Gente, o fato de estar na Política do DC durante as eleições me tira do aprofundamento.
Mas me mantenho lendo o noticiário, conversando com colegas, dialogando com torcedores.
E, confesso, tentei entender a decisão do Avaí de poupar jogadores neste importante jogo com o Botafogo. E não consegui.
Por mais que venham com explicações da área da fisiologia, fico com a impressão que resolveram brincar com coisa séria.
A Série A do Campeonato Brasileiro deve ser jogada no fio da navalha.
Se algum atleta se machucar, os que estão no banco (e por este motivo o grupo é importante) devem dar conta do recado.
Tá certo, o Botafogo achou seu gol num lance isolado.
Até então, a partida estava em banho-maria.
Foi mais um lance de competência individual do zagueiro do que de superioridade tática do alvinegro.
Mesmo assim, no momento em que o Avaí levou o gol, ficou aquela sensação: se o jogo estava equilibrado com os reservas, será que o Avaí não seria superior com sua força máxima? (disponível, claro, excetuando os suspensos e machucados).
Outro sentimento desagradável foi o de ver que, num jogo vital para a luta na tabela,o Avaí foi ultrapassado pelo adversário.
Assistindo ao segundo tempo, quando o Avaí deixou de empatar em um lance claro; quando continuou equilibrada a partida; quando com um "pouquinho" mais a história seria diferente em favor dos catarinenses; reforcei a ideia de que uma grande mancada foi perpetuada.
E as conseqüências podem ser drásticas.
O próximo jogo é com o Inter. E será complicado. Se perder, vai-se o embalo.
Pode bater o Inter? Claro, na Ressacada a força do Leão é conhecida. Só alguém muito bobo para achar que virá a Floripa e encontrará facilidade.
Mas, dos jogos em casa, este é um dos mais complicados.
Por que dar chance ao azar?
