É uma pena ver o futebol brasileiro impregnado de sujeitos pouco profissionais, que impedem a evolução técnica.
O Figueira, muito mais time, não levou três pontos porque um árbitro desqualificado resolveu mudar a ordem natural das coisas.
Assim, com profissionais como estes, a CBF vai desqualificando seu produto, perdendo jogadores para o exterior, desmotivando quem acredita na lisura e se preparando para uma Copa que, tomara, seja uma vergonha internacional. Eles merecem!
Foram dois pênaltis inventados. Mal intencionados. E que mudaram a história de uma partida. Era para ser uma vitória fácil alvinegra, mas ficou apenas num sofrido empate em 2 a 2.
De bom, Fernandes voltando a jogar bem e um gol na estreia de Reinaldo.
O Figueira começou como sempre, um time de toque de bola, de imposição territorial, aproveitando Maicon e Fernandes. Já o Bahia, com uma proposta mais aguda, vertical, de definição rápida dos ataques em velocidade, no pique de Ananias e Rogerinho.
Aquele gol que o Fernandes perdeu, com três minutos de jogo, se é o Júnior Negão quem erra, nem voltava para Florianópolis. Parecia que o mal momento insistia em lhe incomodar.
Mas não era o Negão, era o Fernan10 e, por este motivo, o craque alvinegro não perde duas chances consecutivas. Na segunda vez que ficou cara a cara com o goleiro, aos 13 minutos, acertou o alvo, a bola desviou na zaga e sobrou para William, outro que não costuma desperdiçar chances.
Ao longo do restante da primeira etapa, um excelente jogo de futebol. Algumas investidas mais fortes do tricolor baiano, mas,em geral, domínio da situação pelo Figueira.
Tudo muito bem, tudo muito bom. Por que o árbitro precisa meter a colher?
O empate, de pênalti, não fez jus à situação, já que a produção alvinegra era superior. Ainda mais que a penalidade foi daquelas mandrake. O árbitro só dá um lance desses para o time da casa. E olhe lá.
Logo depois, o William foi pisoteado, num lance que entraria sozinho na área e nada.
Se a arbitragem da Série A já é ruim, imagine o que sobra para a segunda divisão.
O segundo tempo começou com velocidade. E com Jael no Bahia. E sem Fernandes. E com Firmino. E com chuva. E com mais visão turva do árbitro. Detalhes que determinaram o placar.
Não é que o sujeito achou outro pênalti.
Boleiro sabe quando o árbitro está mal intencionado. Percebendo o seu Elmo com vontade de complicar, Jael, certamente orientado dos vestiários, desabou.
Aí, sem Fernandes (mal retirado do time), o Figueira só conseguiu reagir quando Reinaldo resolveu deixar sua marca. Menos mal.
Dois pontos perdidos para o árbitro.


