Polêmica é com ele mesmo. Por mais que Rafael Coelho carregue consigo uma curiosidade sobre seu desempenho, é em Marquinhos que o clássico tem seu ponto de ebulição.
Ele, simplesmente, garantiu: vai dançar o Créu caso faça um gol. Só esta polêmica já é assunto para mais alguns anos de discussão, caso venha a acontecer (veja matéria no clicRBS).
Veja: se Marquinhos não jogar nada, sucumbir à marcação e o Avaí perder o jogo, a nação avaiana terá levado um direto na ponta do queixo e caído desacordada. Para reerguer-se do nocaute e renascer no segundo turno será mais difícil ainda.
Agora, se Marquinhos encaixar neste clássico, fizer uma apresentação histórica e deixar seu golzinho, então o fantasma do Créu voltará a assombrar os alvinegros.
Aquele jogo emblemático, no Scarpelli, última vitória em clássicos de ambos (fora Copa SC) voltará à memória. Fico imaginando a cada falta próxima à área, a cada investida de Marquinhos na grande área, o palpitar dos corações alvinegros.
Mais que a confiança na segurança de Wilson, nos chutes de Maicon, nos pés e cabeça de Reinaldo, a nação alvinegra está preocupada, sim, com a marcação sobre Marquinhos.
E se houver um pênalti duvidoso, daqueles em que há contato, mas Marquinhos desaba na área deixando a dúvida se foi desequilibrado ou dobrou o joelho? Ou na ânsia de marcá-lo alguém for expulso? Sim, porque deixá-lo jogar, com uma marcação leve é, simplesmente, um perigo. Aí meu amigo, entra a Paixão Futebol Clube e a discussão será interminável.
Como vemos, orbita em torno de Marquinhos a chave deste clássico. Odiado por uns, venerado por outros, tudo o que ele fizer, cada movimento seu, estará sob vigilância.
Chega logo, domingo!

