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Posts de maio 2011

Que Marquinhos o Grêmio vai receber?

31 de maio de 2011 48

Foto: Emílio Pedroso

Este texto eu fiz para o Diário Gaúcho, o irmão do Hora de SC em Porto Alegre. É sobre a visão daqui do atleta que o Grêmio adquiriu para os próximos três anos.

"O Grêmio vai receber o típico jogador "dois em um". Marquinhos pode ser muito útil ao tricolor gaúcho, mas pode ser um problema também.

Qual meia está para chegar no Olímpico? No pacote bom, chegará um jogador repleto de recursos técnicos, que cobra faltas com esmero, um sujeito que não lhe falta garra, já experiente, que combinaria como biscoito e café com leite ao lado de Douglas. O galego, como é conhecido por aqui é ídolo avaiano e um dos principais responsáveis por levar o Leão catarinense à elite.

Há, contudo, um Marquinhos obscuro, que pode chegar a Porto Alegre. É o atleta que, até hoje, não aproveitou ótimas chances em sua carreira. Passou por Bayer Leverkusen (onde foi reserva de Balack), São Paulo, Flamengo e Atlético-MG sem emplacar como titular.

Ah, mas no Paraná jogou muito e, no Santos, Marquinhos até foi bem em meio à constelação do Peixe. Campeão da Copa do Brasil, marcou até gol na final, contra o Vitória.

O Grêmio pode receber, portanto, um Marquinhos que está decidido, finalmente, a coroar sua carreira e mostrar que tem futebol para habitar um gigante como Grêmio.

Mas pode, também, sucumbir à língua afiada que só provoca polêmica e à facilidade em perder a forma física, características que invariavelmente vêm acompanhadas do sumiço de seu futebol."

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Vídeo: Bola nas Costas - Melhores Momentos 30/05/2011

31 de maio de 2011 2

O Bola nas Costas dessa semana depois de muito tempo teve apenas a formação titular do BC com Kléber Sabóia, o Bola, Marcos Castiel e Helton Luiz.

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Outdoor "Silêncio na Costeira" provoca Avaí

30 de maio de 2011 189

Foto: Charles Guerra

Eu gosto da rivalidade no viés do bom humor. O outdoor alvinegro zoando com o Avaí, se for encarado pelo lado bacana do futebol, de quem tá de bem com a vida, a fim de curtir uma hora, levar zoação na outra, é válido.

Aliás, é uma resposta ao que "engoliu" a torcida quando houve um outdoor avaiano saudando o Fluminense na final da Copa do Brasil.

Claro que existem aqueles que levam tudo para o lado do mau humor, da provocação, teve até gente no twitter me questionando antes mesmo de ler o que eu escreveria sobre o assunto.

Ou seja, infelizmente, a sociedade atual está mais para a intolerância do que para a diversão.

Mesmo assim, o fato está aí. Assim como o episódio das bandeiras na entrada da cidade, da bandeira alvinegra no estreito, agora temos a "guerra dos outdoors" deflagrada.

Daqui a pouco vai rolar teco-teco com faixas, como é bem comum no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, sobrevoando praias e estádios com gozações.

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Caso Marquinhos se define hoje

30 de maio de 2011 47

"Só saio se o presidente me vender ou se a torcida não me quiser mais". Declaração de Marquinhos no Rio de Janeiro, na sexta-feira, dia 20 de maio.

"Depois de tudo que a gente faz pelo clube, é isso aí que eles dão em troca". Declaração de Marquinhos, em Florianópolis, no sábado passado, em reação às vaias da torcida.

Então?

Como o empresário Luiz Alberto disse ontem que hoje deve ir a Porto Alegre para assinar com o  Grêmio. E como há uma dissintonia do craque com seu torcedor, como mostra a declaração de sábado, então acho que o caminho para o Grêmio é sem volta.

Se realmente sair, o setor de Marquinhos tem que ser reposto. Fora as alas e mais um zagueiro. De emergência. E se Evando for dispensado, lembrando que Mauricio Alves é uma das opções, então mais um atacante também será necessário.

Mãos à obra, Avaí.

PS: Se Julinho entrar em negociação com o Corinthians, atenção para a possibilidade de Edno vir para o Avaí na negociação.

