Davi, o novo talismã, abriu o placar para o Leão
A conta de 26 títulos catarinenses somados pesava sobre os ombros de 22 jogadores, um trio de arbitragem e duas fanáticas torcidas a partir das 16h de hoje.
Joinville (12 títulos) e Avaí (14 conquistas) davam a largada para 180 minutos de futebol que determinarão qual deles vai decorar seu repleto armário com mais uma taça. O primeiro duelo, os primeiros 90 minutos, na Arena, colocou o Avaí bem mais próximo da glória, com um 3 a 1 consistente e inapelável.
A história vencedora do tricolor do Norte e do Leão da Ilha voltava a ficar frente a frente em uma final. A única decisão entre eles havia ocorrido em 1985, e dera Joinville, num período em que o time da Manchester mandava no Estado.
Agora, o time vermelho, preto e branco luta em desvantagem para recuperar a hegemonia, que não detém desde 2001. O atual campeão, representante de SC na elite, por sua vez, começa a sentir cheiro de título e de igualar o principal rival, o Figueirense, no número de canecos.
As armas do time da casa para sair na frente, além do título do turno, incluíam a invencibilidade no regional dentro da Arena e um grupo de jogadores qualificado. Se trazer as glórias do passado para o presente passava por um bom resultado no jogo de ida, complicou. As armas mostraram-se insuficientes.
Disputado sob intensa chuva, um campo pesado, em tese seria ruim para quem precisava tocar a bola. O Avaí ignorou esta máxima e, mesmo sem Sávio e Vandinho, entrou num 3-6-1 que, na primeira etapa, se mostrou totalmente adequado e não só segurou o JEC, como amassou o adversário.
Tanto que só quem tramava era o Avaí, até que numa das muitas jogadas de linha de fundo das alas, Patric cruzou e Davi apareceu na área para fazer o 1 a 0. Um lindo gol, turbinado pelo refinado toque de letra de do meia pé-quente e competente. Ele que fez o gol da classificação para a final, no 1 a 1 com o Figueirense.
Os dois times foram para o intervalo sabendo que a vantagem por resultados iguais era do Avaí. Aí o Leão marca aos 2 minutos mais um, com Rudnei, de cabeça. Então aumentou a responsabilidade do JEC. Ou faria um gol o time da casa, ou só um milagre salvaria na Ressacada.
Então o talismã Ricardinho, que estava apagado no jogo, tentou começar a reverter a situação. De falta, aos 18 minutos, diminuiu a diferença. Aí veio uma pressão desenfreada e desorganizada do Joinville, que se expôs ao contra-ataque.
Num deles, Uendel foi derrubado na área e o árbitro deu pênalti. Roberto, que errara muitos gols até ali, se redimiu e guardou o seu, aos 38 minutos.
O árbitro? acertou no pênalti pró-Avaí e acertou em dar fora da área um lance que o JEC pediu pênalti. Logo, foi bem na partida. Um resultado justo que deixa o azurra tranqüilo: só se perder por três gols de diferença não sai campeão no domingo que vem.