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Posts de junho 2009

Decifrando o código medalhão

30 de junho de 2009 102

Irmão de Emerson mora em Itajaí e família em Pelotas/Divulgação

Silas continua batendo na tecla de que quer um tetracampeão ou pentacampeão para dar moral, respeito ao time do Avaí.

A busca do medalhão, contudo, não é fácil. Eu e o Mauricio Frighetto fizemos um levantamento de quem está à disposição no mercado dentro deste perfil. (Confira matéria do DC clicando aqui)

Particularmente, acho mais negócio concentrar esforços em reequilibrar o grupo de jogadores, centrar novamente o foco, cuidar para a Ressacada lotar, transformar o estádio num caldeirão, enfim.

Mas, reconheço, que um factóide, para trazer motivação, não seria má ideia, desde que bem conduzido para não se perder o foco de vez.

No levantamento, vemos que sete nomes têm condições de serem tentados pelo Avaí: Cafu, Roberto Carlos, Edmilson, Roque Júnior, Emerson, Denílson e Luizão.

O primeiro, Cafu, reluta em voltar não só ao futebol brasileiro, mas ao futebol como um todo.

O segundo, Roberto Carlos, tem um baita dum mercado: haveria engenharia financeira para bancar seu salário?

O terceiro, Edmílson, se desgastou com o Palmeiras no processo de saída de Luxemburgo. E a LA é parceira do Verdão, portanto, poderia, em tese, dar caldo. Mas a questão de salário é mais complicada, ainda, que a de Roberto Carlos.

O quarto, Roque Júnior, esteve no Palmeiras e está sem clube no momento. Uma vez, contudo, desprezou o Figueirense quando este demonstrou interesse.

O quinto, Emerson, está sem time, mas esbarra na questão salário. Conta pontos voltar a ficar perto de sua família, que é de Pelotas. Um irmão seu, inclusive, mora em Itajaí. Apostaria todas as fichas nele.

O sexto, Denílson, seria o menos sério de todos os investimentos. Vir seria fácil, adora Floripa e baladas. Mas futebol, mesmo, seria difícil recuperar.

O sétimo, Luizão, aparentemente está em processo avançando de encerramento de carreira. Seu último clube foi o Guaratinguetá, mas não chegou a vingar.

Enfim, passando numa peneira, acredito que qualquer tentativa se resuma a Cafu, Emerson e Edmilson. Talvez, Roque Júnior.

Abaixo, confira a lista completa:

Sem chance
Goleiros
Marcos (Palmeiras); Dida (Milan) e Rogério Ceni (São Paulo)
Laterais
Belletti (Chelsea);
Júnior (Atlético-MG)
Zagueiros
Lúcio (sem time); Ânderson Polga (Sporting); Juan (Roma)
Volantes
Gilberto Silva (Panhatinaikos); Kléberson (Flamengo); Vampeta (encerrou a carreira)
Meias
Ricardinho (Catar); Rivaldo (Uzbequistão); Juninho Paulista (encerrou a carreira); Ronaldinho Gaúcho (Milan); Kaká (Milan)
Atacantes
Ronaldo (Corinthians); Edílson (encerrou a carreira)

Dá para sonhar
Laterais

Cafu (sem time); Roberto Carlos (sem time)
Zagueiros
Edmílson (Palmeiras); Roque Júnior (sem time)
Volante
Emerson (sem time)
Atacantes
Denílson (sem time); Luizão (sem time)

Postado por Marcos Castiel

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Contagem regressiva

29 de junho de 2009 55

Jeovânio chegou a ser sondado e seria uma excelente reposição/Roberto Scola

Iniciativa do blog para aguardar substituto para Róger

Por iniciativa do blog, começa nesta segunda-feira uma contagem regressiva pela reposição do Figueirense em relação ao meia Roger.

Se você olhar ali no topo do blog, já está uma chamadinha com o título: “Reposição do Roger”. No texto, diz assim: “Já é o 2º dia que o Figueirense está sem um titular para a posição de 1º volante.”

Todos os dias vou atualizar esta chamada. Até o clube apresentar o reforço.

Acho que é obrigação e compromisso da diretoria investir. Acho Carlinhos  bom jogador. Mas esta é uma posição sujeita a cartões, a lesões e, convenhamos, ele não joga tanto quanto Roger estava fazendo.

