A verdade do futebol prevaleceu. As vezes é bom que as coisas funcionem assim. Esta classificação da Chapecoense para a final só contemplou o que viemos martelando esta semana: a de que a vantagem acumulada foi respeitada pelos deuses do futebol. O 2 a 2 deu a vaga ao Verdão.
Ou seja, o time de melhor campanha no campeonato, pelo formulismo, esteve ameaçado de não chegar à final. Por quê? Pela ascensão, na base da garra e da camisa, do Avaí. Este, com bons nomes no time, fez sua capacidade de Série A falar mais alto e sobrepujar um mal planejamento executado no início do ano.
Porém, desta vez, a força do Verdão, que não perdeu em casa neste campeonato, foi suficiente para dar a quem fez por merecer vantagem a vaga na final. Foi suado, um 2 a 2 de DVD, no heroísmo.
E este mesmo Verdão é quem é o mais cotado para o título. Com todo respeito que é devido ao Criciúma. E, claro, o Tigre não ser respeitado é um ato ou insano, ou de que n]ão conhece futebol.
No jogo, o Avaí valorizou a classificação do Verdão. Na qualidade dos seus atacantes os gols. William é William. Um jogador presente, oportunista, não tem medo de cara feia e sabe fazer o que muito time por aí busca desesperadamente: colocar a bola na rede.
Já Rafael Coelho, que marcou o segundo, é "fominha". Até guardou a gorduchinha no barbante, mas errou um "gol feito" que poderia ter dado a segurança para o Avaí. Logo depois, começou a reação da Chapecoense.
O Verdão demonstrou saber que deveria temer o Avaí. Além do seu bom futebol, propôs seu jogo "pegado" e fustigou a arbitragem o tempo todo. Mas quando teve faltas próximas à área, não contou por parte de seus atacantes, principalmente Aloísio, com o retorno necessário.
Estrada, para mim, foi quem deu qualidade às puxadas de contra-ataque no primeiro tempo, justificando plenamente a aposta (tardia) de Silas em seu nome. Já Aloísio, marrento, tentou mais enganar a arbitragem do que jogar. Decepcionou no primeiro tempo.
Na segunda etapa, um Avaí fechadinho e uma Chapecoense tentando de tudo. Aí o seu RC errou um gol no contra-ataque, no segundo tempo, que doeu na alma. Saiu machucado.
Aloísio resolveu deixar o teatro e abraçar o futebol. Infelizmente não adianta o goleiro Renan fazer 95% perfeitos e sair estabanado, enlouquecido e com os pés, de forma afoita, num lance que foi pênalti.
A entrada de Neném foi crucial na Chapecoense. Fez o meio jogar, Marcos Alexandre cresceu e o Verdão ganhou o meio. Chegou à virada e passou a mandar no jogo.
Nem a entrada de Evando salvou. E Marquinhos? Uma caricatura. Apagado. Sem brilho.

