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Posts de agosto 2009

O show das torcidas

31 de agosto de 2009 116

O que tem de mais bacana no futebol brasileiro é a relação das torcidas com seu time.

Recentemente tivemos exemplos bacanas, que eu acho importante serem destacados.

Primeiro, em plena Série D, o Santa Cruz levou média de 40 mil ao Arruda e sequer obteve classificação.

A galera do Vasco lota o Maracanã em plena Série B.

As torcidas do Galo, Grêmio, Inter, Corinthians, Palmeiras e Sport dão espetáculos em cada jogo.

Por aqui, o Figueira ostenta uma média acima de seis mil, com uma campanha irregular, o que é louvável, graças a solidez de seu plano de sócios.

Quando este plano ficou ameaçado, com a campanha público zero, a direção se mexeu e trocou o técnico.

Funcionou, embora eu seja contrário a este tipo de campanha.

A Chapecoense, com sua boa campanha na D, faz do Condá território de vitórias.

E a torcida do Avaí cansou de dar espetáculo só em casa. Agora, é show dentro e fora de casa.

A invasão de Curitiba foi uma lição de amor. Fico imaginando o que está reservado para o jogo contra o Inter.

Abaixo um vídeo sugerido pelo Vinicius Schmidt, que está no You Tube, gravado pela galera do Coxa.

Postado por Marcos Castiel

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Escolinha do professor Araújo

30 de agosto de 2009 52

O homem do gel/Divulgação Barueri
O homem do gel/Divulgação Barueri

Não sei se o Márcio Araújo costuma ler blogs, crônicas, ouvir rádio e ver televisão. Seu antecessor o fazia, bastava ver as entrevistas.

Este hábito eu acho ser comum e saudável para os profissionais no meio do futebol que têm confiança em seu trabalho, mas estão abertos a ouvir opiniões. Então deixo algumas observações para este trabalhador que assume o barco oficialmente a partir de hoje.

Tem umas coisas no futebol que não mudam. Já notaram que, quando troca a comissão técnica, um monte de lesionados (geralmente jogador importante), voltam a ficar à disposição?

Pois Wilson, Régis, Jeovânio e Schwenck já trabalham com bola.

Neste caso alvinegro, com certeza, foi coincidência mesmo, tipo a lei do futebol, “quem não faz, leva”, subjetiva, mas todos sabem que funciona.

Fato é que  Araújo começa seu trabalho com nomes importantes reintegrados. Diante desta ótima notícia, o próximo passo é restabelecer a ordem. Implantar a escolinha do professor Araújo.

O que fazer até terça-feira? Tática e tecnicamente muito pouco. Até lá apenas um trabalho de motivação, de expor a nova filosofia, ou seja, muito papo.

Mas não custa nada deixar bem definido quem cobra faltas e escanteios. Quem sobe nas bolas paradas, quem fica no rebote.

Também quem dá cobertura na subida dos laterais, qual o posicionamento defensivo no escanteio adversário.

Também na saída de bola longa, quem fica na espera, quem encosta no jogador que faz a parede.

Também na saída de bola curta, quem se aproxima do primeiro homem de ligação para  a segunda bola, quem se desloca para a esquerda e direita para encaminhar a terceira bola e o ataque.

Ou seja, definir estas coisas bem básicas do futebol, aquelas que se martela em escolinha para virar hábito nos jovens. Para os jogadores não terem que decidir na hora e se confundirem todos, como estava acontecendo.

Só estes detalhes já vão mudar muita coisa.

Postado por Marcos Castiel

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Realidade 2 x 0 Conto de fadas

29 de agosto de 2009 153

No Couto Pereira: a galera, Cacau e camisa /Ana Paulo Gonçalves
No Couto Pereira: a galera, Cacau e camisa /Ana Paulo Gonçalves

Magia não ganha jogo. É preciso aterrissar

A humildade com que o Coritiba se postou diante do Avaí. O respeito do Coxa para com o rival catarinense. O espírito dos paranaenses em campo. São estes alguns dos fatores determinantes para esta vitória do time da casa, por 2 a 0, interrompendo o conto de fadas que vivia o Avaí.