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Um crime nos últimos segundos

28 de maio de 2011 105

Terceiro jogo do dia, na sequência. Depois da alegria com o Tigre e a apreensão com o Avaí, o Figueirense fechou minha jornada de sábado com uma derrota triste pela forma como aconteceu. Justa pelo fato de premiar um atleta de exceção, Lucas. Porém maldosa com um alvinegro brioso e que volta para Floripa de cabeça erguida.

 Nem a overdose de futebol afastou a impressão (boa) que é conferir em campo duas equipes que querem “jogar” futebol.

E têm recursos técnicos para isso.

Vimos um  primeiro tempo elétrico, com o São Paulo mais focado em agredir a partir da “construção” de jogadas e o Figueira postado para valorizar a posse de bola só quando saia de trás com a gorduchinha dominada.

No mais, tentava supreender o avançado São Paulo no veneno de Reinaldo e Aloísio (este ainda incorporando a Série A ao seu currículo e sentindo o abismo entre esta competição e um Estadual).

O São Paulo, muito agressivo com Lucas e Dagoberto, é um tormento para qualquer zaga. Mas o Figueira tem seus artifícios. O escanteio de Wellington Nem é muito interessante e bem explorado pelo técnico Jorginho. Igualmente Bruno está em ótima fase.

Apenas Maicon está devendo um pouco mais de concentração. Se obtiver o “foco” poderá fazer a diferença que dele se espera.

É preciso uma referência especial à participação de Juninho diante de Lucas, este atleta “infernal” como bem definiu o Alano na sua sempre oportuna narração da CBN/Diário. Não foi possível vencer todas, mas ele “cercou” e deu botes com precisão diante de um adversário que representa o futuro da Seleção Brasileira.

Não me canso de parabenizar Jorginho pela exitosa ação para dar consistência defensiva ao Figueirense. Este técnico conseguiu um posicionamento lúcido e eficiente para compor um time ao mesmo tempo leve e sem buracos. Um Figueira compacto e consistente. Isso é mérito do técnico.

No segundo tempo, o tricolor paulista lançou Rivaldo. E centralizou um pouco mais Lucas. Jorginho logo contra-atacou com Coutinho para povoar o setor. E mandou Rhayner para sua estréia.

Um jogo de xadrez interessante.

A ideia era o Figueira, de forma mais nítida do que já fazia, turbinar o contra-ataque. E, quando com a bola, valorizá-la. Rhayner entrou, claramente, “briefado” para segurar a pelota pelos cantos do campo.

Carpegiani ainda retirou Paraíba e lançou Marlos. Pronto, tínhamos um São Paulo abertinho.

Logo depois veio uma pressão bastante preocupante: Casemiro e ele, Marlos, erraram dois gols incríveis.

Era preciso uma resposta e Maicon, que melhorou sua produção na etapa, quase deixou seu cartão de visita. Logo depois saiu Tulio para a entrada de Pittoni, afinal o time perdera em armação e precisava de uma resposta ao crescimento são-paulino com Marlos.

Wilson ainda teve que aparecer após conclusão venenosa de Lucas, aos 33 minutos. E Heiner quase marcou para o alvinegro. Lá e cá.

Infelizmente mais lá do que cá. Lucas achou a pontaria nos segundos finais e determinou o 1 a 0.


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Luxa + Gomes + Júnior = Silas eliminado e na lanterna

28 de maio de 2011 37

Só cumpriu tabela, Marquinhos. Foto: Alvarélio Kurossu

E o próximo é Muricy

Vamos ao porque do Leão perder de 3 a 1, de virada, do Galo?

Melhor início de jogo seria impossível. O 1 a 0 sobre o Atlético-MG, logo aos 8 minutos, numa bela troca entre Rafael Coelho e Fábio Santos. Os nomes compostos “compuseram” uma bela articulação que terminou em bola na rede.

Tinha tudo para o time tirar o peso da Copa do Brasil e da estreia desastrosa contra o Fla do corpo e recomeçar zeradinho.

Mas, com um sistema defensivo destes, acho que o futuro é trágico.

E com um técnico que está “perdidinho”, o horizonte é tempestuoso.

Uma pena que este alívio para um time que vinha sobre pressão e estresse tenha se diluído, mais uma vez, numa zaga que “bate cabeça”. Tenha a santa paciência, mas Richarlysson escorar bola dentro da área em escanteio? E o cruzamento veio alto, demorado. Pior, depois surge Leonardo Silva, livre, leve e solto?