Era um jogador 3 em 1, que cobria a defesa, fazia a sua de volante e ainda achava fôlego para atacar. A ponto do treinador deixá-lo abandonado no meio, com parceiros como Alê, tecnicamente questionável, e Fernandes e Pedrinho, que não marcam nem uma formiguinha.

Portanto, aguardo anunciar o substituto. Nomes? Não vou cair nessa. Deixo sugestões para os blogueiros. Não precisa ser medalhão, como Roger não era. Nem ficar usando Alê, ou Paulinho, ou Schmöller como primeiros volantes, porque eles não são.

Basta chegar em condições, não ser contratado por DVD e ser, claro, bem melhor que outros menos votados como Totó e Diego Paulista.

Postado por Marcos Castiel

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Luís FABULOSO Fabiano

28 de junho de 2009 33

Luís Fabiano em ação, para salvar a pele de Dunga/EFE

A complicada conquista do título da Copa das Confederações deixou para mim a impressão de que o técnico Dunga não só gosta de fortes emoções, como tem tremenda dificuldade em aceitar ser feliz.

Demora para mexer no time, aposta ridiculamente em Robinho, demora e muda mal o time. Mas tem um mérito: fez uma excelente convocação e colheu os frutos da mesma.

Nesta convocação está Luís Fabuloso Fabiano. Cavocou com honra, dignidade, caráter e, claro, gols, sua titularidade.

Algumas impressões da final

- O glorioso Júlio César errou feio o tempo da bola. Sua primeira grande falha após alguns milagres e muitas boas atuações. Me veio à memória o Marcos, que não é tão regular, mas na hora da decisão é sempre perfeito.

- Ao contrário do goleiro brasileiro, o norte-americano Tim Howard fechou o gol, pelo menos no primeiro tempo.

- Não era o Brasil o “kid” nos contra-ataques? Aquela arrancada norte-americana foi um espetáculo. O Brasil provou do próprio veneno no segundo gol, de Dempsey

- O gol de Luiz Fabiano, antes do primeiro minuto de partida no segundo tempo, que deu esperança ao Brasil, foi típico de centroavante. Noção de onde está dentro da área, giro e o chute preciso.

- Sempre aprendi que não devemos sucumbir à gratidão quando o assunto é negócio ou esporte. Que Dunga tem predileção por Robinho e por Gilberto Silva, é um direito. Agora, para mim alcança o terreno da burrice não mexer em dois jogadores e preferir morrer abraçado a eles, mesmo que esta situação signifique uma possível perda de uma competição. Robinho, mesmo, é uma vergonha ficar de titular, com nomes como Pato e Nilmar no banco. Ridículo.

- Aí o mandrake Dunga coloca Daniel Alves novamente na esquerda. E tira Ramires por Elano. Vai mexer mal no time assim na casa do chapéu.

- Luís Fabiano, sempre no lugar certo, faro de gol, estabeleceu o empate, apesar da equivocada mexida de Dunga.

- E Lúcio fez justiça no placar com seu gol raçudo de cabeça. O Brasil era melhor em campo e criou mais chances. A emoção do zagueirão é importante. Um cara que se entrega por completo.

Por fim, parabéns ao grupo brasileiro. E parabéns, também, ao Dunga. Posso não concordar com suas ações, mas não sou louco de ver a principal qualidade de seu trabalho: espírito vencedor e de luta.

Postado por Marcos Castiel

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Baba do Cruzeiro põe Avaí na roda

27 de junho de 2009 143

Retrato do jogo: Dudu dando um banho nos avaianos/Divulgação

Perder para reservas dos reservas e juvenis é humilhação

O Avaí havia ganho do Fluminense. Apagara da memória tropeços contra times em condições sui generis.

O Atlético-MG vinha de uma guerra contra o Vitória. O Coritiba poupava jogadores. O Inter jogou com os reservas. O Flamengo se preocupava com a Copa do Brasil. O São Paulo não atravessava boa fase. O Barueri era adversário direto. Nenhuma dessas situações foi aproveitada pelos avaianos. Ontem, mais uma foi desperdiçada: a derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro foi preocupante pelo resultado e pelo desempenho.

