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Posts de janeiro 2010

Figueira rumo ao rebaixamento?

31 de janeiro de 2010 66

O gol que complicou mais ainda o FigueiraChega um determinado momento em que o analista esportivo se vê um pouco constrangido. E o momento, para mim, é este em que comento mais esta derrota do Figueirense, por 1 a 0, para o Metropolitano.

Não pela derrota, em si, ela que faz parte do futebol e ocorre por diversas razões, não se trata de filosofar.

O constrangimento é por documentar, registrar neste espaço em em outros onde participo, algo que o torcedor alvinegro já sabe. Que eu mesmo já sabia antes do campeonato começar e não me calei: está no blog, está gravado lá na CBN/Diário antes do Catarinense dar a largada.

Me sinto redundante em falar que o time é fraco, que o técnico é do nível do time, que falta grupo para ogitar uma melhora, enfim.

É um contrangimento que impede até que se faça uma crônica analisando eventuais defeitos ou até algumas virtudes do time, porque ficaria cansativo e sem propósito por ser improdutivo.

O “apequenamento” do Figueira, com o perdão do termo usado, mas foi o que me ocorreu, é algo assustador e que já coloca o time na luta contra o rebaixamento.

Pare e pense: se o Imbituba está com um time ajustado. Se o Brusque está com recursos e pode manter um certo desempenho (venceu o Verdão, no Condá), se o Criciúma cresce de rendimento, quem sobra para ser rebaixado ao lado do Juventus?

É duro acreditar que chegaria a escrever isso, mas o candidato é o Figueirense.

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A primeira decisão

29 de janeiro de 2010 25

Maurício é opção de ataque atleticanaDeste jogo, entre Atlético-Ib e Joinville, sai quase com certeza o primeiro dos quatro melhores que vão decidir o turno.

Estamos entrando na quinta rodada, de nove, e o vencedor do jogo de Ibirama, que for a a 13 ou 12 pontos, não vai ficar fora do grupo dos quatro melhores.

No ano passado, o quarto colocado, o Brusque, chegou com 15 pontos. No returno de 2009, o JEC chegou em quarto com 16 pontos.

Ao Figueira, que só tem quatro pontos, só não se sepultam as chances porque em futebol isso não existe.

Tigre e Juventus já eram.

Todos os demais estão no páreo pelas quatro vagas.

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Vergonha não constar nem entre os 4

28 de janeiro de 2010 43

Pisando na bola Uma pequena demora hoje na postagem. Fui conferir o Figueira in loco,não levei o lap top, portanto só agora, que chego em casa, deixo minhas impressões. E como pede um post tarde e tardio, serei curto e grosso. Verifiquei um time realmente fraco, sem opções de banco, sem ousadia e com um técnico do mesmo nível, mediano para fraco. O time do Atlético, acertadinho, bem comandado pelo Gelson, deixou de vencer por respeitar demais o Figueira. O primeiro tempo até que foi razoável. Jean Carioca e Diego Paulista fizeram uma boa partida e Lucas estava com fome de bola. Até Maicon rendeu bem. O problema é que num grupo mediano, a falta de conjunto para decidir determina o destino. Júnior Negrão mostrou ser jogador que só serve para contra-ataque, ou seja, de time pequeno. E Coutinho? Mas pelamordedeus, o que ainda faz como titular no Figueirense? Senti a torcida do Figueira bastante realista. Sabem que não podem exigir mais do que este grupo pode dar. Por não ter a qualidade necessária, é um time que se desgasta rápido. Quatro ou cinco atletas colocaram a gravata e até o gordo Mauricio, se entrasse antes, teria tumultuado as coisas. Não ficar nem entre os quatro? Uma realidade. Vamos ver se Bilu encaixa no time. Mesmo assim… Até gostaria de ter umas palavras mais otimistas para desfilar para o torcedor alvinegro. Mas não posso enganar ninguém. Alías, desde antes de o campeonato começar, venho alertando.

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Clássico ainda é clássico

27 de janeiro de 2010 81

Clássico é clássico, certo?

