torcida ao seu lado. Será? Espero que sim. O mínimo que a galera do Figueira pode fazer é emprestar seu grito ao time de Roberto Fernandes. Certamente já com sua filosofia e, claro, com atletas recuperados fisicamente. Sinceramente? Ótimo que, pela primeira vez em um bom tempo, o Figueirense seja considerado zebra. Acho que assim, humildemente, será a única forma de seguir na competição.
5º ato
Joinville x Chapecoense. Não deveria ser quarta-feira também?
Acho que a FCF está comendo mosca em aceitar um jogo na quarta-feira, outro na quinta-feira. Já estamos num estágio do campeonato onde um jogo interfere no outro. Meu colega Jean Balbinotti chama atenção para um fato importante: se os torcedores do JEC quiserem ver uma situação ideal para reação, devem torcer para o Avaí vencer. Seria a senha para tentar uma vitória heróica sobre a Chapecoense e renascer. Teria 4 pontos, passariao Tigre, que ficaria nos 3 pontos e seguraria o Verdão em 5. Depois, de lambuja, pegaria o Avaí de sangue doce, até poupando atletas.
Postado por Marcos Castiel
