Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Posts de fevereiro 2011

Direção foi corajosa. Para o bem ou para o mal

28 de fevereiro de 2011 61

O técnico Marcio Goiano caiu. Sim. Uma verdade no futebol não dura 24 horas. O decantado Goiano, o técnico que alçou o Figueira à Série A é passado.

Rei morto, rei posto. Derrota em casa não é digerida com simplicidade. Perda de título, então, é grave.

Houve um entendimento de que esgotou-se uma relação. Me parece recíproco.

Como estou em viagem, não posso aprofundar as ideias. Amanhã prometo um post mais profundo.

Se achei a atitude certa? Sim, acho que, se é para trocar, para mudar um caminho, que se faça com convicção e com tempo para um novo trabalho frutificar.

Não critico ninguém por ter coragem de mudar. Cada um sabe onde aperta seu calo. Valorizo a atitude. Se foi para o bem ou para o mal, o futuro dirá.

Bookmark and Share

Resumo da ópera

28 de fevereiro de 2011 51

A conquista do turno por parte do Criciúma não foi boa somente para os fanáticos tricolores do Sul. Foi ótima para o campeonato.

Para o Figueirense, foi a conta de perceber que futebol é traiçoeiro e, no caso Catarinense, equilibrado. A diferença entre os clubes de ponta é mínima. Ficou provado com a conquista justa e inquestionável do Criciúma.

Para o Avaí, principalmente os torcedores, fica o alívio de não ver o maior rival já qualificado às finais. E o desafio de provar que vale quanto pesa.

Para o Joinville, a tese de motivação é a mesma que moveu o Criciúma. Continuo achando qeu o JEC vai correr por fora e, se chegar, será, como diz a gíria, “no susto”. Terá que encaixar a nova configuração de time e ter um pouquinho de sorte.

Para a Chapecoense, o roteiro será o de não perder fôlego na hora decisiva. O Verdão tem condições de atropelar e, quem sabe, aparecer na final.

O Tigre também tem um desafio importante: não relaxar. Se não mantiver a competitividade em alta, pode chegar sem “punch” na decisão.

Dos demais, ficaremos de olho no Brusque. O time do Vale do Itajaí precisa arrumar uma fórmula de render mais e melhor fora de casa. Pode surpreender.

Marcílio, Metrô e Imbituba seguem nos seus trabalhos de formiguinha, tentando supreender.

O Concórdia só um milagre faz mudar o destino. Mas, futebol é futebol.

Bookmark and Share

Título com marca da garra de Tigre

27 de fevereiro de 2011 238

O vento forte que deu as caras no Scarpelli não era o tradicional furacão que abate adversários por lá. Era um vento Sul, mas não do Sul da Ilha e, sim, do Sul do Estado. O vento de um Criciúma que se recoloca na galeria de onde nunca deveria ter saído: dos protagonistas em Estadual.

O Tigre é campeão do turno, está na final e na Copa do Brasil. Com justiça. Veio, viu e venceu. Volta nos braços de sua legião de torcedores. E lutou com um jogador a menos como se nada tivesse acontecido.

O primeiro tempo foi marcado por um banho tático do Criciúma sobre o Figueirense. A marcação certinha sobre Maicon e a falta de consistência da dupla Breitner/Fernandes moldou a etapa.

Até chegar ao bonito gol de falta, o Tigre mandava no jogo. A vantagem estabelecida na linda cobrança de Mika foi justa. Roni desfilava soberano pelo meio e o Figueira apelava para faltas.

A partir daí, o Figueira tentou tomar conta da etapa, mas esbarrou num nervosismo exacerbado de seus atletas. Túlio estava descontrolado e poderia até ter sido expulso.

Dos dois lados, os atletas testando a capacidade de pressão do árbitro Dalonso. Este, com pequenos pecados fruto da inexperiência, começou a segurar, perigosamente, a aplicação de cartões.

O segundo tempo começou didático: com o Figueira na pressão e o Tigre excessivamente defensivo.

Abdicar do contra-ataque era um risco tricolor. Para azar do time do Sul, Roni sentiu e saiu para entrar Libano, que estreava.

Mesmo assim, o comprometimento tático do Criciúma era louvável. Uma entrega digna de um time determinado.

O árbitro demonstrou ainda precisar de alguma rodagem. No segundo tempo avaliou mal os cartões e deixou de punir algumas entradas violentas, mais do Figueira do que do Tigre. E, se expulsou Libano, deveria tê-lo feito com Túlio também.

O título ficou em ótimas mãos. Do time que foi mais competente. Parabéns à nação tricolor.

Bookmark and Share

O som da decisão

25 de fevereiro de 2011 75

Um post musical nesta sexta-feira, para aguardar o jogão de domingo em alto astral. Pelos lados alvinegros, combinando com a característica de massa da torcida do Figueira, o samba-enredo da Gaviões Alvinegros. Pelos lados do Tigre, combinando com a raça e juventude de sua torcida, o hino do clube em ritmo de rock composto pelo Leopoldo e Valéria (e não é sertanejo).