Fosse o time titular cruzeirense, e até uma derrota seria considerada normal. Mas assusta tropeçar diante de um time que, na rodada anterior, perdera para o Barueri em casa, que só pensa na classificação à final da Libertadores e que entrou em campo com uma baba, com os reservas dos reservas.

Vamos combinar: perder do time reserva do Cruzeiro, combinado com os juniores, chega a ser humilhante. Pela primeira vez, o Avaí jogou um futebol que merece ter como punição a zona de rebaixamento.

Foi um primeiro tempo lamentável sob o ponto de vista de entrega dos atletas do Avaí. E, sem dedicação, a parte tática também desaba.

É a primeira crônica neste blog, desde que começou a Série A, em que constato sérios motivos para críticas veementes ao Avaí.

É inconcebível que o menino Dudu dê um sacode, dance para lá e para cá, arme, corra e a experiente equipe avaiana assista ao garoto jogar. Até que este sofresse um pênalti ridículo cometido por Ferdinando. Convertido por Zé Carlos.

Se é para o Ferdinando entrar em campo e fazer um pênalti desses, então nem deveria ter viajado.

Se a atuação do conjunto era ruim, pior ainda seguem sendo as chances desperdiçadas pelos atacantes Lima e Luiz Ricardo.

Haja barra forçada para manter estes dois e deixar William no banco.

Escrevi estas impressões  paralelamente ao decorrer do primeiro tempo.

Segunda etapa mais digna, mas ineficiente

Confesso, me irritei com o que vi. Levantei, tomei uma água e me preparei para a segunda etapa. Nada poderia ser pior do que esta apresentação que chegou a ser desrespeitosa para com a torcida do Avaí.

A mudança de Silas foi puxar Ferdinando para volante e colocar Michel. Medina é mesmo peça de decoração, nem no banco ficou.

Michel, com aquele seu jeitão meio fora de forma, pouco acrescentou.

E Dudu continuou livre, leve e solto. Numa jogada sua, de cruzamento, aos 5 minutos, quase Anderson marcou. Martini fez milagre.

Depois, o garoto ganhou confiança e passou a humilhar. Do alto de seus 17 anos, deu as cartas, não tomou conhecimento da marcação.

Por fim, uma menção a Marquinhos. Sumiu. Desapareceu. Não entrou em campo. O que houve?

Se serve de consolo, pelo menos no segundo tempo o Avaí construiu chances de gol. Sempre com os perigosos chutes de Leo Gago. Ah, e para não mudar o roteiro, em algumas destas oportunidades, Luiz Ricardo ainda se encarregou de errar mais dois gols incríveis.

Foi uma segunda etapa mais digna. Mas somada ao primeiro tempo ridículo, o resultado foi catastrófico.

O árbitro é, certamente, um dos mais complicados e temíveis pelas lambanças não só da Série A, mas do planeta. Agora, me perdoe o técnico Silas. Atribuir ao senhor de amarelo este insucesso é o segundo desrespeito com o torcedor. O primeiro, o futebol apresentado. O outro, desviar o foco desse jeito.

Postado por Marcos Castiel

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Briga de cachorro grande

27 de junho de 2009 56

Clodoaldo desencantou/Ricardo Duarte

Confesso, fraquejei. Eu que tanto cobro fidelidade das torcidas aos seus times, que tanto discurso já dei, dizendo que apoiar contra tudo e contra todos deve ser o lema do VERDADEIRO torcedor, caí em tentação.

Nesta tarde de sábado entendi o verdadeiro significado da competição desleal que o pay-per-view exerce sobre o futebol no Brasil.

Confesso, pesou a desigualdade. Nem os pedidos insistentes do meu filho. Nem o jogão que se avizinhava, nem a importância da partida. 

Nada foi mais forte que o repelente formado pela conjunção frio com deslocamento sob chuva.

A ideia de um bolinho quentinho, com cafezinho foi imbatível e o que aconteceu foi uma tarde em que apelei para a dobradinha televisiva. Uma com este Figueirense 1 a 1 Vasco. A outra etapa logo mais, torcendo pelo Avaí no Mineirão.

Torcendo? Claro, como fiz pelo Figueirense.

