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Posts de fevereiro 2010

Avaí supera time de rúgbi do Brusque

28 de fevereiro de 2010 63

Pedido feito por torcedores e por grande parte da mídia (entre os quais me incluo), pedido atendido. Sávio começou o jogo.

Pedido feito por torcedores e por grande parte da mídia (entre os quais novamente me incluo). Medina entrou na vaga de Davi.

O resultado foi a vitória sem sustos, por 2 a 0, do Avaí sobre o Brusque. Gols de quem tem qualidade, o próprio Sávio, citado acima, e de Batista, que retornava ao time.

Dito isso, que não é nenhuma novidade, vamos ao que interessa.

O problema é que de nada adianta o treinador escalar A, B ou C, se o que acontece em Brusque é algo parecido com o futebol, mas não é o esporte que estamos acostumados.

O que vemos naquele gramado que, no máximo, serve para jogar rúgbi, são árbitros fazerem vistas grossas para a violência do time local. Este, limitado tecnicamente, baixa o sarrafo e equilibra o jogo desta forma.

Não sei o time brusquense tem salvo conduto da FCF, mas eu gostaria de saber quantas faltas toscas tem direito os atletas desta equipe a fazer até que o árbitro dê um amarelo?

Por que todos os árbitros que lá apitam não seguem a regra e, na repetição de pisões desleais e de faltas que impedem o transcurso do jogo, tremem?

Não tenho esta resposta, mas fico com o direito a suspeitar de que estejam pressionados por algo que ainda não descobrimos.

Então, vencer a fragilidade técnica do Brusque vira uma tarefa que demora um pouquinho mais. O gol de Sávio, que abriu o placar, saiu só aos 30 minutos devido ao expediente antes relatado.

Depois do gol, o Brusque foi obrigado a tentar jogar, diminuiu a quantidade de pancada, mas aí o que aparece? Nada, claro, o time não tem qualidade para envolver o Avaí. Qualificação só para dar botinada.

Na segunda etapa, do Brusque pouco a falar, a não ser que foi mais do mesmo, um time com vontade de pressionar, mas sem condições.

Do Avaí, resta uma pequena crítica. Se Jandson estava no time como referência de área e foi Sávio quem deixou o campo para entrada de Roberto, porque o time não priorizou as estocadas pelas alas?

Só se justificaria a permanência o atacante no caso do Avaí estar abusando de bolas altas, ou tocando bola no meio, com o uso dele como “aparador” de bolas na entrada da área. Nada disso acontecia.

Apesar deste descompasso tático, Batista coroou sua volta com o segundo gol e deu números finais ao jogo.

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Surfar as ondas de Imbituba não é moleza

27 de fevereiro de 2010 44

Foto Flávio Neves

Surfar as ondas da Zimba não é para qualquer um. Visitantes são bem acolhidos, bem-vindos, mas o alto grau de dificuldade para brilhar em qualquer esporte na região é marca registrada. Assim como no surfe a Vila é desafio para os melhores surfistas do mundo, no futebol, o Estádio Emília Mendes Rodrigues não é palco fácil para o forasteiro brilhar.

O Figueirense e sua torcida foram experimentar este desafio na tarde deste sábado. Os ingressos para a torcida alvinegra (450 disponíveis, como informou no twitter o @tainhaalvinegra) esgotaram. Mais os que entraram no setor do time da casa (já que a nação alvinegra é enorme na região), garantiram aquele tradicional apoio da galera mais vezes campeã, que independe do retorno que o time dá em campo.

Diante deste roteiro, o Figueira até fez o que pôde, saiu atrás, virou o jogo e cedeu o empate no 2 a 2. Os parágrafos abaixo podem – e vão – expor, delinear, analisar defeitos do time, sim, é obrigação, mas irão ressaltar a única coisa que este povão que foi a Imbituba exige: respeito à camisa, independente do grupo que entra em campo. E, isso, os jogadores tiveram. Não foi o suficiente para vencer, mas, diante das circunstâncias, o ponto será útil no futuro.

Falei que havia o que criticar, então vamos lá. Até tomar o gol do Imbituba, o Figueira apresentava defeitos próprios de um time limitado tecnicamente.