Pô, e o goleiro não sai? O zagueiro não encosta? O volante não vigia a movimentação com o lance em andamento. Um gol ridículo e que envergonha o técnico, pela má orientação da postura de sua zaga. E os zagueiros, por, numa Série A, permitirem um gol deste gênero.

Já fora um pouco assim com o São Paulo e o Vasco, na Copa do Brasil.

Para piorar a situação, no meio, Marquinhos cumpriu tabela apenas, tanto no primeiro quanto no segundo tempo, até sair vaiado para entrada de Estrada, aos 30 minutos.

No começo do segundo tempo, o gol da virada mineiro. Já com o dedo de Dorival Júnior e sem o dedo de Silas.

Olha, gente, eu poderia repetir o parágrafo do gol do primeiro tempo e mudar o nome de quem fez o gol. No caso, o zagueiro Réver.

Logo aos dois minutos, o Avaí mostra que a lição do primeiro gol não foi aprendida?

O seu Silas não conversou sobre esta bola parada no vestiário?

Diante do terceiro gol, novamente de escanteio, aos 25 minutos, que mereceria novamente o mesmo parágrafo do primeiro e do segundo gol, agora repetindo o autor do empate, Leonardo Silva, o que é uma vergonha fica até tragicômico.

Das três uma: ou Silas conversou e seu atletas não ouviram. Aí não estão dando bola para o técnico.

Das três uma: ou não conversou com os atletas, ignorou a falha da primeira etapa, aí o Silas demonstra estar “perdido” nesta sua volta ao Avaí.

Das três uma: ou conversou, seus atletas ouviram, mas não têm qualidade para resolver o problema.

Em qualquer das hipóteses acima, é necessário uma ação “ontem” e não hoje nem amanhã.

Aliás, cobrei uma ação do departamento de futebol após a perda da Copa do Brasil.

Vi muitos torcedores avaianos concordarem comigo, mas não percebi na diretoria do Avaí a mesma preocupação em cobrar de Galvão esta situação.

Pois, se o Avaí está convencido que tem grupo, então cobre do técnico. Se não tem grupo, assuma e se mexa para qualificá-lo.

Em minha opinião, faltam peças, sim. Mas com o que tem, dava para render muito mais.

Ah, e Marquinhos cumprindo tabela novamente. Quando Acleisson arma 60% das jogadas, é porque tem algo muuuuuuito errado.

E por errado não entendam os passes do Acleisson, que assim o são por natureza.

Mas errado na concepção de time.

Aliás, para encerrar esta crônica: Luxemburgo 18 x 0 Silas; Ricardo Gomes, 26 x 0 Silas; e Dorival Júnior 12 x 0 Silas.

Ah, e o próximo técnico a enfrentar é o Muricy. Meu Deus!

PS 1: Aí dá até para entender menos de 5 mil torcedores, numa partida de Série A do Brasileiro.

PS2: Bastou Estrada entrar, a produção melhorou.

PS3: Maurício Alves continua o mesmo: mira no gol, acerta a arquibancada. Argh!

PS4: Sem terra arrasada, hein! M. Gabriel, Fábio Santos, Estrada, (os zagueiros, se melhor posicionados), George Lucas (até o Robinho) são aproveitáveis.

PS5: alas, urgente! E um meia de ligação.

PS6: Para Marcinho Guerreiro, a culpa já é da imprensa. Fantástico

PS7: Marquinhos disparou contra a torcida. Vai sobrar para todo mundo agora

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Tigre vai para "as cabeças". Pode anotar

28 de maio de 2011 35

Crônicas curitinhas hoje, afinal são três jogos numa sentada só, sem contar com o pedaço de Liga do Campeões que deu para ver (verei o tape completo mais tarde). Haja moral com a “patroa” para, no sábado de folga (sim, amigos, trabalho amanhã) me dedicar a 360 minutos de futebol, fora o tempo para os posts. (este abre está nos três posts, de hoje, de Tigre, Avaí e Figueira).

Mas, sem mais “nariz de cera” vamos ao Tigrão.

