Só cumpriu tabela, Marquinhos. Foto: Alvarélio Kurossu
E o próximo é Muricy
Vamos ao porque do Leão perder de 3 a 1, de virada, do Galo?
Melhor início de jogo seria impossível. O 1 a 0 sobre o Atlético-MG, logo aos 8 minutos, numa bela troca entre Rafael Coelho e Fábio Santos. Os nomes compostos “compuseram” uma bela articulação que terminou em bola na rede.
Tinha tudo para o time tirar o peso da Copa do Brasil e da estreia desastrosa contra o Fla do corpo e recomeçar zeradinho.
Mas, com um sistema defensivo destes, acho que o futuro é trágico.
E com um técnico que está “perdidinho”, o horizonte é tempestuoso.
Uma pena que este alívio para um time que vinha sobre pressão e estresse tenha se diluído, mais uma vez, numa zaga que “bate cabeça”. Tenha a santa paciência, mas Richarlysson escorar bola dentro da área em escanteio? E o cruzamento veio alto, demorado. Pior, depois surge Leonardo Silva, livre, leve e solto?
Pô, e o goleiro não sai? O zagueiro não encosta? O volante não vigia a movimentação com o lance em andamento. Um gol ridículo e que envergonha o técnico, pela má orientação da postura de sua zaga. E os zagueiros, por, numa Série A, permitirem um gol deste gênero.
Já fora um pouco assim com o São Paulo e o Vasco, na Copa do Brasil.
Para piorar a situação, no meio, Marquinhos cumpriu tabela apenas, tanto no primeiro quanto no segundo tempo, até sair vaiado para entrada de Estrada, aos 30 minutos.
No começo do segundo tempo, o gol da virada mineiro. Já com o dedo de Dorival Júnior e sem o dedo de Silas.
Olha, gente, eu poderia repetir o parágrafo do gol do primeiro tempo e mudar o nome de quem fez o gol. No caso, o zagueiro Réver.
Logo aos dois minutos, o Avaí mostra que a lição do primeiro gol não foi aprendida?
O seu Silas não conversou sobre esta bola parada no vestiário?
Diante do terceiro gol, novamente de escanteio, aos 25 minutos, que mereceria novamente o mesmo parágrafo do primeiro e do segundo gol, agora repetindo o autor do empate, Leonardo Silva, o que é uma vergonha fica até tragicômico.
Das três uma: ou Silas conversou e seu atletas não ouviram. Aí não estão dando bola para o técnico.
Das três uma: ou não conversou com os atletas, ignorou a falha da primeira etapa, aí o Silas demonstra estar “perdido” nesta sua volta ao Avaí.
Das três uma: ou conversou, seus atletas ouviram, mas não têm qualidade para resolver o problema.
Em qualquer das hipóteses acima, é necessário uma ação “ontem” e não hoje nem amanhã.
Aliás, cobrei uma ação do departamento de futebol após a perda da Copa do Brasil.
Vi muitos torcedores avaianos concordarem comigo, mas não percebi na diretoria do Avaí a mesma preocupação em cobrar de Galvão esta situação.
Pois, se o Avaí está convencido que tem grupo, então cobre do técnico. Se não tem grupo, assuma e se mexa para qualificá-lo.
Em minha opinião, faltam peças, sim. Mas com o que tem, dava para render muito mais.
Ah, e Marquinhos cumprindo tabela novamente. Quando Acleisson arma 60% das jogadas, é porque tem algo muuuuuuito errado.
E por errado não entendam os passes do Acleisson, que assim o são por natureza.
Mas errado na concepção de time.
Aliás, para encerrar esta crônica: Luxemburgo 18 x 0 Silas; Ricardo Gomes, 26 x 0 Silas; e Dorival Júnior 12 x 0 Silas.
Ah, e o próximo técnico a enfrentar é o Muricy. Meu Deus!
PS 1: Aí dá até para entender menos de 5 mil torcedores, numa partida de Série A do Brasileiro.
PS2: Bastou Estrada entrar, a produção melhorou.
PS3: Maurício Alves continua o mesmo: mira no gol, acerta a arquibancada. Argh!
PS4: Sem terra arrasada, hein! M. Gabriel, Fábio Santos, Estrada, (os zagueiros, se melhor posicionados), George Lucas (até o Robinho) são aproveitáveis.
PS5: alas, urgente! E um meia de ligação.
PS6: Para Marcinho Guerreiro, a culpa já é da imprensa. Fantástico
PS7: Marquinhos disparou contra a torcida. Vai sobrar para todo mundo agora