Abaixo, curta o som do Tigre:

Para ouvir o Hino do Criciúma em forma de Rock, clique aqui.

Abaixo, curta o samba da Gaviões Alvinegros:

Para ouvir o samba-enredo da Gaviões, clique aqui.

Bookmark and Share

Figueirense 9 x 5 Criciúma

24 de fevereiro de 2011 102

Como sempre em momentos decisivos, o blog faz a comparação jogador a jogador. O espaço é livre para contestar a análise.

Aliás, é mais uma brincadeira para discussão sadia de grupos de jogadores, não algo sério e científico.

Explico porque na comparação do clássico de Figueira e Avaí deu muita polêmica desnecessária. Usaram a comparação deste blog para motivar jogadores e deturparam o sentido de algo que é feito há anos aqui.

Vamos a comparação:

Wilson/Andrey – O Wilson é melhor. Mas o campeonato do Andrey é mais consistente (apesar do frango, quando podia) no último jogo. Empate. Figueirense 1 x 1 Criciúma.

Leonardo/Fábio Santana – Uma incógnita total por parte do alvinegro. Leo tem potencial, mas não se sabe se vai sentir a final. Fábio Santana está jogando e com regularidade. Dá Tigre. Figueirense 1 x 2 Criciúma.

João Paulo/Rogélio – Bruxo do técnico Goiano, o zagueiro alvinegro é de confiança, mas falha em bolas aéreas. Rogélio é do mesmo nível. Figueirense 2 x 3 Criciúma.

Roger Carvalho/Toninho – Aqui, o zagueiro do Figueirense é mais eficiente, titular em qualquer equipe de ponta do país. Figueirense 3 x 3 Criciúma.

Juninho/Pirão – No meio, um dos melhores do campeonato. Na ala, perde para Juninho, o melhor lateral-esquerdo da competição. Figueirense 4 x 3 Criciúma.

Ygor/Carlinhos Santos – Apesar da inegável qualidade do volante tricolor, Ygor é superior não só no quesito marcação, mas no passe e no apoio. Figueirense 5 x 3 Criciúma.

Túlio/Mika – O segundo volante alvinegro é melhor que Mika. Túlio passou por momento instável, mas já recuperou sua qualidade. Figueirense 6 x 3 Criciúma.

Breitner/Roni – Breitner é uma das revelações da competição. Roni, já conhecíamos. O meia criciumense é mais consistente. Ganha por pouco do alvinegro na comparação de importância para o time, já que os estilos são diferentes. Figueirense 6 x 4 Criciúma.

Maicon/Pedro Carmona – O representante alvinegro não é só melhor do que Carmona, mas superior a todos os outros meias do campeonato. É o atual craque da competição. Figueirense 7 x 4 Criciúma.

Fernandes/Valdo – Não há comparação. O alvinegro, o “quinto meia” é disparado mais importante, criativo e eficiente que o rival. Figueirense 8 x 4 Criciúma.

Héber/Schwenck – O experiente criciumense é mais experiente que Héber. Por este motivo leva o ponto, já que decisivos ambos são. Figueirense 8 x 5 Criciúma.

Goiano/Macuglia – Goiano ainda é o melhor técnico da competição até aqui. Figueirense 9 x 5 Criciúma.


Bookmark and Share

Avaí reza na cartilha da elite

23 de fevereiro de 2011 83

O Avaí, como Flamengo, Vasco e São Paulo, seguiu a cartilha da elite na Copa do Brasil. Venceu o primeiro jogo e eliminou a necessidade de volta. Fez 3 a 0 sobre o Vilhena, lá em Rondônia, sem sustos. Foi recebido com estilo na cidade e justificou as honras.

Não que fosse “obrigação” daquelas irrevogáveis voltar classificado. É apenas o normal. Sabe-se que não tem bobo no futebol, que no nome ninguém vence mais. Basta ver tropeços de Atlético-MG, Botafogo e outros menos votados.

Porém o melhor preparo físico, a melhor concepção tática e o melhor preparo técnico avaiano deveriam, ao natural, resultar na classificação.

Nomes como Estrada e William (dois gols) que determinaram o placar, são diferenciais que um time com o orçamento do Vilhena não pode se dar ao luxo de ter.

A estrela de Silas já disse presente.

Já o Brusque venceu por 3 a 2. Pode cometer o crime, sim, em Goiânia.

Bookmark and Share

Figueira, 4° melhor da elite em gols

23 de fevereiro de 2011 98

Avaí é o último

Enquanto esperamos o jogo de estreia dos catarinenses na Copa do Brasil, achei este dado curioso e divido com vocês para discussão se é relevante ou não.

