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Posts de outubro 2010

Copo meio cheio

30 de outubro de 2010 62

Festa avaiana linda

Corneta Alvinegra foi grande

Todos os resultados dos catarinenses, neste sábado, poderiam ter um “porém”. Caso a visão fosse a do copo meio vazio.

Aqui, a interpretação é a do copo meio cheio.

O empate para o Figueirense não mudou a situação do clube em relação à diferença para o próprio Sport, após o 0 a 0. O pessimista diria que, se tivesse vencido, a vaga na Série A estaria praticamente assegurada.

O otimista, e este é o blog, acredita que a garantia da vaga apenas foi adiada. E que a luta pelo título, com o tropeço do Coxa, segue viva.

No caso do Avaí, a vitória sobre o Guarani (1 a 0) era o único resultado que o Leão poderia se permitir. Ela veio. O cara “para baixo” logo ressaltaria que o Vitória venceu seu jogo e respirou.

Mas o Goiás e o Atlético-MG perderam e, se o Leão fizer sua parte em casa e “algo mais fora”, os perseguidos estão todos ao alcance: Galo (a um ponto), o próprio Guarani (a dois pontos) e mais Atlético-GO (a três) e o Vitória (a quatro pontos).

Ressalte-se mais um show de torcidas. Do Figueira e do Avaí (imagino que Criciúma tenha sido bonito também), pegando junto na hora que os seus times precisam.

O Tigre talvez tenha tido o pior resultado dos três: permitiu o famoso “gol fora” e concedeu vantagem no duelo de volta ao Ituiutaba.

Mas seguindo na política do “otimismo”, é ir a Minas e resolver a parada fora de casa.

Finalização e arbitragem

Em relação ao jogo que acompanhei, na íntegra, minha crônica está no clicRBS.

Mas adianto que duas coisas impediram a vitória: a arbitragem de Sálvio Spínola, absurdamente condescendente com a cera vergonhosa do Sport; e a pontaria alvinegra.

Seu Sálvio foi descarado. O pau comendo por parte dos nordestinos e os cartões administrados na cara dura.

E seu William errou mais um gol daqueles “imperdíveis”. E seu Jean Carioca bateu todos os recordes ao desperdiçar um gol que qualquer centroavante um pouco mais “centrado” não erraria nunca.

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Fale de sua torcida

30 de outubro de 2010 34

Enquanto esperamos a rodada importante deste sábado - envolvendo Avaí, Figueira e Tigre deixo uma reflexão sobre torcidas. Á discussão - civilizada - está aberta. Vamos lá?

Não há uma torcida melhor que a outra. Há torcidas diferentes. Aqui em Santa Catarina temos características interessantes de cada nação. Por ordem alfabética minha impressão dos estilos de torcedores. Fale da sua nas mensagens, o espaço é livre:

Avaianos (Azurras)

É a torcida que mais consegue mexer com o time. Quando fica “possuída” não tem igual no Estado. É festeira e organizada, garantindo os visuais no estádio. Alega razões de localização da Ressacada e infraestrura urbana para não ter uma média de público das mais altas (o estádio só enche em momentos decisivos).

Chapecoenses (Verdões)

Vem adquirindo identidade única, deixando, aos poucos, a dupla Gre-Nal de lado, principalmente a nova geração. Ao estilo “gaúcho”, é um torcedor exigente e participante. Com o novo formato do Condá, com certeza será palco de belos espetáculos nas alas atrás dos gols.

Criciumenses (tricolores do Sul)

O Heriberto Hülse lotado é o caldeirão mais barulhento de SC, mais que Ressacada, Scarpelli, Condá ou Arena Joinville. Ninguém consegue fazer mais barulho que a torcida do Criciúma. É, também, a única catarinense que consegue lotar o setor de visitantes na Capital, como torcidas de Flamengo, Vasco, Grêmio e Inter.

Figueirenses (Alvinegros)

Ninguém vai mais ao estádio do que a torcida do Figueira. É sempre a melhor média em estaduais e em nacionais (neste ano o Tigre foi exceção na Série C, superando todos). É a torcida mais povão e este, afastado do Scarpelli pela política de sócios, mudou o comportamento. A torcida passou a cobrar mais. Este perfil mudou desde o Estadual e a vibração voltou ao Scarpelli.

Joinvilenses (tricolores do Norte)

Têm sofrido no período “Arena”, embora não abandonem nunca o time. Enchem o estádio e estão em processo de recuperação da capacidade como time. É um torcedor fiel, pronto a ajudar, mas que não tem sido ajudado pelos times formados nos últimos anos.

Blumenau e Itajaí

Dois municípios com imensa capacidade de torcida e amor pelo futebol. Quando o Metrô ou o Marcílio estão bem, as torcidas dizem presente e fazem belas festas.

Lages

Outro município com imenso potencial. Mas há anos sem conseguir formar grandes times, está perdendo o contato com o futebol de alto nível.

Se esqueci de alguém, as mensagens estão à disposição.