Pois a máxima “clássico é clássico” tendia a mudar para “clássico era clássico” quando o assunto envolvesse o Criciúma com o time que estava só tomando lambada no torneio.

O empate em 2 a 2 com o Avaí, primeiro ponto do time na competição, mostrou que clássico ainda é clássico. Aliás, clássico é sempre clássico.

Para o Avaí, um tropeço num momento em que JEC e Chapecoense venceram. Deu mole no segundo tempo, provavelmente sentindo o campo pesado nesta volta de pré temporada. E insistindo em algumas peças que estão devendo.

Excetuando os primeiros minutos com uma pequena blitz do Tigre, o Avaí logo equilibrou as ações no primeiro tempo, passou a criar mais situações e chegou até a parecer que encaminharia uma vitória tranquila. Pura ilusão.

O azurra abriu 2 a 0 com Emerson aproveitando a forma infantil como a zaga acompanhava as ações do zagueiro.

Quanto à arbitragem, houve duas reclamações de pênalti por parte do Criciúma. Mesmo vendo repetidas vezes na RBS TV não vi pênalti em nenhum dos lances.

Na segunda etapa, na base da raça, na base da camisa, o Tigre fez mais uma blitz e achou seu gol primeiro gol.

Um salve para este jogador  Diego Felipe, que garantiu o segundo gol também. Junto com Allan, que não atuou, são ótimos valores. O Tigre tem matéria-prima para melhorar. Basta Everton Cezar e Moscatelli resolverem jogar bola. E, claro, além de Anderson que chega, contratar uma dupla de zaga e um atacante. Apenas não sabemos se há tempo hábil e capacidade psicológica.

O Avaí, que teve Eltinho expulso, pagou caro alguns pecados. Quatro principais forçam perguntas e reflexões? Por que Eltinho, já pertencente a outro time, entrou em campo? Só poderia dar nisso. Por que Davi segue como titular? Por que Luiz Ricardo tem cadeira cativa? Se Zé Carlos continuar espalmando para dentro da área todas as bolas, não sair do gol nos cruzamentos e fizer perigosos golpes de vista, seguirá o goleiro Renan no banco?

Joinville “ao natural”

Os árbitros catarinenses vieram fora de forma, desatentos, mais do que já ocorria nas temporadas anteriores. Acompanhei JEC 3 x 2 Brusque e o árbitro Luiz Olando de Souza conseguiu expulsar um jogador, Paulinho, por uma falta que ele não cometeu. E deu um pênalti para lá de mandrake a favor do time da casa, que quase complicou o tricolor do Norte.

No jogo, uma vitória que costumamos chamar de “ao natural”. Jogo resolvido no primeiro tempo, com gols de Cris, e uma bucha de Lima na segunda etapa.

Tudo que observamos se confirmou: o JEC era superior e não teve dificuldades no quesito futebol.

No quesito arbitragem, novamente o Brusque, por coincidência, se deu bem. E Viola guardou dois gols. Segundo ele, acumula 999. Assim, muita gente vai chegar logo logo ao milésimo gol. É dose.

E o Verdão segue na luta, precisando ainda de um resultado fora de casa para entrar na briga do turno.

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O que pode e o que não pode

26 de janeiro de 2010 32

Em Brusque x Joinville
Não pode
o Joinville voltar sem os três pontos. Com isso, quero dizer que vamos ver, agora, se o JEC realmente veio para o título, ou vai ser Gladiador na Arena conto de fadas fora de casa.
Pode o Brusque dar um calaboca em críticos que, como eu, acham o time limitado e Viola apenas enrolação.

Em Figueirense x Atlético
Não pode o Figueirense sequer sonhar em perder pontos em casa sob pena de entrar num parafuso psicológico e ver o turno se esvair.
Pode o Atlético comprovar que é um time acertadinho e demonstrar que a vitória fora contra o Tigre não foi só pelo estágio do rival. E seguir líder.

Em Imbituba x Metropolitano

Não pode o time visitante perder e consolidar a idéia de que só está no campeonato para incomodar os grandes quando joga no Sesi.
Pode o Imbituba comprovar que, em casa, ninguém ganha dele.

