Assisti ao filme Gladiador nesta sexta-feira, na madruga. Cheguei do DC tarde, sem sono, e embarquei na história. Quando os leões entraram em campo neste domingo, lembrei do filme. Na arena do Sport, era preciso postura épica para obter algum sucesso.
O Avaí sem Marquinhos, jogando fora de casa, na Bombonilha. Um Sport que não está em sua plenitude, mas um adversário de muito respeito. A vitória, por
É preciso dar parabéns à diretoria, que acreditou
Mas a realidade é que a manutenção de Silas foi brindada com duas vitórias fora de casa.
Acreditem. Já fui à Ilha cobrir jogos. Estive lá com o Criciúma e quando era setorista do Internacional. Não é fácil. A comemoração avaiana é plenamente justificável.
O Avaí já havia vencido o Náutico, o Santa, mas nunca o Sport. Portanto, a história foi modificada.
Silas aplicou novamente o 3-6-1 com jeito de 3-5-2. Meio de campo congestionado e as alas cumprindo papel fundamental. Eltinho e Luis Ricardo, de um lado, Dutra e Élder Granja de outro.
Na tática era isso. E o Avaí apresentou um tipo de jogo interessante. Mas aí vem a questão da bola parada.
O Sport foi lá e fez
Ficou bem claro, então, por que temos um novo Avaí na Série A.
Porque este Avaí é discípulo de Russel Crowe, é Gladiador, é de origem nobre, mesmo que seja visto como membro da plebe pela mídia nacional. Tem a nobreza no DNA e, dela, extrai forças para grandes batalhas.
Um Avaí consciente de que precisava anular o adversário e explorar contra-ataques. Ficou sem dinâmica de meio? Sim, mas foi uma opção tática, não uma deficiência estrutural. Aliás, corrigida no segundo tempo.
Caio entrou na vaga de Ricardinho na segunda etapa para tentar ter um pouco mais de criatividade no setor de meio e conseguiu.
O Avaí teve chance com Muriqui, levou bola na trave, mas a estrela de Silas e Roberto brilharam.
O atacante entrou na vaga de William e fez o
Roberto foi lá e cruzou para Luis Ricardo fazer o
Obs1: As imagens da Sportv nos mostraram um punhado de torcedores avaianos na Ilha do Retiro. Não importa se são 20, 500 ou mil. O que importa é marcar a presença e mostrar que amor não tem limite pela distância ou qualquer outro fator.
Obs2: amigos do blog, qualquer um, quando escreve, quer ser lido. Contestado, apoiado, mas lido. Não esqueçam que há um texto, uma crônica e ela é objeto do debate. Do contrário, fico até deprimido caso o que escrevo nem seja levado em conta e o espaço usado apenas para digladiar por qualquer motivo. Se meus objetivos não forem atingidos, mudo de forma radical, como já fiz várias vezes na minha vida. Inclusive abro mão do espaço, se sentir que minhas opiniões não contribuem em nada.
Postado por Marcos Castiel
