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Posts de novembro 2010

Firmino no Hoffenhein

30 de novembro de 2010 76

Firmino está negociado com o Hoffenhein, da Alemanha. Chequei a pouco a informação e esta foi confirmada.

Roberto Firmino Barbosa de Oliveira, 19 anos, natural de Maceió, já não era mais atleta do Figueirense.

Mas foi revelado no clube, em 2008.

Aliás, ele foi a revelação da Série B. Achei ele mal aproveitado no Figueirense.

Na realidade, ele combinava muito mais com Maicon do que Fernandes.

Tem um potencial enorme. Vai fazer sucesso.

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Não somos mais o 0 da 101

30 de novembro de 2010 121

Esta quem enviou foi um blogueiro criciumense (ele não se identificou na mensagem). Em 2011, Santa Catarina superou, em representatividade, os estados do Paraná e Rio Grande do Sul (confira o quadro abaixo).

Então, irmãos gaúchos e paranaenses, calma quando vierem desfazer de nosso futebol.

Sim, humildemente, sabemos que vossa história (ainda) é bem mais consistente em termos de futebol e de títulos. Só em brasileiros da Série A, o RS tem 5 e o PR 2.

Mas, pelo menos em 2011, a realidade não bate com o poder de fogo histórico.

Aqui no Sul – e no Centro Oeste, no Norte e no Nordeste _, ninguém bate SC. Só no eixo Rio-SP-MG ainda a representatividade é maior.

Não somos mais o o 0 da 101.

SC:
2 série A= Figueira/Avai
1 série B= Criciuma
1 sérieC= Chapecoense

PR:
2 série A= Atletico/Coritiba
1 série B= Paraná
0 série C

RS:
2 série A= Gremio/Inter
0 série B
2 Série C= Caxias/Brasil

Ou seja, estamos melhor que o Paraná, pois igualamos na série A e B, mas temos um na C (pode ser dois). Quanto ao RS, melhor ainda, pois temos dois na A e um na B e um na C, eles têm 2 na A e dois na B.

 

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Mais de 30 mil nos estádios

29 de novembro de 2010 77

Bom, o blog fez um pequeno desafio para o final de semana. O último do ano. Quem botava mais público nos estádios, Avaí ou Figueira.

O Figueirense colocou 16.400 torcedores, sábado, e o Avaí 17.800, domingo.

O que menos importa é esta pequena diferença. Certamente há razões para amparar argumentos de ambos os lados.

O mais importante é a presença de mais de 30 mil num final de semana em estádios da Capital. Não é um espetáculo?

Mais o potencial mostrado pelo Tigre e a Arena Joinville, sempre cheia. É SC com grande potencial.

Agora, na Série A, igualdade de condições, igualdade em tudo, veremos como a coisa fica para a dupla da Capital.

Se forem os mesmos preços praticados, a briga será bonita.

Mas, antes, há o Estadual, aí entram, como falei acima, Tigre e JEC na parada também. Vai ser interessante.

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Agora veremos quem pode mais. Clássico na elite

28 de novembro de 2010 313


Uma das rodadas mais emocionantes que vivi em minha vida de cronista. Simplesmente emocionante acompanhar o desenrolar das situações.

Aquela tensão. Aquele vai e volta de situações.

No final, uma comoção azul e branco, com a permanência na primeira divisão matematicamente garantida.

Literalmente, o torcedor avaiano resgatou seu time, o trouxe de volta à luta, às raízes, à garra, o recolocou no páreo e o classificou.

Parabéns nação azul.

E Caio. O que foi esta atuação. O que forma estes gols inesquecíveis. É um herói para ser exaltado e cultuado.

Agora, é preparar a cidade de Florianópolis para o seu maior momento no futebol. Dois clássicos inesquecíveis.

Será muita emoção.

Quem ouviu o Debate Especial de domingo, na CBN, percebeu minha preocupação com o 4-4-2 diante da presença de Neymar.

Infelizmente, eu tinha razão. Acabou sobrando para o capitão Emerson ficar no mano contra o mascarado, mas espetacular Neymar.

Uma carga injusta para este atleta. Não fosse os maravilhosos gols de Caio, o primeiro tempo teria sido um desastre.

Não foi. Se o Santos tem Robinho, o santo baixou em Caio. Dele, de sua técnica, veio o empate.

Mas, se Caio estava afim, se o Avaí tinha condições de reagir, fica difícil com um a menos em campo. É difícil paciência com Vandinho.

Completamente dissociado dos demais atletas.

Uma vergonha sua atuação.

Ainda bem que deu tudo certo nos resultados combinados.

