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Posts de junho 2011

E o público não mente

30 de junho de 2011 64

O blog se compromete em fazer a comparação da média de público dos três representantes catarinenses no Brasileiro. A cada terço de turno (entre 6 e 7 rodadas), faço o balanço.

A primeira constatação é aquela óbvia: mesmo diante da má campanha do Avaí e de todos os problemas já conhecidos, há um divórcio da torcida azurra em relação ao seu time.

Mesmo com um início de Brasileiro lamentável, menos de 4 mil torcedores num estádio com capacidade para 17,5 mil é um contraste muito grande.

É de se pensar: se a torcida estivesse pegando junto, talvez, na pressão, a caminhada fosse diferente. O próximo jogo é contra o Bahia. E aí, será para 4, 5, 6 mil? Não poderia ser o jogo da virada, para 12, 14, 15 mil? É, nas não vai ser, não.

O líder é o Figueira. O que não é novidade. O alvinegro tem tradição de liderança em média de público. Às vezes o JEC, nos estaduais, faz frente.

Embora, com a campanha que está no Nacional, uma média acima dos 10 mil fosse o ideal. Mas o jogo de ontem, às 22h, com frio e chuva, atrapalhou. Afinal, contra o Cruzeiro e o Atlético-PR a barreira dos 10 mil foi ultrapassada. E o Atlético-PR não trouxe sua torcida em grande número, devido à má campanha. Os demais que vieram, o Atlético-GO não traz ninguém, o Cruzeiro traz um número pequeno e o Santos até traria um bom número, mas o frio e a chuva e os reservas não ajudaram.

E o Tigre, que também encarou a friaca e apresenta ao seu torcedor adversários bem menos atrativos, está com uma boa média e o potencial de crescer é enorme, basta o time ajudar.

Até a 12ª rodada, quando refazemos as contas e aí vamos ver o que mudou até lá, no segundo terço do turno.

Média do Figueirense – 8.165
Média do Tigre: 5.518
Média do Avaí – 3.935

Série A
1ª rodada – Figueirense 1 x 0 Cruzeiro
Público: 10.231
Arrecadação:  R$ 120.670,00

2ª rodada – Avaí 1 x 3 Atlético-MG
Público: 4.127
Arrecadação: R$ 43.485,00

3ª rodada – Figueirense 2 x 0 Atlético-GO
Público: 6.913
Arrecadação: R$ 73.640,00

4ª rodada – Avaí 2 x 2 América-MG
Público: 3.473
Arrecadação: R$ 35.480

5ª rodada – Figueirense 2 x 0 Atlético-PR
Público: 10.067
Renda: R$ 116.515,00

6ª rodada – Avaí 0 x 1 Fluminense
Público: 4.207
Renda: R$ 49.110,00

7ª rodada
Figueirense 2 x 1 Santos
Público: 5.360
Renda: 60.005,00

Série B
1ª rodada – Criciúma 2 x 2 Guarani
Público: 5.239
Arrecadação: R$ 56.530,00

3ª rodada – Criciúma 0 x 0 Náutico
Público: 6.427
Arrecadação: R$ 66.690,00

5ª rodada – Criciúma 1 x 0 ASA
Público: 5.483
Renda: 55.810,00

6ª rodada – Criciúma 0 x 0 Boa
Público: 5.299
Renda: 53.820,00

8ª rodada – Criciúma 1 x 0 Bragantino
Público – 5.143
Renda – 52.390,00

 

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No Scarpelli não tem para ninguém

29 de junho de 2011 87

É isso aí, Figueira. O acidente contra o Inter foi superado.

A noite em que o time sofreu um apagão e o próprio técnico Jorginho esteve aquém do seu alto nível ficou para trás.

Nesta noite, o Figueira consistente, envolvente, sólido, bem treinado por Jorginho voltou. Deu as cartas. Mandou no jogo. Manteve os 100% no Scarpelli. E abraçou o G-4 (pode até ficar dependendo dos jogos de amanhã).

Alta voltagem no começo de jogo. Acho que os jogadores resolveram compensar o frio com ação. Não tinha 10 minutos e já estava 1 a 1.

O gol do Figueira, de centroavante. Típico. Sobrou, olhou, mirou e bimba: tirambaço, de fora da área. Um senhor cartão de visitas de Aloísio.

