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Posts do dia 9 julho 2011

Atlético e Avaí fazem uma pelada vergonhosa

09 de julho de 2011 39

Um dos 90 minutos mais dantescos já jogados na elite

 

O 0 a 0 é um resultado maldito. Ele é a expressão da falta exatamente da motivação maior do futebol, o gol.

As vezes rola este resultado com um jogo razoável, ou até bom. Não é o caso que vamos descrever.

No empate sem gols entre Atlético-PR e Avaí, o resultado foi tão justo para a vergonhosa apresentação desta noite, que os 22 jogadores, mais os dois técnicos deveriam se reunir, no meio de campo, após o jogo, e fazer um pedido de desculpas coletivo.

Deveriam estes 24 homens, mais os reservas, mais a comissão técnica e os presidentes dos clubes, convocarem uma coletiva, no centro do gramado, chamar as rádios e implorar pelo perdão do torcedor que pagou ingresso ou o pay per view para assitir a tamanha pelada.

Verdade precisa ser dita. O jogo foi digno (ou indigno?) de dois clubes que não venceram na competição.

Ruim de doer. Some-se esta situação ao frio. Tem-se um dos 90 minutos mais dantescos de futebol que vi nos últimos anos. A bola foi maltratada. Nem nas várzeas pelo Brasil, nem nos campinhos de rua, tal falta de zelo com a gorduchinha é observado.

O segundo tempo foi até com um pouco mais de velocidade, mas de igual falta de inspiração de parte a parte. Apenas com alguns lances a mais de emoção, mas desperdiçados pela ruindade dos atacantes.

Aliás, em Série A, não me lembro de ter visto, na sequência, tantos erros de passe, tantas triangulações mal feitas, tantos arremates a gol mal planejados e executados.

Realmente triste ver o que protagonizaram Avaí e Atlético-PR.

E o técnico Gallo não ajudou em nada em suas mexidas. Tirou Pedro Ken e colocou Fabiano? Meu Deus, é muita falta de vontade de vencer.

De bom, apenas o goleiro Felipe, que fechou a meta.

Sim, só ele. Porque o árbitro também foi muito mal. Errou para os dois lados, em lances e em cartões.

Gente, que constrangedora a partida que acabei de assitir. Melhor não se estender na crônica, vou poupar o blogueiro dos adjetivos inconvenientes que certamente viriam a seguir.

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Mano vai enfrentar a mídia e a CBF

09 de julho de 2011 19

Gosto muito de serenidade ao expor as idéias. E será preciso muita ao falar do que protagonizou (e protagoniza) a Seleção Brasileira nesta Copa América.

Principalmente depois deste empate em 2 a 2 com o Paraguai.

Há duas vertentes de análise para o que estamos vendo e, ambas, são válidas. Embora pareçam antagônicas, as pequenas teses que vou desfilar são, na realidade, complementares.

O primeiro viés é o de que é injusto “desancar o pau” não só no coletivo apresentado pelo Brasil, quando no rendimento individual.

 

natasha pisarenko, ap

São atletas que nunca jogaram juntos, numa proposta tática que não é usual para o Brasil, com atletas em estado físico não condizente com competitividade.



Ah, mas o adversário também não sofre de, pelo menos, duas destas situações? Não joga junto frequentemente com esta formação e está em pré-temporada? Não. O grupo, tanto de Bolívia como de Paraguai se conhece, e boa parte não está em pré-temporada.

Para encerrar esta idéia inicial, gosto do que pensa o técnico Mano para o Brasil. Mas o que ele quer é impossível sem entrosamento e condicionamento físico. Só com técnica, não funciona.

Seria fácil apelar para o futebol competitivo, como fez Dunga, e ganhar a Copa América, mas não seria um trabalho para iniciar uma real modificação de tudo que não estamos gostando na Seleção.

E toda esta “desgraça” que viemos acompanhando com nossa outrora fantástica Seleção é fruto de uma nova era que foi plantada pela CBF e cujos frutos (amargos) são colhidos desde a Copa do Mundo.

Uma seleção dissociada do povo, sem identidade, com jogadores de “bolso cheio”, sem nada a provar antes mesmo dos 20 anos, sem patriotismo, sem compromisso com o gosto de jogar futebol.

É uma geração com algum talento, mas sem nenhum comprometimento maior a não ser com seus clubes europeus, com seus contratos publicitários e com seus empresários.

Enfim, não há como explicar o que penso do Brasil sem esta tese até chata e um pouco monótona.

Em resumo: gosto do trabalho de Mano e, sinceramente, espero que ele não vá ceder à tentação de mudar a partir de críticas oportunistas.

Ele vai remar contra a mídia e contra os obstáculos que a própria CBF lhe impõe.

Mais certo é que vá naufragar. Se o improvável ocorrer e ele resistir, tenho certeza será um Brasil vitorioso.

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