Tratava-se de um jogo em que o lado profissional precisava ficar intacto, claro, por motivos óbvios de discernimento. Mas a necessidade de ver o Figueira bem era tão forte para nós profissionais, quanto para os torcedores.

Fica meu imenso parabéns aos fanáticos que foram ao Scarpelli, TORCEDORES verdadeiros. E a tristeza por mais esta chance que se esvai dentro da competição.

São confrontos diretos pelo futuro no G-4 perdidos (Portuguesa, Guarani, Atlético) e o empate em 1 a 1 com o Vasco. Superou somente Paraná e Ipatinga. Mas era briga de cachorro grande, times que vieram da elite. Resultado normal.

Me incomoda bastante a concepção de futebol do técnico Roberto Fernandes. Não importa se a escolha é o 4-4-2, se é o 3-5-2 ou o 3-6-1. A realidade é que, em qualquer das escolhas do treinador, sempre o meio-de-campo vem desconjuntado, mal escalado.

De que adianta dois homens de criação se você entra com um volante vendido diante da escalação adversária?

O Vasco é um time manjado, não é possível Carlos Alberto jogar à vontade como jogou no primeiro tempo.

E Fernandes? Maltratado pelo mal concebido esquema de jogo.

Foram seis chances vascaínas, contra três alvinegras. E Carlos Alberto deitou e rolou. O estreante Robinho também teve facilidades.

No alvinegro, mesmo sem brilho, Lucas e Rafael Coelho tiveram boas chances.

O segundo tempo começou com um Figueira mais agrupado, consistente, porém visivelmente sem soluções de maleabilidade na condução de bola.

O timing para alterar o time, pelo menos, o técnico tem. Mudou suas peças, mas ele é turrão. Não modificou a concepção do esquema. Trocou seis por meia dúzia. Pedrinho por Jairo. Schwenck por Clodoaldo.

Dunga não tem estrela quando colocou Daniel Alves? Pois Fernandes trilhou o caminho.

Clodô Eto’o, aos 24 minutos, trombou daqui, chutou dali e fez o que centroavante tem de fazer: gol.

A entrada (normal pela volta aos poucos do craque) de Alê na vaga de Fernandes consertou a concepção errônea de que falei ao longo da crônica.

Nos últimos 15 minutos, o time estava equilibrado em suas valências, com Roger, Alê, Jairo e Pedrinho.

Teve até uma bola na trave no final, de Régis. Uma pena. Pelo segundo tempo, mereceu a vitória o alvinegro de Floripa.

Arbitragem: Um árbitro não cometer erros absurdos não significa passar despercebido. O senhor Leandro Vuaden é do tipo de juízes que valoriza o nome dos times. Aquelas equipes influentes, que rendem “indicações” à CBF são tratados de forma diferente. Ao Vasco, uma postura na interpretação. Ao Figueirense, outra. Irritante é o termo para definir a condução de jogo deste senhor.

Róger na Alemanha: A saída do volante Róger era esperada. Boa sorte para ele, um excelente jogador. Agora, atenção: direção alvinegra, reposição imediata. Consistente. Sem enrolação. Do contrário, o já problemático meio-de-campo vai desabar.

Postado por Marcos Castiel

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Mil e uma noites

26 de junho de 2009 69

Se os petrodólares aparecerem, Marquinhos vai/Hermínio Nunes

Um conto das árabias

Vou contar para vocês uma história das arábias.

Trata-se de como está o interesse árabe pelo futebol de Marquinhos.

A questão é a seguinte: um empresário ligou ontem diretamente para o Anjo Loiro. O atleta respondeu assim: “Não me interesso”. E passou o telefone para Luiz Alberto.

Luiz Alberto, por sua vez, nem abriu negociação.

O papo, na realidade, não é novo. Em Biguaçu, há algum tempo, as rodas de amigos já falavam em uma futura proposta árabe.

Enfim, tenho certeza de que, se a questão evoluir, com nova proposta que está para chegar, mais tentadora, não haverá problema nenhum: fecha-se um ciclo do atleta no clube. Entra dinheiro e investe-se em outro bom nome.

Se ficar como está, ótimo também. Que seja com a cabeça exclusivamente no Avaí.

Simples. Bola para frente, sem especulações e esperando o futuro.