Todas as saídas de tiro de meta e do setor defensivo eram chutões, desde o início do jogo, ao invés de iniciar com troca de bolas pelas laterais. Revelava falta de confiança na técnica para envolver o adversário desde seu campo.

Em faltas no meio-campo, o zagueiro ao invés de cobrar curto para o meia iniciar a troca de bola, dava um balão rumo à lateral. Revelava falta de recurso.

Infelizmente, o goleiro Moreno começou inseguro, situação até compreensível. Na cobrança de um tiro de meta, já havia chutado a bola de forma bizarra. No gol, logo aos oito minutos, pulou atrasado.

Felizmente para os alvinegros ele se recuperou no segundo tempo com duas importantes defesas. Não se pode julgá-lo nem para o bem, nem para o mal. O tempo dirá se tem condições de ser titular. A primeira impressão? Aparentemente não comprometerá, mas precisa-se observá-lo num jogo contra um dos chamados “grandes.

Somado a tudo isso, do outro lado havia um time cascudo, mordedor, determinado e com alguma técnica.

Prós e contras

Do gol de empate ao da virada, surgiram, então, qualidades próprias de uma camisa que tem vida própria.

Maicon, às vezes desligado no jogo, às vezes num ritmo mais lento que os demais companheiros, mostrou um misto de oportunismo e estrela para empatar quatro minutos depois e evitar que o time da casa controlasse o duelo.

O meia estava atento e empurrou para as redes após falha gritante do goleiro no primeiro gol. Estava no lugar certo no segundo gol. Uma virada de time grande, mesmo com limites técnicos.

Vale registrar que o impedimento marcado no gol anulado do Imbituba ao final do jogo foi de alto grau de dificuldade e muito bem marcado pela bandeira Maira Labes. Num deserto de bons auxiliares, finalmente um elogio merecido.

Equacionado os números no placar, ou seja garantida a virada, inclusive com pênalti perdido por Bilu, apareceu outra qualidade do Figueira. O bom comando, o ótimo entendimento da situação de jogo por parte do técnico Márcio Goiano que, infelizmente, também cometeria um erro fatal depois.

Não deu para entender a saída de Maicon

O treinador do Figueirense sabia que simplificar as ações era a melhor coisa a fazer.

Determinou boa marcação sobre Felipe Oliveira, deu relativa liberdade aos alas e protegeu bem a Maicon, que, com algum espaço, não decepcionava.

Ou seja, Márcio Goiano levava nota 10 enquanto acreditou que o Figueira era Figueira, que deveria se impor a qualquer custo. Quando titubeou e duvidou do potencial do time, abriu o caminho para o empate, estragou seu bom trabalho até então.

Goiano mexeu com o intuito de se defender, de só contra-atacar, de não ser mais o protagonista. Redefiniu o Figueira como aquele time amedrontado do início do jogo e foi devidamente punido.

Somadas as virtudes, deduzidos os problemas, o saldo foi zero (ou 2 a 2, ou um ponto, como preferirem). O Figueira quase surfou esta perigosa e exigente onda da Zimba com estilo, com eficiência, mas faltou brilho no final, na hora da última manobra, levou o que os surfistas chamam de vaca.

Voltou para as praias de Floripa onde, espera-se, surfe com mais propriedade.

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Pedaço do Scarpelli na Zimba

26 de fevereiro de 2010 45

É no segundo turno que as verdades aparecem. Já no sábado vamos saber se o Imbituba é mesmo aquele time que cantou de galo em casa, ou aquele que, na hora que viu a camisa do Criciúma crescer, não teve condições de garantir vaga entre os quatro.

Contra o Figueira, na largada do returno, provavelmente com menos torcida em seu próprio estádio que o rival, veremos até onde pode ir o valente clube do Sul. Atenção delegação alvinegra, saia cedo, hein? Não vá dar uma de Brusque e ficar presa no trânsito.

Afinal, se cerca de dois mil alvinegros vão “invadir” Imbituba, é possível um acúmulo naquele trevo que é bastante complicado.Se eu bem conheço a torcida alvinegra, pelo que observo nos bastidores, vai faltar lugar para os fãs do Zimba, já que o estádio é acanhado. Será um pedaço do Scarpelli na Zimba.

Se há responsabilidade para o Zimba, o que dizer ao alvinegro? O Figueira sabe que o JEC está garantido e que dificilmente o Avaí não chegará. Precisa estar entre os quatro para, no mata-mata, tentar chegar à final.