Em Criciúma x Avaí
Não pode o Avaí reabilitar o Criciúma. Time principal, favorito ao título, tem que aparecer, patrolar e voltar com os três pontos, ao natural.
Pode o Criciúma jogar “a la muerte”, obter os primeiros pontos e começar a luta contra o rebaixamento.

Em Chapecoense x Juventus
Não pode o Verdão sequer deixar de fazer saldo no Índio Condá e seguir vivo na luta pelo título.
Pode Belmonte remotivar o grupo de Jaraguá do Sul e tentar a zebra da rodada.

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O que é conversa, o que é fato

25 de janeiro de 2010 24

Coletei algumas observações que tenho ouvido desde o início do Estadual para pensarmos sobre elas.

Figueirense
Pela sétima rodada, o Figueirense estará entrosado e o time será confiável.
Ta mais para conversa. Desentrosado, todos estão. O que é fato é que, se o Fernandes voltar logo, o meio de campo vai melhorar e, com ele, o time.

Avaí
Ainda não foi o Time A que estreou, faltam nomes importantes a serem agregados.
Conversa. Agora que Chamusca está no comando, temos a proposta tática oficial em ação e atletas do grupo principal. O que pode acontecer, a exemplo do Figueira com Fernandes, é novos nomes aparecerem – como Sávio, entre outros – e se encaixarem no time.

Atlético
É cedo para considerá-lo candidato ao título.
Fato. O jogo vencido fora foi contra um Criciúma abalado psicologicamente. Tem que ser testado fora de casa.

Brusque
Com Viola, vai desencantar.
Conversa. Venceu um Figueirense em péssimo momento e com erros de arbitragem e superou um Juventus em frangalhos.

Criciúma
Começou a melhorar o rendimento.
Fato. Assisti ao time contra o Metrô. Mas isso não quer dizer que a coisa vá melhorar. Enquanto alguém não assumir para dar um “chão” aos atletas, as dificuldades serão grandes.

Imbituba
Time que só joga em casa.
Conversa. O que acontece é que, por ser o caçula, terá que jogar o dobro fora. Já que, sem moral, em dúvida as marcações dos árbitros não vão favorecê-lo fora de casa.

Joinville
O Joinville é “ala dependente”. Sem os laterais cai de produção gritantemente.
Fato. Mas a chegada de César Prates, que joga nas duas, supre a deficiência.

Chapeconse
Vai demorar para engrenar na competição como no ano passado.
Conversa. O time já tem padrão e pode brigar ainda no turno.

Juventus
Será o Patinho Feio do campeonato.
Fato. A menos que Belmonte faça algum milagre.

Metropolitano
Será o fiel da balança na competição. Pode incomodar os grandes quando joga no Sesi.
Fato. Ninguém sabe ainda se o time terá condições de brigar por algo mais, mas todos sabem que será sempre um time perigoso.

Postado por Marcos Castiel

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A camisa alvinegra recusou a humilhação

24 de janeiro de 2010 114

Salmo Duarte

“Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos por todo tempo”.

Me socorro da frase de Abraham Lincoln para definir o que tenho a dizer a postura do Figueirense ontem, na Arena, na derrota por 2 a 1.

O que aconteceu com o Figueirense no primeiro tempo é algo não compatível com a camisa do clube. Não se pode admitir submissão, inferioridade gritante, absoluta certeza de que o time vai perder desde o primeiro minuto.

O JEC, que não tá nem aí para este momento do Figueirense, deu as cartas, brincou em campo, fez um repeteco do que vimos contra o Criciúma.

Acontece que, depois do primeiro tempo lamentável, na base da camisa, já sem alguns jogadores que não podem vesti-la, o Figueira reagiu e saiu de cabeça erguida da Arena.

Um time só em campo  no primeiro tempo

Dois ângulos para analisar a blitz do Joinville nos primeiros 15 minutos e o amplo domínio tricolor no primeiro tempo.