Postado por Marcos Castiel

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Jogo chato como a vuvuzela

25 de junho de 2009 33

Joel Santana deu um banho. Parabéns/EFE
E complicado como o Dunga

Constatações de uma tarde florianopolitana fria, gostosa para acompanhar futebol. Em casa, claro, com um cafezinho e biscoitinhos. Deu Brasil. Vi o seguinte:

- Por favor, se é para agüentar estas vuvuzelas, então que se faça um acordo e se dê à África o título logo. É insuportável assistir futebol assim. Jogo a toalha. Não tem boa vontade com um povo, com uma nação, com uma cultura que justifique esta tortura sonora.

- Some-se a vuvuzela ouvir o Galvão ensinando como é a pronúncia tribal dos nomes sul-africanos beira à insanidade.

- Bom, mas tinha os biscoitinhos e o cafezinho, então fui em frente na partida.

- Velho Joel Santanta. À la Parreira, à Tite (forma do Inter jogar atualmente), estilo do que tem mais moderno no futebol, os sul-africanos ficavam 11 no campo de defesa, para sair rápido com a posse de bola. Claro, com mão-de-obra menos qualificada, muitas vezes a proposta descamba para a retranca, mas não deixa a concepção de estar consoante com o que tem de mais moderno no futebol. Joel, folclórico, sim, mas um grande técnico.

- E o Brasil? Para furar um time recuado e ocupando espaço a rodo, tentou girar a bola na intermediária e, na individualidade, arriscar. Não foi muito feliz. Principalmente porque o responsável por desequilibrar a marcação, Robinho, está vivendo em outro mundo.

- Resultado desta concepção na primeira etapa: quatro bons arremates a gol, com Ramires, com André Santos e dois com Kaká. E quatro chegadas com perigo dos sul-africanos. Ninguém mandou melhor, portanto na primeira etapa.

- No segundo tempo, Dunga mostrou que aproveitou o intervalo para piorar o time. Se Robinho estava inoperante, Filipe Mello aderiu à moda e passou a jogar mal. O time de Joel? Igualzinho. Sem tirar nem por.

- Dunga piorou as coisas no vestiário. E, para variar, mexeu tarde na equipe. Desde is 15 minutos deu para perceber que o time perdeu a clareza nas ações, a volúpia. O que faz o técnico: fica passivo. Tá, poderia ter prorrogação, mas não houve lesão e são três possibilidades. Porque não dar um gás no meio ou no ataque? Mas Dunga é chato, é complicado, mas tem estrela: lançou Daniel Alves na vaga de André Santos. Este bateu falta, aos 43, e levou o Brasil à final!

- Uma observação final: acompanhei comentarista de televisão, ontem, afirmando que os estádios sul-africanos dão um banho nos brasileiros. Até concordo. Mas acho que esqueceu-se, nesta assertiva, dos gramados. O de hoje estava em estado lamentável. E o piso de jogo, convenhamos, é fundamental numa análise de uma praça esportiva. Ou não?

Postado por Marcos Castiel

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Figueira x Vasco tem cheiro de Série A

25 de junho de 2009 71

Pedrinho (E), para mim, ou joga à frente, ou sai do time. Já Lucas tem vaga garantida no time/Flávio Neves

O Figueirense precisa transformar o jogo do próximo sábado, diante do Vasco, em um marco dentro desta Série B.

Precisa ser o jogo em que o alvinegro manda um recado a tudo e a todos: estamos aqui para lutar pelo título. Nos confrontos diretos com possíveis candidatos ao acesso, o alvinegro perde por 3 a 2.

Perdeu para Portuguesa, Guarani e Atlético-GO. Venceu o Ipatinga e o Paraná. Superando os vascaínos, deixe este escore em 3 a 3.

Porque este é o jogo?

Primeiro, o alvinegro vai encarar um adversário de alto nível, mas em situação complicada: em crise, acuado, pressionado.

Segundo, pela primeira vez na competição a torcida será desafiada por uma visitante em grande número.

Terceiro, porque o Vasco, mesmo aos tropeços, é o maior favorito da competição ao acesso.

Por que o Figueira tem boas chances?

Primeiro, o Vasco não tem sido um visitante ameaçador. Só venceu o Ceará, empatou em 0 a 0 com o Guarani e perdeu para o Paraná por 3 a 1.