Uma pena para o alvinegro que houve a reação. O talento individual de Ricelli assegurou uma bela jogada dentro da área e uma conclusão precisa.

E o jogo continuou num ritmo que dava para duvidar se haveria condições físicas para os dois times agüentarem os 90 minutos.

O volume era maior por parte do Figueira, um time mais ousado e presente na área adversária.

Inclusive, ali pelos 20 minutos, com uma linda conclusão de Maicon, na trave.

Como disse, o cartão de visita de Aloísio era incisivo. Ele mostrou porque foi o melhor atacante do Catarinense. Oportunista, aos 31, insistiu na jogada e cutucou para dentro das redes no 2 a 1.

Na segunda etapa, jogo controlado, com menos intensidade, mas as melhores chances novamente para o Figueira.

Sempre que há crítica, é preciso espaço para o elogio. Jorginho foi criticado por mim no último jogo. Noves fora, seu saldo é para lá de positivo.

Hoje novamente foi lúcido, mandou bem. Usou Raayner na vaga de Fernandes, quando este acusava falta de velocidade.

Armou a zaga de forma que Borges não viu a cor da bola. Um revezamento perfeito de marcação.

E soltou Bruno justamente pelo setor em que o Santos estava mais desprotegido, com uma cobertura atenta dos volantes naquela ala.

Ou seja, Jorginho não deu espaço para Muricy se criar, mesmo com um time desfalcado. O que não quer dizer que o Santos fosse um time fraco, pelo contrário.

Outro detalhe importante: Maicon voltou a jogar muito bem, o que faz do alvinegro um outro time.

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O que o árbitro fez com o Avaí foi uma vergonha

29 de junho de 2011 128

Todos as pessoas que são de bem e que viram este 2 a 2 entre Grêmio e Avaí sabem que o resultado moral da partida deveria ter sido 4 a 0, no mínimo, para o Avaí.

Mas o futebol não é um esporte que esteja imaculado.

O que o senhor de amarelo chamado Mercante fez com o Avaí na fria noite de Porto Alegre foi um crime digno de banimento do futebol.

Foi uma ajuda descarada para o time mais poderoso.

O árbitro promoveu: a expulsão, injusta do jogador Batista, não deu um pênalti absurdo que poderia ser o 3 a 0 a favor do Avaí; não expulsou o argentino Mirales em um carrinho criminoso; deu um pênalti que não existiu; não expulsou Rochemback ao usar o cotovelo; deu 4 minutos acréscimo.

 

É uma vergonha. Nem dá para comentar futebol diante de um quadro destes.

 

Eu não disse que o Avaí não poderia vencer?

E este senhor é aspirante à Fifa. Agora será alçado ao cargo, com certeza. 

Quando não falta futebol, falta poder fora de campo.

Vergonha

 

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A batalha angustiante do Tigre

29 de junho de 2011 43

Foto: Mauricio Vieira

Não tem como assistir a um jogo do Criciúma sem ficar angustiado. Esta é a sensação.

Ontem fiquei ansioso.

Você percebe que o Tigre tem mais qualidade que o adversário. Você nota que há condições plenas de fazer um bom jogo, de dominar e vencer.

E a coisa não anda.

É até difícil de explicar. Eu, como analista, há mais de 20 anos vendo centenas de jogos por ano, fico sem argumentos.

A entrada de Breitner, na ala, foi meio professor pardal, mesmo. Mas foi uma tentativa de deixar agudo um setor que inexistia tanto pela direita quanto pela esquerda.

E funcionou, por incrível que pareça. O coitado do Breitner, completamente perdido naquele setor, fez o que o instinto mandou e caiu para a meia. Aí, confundiu a marcação do (fraco) Bragantino e permitiu algumas tramas perto do gol.

De uma dessas, saiu o bonito gol, solitário, mas de feitura precisa de Zé Carlos.

A boa notícia, se é que é uma boa, é o recado que deixou para o abnegado torcedor do Tigre, que enfrentou o frio para torcer por seu time: Série B é assim, melhor jogar mal e ganhar.

Sem a pretensão de mandar na galera, não custa nada um pouco de paciência com o Guto Ferreira.