O primeiro, do ponto de vista do torcedor do time do Norte, o de que, excetuando o Avaí, dificilmente alguém vai fazer frente à equipe de Sergio Ramirez na Arena.

O segundo, do ponto de vista da torcida alvinegra da Capital, o de que, infelizmente, o que eu disse, antes do campeonato começar, estava certo: o Figueirense caminha para ser um figurante na competição.

Pergunto: há quanto tempo não vemos um time tão “pequeno”, tão submisso, tão sem criatividade?

Olha, estou avisando antes do clássico: rezem para Fernandes voltar, para algo mágico acontecer, enfim, ou a lembrança da palavra “créu” virá com força.

Quanto ao JEC, você sentia que quando pegava a bola, partia para cima como quem quer ganhar. Do outro lado, um time que parecia só, quando muito, no máximo, não querer perder.

Pelo menos dois jogadores não têm condições de vestir a camisa do Figueirense: Coutinho e Ernane. “Peraí”, não são homens de meio? Pois é. quem contratou estes dois é o culpado.

Outros dois, Maicon e Marquinho, no máximo, em um time ajeitado podem fazer parte do grupo.

Com este quadro, não admira vermos um Figueira sem criação, sem imposição.

Já o JEC só precisa ter mais volume para decidir o jogo sem se afobar. Se o fizer, vai roubar pontos também fora de casa e brigar com Avaí, Atlético e Chapecoense.

Nos dois lances reclamados de pênalti na primeira etapa, a arbitragem foi bem, nada houve em Júnior Negrão, nem Jeovânio tocou a mão na bola.

Por obra de Wilson e dá falta de esmero na conclusão, o rolo compressor que o JEC passou no Figueira não virou uma goleada histórica.

Ficou só no 2 a 0. A prostração era tão grande, que Lima se deu ao luxo de escorregar e levantar, antes da conclusão, sem ser incomodado.

No segundo gol de Lima, uma zaga marcando em linha, volantes cochilando, um quadro de várzea de um lado, um time profissional de outro.

Os alas Chiquinho e Tesser livres, William mal marcado.

Um grupo de jogadores mal montado, com valências mal estudadas, alguns bons jogadores perdidos e um técnico limitado. O Figueirense passou vergonha no primeiro tempo.

Acomodação do JEC punida como ousadia alvinegra

A saída de Ernane deve ter sido por vergonha. Foi para campo Jean Carioca. Marquinho por Douglas até deu um ar de mais ofensividade. Mas pouco mudou.

O que mudou foi o JEC, que, sem motivos para arriscar, postou-se na espera do Figueira, procurando estocadas e usando somente bolas de segurança.

Ramirez, cauteloso por origem, achou que do mato adversário não sairia cachorro e acautelou-se demais. Aquietou o time.

Ainda mais que perdeu seus dois alas por dores musculares: Tesser e Chiquinho.

Ao tirar Jeovânio e colocar Alex Junio, o técnico René Weber flertou com a tênue linha que separa um time mais ofensivo de uma loucura tática que desprotegeria totalmente sua já combalida zaga.

Afinal, ficar só com Coutinho na marcação é medida tão drástica que só é aceitável numa situação em que já não se tem mais opções mesmo.

O lapso de ousadia foi compensado. Aí veio aqueles momentos únicos, mágicos, que o futebol proporciona. Negrão ficou sozinho na frente do goleiro. Errou a pontaria.

Os deuses do futebol, que não gostam de acomodação, deram mais uma chance. Negrão, que mostra um pouco de serviço no início de temporada, nãoo perderia duas vezes.Foi lá e, na segunda chance, guardou o seu e deu uma alfinetada na calmaria jequeana.

Postado por Marcos Castiel

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Um gol para Nega Tide

23 de janeiro de 2010 63

Flávio Neves

Erotides Helena da Silva, a Nega Tide. Foi para ela esta vitória na Ressacada. Lá no céu, ela vibrou com o gol. Lágrimas de alegria caíram sobre a Capital em forma de pingos de chuva.