Segundo, o clube vive tensão. Entre os atletas, Leo Lima já jogou lama no ventilador; na comissão técnica, o momento é complicado com Dorival Júnior suspenso por 30 dias pelo STJD; e a direção experimenta mais uma ebulição, discutindo dívida por Pimpão com o Paraná e tentando acertar patrocínio.

Terceiro, finalmente o treinador do Figueirense, Roberto Fernandes, tem condições de repetir uma escalação. Todos que jogaram diante do Paraná estão liberados de cartões e têm condições físicas.

Como jogar

Fica, apenas, a questão: vai Roberto Fernandes repetir o time com Wilson; Lucas, João Felipe, Régis e Egídio; Roger, Alê, Pedrinho e Fernandes; Schwenck e Rafael Coelho?

Eu não repetiria. Com Toninho disponível, usaria três zagueiros. E optaria por uma entre estas situações: tira um atacante e mantém Pedrinho mais adiantado; ou tira Pedrinho e mantém dois atacantes.

Mas o técnico já demonstrou predileção por surpreender. Então é bobagem teorizar sobre o algo que pode nem acontecer.

Postado por Marcos Castiel

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15 mil sócios é a meta

24 de junho de 2009 90

O carinho, o cuidado e as ações voltadas aos sócios são o futuro do futebol. Alguns clubes já se deram conta disso, a partir do exemplo do Barcelona. O gigante espanhol tem como seu maior patrimônio os associados, que, literalmente, sustentam o clube.

O Internacional fez todo um plano para atingir a meta de 100 mil sócios (pagantes, claro) e parece que vai atingir este incrível patamar.

Em Santa Catarina, o Figueirense teve esta visão até mesmo com primazia. Foi, inclusive, exemplo para o país. Hoje possui uma estrutura consolidada.

Chegou a hora do Avaí trilhar, com força, este caminho. Será lançada a campanha do clube para alcançar um ousado número de 15 mil sócios.

O clube, parece, não entra nessa para brincadeira. Reestruturando sua área de marketing, caprichando no patrimônio, na infraestrutura para mídia e corpo técnico, ações bem-vindas que permitem ao clube pensar grande.

Conquistar, de forma perene, a parceria do torcedor é algo fundamental.

Sugiro, humildemente, que o Avaí não se esqueça de seu torcedor menos favorecido. Reserve, numa das asas do estádio, uns 500 a mil lugares populares. Seria um grande presente para quem ama o clube e não consegue dinheiro suficiente para bancar a associação.

Outro detalhe que me permito sugerir é uma ação imediata: um sitema eficiente de ouvidoria, realmente profissional, que resolva efetivamente problemas, como filas, postos de pagamento, emissão de carteiras, estacionamento privilegiado etc.

Postado por Marcos Castiel

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A torcida do Figueira manda, sim!

23 de junho de 2009 43

Perone, comemorando gol em clássico contra o Avaí/Mauricio Vieira

E agiu certo na questão “Perone”

Demorei, de propósito, em me manifestar sobre a questão Bruno Perone. Sou um crítico ao futebol do rapaz, então minha posição é delicada ao falar do assunto.

Mas a discussão sobre a atitude do técnico se aprofunda em todos os meios, em todas as rodas, portanto não posso me omitir.

Primeiro, a atitude do torcedor, naquele momento, não foi condenável. Pelo contrário, foi digna de uma torcida madura e inteligente. Bloqueou uma ação técnica mal pensada por seu comandante no grito. Elogiável.

Segundo, isso não quer dizer que aquela meia dúzia das “cadeiras caras” faça parte desta maioria. Normalmente, prejudicam o time vaiando jogadores promissores (só por serem da base) e perdem a cabeça em momentos do jogo em que incentivar ajudaria mais sua equipe.

Terceiro, acho que o técnico agiu certo no terreno pessoal. Se tecnicamente erraria com a substituição (como tem errado constantemente), no terreno moral protegeu seu atleta de um linchamento ao longo da partida. Que, inclusive, tiraria o foco do time na busca da vitória.

Quarto, Perone, apesar de eu achá-lo fraco tecnicamente, é jovem e pode atingir um bom nível. Precisa ser emprestado.

Postado por Marcos Castiel

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