Ele precisa encontrar um padrão no meio, sim, mas apresentou um princípio básico de Série B: zaga eficiente. E olha que sofre com desfalques no setor.

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Então tá. O Avaí já perdeu para o Grêmio

28 de junho de 2011 122

Pelo que li, pelo que acompanhei, por tudo que está acontecendo, hoje o Avaí já perdeu para o Grêmio. Só não se sabe se por uma goleada, ou por pouco.

Sim, o Avaí vai entrar em campo amanhã, mas nem precisaria. Já está derrotado.

Qualquer resultado que não seja a derrota do Avaí para o tricolor gaúcho, simplesmente não terá como ser explicada, segundo o ponto de vista de todas as análises que escuto aqui ou no RS.

Afinal, o Avaí está mal administrativamente. Mal fisicamente. Mal taticamente. Jogadores reclamam. O grupo está sem moral. Sem poder de reação. Sem horizonte.

Na realidade, o Avaí já está rebaixado. Nem sei o que está fazendo no campeonato. Por que não desiste de entrar em campo e concede a vitória por WO em todos os demais jogos?

Aliás, acho que este post deveria ser copiado pela direção do Avaí e apresentado aos jogadores.

Ninguém mais confia no Avaí.

Nem precisa entrar em campo. A derrota é inevitável, inexorável, é uma maldição, um destino imutável.

Então tá. O Avaí já perdeu para o Grêmio.

Estou certo, jogadores do Avaí?

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Bola nas Costas - 27/06

28 de junho de 2011 1

Confira os melhores momentos do Bola nas Costas dessa segunda-feira, 27/06.


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Terremoto com epicentro na Ressacada

27 de junho de 2011 71

Não sei se o que Gallo tenta “ajustar” no Avaí causa uma revolução, incomoda e gera uma reação .

Ou se Gallo, na ânsia de tentar domar o grupo, foi com muita sede ao pote.

Realmente, não sei.

Mas um terremoto de proporções japonesas teve o epicentro na Ressacada

Verdade é que Emerson Buck sentiu-se ofendidíssimo com as críticas ao preparador físico. E disse que, se necessário, “parte para a porrada”.

Marcinho Guerreiro soltou faísca e praticamente pediu demissão, dizendo não ter mais clima para jogar no Avaí. Isso depois de ser colocado para treinar com o time C.

No meio deste turbilhão, onde está o departamento de futebol?

Pois é, neste clima o Avaí vai enfrentar o Grêmio.

Sei lá o que dizer.

Tem gente lá dentro dizendo que Gallo não vai ficar.

Será?

Alguém acredita que o time vai jogar e ganhar do Grêmio?

Bom, eu não perco este jogo por nada deste mundo.

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Ou simplicidade, ou caixão para o Avaí

27 de junho de 2011 46

Do jeito que está, pode rezar por um milagre

Com orçamentos apertados, grupos de jogadores justinhos, existe uma só possibilidade de times que não lidam com cifras milionárias terem boa participação em Série A: é ter um time ajustadinho, abrigado por um clube muito bem administrado.

Não há outra saída. O time ajustadinho se consegue ou pela ingerência de um empresário, ou pela estrutura do próprio clube. E, numa fórmula híbrida, pela junção das duas coisas. É a configuração atual do Figueirense.

No alvinegro, funciona bem. Não há certeza nenhuma se o clube resistirá na Série A. Mas há certeza de que as ações estão dentro de um padrão aceitável. A diretoria não inventa, cada um no seu lugar. Investidores investem, treinador treina, jogador joga, marketing divulga, fisiologia, psicologia e DM tratam atletas, departamento amador cuida da base, etc, etc, etc. Cada um na sua.

No Avaí, não. Você vê jogador treinando em separado que não rompeu contrato. Vê empresário, antes descartado, voltando. Vê a torcida clamando por ingressos baratos sem ser atendida. Vê o futebol em uma confusão e, no entanto, o responsável por este setor sequer é importunado. Vê técnico tentando começar um trabalho, mas emperrado nestas situações nebulosas. Já se perguntou por que Marquinhos Gabriel e Robinho não foram usados contra o Flu?