Foi um presente do time do Avaí, na volta de seus titulares. Tinha que ser assim: 1 a 0 sofrido, com um jogador a menos mais de um tempo. Como foi sofrido para toda a comunidade azurra e do samba a partida da ícone carnavalesca.

E a alegria de Tide e dos avaianos veio com uma vitória merecida, graças a ousadia do técnico avaiano e ao conservadorismo do comandante da Chapecoense.

Gostei muito de Chamusca, de quem já havia falado bem, em vários programas na CBN, antes mesmo de ele ser contratado pelo Avaí.

Primeiro tempo igual

Vimos dois times com esquemas parecidos, no 3-5-2. Como gosta de dizer o colega Rodrigo Faraco, batendo lateral com lateral, uma figura de linguagem bastante oportuna para descrever o que tem sido este embate.

Tínhamos em campo dois times que só fazem briga de cachorro grande nos últimos tempos. Temos uma série de três vitórias do Verdão, duas do azurra e um empate no regional passado. Mas quem papou o título foi o Leão. E saiu na frente agora.

Acontece que, hoje, o Avaí estreava seu time principal. Visivelmente travado, desentrosado, quem comandou os movimentos no início foi a Chapecoense. No decorrer da etapa, a partir dos 20 minutos, o time da casa controlou o jogo e equilibrou as ações.

Esta, vinda de quase 60 dias de preparação, demonstrou mais conjunto,mais dinâmica. Absolutamente normal diante das circunstâncias expostas. Ou seja, não significa que um time seja superior ao outro, apenas estão em estágios de preparação diferentes.

A falta de compactação avaiana não permitiu nem que o time explorasse cartão amarelo sofrido por Anelka logo na primeira parte do jogo, por faltas seguidas em Leonardo. (Depois Anelka saiu machucado)

Apesar do primeiro tempo fraco em chances de gol, gostei da proposta tática de Chamusca. Claro que Eltinho ainda não tem condições de dar piques pela ala, quando puder, chamará a marcação e liberará espaços para Roberto girar na intermediária e na outra ala.

Quanto à forma de Ovelha jogar, esta já conhecemos e sabemos como se adapta perfeitamente ao estilo “gaúcho” da Chapecoense se postar.

O Verdão teve uma bola na trave, faltou qualidade para Mazinho determinar, ali pelos 15 minutos, uma vantagem. E Eltinho ficou cara a cara de cabeça e também errou. Uma chance para cada.

Agora vamos para a expulsão de Uendel: justa. Duas faltas passíveis de cartão. Sem discussão.

A lambança de Jéferson Schimidt é que complicou, porque ele não viu que o jogador do Avaí tinha dois cartões. Foi salvo pelo bandeira.

Chapecoense ficou devendo
Avaí vai melhorar bastante

O Avaí já estava travado ao natural pelo trabalho forte de pré-temporada. Com um a menos, diante de um Verdão em ponto de bala, haveria como agüentar?

A opção seria tirar Leonardo, que pouco fez, embora em seu favor pese o fato do meio ter criado pouco. Davi não conseguiu criar, sucumbiu à marcação.

Chamusca foi ousado: botou Laércio, optando pelos contra-ataques, sem abrir mão de um atacante.Só acho que houve um pouco de demora na entrada de Medina na vaga de Davi.

Ovelha tirou Bido e foi de Emerson Cris. Diminuiu um zagueiroe povoou o meio-de-campo. Provavelmente com o intuito de cansar o time avaiano. Me pareceu um movimento muito contido.

A Chapecoense não tomou conta do espetáculo. Pelo contrário, o Avaí soube lidar bem com a inferioridade numérica.

Apenas no quarto final a Chapecoense, melhor fisicamente, chegou com mais perigo, mas sem precisão.

O Avaí recompôs bem o meio com a saída de Roberto, sentindo cãibras, e a entrada do xará Roberto Andrade.

Ao final, houve um prêmio ao Avaí pela ousadia e interesse em vencer. Medina entrou na área e na marcação de Badé caiu.