No primeiro tempo gostei, desde o início da índole, da iniciativa de ter o controle da bola, mesmo jogando “fora”. Se é que era a casa do Duque, porque parecia ter mais torcida do Tigre nas arquibancadas.

Foi esta postura que determinou o 2 a 1 sobre o Duque de Caxias.

Não gostei, contudo, no primeiro tempo, de alguns momentos de arrancada do adversário (principalmente do Eric Flores) em que o setor de meio deu “cancha” e espaço, onde surgiram as poucas chances de gol dos cariocas.

Ao domínio de meia, até os 15 minutos iniciais faltava a trama que levasse à conclusão. Ela veio no primeiro quarto, após um lançamento primoroso de Roni, que Schwenck até concluiu razoavelmente bem, mas errou o alvo.

O restante da etapa seguiu com o Tigre dando as cartas. Em termos de posse de bola, é o candidato a “Barcelona da Série B”, guardadas, e bota guardadas nisso, as devidas proporções. Apenas uma figura de linguagem.

E o Schwenck, hein? Que figuraça. Ali pelos 27 minutos conseguiu, ao mesmo tempo, sofrer um pênalti e colocar a mão na bola. O árbitro optou pela falta do atacante catarinense.

Roni teve liberdade para produzir mais do que conseguiu. Na hora que este rapaz adquirir 100% de personalidade ele “destroi”.

O gol de Pedro Carmona foi conseqüência do domínio do tricolor. Uma hora a casa do Duque iria cair.

E o de Schwenck foi  para coroar o belo primeiro tempo.

 Parêntese para a expulsão do Shrek

De primeira, achei que o árbitro tinha enlouquecido. Não dava para entender uma expulsão direta numa comemoração de gol, por colocar a bola na barriga.

Depois, no replay, aparece, nitidamente, o Schwenck fazendo o gesto de “VTNC”, claramente.

Respeitando a explicação do atacante na saída de campo, quero crer que ele estava tão emocionado em homenagear sua mãe, que estava no estádio, que errou a posição dos dedos.

 Só pode ser.

Fim do parêntese sobre a expulsão do Shrek 

No segundo tempo, o que era só alegria e controle de jogo ficou ameaçado. Um a menos é um a menos aqui e na China.

E loguinho o gol.

Bom, aí o lado “Barça” deu lugar ao lado guerreiro. E este nós conhecemos bem no Criciúma. Edson Gaúcho reforçou o meio, já que o início da segunda etapa foi sufocante.

A entrada de Jackson e Rubbo devolveu algum sentido de  ação/reação ao Criciúma.

Vimos um domínio “mentiroso” do Duque.

Série B é assim. Não tem osso fácil de roer.

Até chuva rolou, que loucura. Quem disse que assistir a Liga seria mais interessante?

E no finzinho, aquela pressão à la Somália, mas deu tudo certo.

Bom, fico por aqui, tenho de ver o Avaí agora. Valeu turma do Sul. Ninguém tem 100%. O Criciúma, portanto, está bem na foto. Vai para "as cabeças"!

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Torcedor/secador, a senha do sábado

27 de maio de 2011 75

Começa às 16h20min com o jogo do Tigre, diante do Duque de Caxias, o sábado que será para deixar um pouco a família de lado e prestar atenção nos catarinenses no Brasileiro.

Às 18h30min, tem o Avaí recebendo o Galo mineiro. É a “entrada” no Brasileiro, de verdade.

Às 21h, vem o Figueira, lá em São Paulo, parada dura.

Do jeito que a coisa está por aqui, com Figueira, Avaí e Criciúma em momento de rivalidade máxima. Mais a Chapecoense crescendo e o JEC pronto para buscar seu espaço, temos uma situação interessante.

Acontece que, atualmente, em SC, não basta torcedor para seu time. É preciso “secar” o adversário.

Tá até engraçado isso. Mas é reflexo da melhora na qualidade das equipes, ninguém quer dar espaço para o rival.

Bom, o domingo vai ser de descanso (para o torcedor, eu estou de plantão no DC). E de gozação para uns, de alegria para outros. Quem será que vai rir, quem vai chorar?

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Mostra a cara, Galvão

26 de maio de 2011 141

O departamento de futebol de um clube tem que zelar pelo bom funcionamento da agremiação no que ela tem de mais importante, a qualidade técnica, tática e logística.

