Clodoaldo vai para a ambulância. A recuperação será difícil/Ricardo Duarte
Nota triste pela grave lesão de Clodoaldo
Existem marcos dentro de uma competição. Esta noite hostil fora de campo, no Orlando Scarpelli, era uma delas. A vitória do Figueirense, por 3 a 1, sobre o Brasiliense tem uma mensagem muito importante ao apaixonado torcedor alvinegro: o G-4 de cima é o único palco onde o Figueirense encaixa bem. A torcida, que enfrentou o frio e a chuva, merecia esta resposta positiva.
Qualquer outra situação que venha a acontecer na competição, ficar numa zona intermediária, ou cair assustadoramente na tabela, será algo fora do normal para o Figueirense.
Tem mais. Gás total, força e concentração: foco no Campinense, depois, se tudo der certo, tem o América-RN num sábado, no Scarpelli, para colocar 19 mil pessoas e encostar no Guarani.
Outra: se cumprir este roteiro com audácia, competência e ousadia, terá chegado a 32 pontos, metade do caminho (em teoria) para se garantir no G-4, três rodadas antes do fim do turno. Que tal?
Parêntesis para RC e Eto`o
Analisado o marco que esta partida delimitou, o jogo começou como todo torcedor sempre sonha. Dois tenros minutinhos de bola rolando, Vinícius Pacheco aprontou um "salcedo" e Rafael Coelho estabeleceu a vantagem.
Um parêntesis para RC. O artilheiro da competição cravou seu 11º no Nacional e mostrou que bola na rede é sua arte, seu destino, sua especialidade. É íntimo do ofício. tomara que a janela feche logo e, quando acontecer, ele ainda esteja no Scarpelli. Será?
Feita esta divagação, a noite fria, a chuva, o campo orvalhado deixaram de ser perceptíveis e o jogo poderia ter virado um conto de fadas para o torcedor com o segundo gol. Um GOLAÇO de Clodoaldo. Cinquinho, só cinco minutos, e saiu o segundo tento. Uma trama bonita, dentro da área, e o Clodô Eto`o deu um toque sutil.
Então, abro um segundo parêntesis. Eu já havia pedido Clodoaldo em Campinas, não rolou, mas o 3-6-1 com feições de 3-5-2 empregados contra a Macaca me convenceu. Hoje o jogador reapareceu ao lado do RC. E vos digo: dentro de um espírito de seriedade e foco, teria muita contribuição a dar ao Figueirense. O verbo foi "teria" justamente por sua lesão, que o tirou do jogo ainda na primeira etapa. Uma fratura de tíbia vai tirá-lo alguns meses de combate. Encerrou-se, aí, o que poderia ser um conto de fadas para o torcedor.
É duro aguentar um pênalti desses
Todo o primeiro tempo o Figueirense foi superior, mais perigoso, mais interessado, com variações táticas e jogadas mais lúcidas, principalmente com Clodoaldo, mas também nos 10 minutos restantes, já com Ricardinho no time e com Vinícius Pacheco, que fazia um partidão e ainda decretou o 3 a 0. O Brasiliense foi um adversário prostrado, sem força de chegada, sem soluções, um arremedo.
Pois não é que este amontoado amarelo ganhou um pênalti de presente do senhor Pablo dos Santos Alves. Fábio Júnior forjou uma penalidade e o árbitro embarcou. Ridículo o gol de honra dos candangos.
Na segunda etapa, as melhores chances voltaram a pertencer ao Figueirense. O time apresentou um ritmo um pouco menor, até pela configuração do placar que pediu um pouco mais de cautela e requisitou menor necessidade de riscos.
Obs: Havia comentado aqui no blog quão horrorosa era a camisa do Vila Nova, que aqui esteve. Mas nada bate em termos de show de horror o uniforme do Brasiliense. É uma ofensa aos times amadores compará-lo. Na várzea, tem coisa bem melhor.
Postado por Marcos Castiel