Festa sábado alvinegra. Festa hoje azul. Festa de Florianópolis. Uma cidade de elite no futebol.

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Que venha a elite para o vice-campeão

27 de novembro de 2010 91

E o Figueirense adquiriu a credencial de vice-campeão brasileiro da Série B para voltar à Série A.

O difícil 4 a 2 sobre o Paraná, combinado com a derrota do Bahia, por 2 a 0, para o Bragantino colocou o alvinegro em segundo.

Aliás gols de personagens importantes: Reinaldo, um que deve ficar para a Série a; William, que tem muito potencial, amadurecendo pode ser reveleção na elite; Firmino não deve ficar no clube, mas se não for negociado é um atleta útil; e Carmona, que apresentou credenciais para ter chances, dá para medir no Estadual seu potencial.

Justíssimo o final como segundo colocado. Aliás, a distância de apenas quatro pontos do Coritiba reforçou mais ainda o moral alvinegro.

Foi uma festa irretocável.

Fora do estádio, antes, um clima familiar, de paz, de brincadeiras, de confraternização.

Papai Noel alvinegro desfilando e presenteando as crianças, camisas de brinde, só alegria.

Agora, depois do jogo, a comemoração continua. Tem trio elétrico, música, cerveja, refri, churrasquinho.

Fim de Série B em grande estilo.

No ano que vem, a exigência é outra, mas o Figueira conhece bem: esteve lá por sete anos. Não é marinheiro de primeira viagem. Saberá se portar e se armar.

O número de torcedores presentes no Scarpelli (não tenho o borderô ainda) comprova: 2011 será ano de casa cheia, de muitos sócios. De grandes jogos.

Lembrando, também, que era questão de honra para os alvinegros voltar, pelo menos, em segundo lugar, já que o Avaí subiu em terceiro.

E, perto do final da partida, houve tempo para o estádio gritar: “Santos, Santos”. Ou seja, a secação será grande.

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Bandeira alvinegra tremula na ponte

26 de novembro de 2010 41

Foto: Hermínio Nunes

De minha parte, com a colocação da bandeira do Figueirense na descida da Ponte Pedro Ivo, está encerrada a cobrança deste tipo de ação.

Só fiz até hoje porque, uma vez aberto um precedente, era necessário igualdade de condições.

A partir de agora, 0 a 0, bola ao centro.

Até porque não acho que seja algo necessário ou, até mesmo, pertinente.

Mas, se a prefeitura voltar a homenagear um dos dois times novamente, aí o blog voltará a entrar em ação.

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Um dia de jogo avaiano

26 de novembro de 2010 27

Não é porque é meu sobrinho, mas o vídeo que apresento, produzido por Leandro Boeira de Antoni, é um testemunho raro do que é sair de casa e ir à Ressacada torcer pelo Leão.

Quem é adepto desta religião, ao assistir todo este vídeo verá confirmará que ser avaiano é algo que envolve muito mais que paixão, mas uma razão de vida.

Quem não sabe, vai ter uma ideia.

Perceba o ritual, entenda um pouco do que gosta esta nação. Basta assistir este vídeo sensacional, bem editado e completo.

Uma previsão do que vai acontecer domingo. Tomara, também, com vitória. Confira:

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É ideal. Mas torcedor não gosta e não concorda

26 de novembro de 2010 55

O antagonismo (até mesmo exacerbado, porém saudável) entre rivais é, sem dúvida, a principal mola propulsora da formação e crescimento de times no cenário nacional do futebol.

Afinal, torcedores do Figueirense, ao vivenciar sua nova realidade em 2008, trocando de lugar com o Avaí na elite, pressionaram, e muito, sua diretoria para voltar à Série A.

Assim foi, também, com os avaianos quando estes estavam na segunda divisão e viam o alvinegro, por sete anos, militando em um andar acima.

Também a nação do Tigre, que chega à Série B, não aguentava mais ver a Capital tão superior. Certamente JEC e Chapecoense vão alimentar seu futuro com o combustível da comparação aos rivais estaduais.

Esta tese é perfeitamente compreendida por torcedores. O que não é aceito é a ideia de que ter seu mais ferrenho adversário ao seu lado, na elite, é algo melhor do que vê-lo definhando, se possível, fora até de uma Série D.

Compreensível esta lógica, sob o ponto de vista passional. Não deve sequer ser contestada a postura da torcida, justamente por ser algo irracional e verdadeiro.

Mas à luz da razão – e ela existe, acreditem – é muito fácil comprovar a importância de ter Avaí e Figueirense, juntos, na Série A. Não fosse pelo aporte financeiro aos clubes, não fosse pela visibilidade da Capital, recebendo grandes espetáculos em dobro, bastaria deixar no ar a seguinte provocação: “Já imaginou dois clássicos valendo pela Série A num só ano?”