De nada adianta mandar bem no clássico com o Avaí, por exemplo, se em jogos como o de amanhã não der conta do recado. Foi este diferencial que não permitiu ao Figueira entrar entre os quatro no turno.

Agora, se o Figueira voltar deste desafio com três pontos, se os jogadores derem este retorno, então a torcida abraça a causa. Aí, meu amigo, menos de 10 mil no Scarpelli será público pequeno nos jogos em casa. Como ocorreu em Joinville, podem ter certeza, a torcida levará o time no grito.

Quem ainda quiser participar desta “invasão” pacífica, mas barulhenta, a galera se mobiliza pelo site Meu Figueira (clique aqui e veja lá).

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Perdemos um grande jurista

25 de fevereiro de 2010 7

Marcílio Ramos Krieger fará muita falta

Hoje é um dia muito triste para o desporto catarinense. A morte de Marcílio Ramos Krieger tira de cena o maior conhecedor do direito desportivo brasileiro.

Um sujeito respeitável sob todos os aspectos. Um lutador pelo correto no futebol, o tipo de cara que nunca comungou com certo tipo de cartolas que até hoje amaldiçoam o espírito meramente esportivo.

Quem conhece um pouco como é intrincado o mundo jurídico, quem procurava repassar ao torcedor de forma verdadeira e didática o que acontecia nos tribunais, simplesmente tinha no doutor Marcílio uma fonte inesgotável de interpretações, de paciência para explicar detalhes e esclarecer dúvidas.

Acima da pessoa afável, do ser humano educado, acessível, simples dentro de sua imensurável importância, guardo duas virtudes que Marcílio plantou em cada um que teve a honra de beber em sua sabedoria: nunca se dobrou ou deixou de lutar contra coisas erradas que sabemos existir no futebol; nunca fugiu a um debate, pelo contrário, o procurava como procuramos ar para respirar.

Felizmente, Marcílio Ramos Krieger nos brindou com vasto legado bibliográfico,o que minimiza para o esporte sua partida. Já em relação ao homem, nos resta agradecer por ter privado de seu convívio, mesmo de forma efêmera, e lamentar que ele não esteja mais aqui para dele nos socorrermos nos labirintos do saber jurídico.

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Sávio aparece e classifica o Avaí

24 de fevereiro de 2010 58

Pois é, quando este blogueiro bateu na tecla de Sávio, apenas o fazia por saber que ali não reside só marketing. O atleta tem condições técnicas de dar muito ao Avaí. Existia, então, o estranhamento pela demora em sua utilização.

Se no Estadual ele não era aproveitado, pelo menos na Copa do Brasil seria fundamental usar sua experiência, sua grife.

Eis que, após uma sucessão de gols perdidos na primeira etapa, uma única e bela conclusão de Sávio deu o gol que encaminhou a vaga. Depois Robinho fez o serviço, em lance que Sávio começou a jogada. Depois, veio aquele gol de falta, gol goleiro improvisado, mas bem batida. Avaí 3 a 0 Ypiranga. Fecha a conta e que venha, provavelmente, o Coritiba.

Convenhamos, se não for a dupla Gre-Nal e, às vezes, a dupla de Caxias, o futebol gaúcho não rivaliza mais com o catarinense.

O Avaí fez um primeiro tempo com algumas chances de gol e em que o time da casa praticamente não o ameaçou. Ou seja levou a cabo o script que todos esperam de um time da Série A do Campeonato Brasileiro, diante de uma equipe que merece respeito, mas que não pode, nem mesmo jogando em seus domínios, se impor sobre um time da elite.

O que se lamenta é o fato de Leonardo desperdiçar alguns gols que um centroavante que estivesse pronto para ser titular do Avaí não deveria perder. É um pouco de maldade comparar, mas William, que não é nem quarto reserva no Grêmio resolveria esta situação de forma mais simples.

Chamo atenção para este detalhe porque o time poderia, tranquilamente, deixar os primeiros 45 minutos, rumo ao vestiário, com um 2 a 0 na poupança (o que era perfeitamente aceitável pela produção tanto avaiana, quanto do Ypiranga).