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Na garra ainda dá, Avaí!

29 de outubro de 2010 86

Na linha dos vídeos motivacionais, tenho dois maravilhosos do Avaí. Estou publicando hoje. Tem um sensacional do Criciúma, mas publico amanhã (já que o Tigre alcançou seu intento e os clubes da Capital ainda lutam).

Lembrando que, amanhã, estarei no Scarpelli para uma cobertura completa do pré-jogo e o Jean Balbinotti na Ressacada. Toda a equipe do clicRBS, do DCOnline e do DC estarão mobilizados para um sábado histórico.

Quem coloca mais público? Não dá para fazer o comparativo. O Figueira está com a capacidade do estádio comprometida, poderá colocar, no máximo, 12 mil pessoas, por causa do show do BYP.

Vamos aos vídeos avaianos, ambos editados pelo Thiago Pravatto  (lembrando que abrimos a série ontem, com um vídeo alvinegro).


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Sobe Furacão; reage, Leão

28 de outubro de 2010 35

A partir de hoje o blog está aberto a publicar vídeos e campanhas motivacionais para os dois times da Capital. Começo com este, que está no site alvinegro.

A hora é de ajuda a todos.

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Gol irregular no final é sacanagem

27 de outubro de 2010 122

Seria uma virada providencial no segundo tempo, uma vitória de 2 a 1 fora de casa, mesmo com time misto, e a presença inédita e espetacular numa semifinal de Sul-Americana (quase) resolvida. Seria. Porque o atacante Rafael Moura ajeitou com a mão a bola, aos 48 minutos, e garantiu o empate do Goiás, em 2 a 2.

Mesmo assim, um bom resultado, com gols marcados fora. Mas, convenhamos, gol de mão, no finzinho, é sacanagem. Que fase complicada esta do Avaí.

E agora? Qual Avaí teremos sábado, diante do Guarani? O Leão que tem tudo para fazer história na Sul-Americana. Ou o time que patina no Brasileiro?

Não se sabe. O que é obrigatório, agora, é mudar o seletor para o modo Brasileiro e deixar a competição internacional de stand by.

Vamos ao jogo. Os avaianos que assistiram ao primeiro tempo sem dormir ou desistir devem ter terminado os 45 minutos iniciais indignados.

Mesmo com um time misto, ficou uma sensação terrível de indolência, improdutividade e, graças ao gol do Goiás, fragilidade defensiva.

Por sorte (e provavelmente muita bronca no vestiário), os jogadores voltaram mais “interessados” no segundo tempo.

O suficiente para dar uma “pressionadinha” no Goiás até ocorrer o pênalti que ocasionou o empate. Fato importante, já que ocorrido antes dos 10 minutos da segunda etapa.

Depois, o azurra cozinhou o jogo e, numa arrancada de Marcelinho, este fez um golaço.

Ficou a sensação de que valeu a pena poupar atletas para o jogo com o Guarani.

Mas dá para comemorar? Claro que não. Primeiro pelo empate inesperado. Segundo, pela situação difícil no Brasileiro.

Até que o Avaí termine o sábado com uma vitória sobre o Guarani e chances reais de escapar do rebaixamento, só dá para o torcedor seguir concentrado e preparando a voz para gastá-la na Ressacada.

E rezando para o espírito da Sul-Americana baixar, também, no Brasileiro.

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Cinderela é falta de respeito

27 de outubro de 2010 111


O site de maior número de acessos no país qualificou Avaí e Goias como "Cinderelas". Convenhamos, quem gosta de futebol sabe que este comparativo é humilhante e o qualificativo impróprio para clubes de futebol

É mais inoportuno ainda quando se trata de dois clubes em dificuldade no Brasileiro, logo dá munição para serem atingidos por rivais.

E, ainda, dois clubes que estão muito bem em uma competição internacional, logo mereceriam mais respeito.

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Jogo, agora, só contra o Guarani

27 de outubro de 2010 22

Estes dias uma turminha “bem-educada” postou no twitter, tentando constranger a mim e outros colegas, algo do tipo: “Viram, queriam o Avaí sem força máxima na Sul-Americana...” e outras palavras impublicáveis e que só idiotas usam. Já que, por serem desprovidos de educação e argumentos, só sabem usar palavras chulas.

Primeiro, que, de tão curto no alcance de seus pensamentos e ideias, partem de premissa falsa. Já que, cogitar jogar com reservas não foi algo que partiu da mídia e sim do clube e nunca houve consenso dentre os colegas.

Eu mesmo não tinha certeza do era melhor, sempre fiquei em dúvida e várias vezes manifestei isso aqui e na rádio.

Eis que o clube opta por um time misto. E agora? E os tuiteiros “inteligentes”, fiscais da mente dos outros, que só se manifestam sobre ideias alheias, incapazes de raciocinar por conta própria?

Pois acho que, neste momento, o Avaí está correto. Mesmo que o Goiás, inteligentemente, venha completo e isso possa acarretar em nova derrota.

