Um dos 90 minutos mais dantescos já jogados na elite
O 0 a 0 é um resultado maldito. Ele é a expressão da falta exatamente da motivação maior do futebol, o gol.
As vezes rola este resultado com um jogo razoável, ou até bom. Não é o caso que vamos descrever.
No empate sem gols entre Atlético-PR e Avaí, o resultado foi tão justo para a vergonhosa apresentação desta noite, que os 22 jogadores, mais os dois técnicos deveriam se reunir, no meio de campo, após o jogo, e fazer um pedido de desculpas coletivo.
Deveriam estes 24 homens, mais os reservas, mais a comissão técnica e os presidentes dos clubes, convocarem uma coletiva, no centro do gramado, chamar as rádios e implorar pelo perdão do torcedor que pagou ingresso ou o pay per view para assitir a tamanha pelada.
Verdade precisa ser dita. O jogo foi digno (ou indigno?) de dois clubes que não venceram na competição.
Ruim de doer. Some-se esta situação ao frio. Tem-se um dos 90 minutos mais dantescos de futebol que vi nos últimos anos. A bola foi maltratada. Nem nas várzeas pelo Brasil, nem nos campinhos de rua, tal falta de zelo com a gorduchinha é observado.
O segundo tempo foi até com um pouco mais de velocidade, mas de igual falta de inspiração de parte a parte. Apenas com alguns lances a mais de emoção, mas desperdiçados pela ruindade dos atacantes.
Aliás, em Série A, não me lembro de ter visto, na sequência, tantos erros de passe, tantas triangulações mal feitas, tantos arremates a gol mal planejados e executados.
Realmente triste ver o que protagonizaram Avaí e Atlético-PR.
E o técnico Gallo não ajudou em nada em suas mexidas. Tirou Pedro Ken e colocou Fabiano? Meu Deus, é muita falta de vontade de vencer.
De bom, apenas o goleiro Felipe, que fechou a meta.
Sim, só ele. Porque o árbitro também foi muito mal. Errou para os dois lados, em lances e em cartões.
Gente, que constrangedora a partida que acabei de assitir. Melhor não se estender na crônica, vou poupar o blogueiro dos adjetivos inconvenientes que certamente viriam a seguir.