Continuo com a máxima boa vontade para com o Avaí. Sigo achando que, com os ingredientes (jogadores) à disposição, dá para fazer um sopão (time) de boa qualidade, nutritivo. Mas isso só será possível com simplicidade. Deixando o cozinheiro (técnico) agir, limpando a despensa de verdade, abrindo o restaurante (Ressacada) para o povo. Cada um na sua. Todos lutando pelo clube e não por seus interesses.

Só que esta simplicidade não prospera. Com o que a utopia de ver o time ter condições de disputar a Série A já é algo que habita o terreno do milagre.

Infelizmente.

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Uma goleada didática do Inter no Figueirense

26 de junho de 2011 90

Alvinegro foi treinar em Porto Alegre?

Uma goleada é o que acontece quando um time qualificado como o Inter recebe um Figueirense mal pensado para esta partida. O 4 a 1 foi o resultado perfeito para representar o mérito do colorado gaúcho (que nem se esforçou muito) e para punir o que fez de errado o time catarinense. O que fez de errado? O conjunto da obra, a começar pelo técnico e a terminar pela (falta de) disposição e gana dos jogadores.

O Inter mostrou-se perigoso desde os minutos iniciais, sempre exercendo pressão e dominando o meio-campo.

Mesmo assim, até tomar o gol, o Figueirense também jogava e chegava à área do Inter.

Este era o quadro até o Inter “achar” seu tento num escanteio, onde a sempre bem posicionada zaga alvinegra, pela primeira vez neste campeonato, ficou desatenta.

Pagou caro. E, no descontrole gerado pelo gol, bem rapidinho sofreu o segundo na qualidade de D’Alessandro e de Oscar.

O time do Inter é irregular, mas tem qualidade. Não se pode ficar um segundo sequer desatento. Os dois jogadores citados, mais Damião, Zé Roberto e Tinga têm muitos recursos.

Depois do 2 a 0, a situação ficou um pouco preocupante. O meio alvinegro sofreu uma decomposição, o arranjo sempre engrenado do alvinegro perdeu a força. O Inter passou a trabalhar à cavaleiro pelas duas alas, e Damião e Oscar ficaram de mano com a zaga, sempre municiados por D’Ale e Tinga.

Aí, apareceu a fragilidade de Coutinho em relação a Tulio. Já havia externado minha predileção por Túlio, principalmente em relação a este jogo, onde o toque de meio do Inter é a tônica desta equipe.

Pelo menos, mais ao final da etapa, o Figueira passou a atacar e até teve uma chance com Aloísio, mas continuou sofrendo golpes perigosos do dono da casa.

O resultado do primeiro tempo foi justíssimo.

Na segunda etapa, Coutinho saiu. Básico. Entrou Jônatas. Uma mudança com sentido. O Inter veio com a proposta de esperar o Figueira e sair na boa. Foi recompensado por nova ação errônea vinda do banco.

Wellington Nem entrou em campo, antes dos 15 minutos, na vaga de Fernandes. Este não fazia uma partida brilhante, mas não seria onde eu mexeria no time.

Neste meio tempo, veio o gol de Damião. Aí, adeus partida: 3 a 0.

O alvinegro tinha melhorado seu volume de jogo, mas o ataque seguiu escondido em meio à zaga. Aloísio e Heber, aliás, entraram em campo?

Volta Reinaldo, urgentemente.

Hoje foi aqueles dias (ou noite) em que tudo conspirou contra. Jorginho não estava inspirado, o time sonolento, o ataque sumido. E, claro, do outro lado tinha um (senhor) time.

O Inter não está jogando nem 40% do seu potencial (a tempo, aliás), mas, diante do quadro apresentado pelo Figueirense, foi suficiente para os quatro gols, sem maiores esforços e aplicações táticas. Apenas no talento individual.

O gol do Figueira, de Wellington Nem foi o chamado “de honra”.

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É torcer para o Avaí não dar um vexame histórico

26 de junho de 2011 47

Foto: Alvarélio Kurossu

A falta de um poder de reação é tão grande e as necessidades de ajustes tão imensas, que já se começa a pensar no pior. Numa campanha vergonhosa do Avaí na Série A. Não sei se já não é o caso de torcer para o Leão não dar um vexame histórico. Algo tipo estabelecer a pior campanha de um time em Série A.