Não sou de ficar sobre o muro: na minha opinião, pênalti, aconteceu o deslocamento com a mão. Mas reconheço que o lance foi de difícil interpretação. A favor do árbitro, a boa colocação na jogada.

Eu esperava mais da Chapecoense. E fiquei com a certeza de que o Avaí terá muito mais para apresentar.

Melhor para seu torcedor. Se este título vier ao final da competição, ele terá um nome: Nega Tide.

SEGUE A AGONIA DO TIGRE

Conferi o segundo tempo do jogo do Metrô e Tigre, que terminou com a vitória do time da casa por 1 a 0. Visivelmente nervoso, abalado psicologicamente, o Criciúma se viu com um a menos em campo, por bobagem. Não fosse isso, talvez a história do jogo fosse outra.

O Metropolitano me pareceu muito seguro de ganharia “a qualquer momento”. Futebol não funciona assim. Até martelou perto da área, mas em vários momentos se viu exposto a perigosos contra-ataques.

O que determinou a vitória nos minutos finais foi, mais uma vez, a inexperiência da zaga tricolor. Bateram cabeça num cruzamento e levaram o gol. Na minha opinião, um resultado injusto, o Criciúma não merecia. Uma pergunta: por que o argentino Trípodi estava no banco? Com o que jogou, é titular sobrando.

Em relação ao Tigre, repito: urgentemente se defina um nome de emergência para tocar o futebol e salvar o Estadual. O que há é desorientação e falta de auto-estima no grupo, que tecnicamente não é um desastre, mas peca pela inexperiência. 

O garoto Luca, camisa 10, é um menino a ser lapidado. Muita qualidade, bom posicionamento e senso de deslocamento apurados. Não desperdicem talentos como ele. Vejam que o garoto foi expulso por reclamação, está nervoso, sem chão.

Triste a situação do Criciúma.

Postado por Marcos Castiel

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Quem pode mais, chora menos

22 de janeiro de 2010 30

Que bom que chegaremos à terceira rodada, neste final de semana, com a atual configuração. Por quê? Os resultados, combinados com os cruzamentos, deixam elétrico o campeonato já no início.

Tá, o futebol que vimos na largada é medonho. Concordo. E já pergunto? Viram os demais Estaduais, incluindo o tão valorizado Paulista? Todos estão medonhos.

Agora vamos ao que observar.

Foco em Ibirama
Vamos que o Atlético confirma a boa fase e vence o Imbituba. Ou se o atrevido do campeonato vai aprontar. Em caso de vitória atleticana, ai de Joinville ou Figueirense, quem perder no clássico fica a seis pontos do líder e corre atrás do vencedor e de quem se der bem entre Avaí e Chapecoense. Ou seja, complica de vez o turno, que tem mais seis jogos, sendo três fora em uma competição em que ganhar fora parece artigo raro.

E a resposta da nação azurra?
A Chapecoense caminha a passos largos para encostar nos grandes e juntar-se a Criciúma, Joinville, Avaí e Figueirense. Portanto, o confronto da Ressacada será interessante. Até porque o Verdão entrou no campeonato, com a vitória em casa e o Azurra terá seu time A. Menos de oito mil azurras na Ressacada é algo inaceitável. Na real, esperaríamos mais de 10 mil, mas reduzo a expectativa por conta dos valores dos ingressos. Veremos a resposta da nação azurra.

Clássico na Arena
Como falei no primeiro tópico, este é um jogo-chave. Pessoalmente, acho que tem favorito e é o JEC. Acho que o tricolor do norte está mais consistente que o alvinegro. Será que o time da Capital consegue calar os críticos?

Tigre tá morto?
Já viram um time do porte do Criciúma entrar como galinha morta? Pessoalmente não aceito este desrespeito para com a tradição do time do Sul. É bom o Metropolitano jogar bem sério esta partida. O Tigre zebra? Não pensei estar vivo para ver algo assim!

Patinhos feios
Juventus x Brusque. Duas equipes que, na largada da competição, apresentaram o futebol mais pobre. Destes, ainda acho que o Brusque, pela experiência do grupo, é quem pode crescer no torneio. 