Ressalte-se a chance perdida pelo Ypiranga, no quarto final, por conta de cochilos que não são aceitáveis e podem colocar todo um trabalho a perder.

No segundo tempo, aquele festival de gols perdidos precisou de uma única conclusão de qualidade para virar gol. Sávio marcou dois gols, um deles de belíssima execução, que talvez signifique o início de uma trajetória bonita junto ao Avaí nos torneios importantes que o clube tem por disputar.

Dever de casa perfeito do Verdão

Excelente vencer sem levar gols. Foi o que fez a Chapecoense no Índio Condá, diante do Brasiliense. O torcedor mais exigente sempre pede uma vantagem mínima de 2 a 0. Ainda mais com o regulamento do gol qualificado, não tomar gol em casa é o maior de todos os desafios. Fazer dois gols, então, já seria sensacional. O 3 a 0, então, foi um luxo. Poder até perder por 2 a 0 a volta é maravilhoso.

Tomara que o Verdão do Oeste consiga ser o que todos esperamos dele: um time não só consistente na Copa do Brasil, mas também um dos candidatos a finalista do Estadual.

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Armadilha e curtição

24 de fevereiro de 2010 58

Torcedores do Verdão e do Avaí, preparem-se. A Copa do Brasil reserva fortes emoções, é verdade. Na realidade, é uma grande curtição, um torneio simples, venceu passou, perdeu a melhor de duas, bailou. E o critério de dois gols de diferença para quem joga em casa nas primeiras etapas é o único limitador.

Mas o torneio, famoso por ser o caminho mais curto à Libertadores, também reserva grandes perigos.

O primeiro é o clube mobilizar grande estrutura para disputá-la e, como em todo mata-mata, ver os planos perderem-se em um jogo só.

O segundo é avançar no torneio e perder o foco no Estadual.

O terceiro é ir bem na Copa do Brasil, dimensionar em excesso a qualidade do time e pagar caro depois no Brasileiro.

Qualquer um destes perigos, contudo, não serve para desmotivar. Apenas uma alerta para não cair na armadilha.

No mais, é curtir o momento em caso de seguir adiante. O Avaí tem potencial de sobra para fazer bonito. Se pudesse superar o Ypiranga num jogo só, seria o ideal.

A Chapecoense, se encaixar, também pode aprontar. Tem o que os radialistas chamam de “material humano” para isso.

Comportamento exemplar

Um salve ao comportamento de Sávio. Não está nos planos de titularidade, pelo menos imediatos de Chamusca, e mantém o foco, o treinamento, o pensamento positivo e o espírito de grupo.

O jogador que chegou para ser titular, que tem currículo, mostra ter caráter e respeito pelos companheiros. No futebol, muitas vezes isso não é comum e a estratégia de alguns atletas é apelar para a desagregação.

Olho no Ypiranga

Alguns dados do Ypiranga para ficarmos atentos: o time passa por reestruturação, não rendeu o esperado para o investimento no Gauchão. O técnico Casemiro Mior foi mantido, mas foram dispensados Elvis, Agnaldo, Marcelo Muller(ex-Chapecoense), Maurício e Gabriel.
Chegaram para compor o grupo o meia Vainer, ex-Inter-SM, e o atacante Renan, jovem de 22 anos. É bom, contudo, ficar de olho no terceiro Reforço, Diogo, também 22 anos, vindo do Santos, jogador que o Peixe quer dar estrada, mas mantém o vínculo. Já fica à disposição diante do Avaí.
 

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Torcida: maior e melhor foi a do JEC

23 de fevereiro de 2010 142

Foto Ricardo DuarteNão se trata, pelo menos neste post, de decidir qual a “maior” torcida catarinense em número total. Nem as pesquisas conseguem resolver, quanto mais uma observação empírica.

Mas se trata de questionar o quanto é importante  a participação, a parceria do torcedor, no desempenho de seu time.

Ora, há muito o Joinville tem a Arena lotada (ou quase) em seus jogos. Se este fator não ganha título, pelo menos empresta uma responsabilide para os atletas que percebemos no jogo decisivo.

Alcançar aquele gol, aos bater dos 49 minutos, foi como salvar um ente querido para os atletas do JEC. A comemoração mostrou este compromisso.