Antes de migrar para o jogo do Avaí com o Flu, acompanhei o primeiro tempo do sofrimento do River diante do Belgrano, lutando para não ser rebaixado. E, no intervalo da Ressacada, acompanhei o drama do rebaixamento deste gigante sul-americano.

Pensei: a luta do Avaí está só começando e o filme já parece ser o mesmo, de rebaixamento.

A luta do River já terminou, de forma doída para seu apaixonado torcedor. Os jogadores choravam compulsivamente. A polícia teve dificuldades para conter os “hinchas” mais desesperados.

 

O Munumental de Nuñes estava absolutamente lotado e tenso. 

Sei, sei, o frio e a chuva de hoje em Floripa,  mais os ingressos caros impediam uma Ressacada lotada. 

Uma pena. 

Um estádio cheio, é uma arena com alma. Para o bem ou para mal, como aconteceu com o River. 

Infelizmente, a recuperação avaiana, se ocorresse, teria que ter acontecido sob frio, chuva e cadeiras quase vazias, pelo menos para um padrão de Série A.

 Pensei no meu amigo Billy Culleton, torcedor do River e do Leão, argentino radicado na Ilha. Quanto sofrimento para um cara só.

 Torci muito pelo River, por causa do Billy. Já vi jogos lá no Monumental, é muita emoção. Infelizmente não deu, o empate em 1 a 1 rebaixou os “milionários” pela primeira vez em 110 anos de história.

 E hoje, pelo Billy, pela Ilha, por esta nação azul, torci muito pela recuperação avaiana. Em vão. É angustiante.

 Aqueles poucos avaianos que enfrentaram o frio, a chuva, a má campanha, eles mereciam uma sorte melhor. Mas falta futebol e conjunto.

 No jogo, claramente o Avaí demonstrou que ainda não possui uma dinâmica de meio-campo. Muitas vezes a ligação direta é a única opção.

 Com Rafael Coelho funcionando de ponta de lança, William teve que ter o dobro de raça e movimentação que já lhe são peculiar, já que era o único jogador efetivamente de conclusão dentro da área. Dava pena vê-lo abandonado.

 Quanto ao Flu, o time de Abel terá que ralar muito para ser protagonista deste torneio. Muito pouca evolução tática e técnica nas mãos de Abel.

 Mesmo assim, a melhor chance da etapa, aos 24 minutos, até sair o gol, foi de Marquinhos, para o Flu.

 Ao Avaí, restou muita vontade, mas um caminhão de passes errados e a bola queimando no pé.

 O quadro era de pressão desordenada do Flu. Mesmo assim, acuado, o Avaí pedia para tomar o gol. E tomou. Dele, Conca.

 Logo depois, o He Man foi expulso. De forma justa, por agressão. Gallo tirou Bruno, o mesmo faltoso de sempre, e botou Cleverson, um movimento inteligente.

 Era o final da etapa, havia mais 45 minutos para tentar algo. Até porque deu uma angustia ver um primeiro tempo inteiro sem uma única chance de gol para o Avaí. Impressionante a inoperância de Estrada e das alas do time.

 Nos segundos iniciais do jogo, Cleverson cruzou para William e quase veio o empate. O vento a favor e um homem a mais poderiamdar um desenho diferente para a segunda etapa, algo mais audacioso. Não foi assim.

 Acontece que Conca continuava em campo e o tricolor carioca mantinha a qualidade com a bola e ameaçava o gol avaiano.

 Uma pena que a qualidade de conclusão de um Conca não é nem próxima quando o autor da jogada é Rafael Coelho. Este já demonstrou que sabe perder um golzinho e, sozinho no cabeceio, ali pelos 11 minutos, testou para fora.

 Do outro lado, aos 19, quase Conca mata o jogo, novamente sozinho na área. E teve outra chance aos 24. Percebam o contraste na produção.

 Até quando fazia coisa direitinho, como num cruzamento de Ken para William, a boa conclusão passou raspando pela linha de fundo, mostrando que a fase é realmente complicada.

 Difícil aponar uma solução. É um time absolutamente insuficiente para a exigência da competição.

 E ficou no ar o grito das arquibancadas, um tanto cruel: “Zunino, cadê o dinheiro? Com este time vou cair no Brasileiro”.

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