O vento forte que deu as caras no Scarpelli não era o tradicional furacão que abate adversários por lá. Era um vento Sul, mas não do Sul da Ilha e, sim, do Sul do Estado. O vento de um Criciúma que se recoloca na galeria de onde nunca deveria ter saído: dos protagonistas em Estadual.
O Tigre é campeão do turno, está na final e na Copa do Brasil. Com justiça. Veio, viu e venceu. Volta nos braços de sua legião de torcedores. E lutou com um jogador a menos como se nada tivesse acontecido.
O primeiro tempo foi marcado por um banho tático do Criciúma sobre o Figueirense. A marcação certinha sobre Maicon e a falta de consistência da dupla Breitner/Fernandes moldou a etapa.
Até chegar ao bonito gol de falta, o Tigre mandava no jogo. A vantagem estabelecida na linda cobrança de Mika foi justa. Roni desfilava soberano pelo meio e o Figueira apelava para faltas.
A partir daí, o Figueira tentou tomar conta da etapa, mas esbarrou num nervosismo exacerbado de seus atletas. Túlio estava descontrolado e poderia até ter sido expulso.
Dos dois lados, os atletas testando a capacidade de pressão do árbitro Dalonso. Este, com pequenos pecados fruto da inexperiência, começou a segurar, perigosamente, a aplicação de cartões.
O segundo tempo começou didático: com o Figueira na pressão e o Tigre excessivamente defensivo.
Abdicar do contra-ataque era um risco tricolor. Para azar do time do Sul, Roni sentiu e saiu para entrar Libano, que estreava.
Mesmo assim, o comprometimento tático do Criciúma era louvável. Uma entrega digna de um time determinado.
O árbitro demonstrou ainda precisar de alguma rodagem. No segundo tempo avaliou mal os cartões e deixou de punir algumas entradas violentas, mais do Figueira do que do Tigre. E, se expulsou Libano, deveria tê-lo feito com Túlio também.
O título ficou em ótimas mãos. Do time que foi mais competente. Parabéns à nação tricolor.

