
Toque de crueldade fica com o gol de Evando
A pior coisa do mundo no futebol é quando o próprio grupo de jogadores não confia nas metas propostas, não acredita que pode. Esta parece ser a triste realidade e a complicada lógica do Figueirense.
Dolorido para o torcedor alvinegro, mais que ver o ex-ídolo azurra Evando marcando um gol na vitória de 2 a 1, mais que sentir-se um pouco mais longe de voltar à Série A, é constatar que com pouco, mas muito pouco a mais do que o time tem a dar, neste ano, se habilitaria a terminar a competição no G-4.
Volto a colocação que usei há alguns posts: copo meio cheio ou meio vazio?
De dentro para fora no clube, a visão é do copo meio vazio. Quando jogar a toalha, a esta altura, é uma grande, uma sonora, uma inacreditável burrice.
Tenho certeza que o restante desta reta final de Série B dependerá, cada vez mais, da condição psicológica dos grupos de jogadores.
O Figueira sentiu mais do que devia aquela derrota para o Vila Nova e acusou o golpe não só jogo de hoje, mas no descompromisso de alguns atletas, refletido em festas durante a semana que causaram perda do foco e o afastamento de Maicon e Paulo Sérgio.
O desempenho irregular do Figueirense, a falta de poder de decisão, tudo isso pesa. Mas ninguém pode mudar o fato de que a tabela continua favorável ao time alvinegro. O que de nada adianta, claro, sem uma reação do time. São cinco pontos atrás do Atlético-GO, que também não inspira confiança em ninguém.
Portanto, se desistir da luta, será uma inconseqüência.
Difícil analisar de um ponto de vista lógico o jogo de ontem. Com certeza a opção de escalação não foi a melhor.
Havia dito no Debate Diário Especial, na CBN/Diário, no início de tarde: sem Maicon, colocaria Vinícius Pacheco. Obviamente a mecânica de jogo ficou comprometida e um dos motivos foi o time se postar com dois jogadores de frente, sem articulação cadenciada no meio. Isto diante de uma Ponte com atletas experientes e que, todos sabiam, jogariam fechadinhos.
O jogo foi de um time mais centrado no primeiro tempo, a Ponte, mais inteligente, mais decisivo, usando o contra-ataque. A segunda etapa teve uma pressão do Figueira, mas com um erro básico: uso inadequado das alas.
O que dizer agora? Terra arrasada? Acho que o Figueirense demonstra ser um time psicologiamente fraco, que se abate em demasia e isso é culpa da comissão técnica e também do departamento de futebol e seus comandantes.
O fator acima não tem solução. Mas a recuperação do moral do grupo, isso dá para gerenciar. É só o que resta.
Postado por Marcos Castiel