Uma verdadeira vergonha foi protagonizada pela arbitragem, no Estádio Olímpico.
Num único lance, em que Douglas se confundiu com a bola, um mero tiro de meta se transformou num escanteio inventado pelo bandeira Marconi Helbert.
Na sequência o gol de Jonas e, logo depois, a expulsão de Caio, por suposta reclamação. Pronto, o caminho para a vitória do Grêmio, por 3 a 1, estava pavimentado.
O bandeira, além de "cego" foi dedo-duro: chamou o árbitro Alicio Pena Júnior, escolheu um jogador, "casualmente" o armador do time, Caio, e este levou vermelho. Requinte de crueldade com um time que já teria dificuldades ao natural, imagine-se com os homens de preto visivelmente com intenções duvidosas.
E com esta mãozinha, a história do Avaí na Copa do Brasil ficou definitivamente comprometida. O técnico Silas agradece, ele que agora é muito mais gremista do que já foi um dia avaiano. Suas palavras na véspera não deixam dúvidas que seu coração só tem lugar para pragmatismo. Então, seu lado profissional mostrou-se recompensado.
Agora é ver como fica a volta, quarta-feira que vem, no duelo programado para a Ressacada. E para reverter a vantagem, Chamusca terá de abrir mão da retranca que se apresentou sob forma de 3-6-1 e uma legião de zagueiros e volantes escalados para o duelo. Para uma reação, claro, além de repensar o time, será preciso a arbitragem deixar e não inventar lances contra o time menos favorecido.
Também será necessário encontrar equilíbrio para, no meio disso tudo, encarar um clássico decisivo pelo Catarinense, no próximo domingo. Abalado psicologicamente, o Avaí perdeu-se na marcação e o Grêmio, com Borges, encontrou os espaços, num deles com um belo chute, Borges guardou o seu e ampliou o placar, aos 28 minutos.
Para complicar, Sávio sentiu lesão e foi substituído por Roberto. Após todos estes problemas, na segunda etapa restava tentar achar um golzinho, ele até veio, mas antes o que o time catarinense ganhou foi mais um gol de Jonas, aos 10 minutos. Robinho recolocou o Avaí na briga aos 12 minutos, com um gol que devolve a esperança.
Depois, mesmo com um a menos, o Avaí teve inúmeras chances de gol. Imaginem sem o gol de escanteio inventado e com o mesmo número de jogadores?


