Caio corre para a alegria. Foto: Ricardo Duarte
A vitória de 1 a 0 do Avaí tem um significado muito maior que a classificação à próxima fase da Copa do Brasil.
Significa um salvo-conduto ao técnico Péricles Chamusca para a sequência de seu trabalho.
Não que sejam proibidas críticas, muito menos que o ocorrido até agora esteja maravilhoso.
A questão é que os números estão a favor do comandante: ele lidera a classificação geral do Catarinense, está encaminhado para classificar o time às semifinais do returno e, agora, chega à terceira fase da competição, provavelmente para encarar o Grêmio.
Muito parecido com o que aconteceu ao Silas, quando o Avaí estava mal no Brasileiro e ao próprio Silas no Grêmio.
Outra, foi a certeza de que o Avaí é elite mesmo. Foi lá, na casa do adversário e se garantiu.
O primeiro tempo foi totalmente dominado pelo Coxa. Assim como já acontecera na Ressacada. Os 45 minutos deixaram aquela sensação de que o time paranaense era senhor da situação, que o Avaí não conseguiria se impor.
Chamusca, no intervalo, me surpreendeu, ao dizer que "a proposta era essa, jogar no contra-ataque" e depois diz que "é preciso circular a bola, controlar mais o jogo". Ora, a primeira opção exclui a segunda. Que samba do crioulo doido, não?
Outra: se o Avaí precisa arriscar um pouco, porque o 0 a 0 não interessava, então como jogar fechado, no contra-ataque? Premissa errada para o primeiro tempo.
O que aconteceu é que Edson Bastos passou frio por não ter que agir e, do outro lado, Zé Carlos "suou frio" com tantos sustos que levou.
No segundo tempo, uma alteração ao mesmo tempo arriscada e ousada de Chamusca. Ele que sempre flutuou entre o 3-6-1 e o 3-5-2, tirou o zagueiro Emerson Nunes e colocou Leonardo. Migrou para o 4-4-2. Agora sim, premissa correta.
O Avaí melhorou na partida, ameaçou um pouco mais, chegou mais ao ataque até encontrar o gol de Caio.
Daí entrou Marcinho Guerreiro na vaga de Rudnei e Gabriel recompôs os três zagueiros com Gabriel na vaga de Sávio.
Os deuses do futebol não gostaram da recaída medrosa de Chamusca.
Então, determinaram o pênalti no final, não convertido. Emoção pura. Um castigo sutil do Olimpo para alertar contra o impulso defensivista, um susto, sem concretizar a injustiça, para não esquecer.
Um grande alívio azul. Agora, é retomar o Estadual em alto nível.