Alguém, em algum momento, teria que descer da soberba, aceitar o Avaí como um time ajustado, forte e não como um mero sortudo que faz ótima campanha ninguém sabe como.

Este alguém foi o Coxa. E o mérito desta postura é não só do time, mas (principalmente) do técnico Nei Franco, de quem sou fã. Um baita profissional.

Marquinhos sumiu, Paraíba não!

No primeiro tempo me chamou atenção uma semelhança e uma diferença entre os craques dos dois times, Marquinhos e Marcelinho Paraíba.

A semelhança é que ambos pouco participaram das ações criativas, embora se movimentem bastante e sempre carimbassem a bola.

A diferença é que, nas poucas chances que teve, Marcelinho decidiu a etapa com seu gol. Marquinhos seguiu omisso.

Também dá para atribuir à objetividade a vitória parcial nos primeiros 45 minutos. Lembrou um pouco aquele início de campeonato, quando o Avaí criava chances, desperdiçava, e quem achava o gol era o adversário.

Talvez Luiz Ricardo seja o responsável por esta instabilidade no ataque, que demorou a se encontrar com William, mas quando o fez, encaixou com perfeição.

Quando teve a chance, aos 43 minutos, de empatar, Luiz Ricardo, cara a cara com o goleiro, demorou para chutar, recebeu a marcação e caiu na área. Preferiu tentar um pênalti a tentar o gol. Estava, visivelmente, sem timing.

O dedo de Nei Franco

Pois é, o início do segundo tempo, que praticamente definiu esta derrota avaiana, passou, muito, pelo faro do excelente técnico coritibano.

Neste sábado, Silas encontrou um companheiro de profissão à altura para medir forças. Enquanto Silas foi moderado e não alterou o time, aliás, já começou errado, sem Roberto, Nei foi rápido.

Não esperou o segundo tempo começar e já entrou com Demerson, visivelmente determinado a parar Muriqui. Ou seja, atacou o único jogador que lhe impunha perigo na etapa inicial.

Outra: o segundo gol do Coxa foi fruto de posicionamento privilegiado dos jogadores na cobrança de falta. Uma troca rápida de posicionamento entre Pereira e Ariel confundiu Augusto. Dedo de técnico. Dos bons.

Aí Silas, acho que desacostumado a ter um “pensador”, um bom tático como oponente, não só deixou de turbinar seu time, como manteve inalterado o espaço para Paraíba.

Este seguiu deitando e rolando. O erro de Silas? Pensou muito em seu time, esqueceu de valorizar o adversário. Pecou justamente onde seus rivais vinham errando diante do Avaí: subestimou o adversário.

Caio e Roberto entraram nas vagas de Gago e Luis Ricardo. Este, já deveria ter saído no intervalo. Aquele não merecia sair. Como arrefecer o meio, se justamente Paraíba crescia no jogo?

Não era o dia de Silas, somado à tradicional felicidade de Nei Franco, ao potencial de Marcelinho, deu no que deu: um justíssimo 2 a 0.

Silas, aliás, seguiu esquecendo do adversário e pensando só no seu time, tanto que colocou Cristian. Foi para o tudo ou nada. Perdendo por 2 a 0 não é muita ousadia na hora errada?Lição da tarde/noite? Hello, aterrissa, estamos na Série A. Aqui não tem bobo e nem espaço para conto de fadas.

Do contrário, perde.

Preste atenção na foto do post

A esperta, inteligente e excelente jornalista Ana Paula Gonçalves mandou as fotos com exclusividade aqui para o blog.

A principal é a parte do anel tomado por avaianos. Na outra, entre os ilustres, Cacau Menezes. E a última, comerciante pouco "inteligente" tentou vender camisa "100% havaiano", assim, com H. Virou piada na fila e, claro, encalhou!

Postado por Marcos Castiel

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Quer moleza? Senta no pudim

28 de agosto de 2009 83

Unidos, apesar do abandono por setor da torcida e das vaias no final/Ricardo Duarte
Unidos, apesar do abandono por setor da torcida e das vaias no final/Ricardo Duarte

ATUALIZAÇÃO DO POST (29/08 - 18H)

Márcio Araújo. O novo técnico do Figueirense é um bom nome. Calmo, já passou por aqui, é conhecido seu trabalho, tem condições de fazer o time evoluir.