Seria o ápice do futebol de Florianópolis. O melhor momento de sua história. Fora Rio de Janeiro e São Paulo, nenhum outro Estado estaria em patamar superior (a menos que Minas Gerais tenha o América subindo e o Atlético não caindo este ano).

Portanto, alvinegros e avaianos, preparem seu coração. Mesmo que vocês não queiram, algo muito maior pode estar guardado para mexer com suas emoções!

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Último desafio de torcidas do ano

25 de novembro de 2010 86

Este será o último desafio de torcidas do ano na Capital. Depois, só no Estadual, onde, além do Tigre, que bombou na Série C, o sempre presente torcedor do JEC entra na parada.

Mas, o último desafio antes das férias é especial. Quem terá mais público, o Scarpelli ou a Ressacada?

Sábado, tem tudo para o maior público do ano no Scarpelli. Trio elétrico na avenida Santa Catarina, homenagem especial ao Abimael, recepção aos ídolos que recolocaram o Figueirense na elite. Aliás, parece, estreia um novo bandeirão, que deve cobrir o setor C.

E, domingo, o “Dia do Fico” na Ressacada. Se já superlotou contra o Atlético-GO, precisaria de duas Ressacadas para o confronto do Avaí diante do Santos.

A nação azul assumiu a responsabilidade e ela está, no grito, na garra, emprestando força sobre-humana aos jogadores para escapar da degola.

Então, situações ideais para um duelo. Está lançado o desafio.

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Será que Floripa é o Rio de amanhã?

24 de novembro de 2010 81

Parece claro (ou nebuloso, infelizmente): o Rio de Janeiro não continua mais lindo.

O que este blog tem de meter a colher nisso?

É que a perda de controle de uma cidade é o que tem de mais prejudicial ao comportamento de seus cidadãos.

Dá até para entender porque alguns não mais têm o futebol como lazer e, sim, como desfile de suas frustrações diante da realidade.

Toda vez que volto a Porto Alegre, toda vez que vou a São Paulo, fico com um nó na garganta (só para ficar nestes dois exemplos, já que poderia falar de Recife,Belo Horizonte ou qualquer outra capital).

Na capital dos gaúchos (onde nasci) e dos paulistas há uma rotina, sim, dos cidadãos. Mas o poder público não dá conta da questão segurança.

Ambas, visivelmente, lidam no fio da navalha com esta bomba relógio.

No Rio, dada a sua geografia e evolução da questão do tráfico, o descontrole se avoluma e assume ares de guerra civil.

E aqui, na então pacata Floripa, um berçário da violência e do tráfico recebe cuidados dos bandidos, sob à benção das autoridades públicas incompetentes. Logo, logo, diante da falta de policiais nas ruas, da expansão da pobreza, da ocupação desordenada, teremos uma mini-Rio instalada.

Cidadãos encurralados, tentando acreditar numa normalidade que não mais há. E achando normal tudo que for possível, até que ou enquanto um tentáculo o colha nesta realidade.

Para ficar em Floripa, vemos as distorções avolumarem-se. Domingo fui a um shopping assistir a Harry Potter com meu filho.

Na saída de casa, avistei, pelo menos, um dezena de moradores de rua pelo Centro nas duas quadras que trilhei até chegar à Beira-Mar. Nenhum policial.

Lá fora, um mundo, real, assolado por drogas e pobreza. No shopping, outro, artificial. Gastei R$ 100 entre entradas, lanche e estacionamento. Um absurdo para pegar um cineminha com uma criança.

A cultura enlatada, vendida a preço irreal. Até surreal. Ir às praças? Sucateadas, mal cuidadas, sem manutenção, tomadas por crackeiros (com raras exceções, como a de Coqueiros e a recém reinaugarada da Agronômica).

É a Floripa das praias poluídas, do descuido com a Lagoa da Conceição, do asfalto que derrete, do trânsito sem solução, do Centro entregue aos moradores de rua, do Mercado Público fechado aos domingos, dos restaurantes com peixe ao preço de filé mingnon, do turismo de rapina (que pouco reverte para o morador nativo, só para empresários gananciosos) querendo ser um Rio no que ele tem de pior.

No que tem de melhor, as praias e o povo, somos imbatíveis. Até no futebol, não deixamos a desejar para grandes centros, podemos até vir a ter dois times na elite.

Paraísos de beleza e uma população cheia de cultura e hospitalidade.

Aqui, ainda dá para reverter a situação. Será?

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