 

Postado por Marcos Castiel

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Uma arbitragem calamitosa

21 de janeiro de 2010 131

Edmundo Alves do Nascimento é dose para mamute

Às 21h50min começava a epopeia alvinegra para tentar superar suas limitações técnicas, mais os empolgados torcedores brusquenses, mais a marra de Viola, mais a o futebol rude do time de Suca.

Só não se esperava que a estas dificuldades se somasse um trio de arbitragem absolutamente sem condições de comandar o futebol profissional.

É uma vergonha assistirmos pela televisão um profissional anular um gol como o marcado pelo Figueirense no primeiro tempo, com Júnior Negrão. Despreparo, falta de atenção, nervosismo da bandeira. Tem que voltar para o amador e tentar recomeçar.

O pênalti não anotado para o Figueira no primeiro tempo, por Edmundo Alves do Nascimento, foi outra lástima. Mesmo que Marquinho tenha valorizado a queda, o ângulo do árbitro permitia facilmente constatar o contato físico.

Até na penalidade em que acertou a marcação, uma mão na bola, ele errou ao não dar amarelo para o zagueiro brusquense.

E o impedimento marcado no segundo tempo quando o Figueira ficaria de cara para o gol?  O atacante estava a dois metros atrás da linha de zaga. Vergonha.

E aquele zagueiro, Marcelo, pode tudo? Bate, manda, desmanda, intimida. Só faltou passar o apito para o sujeito.

Este tipo de trio é que tira a credibilidade de toda uma categoria que já sofre para tentar se firmar.

O Brusque, que não precisa disso, fez o seu. Marcou o gol e contou, claro, com um adversário limitadíssimo para nos descontos garantir a vitória de 2 a 1.

Nenhuma novidade. Todos sabemos que o Figueirense é fraco no meio campo e no ataque. Contra o Imbituba, já fôra dominado, mas o jogo ficou fácil com o gol no início do segundo tempo, o que mascarou a situação.

Júnior Negrão ainda fez o gol mal anulado e garantiu o gol de pênalti, está se salvando.

Marquinho e Ernane? Deusolivre. Entre os dois, contudo, o primeiro era melhor. Mas como treinador gosta de sofrer e irritar, a substituição na segunda etapa manteve Ernane. Depois este deu vaga a Alex Junio. Alguém deve ter avisado o “treineiro” do absurdo que ele perpetuava.

E por que Diego Paulista é reserva de Coutinho? Melhor nem tentar entender.

Situação clássica em times desestruturados. Mostra como o alvinegro padece na mãos de profissionais que precisam inventar para se auto-afirmar, mesmo que isso custe caro para o time.

Sobre Viola? Ah, me recuso a comentar. As imagens disseram tudo. Puro marketing. Mas o Figueira é tão frágil, que o “bom velhinho” quase guardou um de cabeça no primeiro tempo.

Pensei que iria demorar algumas rodadas para a torcida alvinegra começar a sofrer com a realidade. Lembrei daquele ditado: de onde menos se espera é que não sai nada mesmo.

Porque, senhores, mesmo com a arbitragem agindo contra, mesmo com o gramado ruim, perder para este fraco time do Brusque é um crime lesa futebol.

O fator local

Comentei, após a primeira rodada, na coluna Visor, do Diário Catarinense, que o campeonato cairia no colo do time que conseguir cometer mais crimes fora de casa.

Pode ser cedo para dar consistência à tese que levantei, mas ao término desta segunda rodada, ganhei mais munição para defendê-la.

A derrota, de virada, do Joinville, para o Imbituba, só fez valorizar o empate da meninada do Avaí ontem. O que parecia dois pontos perdidos, mostrou-se um ponto ganho para o azurra.

Ainda mais que a vitória fora de casa, que dá ao Atlético a liderança, foi conquistada sobre um Criciúma em frangalhos emocionais. Claro, não se tira o mérito da turma de Ibirama, mas a realidade é que, tirando este caso de crise interna de um dos grandes, ninguém calou a torcida local.

Postado por Marcos Castiel

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