- Zoarei com meus adversários no limite do engraçado, da curtição, nunca excedendo o bom senso
- Não farei num campo de futebol coisas que jamais faria no meu dia a dia e que me envergonhe, depois, sóbrio, em casa, perante os meus filhos
- Se meu time vencer, olharei para frente e perceberei que o campeonato não terminou, que não sou campeão, ainda preciso vencer o Joinville
- Se perder, olharei para frente e verei que a tristeza logo se transformará em felicidade, porque nada é eterno no futebol
- Lembrarei que, se eu me portar direito, nem torcida adversária, nem policiais, nem ninguém implicará comigo.
- Dentro de campo, lembrarei que qualquer objeto jogado é uma tentativa de homicídio. Como não quero matar ninguém, vou só gritar pelo meu time.
- Gosto do futebol pela emoção, pela imprevisibilidade, pela paixão pelo clube. E só.
- Não é preciso PM, clube, TJD, Justiça ou qualquer outro órgão me vigiar ou instruir. Basta minha consciência.
- Se vou ao futebol por qualquer motivo ligado a sentimentos de frustração pessoal, para superar ou encobrir dificuldades individuais, que não dizem respeito à coletividade que lá está, que não combinam com só torcer por seu time, então preciso repensar minha existência.
- Nem sempre que o meu time perde, a culpa é da imprensa, do árbitro, de supostos pernas de pau que defendem minha camisa, do técnico ou de uma conspiração interplanetária. Pode ser só porque o adversário foi melhor.