Em 2011, o Figueirense é a quarta melhor média de gols de um time brasileiro da Série A. Só perde para Atlético-MG, Cruzeiro e Fluminense.

E o Avaí, é o último neste ranking. Ou seja, bem-vindo William, Rafael Coelho e Evando. Em boa hora.

Confira abaixo a lista:

Bookmark and Share

Cobrar o que do Leão? Ir à final, oras...

22 de fevereiro de 2011 70

O Criciúma foi campeão da Copa do Brasil, superando o Grêmio. O Figueirense foi vice-campeão da Copa do Brasil, sendo batido somente pelo Fluminense.

E o Avaí? O Avaí começa sua caminhada amanhã. E o objetivo tem que ser ousado: lutar pelo título.

E por que não? Ora, o azurra está na Série A do Brasileiro, tem um excelente grupo de atletas, no ano passado mostrou ser bom de mata-mata na Sul-Americana. E tem torcida vibrante.

Basta embalar.

Portanto, a expectativa, a cobrança, é por eliminação do Vilhena já no primeiro jogo. Não pode ser diferente.

É bem diferente o nível de cobrança do Brusque. Pega o Atlético-GO, já sem Têti, todos torcem por sucesso, mas ninguém tem certeza agora, nem no futuro.

Abaixo um vídeo do time do Vilhena, que consegui na Internet. É bem amadora a imagem, mas serve para matar a curiosidade.

Bookmark and Share

Canta, nação alvinegra

21 de fevereiro de 2011 113

Ó este vídeo divulgado pelo @thebroccolidie no Twitter. Achei simpática a música, um sotaque manezinho bacana, oportuno, então coloco para a galera alvinegra curtir este momento bonito de seu craque, Fernandes. A música é do cantor Marco Antônio. Confiram.


Bookmark and Share

Passeio de domingo à Fernan100

20 de fevereiro de 2011 112

É até constrangedor admitirmos que o poderoso JEC, atualmente, não tem condições de fazer frente ao Figueirense. Nem ao Avaí (se este fizer um returno como se espera), nem ao Criciúma, nem à Chapecoense.

A vitória de 3 a 1 do alvinegro foi tão ao natural, tão tranquila, tão controlada, tão simples, que não carece nesta crônica de uma análise tática acurada.

A liberdade dada a Breitner e a Fernandes na frente, a Juninho, Bruno e a Maicon também, foi algo tão suicida que melhor seria não ter entrado em campo e dar o WO.

Nem parecia ser uma semifinal de competição.

Olha, por mais que a estréia de atletas na emergência justifique em parte a submissão do JEC, duvido que a torcida do tricolor do Norte aceite a apatia que o time apresentou. Perder sim, mas suando sangue se possível. Do contrário, é imperdoável.

O JEC entrou na roda e passou zonzo todo o primeiro tempo. O Figueira segurou o ímpeto, se poupou em pleno jogo, já pensando na final. Poderia ter feito cinco, seis, humilhado. Mas respeitou.

No segundo tempo, um gol de Ramon poderia mudar este quadro. Mas até na comemoração não havia empolgação. Impressionante.

O Figueira retomou as rédeas, e restabeleceu a diferença de segurança no placar. E ainda deu um “olé” nos minutos finais.

Repito: constrangedor para o JEC disputar uma semifinal em tais condições de inferioridade.

Dito isso, vamos a Fernan100.

Aliás, 101, já que ele marcou dois gols no jogo.

Este atleta é daqueles que é exemplo dentro e fora de campo. Basta ele tocar na bola que se percebe o refino, o bom trato da gorduchinha, a inteligência na distribuição e a qualidade na conclusão.

Este meia, que ultrapassou hoje o centésimo gol pelo alvinegro, é um caso raro de atleta com identidade junto ao clube, fidelidade a uma torcida, caráter, superação e dedicação.

Merece a homenagem de agora e todas as possíveis e imagináveis.

Sou fã de carteirinha de Fernandes por todos os fatos que expus acima e por mais uma centena que poderia desfilar aqui.

 Arbitragem

Em que pese o senhor auxiliar Rosnei estar com coceira no braço, levantando a bandeira muito rápido e um pouco precipitado no início da partida, o trio foi muito bem. Afinal, como os atletas, árbitro e auxiliar também ficam ansiosos no início de partida.

Consolida nas semifinais o excelente momento da arbitragem catarinense. Parabéns. Este D’Alonso tem excelente posicionamento, faz a diagonal com perícia e, por este motivo, está sempre bem colocado. É árbitro de muito futuro.

Tem uns errinhos pontuais (até achei que houve toque do Wellington no terceiro gol), mas os pequenos tropeços serão arrumados com muita estrada. Pode marcá-lo para novos jogos decisivos.

Bookmark and Share