Que bucha. Que golaço. É Fernandes. O craque alvinegro voltou resolvendo. Com ele, o Figueira tem o diferencial que precisa para chegar entre os quatro que voltam à elite.
Detalhe. Aliás, nem tão detalhe assim. O esquema alvinegro favoreceu à chegada com qualidade do meia ídolo da nação.
Bastou cinco minutos para Fernandes mostrar sua categoria, seu esmero na finalização, sua capacidade de decidir, seu senso de liderança.
Tudo que sempre foi pedido a Roberto Fernandes foi posto em prática. O técnico fez o simples, o óbvio e todos ganharam com isso: ele, treinador, os torcedores, o time, enfim, o futebol.
Assim, com Paulinho no time, sem Totó, com três zagueiros de qualidade, sem Pedrinho (fora do clube), com alas bem definidos, com um atacante de referência (Clodoaldo) para puxar a marcação e dar espaços a Fernandes. Enfim, uma concepção bem pensada de time.
Se o primeiro gol teve a genialidade de Fernandes, o segundo foi um tento da garra, de Série B. No contra-ataque, Rafael Coelho apareceu na linha de fundo, serviu Clodoaldo, este acostumado com a área, trombou, lutou até a bola sobrar para Egídio. Ou seja, os dois atacantes participando ativamente e um ala concluindo.
No segundo tempo, o goleador tinha que deixar sua marca. Para comprovar que Rafael Coelho se entrosa bem com qualquer um, não fez diferença jogar ao lado de Clodoaldo. O atacante se encarregou de fazer o terceiro, de cabeça.
O Figueira parou, o Fortaleza cresceu, fez seu golzinho, mas a situação já estava sob controle.
Não deu para voltar para o G-4, mas valeu pela consistência do time.
Também foi bom ver que Wilson, quando necessário, fez boas defesas. No gol do Fortaleza, contudo, falhou, mas quando podia.
Bacana, também, a vibração do time, a pegada, o compromisso. O grupo está mobilizado.
Obs: pelo jeito, chuva traz sorte para clubes catarinenses. Acho que a torcida nem se importa de sofrer um pouquinho em troca de boas vitórias.
Postado por Marcos Castiel