E o Avaí? Estádio impecável e ficando melhor e maior ainda. Time qualificado. Tudo certinho. Ou quase. Inacreditável, mas uma das torcidas mais apaixonadas, que faz os melhores espetáculo, mais parceiras (já que ir à Ressacada não é nada fácil) foi vencida por uma política de preços que não colou.

Faltou um que a mais para o Avaí chegar? Sim, faltou a Ressacada cheia a maior parte do tempo e lotada nos jogos decisivos.

Quanto aos demais, difícil avaliar. O Figueira, para as circunstâncias, até teve uma média boa. Ele que sempre tem excelente média, para o turno complicado que teve, até que foi bem.

A galera está empolgada, tem excursão para Imbituba (detalhes no site Meu Figueira) e já se fala em quase dois mil alvinegros neste jogo. Cabe isso lá no estádio?

O Criciúma não podemos avaliar. É um ano atípico. Nem um presidente o clube consegue escolher. Como cobrar presença da torcida?

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Pacote de desafios

22 de fevereiro de 2010 93

Joinville
Não sofrer o “mal do campeão precoce”. Nada mais é que ganhar o turno, a presença na final e sofrer uma quase imperceptível, mas dioturna, desmobilização. Quando vê, chega a final, pega um time embalado, babando, mordendo grama, com sangue nos olhos e perde o campeonato. Os exemplos estão aos montes por aí.

Avaí
Ao contrário do JEC, que só tem o Estadual pela frente, se garantisse a vaga, não correria o risco de perder a motivação, por ter a Copa do Brasil pela frente. Com a perda do título, ganhou uma sobrecarga no planejamento. Terá que continuar firme no regional, paralelamente à Copa do Brasil.

Figueirense
Tem um bom goleiro. Tem uma zaga razoável, que pode crescer com uma proteção de meio mais eficiente. Ganhou Bilu, o que “equilibra”o meio. Se Jeovânio puder voltar a ser 10% do que foi, ganha um meio razoável, turbinado pela versatilidade de Lucas. Achou William, ganhando “algo” num ataque anteriormente desértico. Noves fora, pode sonhar em chegar entre os quatro.

Criciúma
Não acha presidente, achará futebol? Wilsão mostrou que pode dar consistência ao time. Mas o azar tirou duas promessas da base de um time já combalido. Continuo achando que o Tigre terá mais problemas que alegrias. Mas, de time grande e com história, sempre pode esperar algo mais.

Atlético e Chapecoense
O primeiro fez o papel que se acreditava seria afeito ao Verdão. Este, agora com o acúmulo da Copa do Brasil tem um enorme desafio. Sabemos que a Chapecoense tem potencial para lutar no returno e não decepcionar na Copa. Quem veremos, o gigante do Oeste,ou o poço de decepção do turno, que pode flertar com o rebaixamento? Quanto ao Atlético, é candidato a entrar entre os quatro, sem dúvida.

Metropolitano e Imbituba
Os dois que determinam a difença no campeonato. Roubam pontos aqui, fazem estragos acolá e, nessa toada, tentam chegar entre os quatro e fazem vítimas pelo caminho. Quem, dos “grandes” vencer algum destes, terá acumulado poupança importante.

Juventus e Brusque
Duvido que o  time de Jaraguá do Sul imite o Metropolitano do ano passado e se recupere. Só um milagre. E o Brusque? Este é uma incógnita. Não tem um time confiável, mas em casa conta com a força da torcida. Absolutamente imprevisível o futuro brusquense, mas sinto cheiro de rebaixamento.

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Catarse tricolor na Arena

21 de fevereiro de 2010 222

(Foto: Ricardo Duarte)

A certeza de que nos estaduais a existência de finais é um dispositivo bacana, fica reforçada por este belo espetáculo na Arena _ dentro e fora de campo _, onde o clima de decisão tomou conta e, depois de bela batalha dentro de campo, quem comemorou foi a nação tricolor, não sem antes um sofrimento daqueles épicos.

Sou totalmente a favor dos pontos corridos nos campeonatos brasileiros, mas acho que os regionais precisam destas mini-decisões para apimentá-los, para dar um gostinho especial à rivalidade.

Todos estavam curiosíssimos para saber que caldo daria este encontro entre JEC e Avaí.