A direção respondeu à pressão do torcedor e do Conselho Deliberativo, já que por iniciativa própria não havia detectado a necessidade de mudança no comando do time.

Marcelo Botelho de Rezende é o preparador físico. Terá uma dura missão. Recuperar o estrago feito pelo antecessor, que não foi pouco.

ATUALIZAÇÃO DO POST (29/08 - 17H)

O Figueirense acaba de demitir o técnico Roberto Fernandes. Até demorou. Mas há tempo para recuperar.

Ainda hoje deve anunciar o novo nome.

Nem Renê Simões, nem Givanildo Oliveira, segundo o diretor D`ivanenko, são os nomes pretendidos.

O senhor Roberto Fernandes havia perdido o controle do grupo de jogadores.

Os atletas não confiavam mais no técnico, tamanha as "experiências" que eram feitas com o time.

Não tinha esquema tático definido, não havia jogadas ensaiadas, faltava um aproveitamento melhor do grupo, o preparador físico era uma catástrofe.

POST ORIGINAL

A readequação à Série B do Brasileiro é traumática, difícil, provoca instabilidade, dúvidas e até constrangimento para um clube que se entenda como de elite.

Assim, com este dilema, lida este Figueirense que hoje venceu o ABC, por 1 a 0, no Scarpelli.

Parte de sua torcida quer um desempenho à Vasco, sem os $$$ milhões que os cruzmaltinos têm acesso. E até o Vasco tropeça (aliás, péssimo resultado para o Figueira a derrota para o Ceará).

Acenam com "público zero", aos moldes do Bahia, clube que está entre os cinco de maior torcida do país.

Os fãs exigem reforços de nível de Série A, com orçamento de Série B.

E, acima de tudo, pedem futebol de Liga dos Campeões, com atletas que sequer ganham o mercado da segunda linha do futebol holandês.

Não há dúvida que o grupo do Figueirense, diante da realidade do clube, está situado entre o razoável e o bom. Tivesse uma preparação física mais ajustada, não perdesse tantos jogadores por lesão, já estaria um passo acima.

Fosse o técnico um "tisquinho" menos "experimental", igualmente poderia já estar num patamar melhor.

Mas a realidade é essa. Derrotas inexplicáveis, vitórias sofridas, empates modorrentos, oscilação constante e muita oração para que o time se ajuste em tempo de voltar à elite ainda este ano.

Série B não tem jogo bonito, não tem jogo fácil, não tem favorito. Se for querer que seu time ganhe por decreto, melhor ficar fora do estádio mesmo.

E, se quer lidar com moleza, então senta no pudim.

 

 

Postado por Marcos Castiel

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O borderô dirá a verdade

28 de agosto de 2009 61

Até às 21h, quando o Figueirense entrar em campo, estaremos todos curiosos.

Primeiro, para ver quantos torcedores toparam a campanha Público Zero, encampada pela Torcida Gaviões Alvinegros, e quantos deram de ombros para a proposta.

Perto de seis mil torcedores (a média do Figueira na competição) e os fãs demonstrarão que estão a fim de apoiar.

Um pouco menos que a média não é parâmetro. Mas, vamos supor, algo menos que 4 mil, então a proposta terá repercutido.

Em segundo lugar, a curiosidade fica pelo comportamento do time diante do ABC. Foi uma semana de pressão, de cobrança, a preparação foi de decisão de campeonato.

Se houver uma vitória (que, aliás, é uma obrigação), segue o barco.

Se houver empate, ou derrota, então acho que a comissão técnica não vai aguentar o tranco. Embora segurar o técnico tenha se mostrado eficiente, por exemplo, com o Silas, no Avaí.