Por mais duro que seja, jogo, agora, só o contra o Guarani. O que vier à noite é lucro. E bota desespero nisso.

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Sim, e a lotação do Scarpelli?

26 de outubro de 2010 57

Foto: Roberto Scola

Esta imagem do post mostra como está a pré-montagem do palco do Black Eyed Peas, para o show de segunda-feira.

Mas Castiel, o que diabos isto tem de relação com outro show, o do Figueirense, que todos esperam contra o Sport?

Oras, se a expectativa é de superlotar o Scarpelli, com 19 mil pessoas, esta não será concretizada.

Já que, quem ficar no setor E e em boa parte do setor D não terá condições de ver direito a partida.

Logo, 19 mil não poderão estar presentes. Nos fundos onde o palco é montado, pelo menos 4 mil lugares ficarão sem condições de abrigar o público.

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Corneta alvinegra

25 de outubro de 2010 120

Recebi por e-mail esta versão fake do DC, obviamente concebida pelos alvinegros. O blog valoriza o bom humor, assim que os avaianos tiverem um material para postar aqui, o blog está à disposição.

A criatividade não tem limite. O momento é do Criciúma e (ainda) do Figueirense. Os avaianos, que muito zoaram por aqui, agora vão ter de aguentar um pouco a "corneta" rival.

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Avaí, vice-lanterna que "adora" errar gols

24 de outubro de 2010 173

É muito gol perdido. Não há time no mundo que resista a uma realidade de desperdício como a se verifica no Avaí e saltou aos olhos em mais uma derrota, esta por 1 a 0 para o Goiás.

Pegue Roberto perdendo gols. Pegue pelo menos três atletas – Marcos, Eltinho e Robinho – não jogando absolutamente nada. Junte isso e você chegará a equação que impediu o Avaí de reagir no Brasileiro em mais um confronto direto para tentar evitar o rebaixamento.

Sei, sei, foi terrível o resultado. O time está na vice-lanterna. Mas adianta deitar o cassete no que todos sabem estar errado no time? Me parece mais produtivo, do ponto de vista de tentar um milagre para tirar o Avaí do rebaixamento, ver o que pode ser feito visando ao desespero que será o duelo diante do Guarani.

E a primeira coisa a fazer é encarar uma situação Insuportável, que são os erros de Roberto no ataque. Eram 13 minutos  e lá foi ele, cara a cara com o goleiro. Era cutucar e marcar. Eis que se cai na real. Não é Romário que está em campo. Fosse, seria caixa. Não, era Roberto. E dos seus pés, chances perdidas são mais corriqueiras que bolas no fundo da rede. Fosse diferente, o Avaí não estaria nesta situação.

A má fase de Roberto explica um pouco do momento avaiano. A falta de um atacante que resolva é fatídica. Infelizmente, Vandinho nunca passou de promessa. Na realidade, foi uma tremenda decepção. Então, enquanto Roberto esteve bem, o Avaí tinha um finalizador. Quando este entrou em parafuso, o time afundou junto.

Se Roberto perde gols, só porque Bernardo, do Goiás, o imitou é que momentos angustiantes como os vividos diante do Atlético já não foram reproduzidos minutos depois deste lance.

Outros problemas a resolver? Marcos continuou um jogador que dificilmente emplacaria como titular sequer na Série B; Eltinho, em má fase, segue inexpressivo; Bruno e Leo San se confundiam na marcação (Bruno ainda vai expulso); Robinho perdidinho em campo; muitos erros de passe no meio-campo; jogadas pelos flancos nulas.

Só Caio com boa presença e os contra-ataques na velocidade com Roberto (em que pese a conclusão sempre falha) funcionaram.

Neste quadro, em que o Goiás tinha mais volume de jogo, até que um empatezinho vinha bem para o Leão.

Vinha. Porque é muita gente dando mole. Marcos, por exemplo, perdia dentro da área uma disputa de bola e deu chance para o árbitro “ver” pênalti.

Ou seja, um lance que normalmente árbitros não dão. Mas Marcos permitiu a interpretação a Vuadem: em suma, deu oportunidade ao azar.

E lá foi o Avaí para o intervalo perdendo e na penúltima colocação.

Era um segundo tempo de superação, ou viver uma semana daquelas, pesada e angustiante.

A tal superação não se viu. Houve, sim, mais chances de gols perdidas, por Válber, Diogo Orlando e, claro, Roberto, o Rei dos gols perdidos.

Até a volta de Vandinho (Válber também entrou) ocorreu, na busca frenética por acertar o alvo.

Benazzi foi corajoso. Ousado ao extremo, incluindo a entrada de Danielzinho. Este, inclusive, sofreu um pênalti não marcado por Vuaden.

Ou seja, não fosse um árbitro sem nenhuma vontade de ser 100% correto, teria dado certo a mexida.

Mas arbitragem não é desculpa. Os gols perdidos, sim. Estes aniquilam com o Avaí.

 

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