É preciso uma atitude imediata da diretoria do Avaí para afastar imediatamente todo e qualquer jogador que não respeite a camisa que veste.
Tenho certeza que qualquer torcedor do Leão até aceita ser rebaixado, mas não engole atletas que se empenham (alguns) mais na noite que com a bola nos pés.
Não se vê indignação, vontade de reação, garra, dedicação no time. São "profissionais" que não demonstram nenhum amor pela camisa do Avaí.
Você vai enfrentar um time que há quatro jogos não vence em seu estádio. E toma um gol antes dos cinco minutos iniciais. É ou não o adversário que todo time encrencado reza para encontrar pela frente?
Você para e pensa: o que é mais difícil. Entrar concentrado na partida e pegando desde o início? Ou dar uma avenida para o Egídio entrar na área e, inexplicavelmente, chutar de direita, livre?. Ele que deve ter dado o primeiro chute de sua vida com a perna direita.
Aí você entra no segundo tempo, arruma a m... de escalação feita no início forçado por lesões. Joga 12 minutos bem, erra três gols e, no primeiro ataque adversário toma o segundo gol.
O terceiro gol foi marcado como em jogo de casados e solteiros. Um passe em meio a uma avenida e pimba, caixão. Vitória 3 a 0 Avaí.
Ora, o Leão da Ilha deixou de competir no Brasileiro e passou a brincar de entrar em campo.
Infelizmente, de um time indigesto para os adversários, de uma equipe organizada e veloz, se transformou em saco de pancadas do Brasileiro. Recupera qualquer um.
Quem esperava uma nova escalação, somada a uma atitude remotivada e remodelada dos atletas avaianos, viu um grupo medroso desde o primeiro minuto no primeiro tempo.
Você lia, no semblante dos atletas, um olhar de quem não tem ambição, de quem sabe que vai perder. Provavelmente motivado pelo que ouvem na preleção. Aquela câmera do pay-per-view, que acompanhou aquela entrada "xoxa" do time, mostrava um grupo carregando uma bandeira de SC que parecia pesar uma tonelada.
O grupo vem do vestiário sem chama, sem o combustível que os vencedores ostentam.
O time vem mal escalado (e nem precisa dizer ou desfilar nomes para o torcedor, que já apontou todas as mazelas insistentemente). E, além disso, o (bom) potencial à disposição não é utilizado por falta de um comando mais propositivo.
É um caminho de rebaixamento, que não vai se alterar sem coragem para mexer em peças que parecem ter cadeira cativa.
O Avaí é um projeto com tudo para dar certo: estádio bonito e reformulado; torcida grande e participativa; uma cidade bonita e bem localizada; um grupo de jogadores de bom nível; uma categoria de base promissora.
Mas se afunda em questões que comprometem toda esta bonita estrutura.
Jogadores passam a perceber que o comando não é forte, alguns descuidam da parte física (engraçado que da noite estes não descuidam nunca).
Reforços não chegam à altura dos que saem, ou os que têm condições nunca estão "inteiros". Por que será?
Parceiro e direção se desentendem publicamente.
E, para completar o comprometimento do trabalho, o clube afasta sua massa torcedora e vai apelar a ela somente agora, na hora de roer o osso, com uma aparente promoção, mas que na realidade só traz os preços para um patamar normal.
Mesmo assim, a situação ainda é reversível, já que o Atlético-MG desafia as leis da lógica e com um bom time rende menos que o Avaí.
Rezemos todos para que o Avaí encontre forças para reagir e ficar na Série A.
É importante para o futebol catarinense manter a vaga na elite ou aumentar esta representatividade com a chegada do Figueira.
Além das possíveis chegadas de Chapecoense e Tigre na Série B, o que seria um cenário perfeito
Mas não é o que a realidade aponta, infelizmente, no caso avaiano.
Se for para entrar na Ressacada com esta "pegada", que se coloque os juniores em campo. Estes vão perder, provavelmente, mas sairão com a cabeça erguida.