Postado por Marcos Castiel

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Medidas extremas de mobilização

27 de agosto de 2009 70

Precaução para garantir tranquilidade aos atletas/Roberto Scola
Precaução para garantir tranquilidade aos atletas/Roberto Scola

Até PM para blindar o treino alvinegro

Uma reunião de 40 minutos entre direção, comissão técnica e jogadores, no Scarpelli, que terminou sob aplausos de todos, após discurso do meia Fernandes, hoje à tarde, selou o pacto pela vitória contra o ABC.

Este foi mais um capítulo nas medidas extremas de mobilização que o clube está tomando, que já começou com antecipação da concentração. Casualmente, medida tomada após a presença de três jogadores no show do Exaltasamba, logo após a derrota para o São Caetano.

O jogo de amanhã é considerado uma decisão de campeonato. Está sendo tratado como tal.

Chamou atenção da reportagem a presença da Polícia Militar nos arredores do Scarpelli. O repórter Diogo D`Ávila perguntou a um dos PMs o motivo, este informou ser solicitação do clube.

Engraçado? em outros tempos, os portões ficaram "bem abertos" para as organizadas protestarem. Desta vez...

Postado por Marcos Castiel

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Desafio (diferente) de torcida

27 de agosto de 2009 115

Mais avaianos em Curitiba que alvinegros em Floripa?

Alguns avaianos me escrevem e pedem para o blog promover um desafio de público diferente.

Acreditam os avaianos que a fase do time é tão boa e do rival tão complicada, que, sábado, no Couto Pereira, haverá mais avaianos que amanhã, no Scarpelli.

A convicção se dá com base na campanha público zero que a organizada Gaviões Alvinegros está promovendo.

A este fato se une a a certeza da nação azurra de que terá mais de três mil torcedores em Curitiba.

Menos de três mil no Scarpelli? Mais de três mil no Couto Pereira?

Duvido. Mas, se acontecer, será algo inédito, para entrar na história da rivalidade da dupla.

E aí, pode computar essa "vergonheira" para a turma do tal "público zero".

Postado por Marcos Castiel

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Ressacada "on fire"

26 de agosto de 2009 36

Uma das coisas mais bonitas e importantes que acontece no Avaí é a organização espontânea dos torcedores, sem necessidade de que a diretoria organize ou sequer financie a festa que é feita no estádio.

Já está nos blogs avaianos uma programação para o que está sendo chamado de “Ressacada On Fire 2”.

É uma festa de luzes e de “chuva de prata” totalmente financiada pelos frequentadores dos diversos setores do estádio.

Cada setor tem um responsável e todos os detalhes estão explicados no blog Setor D, clique aqui e confira.

Em breve, teremos na Ressacada a saudação de entrada de um time mais bonita do Brasil.

Contra o Internacional já estará turbinada esta festa. Veja um pouco de como foi contra o Flamengo no vídeo abaixo, que também está postado no blog Setor D.

Postado por Marcos Castiel

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Duas boas notícias

26 de agosto de 2009 61

Capa do site do clube holandês/Divulgação
Capa do site do clube holandês/Divulgação

Groningen reprova Coelho

A primeira boa notícia vem da capa do site do Groningen (clique aqui e confira), clube holandês que observava o Rafael Coelho. Meus conhecimentos em holandês são nulos. Recorri a um tradutor e o que consegui foi isso:

“O atacante brasileiro Rafael Coelho não é suficientemente bom para reforçar o ataque do FC Groningen. Uma delegação inspecionou o atacante de 21 anos no jogo em Ipatinga, o atleta foi considerado talentoso, mas não é o perfil pesquisado pelo clube.”

Deste holandês o Figueira está livre.

Chapecoense já classificada

A segunda boa notícia é constrangedora. O esdrúxulo regulamento feito pela CBF simplesmente faz com que a Chapecoense já esteja classificada para a 4ª fase da Série D. Mesmo sem disputar ainda a terceira fase, que começa domingo, diante do Londrina.

Fico feliz pelo Verdão, que não tem nada com isso. Fez boa campanha, mereceu.

Mas o regulamento permite, inclusive, armação entre dois times, Cristal e São Raimundo, que podem arranjar resultados.

A CBF confirmou, ontem, que o que vale é a campanha geral e, não, na terceira fase. Vai dar STJD isso. Mais um campeonato que vai parar no tapetão.

