Pênalti do empate não houve. Os outros dois, sim
Poderia cair no grande erro de alguns times grandes e acreditar que o 1 a 1, empate com gol fora diante do Vasco, foi um resultado “bom” para o Avaí.
Na ilusão de que, por jogar em casa, há uma megavantagem no jogo de volta.
Eu não me iludo.
O Vasco é um time perigoso. E o Avaí uma equipe consciente e, também, com seus recursos.
Foi um resultado interessante, apenas. Uma pequena vantagem. Porém, pés no chão, cabeça no “local” e coração quente para a volta.
Teremos um segundo jogo muito indefinido. E por isso emocionante. E imperdível. E histórico.
No jogo, não ter saído um gol vascaíno naquele lance do primeiro minuto foi impressionante, incrível.
Quando o Vasco não aplicou o 1 a 0 naquela pressão inicial, não sabíamos ainda se era prenúncio de uma goleada, ou de um jogo que seria, digamos, diferente.
Aos 10 minutos, nova estocada cruzmaltina. Um tirambaço de Felipe, com Renan brilhando.
Aos 12, uma leve diminuída na impressão de “massacre” que se anunciava: Marquinhos Gabriel arrancou e serviu William, que dividiu com a zaga e perdeu. Um lance real de gol.
Aos 15, a reação avaiana virou afirmação. Julinho deu um chute tão potente e perigoso quanto o de Felipe um pouco antes.
Pronto, chances de gol igualadas no primeiro quarto da partida.
Depois a coisa ficou mais cadenciada, embora os vascaínos tenham chegado em pelo menos duas oportunidades com muito perigo.
O Avaí também teve duas boas chances, uma em escanteio, ali pelos 25 minutos. Neste lance, a bola bateu na mão do vascaíno Dedé, lance complicado, muitos árbitros dariam penalidade; e, aos 38, com Gustavo Bastos, chutando dentro da área por cima do gol.
O destaque da etapa foi Marcinho Guerreiro, um “leão” em campo, apelido bem apropriado ao bastião que ele defende.
O primeiro minuto das etapas estava fadado a emoções. Nos 60 segundos iniciais do segundo tempo, um puxão na camisa de Felipe em Ramon poderia ter virado pênalti para o time da casa, mas este lance o juiz não percebeu.
Passado o susto, a primeira chance real do Vasco veio com 8 minutos, um chute raspando a trave de Diego Souza.
Aos 16, Renan fechou a porta para Alecssandro, numa saída arrojada. Este, logo depois, foi substituído para entrada de Elton.
Aos 20 e aos 24, as grandes chances avaianas da segunda etapa, a primeira em três estocadas do ataque do Avaí consecutivas; a segunda em cabeceio de William e um milagre de Fernando Prass.
O restante da partida foi sob controle por parte do Avaí, com um lance de perigo de Ramon apenas.
E, claro, o gol do Julinho, que mostrou não ter emplacado à toa na Seleção do Catarinense.
Quanto ao lance de empate, o pênalti, não foi, ambos puxaram ali. Mas foi compensação do árbitro pelo pênalti (este existente) não dado anteriormente. Mas como teve um para o Avaí também, aí pesa a camisa, meu amigo.
Taticamente Silas mandou muito bem, leu bem o jeito insinuante de o Vasco jogar e tirou o que de melhor o grupo tinha a lhe oferecer.
18 mil na Ressacada. E a final da Copa do Brasil muito perto.
Fico aqui com meus botões lembrando daqueles que falam muito do Avaí, mas que não aprendem a respeitar este time. Quantos feitos terá de protagonizar o Leão até aprenderem a respeitar sua grandeza?