Afinal, o Avaí havia imposto uma goleada na Ressacada, tinha este detalhe a seu favor. A sensação de que derrotar o JEC, mesmo na Arena, seria uma questão de encaixe.

Do outro lado, os tricolores não sabiam o que seria perder em seus domínios. E para turbinar a confiança, o rival não sabia o quer seria vencer fora de casa no Estadual.

Uma sensação de leve favoritismo para o JEC – da qual eu compactuava, mas se uma convicção muito grande – se espraiou antes da partida.

Tudo que se disse e ponderou mostrou-se verdadeiro. Um resultado apertado de 1 a 0 dava o título para o Avaí, mas quem fez a festa no final foi o time da casa, empatando aos 49 minutos.

Com a bola rolando, o Avaí não permitiu aquela pressão absurda comum ao JEC nos primeiros 20 minutos. O jogo, comum às decisões, estava mais corrido que técnico.

O JEC teve os melhores momentos, mas o Avaí não deixou de jogar (Uendel, aos 23 minutos, perdeu um gol incrível).

Aos 28 minutos, um lance do Emerson Nunes com o Lima me deixou a impressão de pênalti. O atacante do JEC levou vantagem e sofreu a carga. Mas, com o José Acácio é assim, ou é um lance claríssimo na área, ou ele não marca mesmo.

O 0 a 0 do primeiro tempo, com certeza, deixou torcida e jogadores do JEC preocupados. Era um resultado perigoso, apesar de favorável ao JEC.

Na segunda etapa, o JEC voltou melhor e mais perigoso até os 13 minutos iniciais. Foi quando a qualidade individual do Avaí apareceu estampada numa ação de Patric. Uma linda jogada individual, limpando o lance, estocando um chute preciso, milimétrico, que determinou o 1 a 0.

O restante da história do jogo foi o JEC tentando uma pressão desordenada e um Avaí ameaçando em contra-ataques.

Aos 45 minutos, houve pênalti em Medina. Mesmo que o jogador do Avaí tenha caído depois, houve o rapa. Tudo igual, um pênalti não dado para cada.

Aos 49 minutos, nos acréscimos, Ricardinho mostrou estrela, cravou o empate e garantiu a festa. O JEC já está na final, com justiça.

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Tem favorito?

20 de fevereiro de 2010 68

O blog reproduz a opinião dos nosso comentaristas, que sai no Diário Catarinense, deste domingo, sobre se há favoritismo na final do turno ou não. Faltou a do Semensati, não localizei ele ontem. Confira:

Miguel Livramento
O time do Avaí é melhor, mas o Joinville tem o favoritismo por jogar em casa e com o empate a seu favor. No futebol de Santa Catarina é assim, quem joga em casa é favorito. Tanto é verdade que o Avaí não conseguiu vencer nenhuma fora até agora (empatou três e perdeu uma).

Paulo Brito
O Joinville leva vantagem por jogar pelo empate. Tem 60% de chance, enquanto o Avaí tem 40%. É muito difícil fazer um prognóstico, mas tenho que ser coerente com o que disse no início do campeonato: o Joinville já estava estruturado quando os outros times ainda estava se armando e isso pode ser fundamental nesta decisão.

Roberto Alves
O Avaí tem mais condições técnicas, mas o Joinville leva vantagem por jogar com o calor da torcida. Não chega a ser um favoritismo, mas jogar uma decisão dentro de casa, com estádio lotado, sempre é muito favorável. A luta do Avaí será contra o fator campo e torcida.

Rodrigo Faraco
Considero Joinville favorito porque tem o mando e a vantagem de dois resultados, a vitória e o empate, mas acredito que o Avaí vai ganhar porque tem melhor elenco e melhor time que o adversário.

Ricardo Freitas
Há um equilíbrio. O Joinville tem algumas vantagens, como jogar na Arena e com apoio maciço do torcedor, ter um dia a mais de descanso e jogar por dois dos três resultados (vitória ou empate). Mas o Avaí tem o melhor elenco. Dentro de campo, as coisas tornam-se iguais. O que pode fazer a diferença é o detalhe.

Marcos Castiel
Se a resposta fosse há algumas semanas, cravaria Joinville como favorito. Hoje esta convicção não é a mesma. O JEC decai de produção no segundo tempo e, se o fizer, será fatal contra o Avaí.

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