Confira a notícia no Futebolinterior clicando aqui.

Postado por Marcos Castiel

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No Ipatingão já teve público zero

25 de agosto de 2009 89

A imagem era desoladora do Estádio Ipatingão. Quando abriu a transmissão, no pay-per-view, e apareceram aquelas arquibancadas totalmente vazias, deu uma sensação muito ruim em mim.

Eu pensei: como é possível um time como o Ipatinga, com este nível de "paixão" do seu torcedor, disputar um Brasileiro?

Time sem torcida é como cerveja sem álcool, tem gosto, mas não tem graça nenhuma.

Com ou sem torcida, esta agremiação teve time suficiente para empatar, em 2 a 2, com o Figueirense, mesmo que a igualdade tenha vindo após a expulsão de Egídio.

Bom empatar fora de casa? No atual estágio alvinegro, não. Só uma vitória devolveria um pouco de paz para que o grupo entre, na próxima sexta-feira, no Scarpelli, com um pouco menos de desconfiança de seu torcedor.

Tivemos público zero em Ipatinga. Sexta-feira, no Scarpelli, o que esperar?

Primeiro tempo de dar medo

Sobre o jogo, o Figueirense adotou uma postura para jogar no contra-ataque, mas pouco executou a jogada em velocidade na primeira etapa. Pagou caro por isso nos 45 minutos iniciais. Quando você opta por contra-atacar, mas não o faz, o que ocorre?

Ora, sofre pressão, permite muita "transação" perto de sua área. E, desta forma, quem colecionou mais chances na primeira etapa foi o Ipatinga.

O gol do Ipatinga foi fruto desta maior presença, maior interesse do time verde em flertar com o gol. Marcelo Ramos marcou seu gol de número 450 pelo time mineiro. Um cara como este, goleador, pode aparecer sozinho, na área, sem marcação específica? Socorro, Senhor!

O campo em Ipatinga tem dimensões grandes, então a opção pelas estocadas e pelo aguardo no campo de defesa me parece mais uma dentre os zilhões de opções erradas feitas pelo técnico alvinegro.

Me parece que, com a qualidade do Fernandes, com os alas se apresentando, girar o jogo, controlar a bola, impor uma "suposta" maior qualidade seria muito mais negócio.

Outra, se é para jogar no contra-ataque, então não usa o 3-5-2, vai de 4-4-2, pelo menos a cartilha do futebol ensina assim. Mas esta já foi posta de lado nas bandas alvinegras há muito tempo.

Segundo tempo de dar pena

Paulo Sérgio na vaga de Douglas. A tendência, ao analisar esta substituição, seria imaginar que foi trocado seis por meia dúzia.

O futebol desementiu a tese que pedia passagem: logo aos dois minutos, Paulo Sérgio apareceu para empatar o jogo.

Mas o que mudou, mesmo, foi a postura do time. Sabe aquela covardia de jogar pelo contra-ataque? Foi deixada de lado, o time assumiu a condição de protagonista e deixou aquela curiosidade no ar: por que não o fez desde o início da partida?

Aí o jogo se transformou num "lá e cá", com chances para os dois lados. Até porque, mesmo com nova índole, o Figueira não conseguia ser superior ao adversário, apenas o jogo deixou de ser protagonizado somente pelo time da casa.

A virada veio como um presente para dois jogadores: primeiro, para Rafael Coelho, que havia cobrado sua segunda bola na trave batendo falta; segundo, para o oportunismo de Fernandes, que estava atento na jogada.

Para não permitir um texto só com elogios referentes à segunda etapa, Egídio conseguiu ser expulso por indisciplina.

E com sua atitude, jogou fora a chance de vitória. Poxa, o time já sofre com lesões, aí o cara leva o vermelho? Multa nele!

O time recuou e, na pressão, Leandro Brasília fez o gol de empate, numa bola que Dalton poderia estar mais atento.

Se o primeiro tempo alvinegro foi horrível, dando medo, o segundo deu pena: o Figueira não merecia ter sofrido o empate.

Postado por Marcos Castiel

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