Para não fugir ao assunto zebra, que dominou o post anterior, no jogo do JEC, digo o seguinte: via no Atlético um pouco mais de potencial para surpreender o Avaí que o Metrô para aprontar ao JEC. Reconheço que estava equivocado em minha avaliação. Vimos que, na Arena, a coisa foi complicada no segundo tempo para o tricolor do Norte. Na Ressacada, tanto o primeiro tempo, quanto o segundo foram tranquilos para o time da casa. O Atlético não fez cosquinha. Nem parecia decisão. A decepção com o futebol atleticano foi grande. Muitos méritos para a excelente disposição tática do Avaí, que contribuiu à atuação coletiva apagada dos visitantes. O 2 a 0 garantiu a final mais manjada dos últimos tempos: todos, do torcedor menos atento ao mais fanático, do dirigente mais otimista ao mais realista, do analista mais eclético ao mais conservador. Todos sabiam que a final do turno seria Joinville x Avaí. O que ninguém sabe é qual destes dois vai levar o título. Aí o buraco é mais embaixo. Eu sempre achei o Avaí favorito para o título geral da competição, e continuo achando.
Mas o decorrer do turno mostrou um JEC com potencial para mudar meu vaticínio, um pouco pela qualidade do time do Norte, outro tanto pela demora da equipe da Capital em emplar e tirar proveito de seu potencial.
No primeiro tempo, a o jogo vinha morno até quando, aos 15 minutos, Vandinho foi puxado na área e o árbitro Célio Amorim ganhou mais um capítulo em sua conturbada história de não dar pênaltis para o Avaí. O lance foi de difícil interpretação, mas no replay da TV ficou claro o deslocamento do atacante avaiano.
Para aliviar o lado da arbitragem, Emerson foi lá, de cabeça, aos 20 minutos, e fez 1 a 0, ao seu estilo. Cabeceio soberano.
Na segunda etapa, a famosa atuação de segurança praticada pelo Avaí, sem forçar, para não perder ninguém com cartão. Deu um pouco mais de campo ao Atlético, mas não correu maiores riscos.
Até o pênalti clássico sofrido por por Uendel. Este, Célio Amorim não teve como não dar. Seria demais, não? Leonardo guardou mais um.
Sobre Vandinho
Não há que se encontrar culpados, até porque o problema que o tirou de campo, ainda no primeiro tempo, é diverso do original. Vandinho tratou o joelho e saiu com problema muscular.
Uma pena, porque nos pouco mais de 25 minutos que ficou em campo demonstrou ser importante, um atleta que faz a diferença. Torçamos para que seja só uma contratura.
A camisa da Copa do Brasil
De bom gosto a camisa com que o Avaí vai tentar fazer bonito na Copa do Brasil. Listras horizontais fogem um pouco ao que o olhar está acostumado em relação ao time, mas cumprem a função de chamar atenção para a importância de levar esta competição como algo especial.