O que aconteceu na eliminação do Avaí precisa de um esclarecimento por parte de Mauro Galvão.

Porque ser eliminado pelo Vasco é algo absolutamente normal, não fosse como aconteceu.

Da forma como se deu, seria o caso de devolver o ingresso ao torcedor do Avaí por desrespeito ao consumidor.

Quando o Galvão viu a escalação que o Silas propunha, tinha que ter interpelado o técnico. Algo do tipo: "Vem cá, você destruiu o time contra o Flamengo, vai destruí-lo, novamente, contra o Vasco, numa semifinal?"

E deveria completar o dirigente: "Se você mantiver esta escalação assuma as consequências e, depois, se der errado, e tem tudo para dar, peça para sair".

Esta seria a postura de alguém com pulso.

Porque é absurdo abdicar da dupla Rafael Coelho e William, num  jogo em que o contra-ataque era a senha que qualquer sujeito com parca noção de futebol sabia ser a melhor escolha.

E optar por Marquinhos Gabriel, quando Estrada poderia abastecer com lançamentos e toque de bola os contra-ataques de RC e W10? Ainda mais com o Vasco na obrigação de atacar? E daria liberdade para Marquinhos conseguir tentar algo.

Ora, RC está errando gols incríveis, mas está lá, tentando, uma hora poderia acertar.

E inventar Romano deslocado? Então que fosse de Gustavo, simples, sem invenção. Ridículo.

Então, Galvão, tava na cara que Ramon e Eder Luiz fariam um estrago nas alas, puxariam a marcação dos volantes, e abandonariam Marquinhos num limbo e deixariam Marquinhos Gabriel sem função. E abandonariam William num deserto.

Era a lógica. Então, antes do jogo, Galvão, era dever do departamento de futebol intervir, no caso de um técnico estar "surtanto", como faz o Silas desde o jogo com o Flamengo.

Digo isso porque, no Brasileiro, ou o departamento de futebol tem pulso firme, ou a vaca vai para o brejo de forma humilhante, como foi na estreia do Brasileiro, na desclassificação de ontem e na eliminação do Estadual. Será pura coincidência o problema estourar em momentos decisivos?

E tem mais. Será que o técnico não está surtando pela falta de peças? Óbvio. A razão está sendo comprometida pelo fato de o time não dar opções. Então, novamente o planejamento do departamento de futebol entra em xeque.

Outra, a pré-temporada desastrosa, com planejamento que estragou a tentativa do tricampeonato, foi estruturada por quem na liderança do futebol, Galvão?

Alguém tem que se dar conta disso. Ou sou só eu?

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Uma lição de grandeza do Vasco

25 de maio de 2011 296

Foto: Flávio Neves

O Avaí sentiu, profundamente, a diferença de grupo de jogadores nesta semifinal com o Vasco. É preciso reconhecer que os cariocas foram “grandes” nesta vitória de 2 a 0, enquanto o Avaí foi vítima de suas deficiências. 

Os problemas nas alas vitimaram o Avaí. E o mau momento de Silas nos últimos jogos também contribuiu, com decisões lamentáveis na escalação. A opção por Marquinhos Gabriel e Romano mexeram não só na estrutura do time, mas foi inadequada para adaptar-se ao adversário. 

O Vasco foi soberano. Pelas alas, principalmente com Eder Luis, destruiu o Avaí. 

Marquinhos afundou diante de um meio consistente do Vasco. Seu futuro se decide agora, nos próximo dias. Se ficar, tem muito a dar ao Avaí. Se for para o Grêmio, é nova chance em sua carreira. 

Nenhuma destas constatações retira os méritos do Avaí de ter chegado tão longe. Apenas serve como alerta para o que está por vir na Série A, onde qualificar as alas será fundamental, trazer mais um zagueiro e um meia, ou dois se Marquinhos sair.

 E, Silas, precisa não inventar na hora decisiva. Ele segue sendo um técnico que tem muito a dar ao Avaí, o mundo não desaba por um momento infeliz. Mas precisa aprender a triste lição para tentar dar a resposta na Séria A. 

Parabéns Avaí por ter chegado tão longe. 

Parabéns Vasco por ser tão gigante. 

Ps: leia minha crônica do jogo no clicEsportes (clique aqui)

 

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