O destino, ou os deuses do futebol, seja lá ao que se atribua, mas o fato de Reinaldo, dispensado pelo Figueirense, ter feito o primeiro gol da vitória, por 3 a 1, do Bahia contra o alvinegro, foi um recado cruel para o Alvinegro.
Aliás, o Bahia, que nunca vencera em casa, conseguiu com Reinaldo. Atacante. Com faro de gol.
Ele que não mais está a serviço do Figueira. Este tem muitos, mas nenhum que convença. Detalhe: antes do Reinaldo marcar, Wellington errou um gol na cara. Um faz, o outro vive errando.
Aí tem que agüentar, mesmo, o Reinaldo pagando de João Sorrisão para o Jorginho ver.
Ficou chato.
Até gostei da postura que o Figueirense adotou na primeira parte da etapa inicial. O time começou bem postado e deveria ter tido um pênalti a seu favor.
Foi tão pênalti, que Aloísio saiu de campo como resultado da falta que sofreu.
Esta situação ficou posta até os 20 minutos.
Aí Jorginho teve que substituir seu atacante mais avançado.
Ele foi convencional: Atacante por atacante. Poderia, por exemplo, ter pensado em Fernandes, mas a metodologia do treinador é conservadora. Em que pese o fato de Wellington nunca ter correspondido ao que dele se espera.
Aliás, Fernandes pagou o pato novamente por conta de uma propagada inadequação física que o próprio atleta nega.
Elias e Pittoni ficaram com a “meiuca”. E nada acrescentaram ao que Fernandes já fazia.
Na real é preciso dizer que, se o Figueira não foi ameaçado até sofrer o gol, também não “apertou” o adversário em nenhum momento, excetuando o lance do Aloísio.
Convenhamos, já ta ficando enfadonho este tipo de configuração. E quando cria uma das raras chances, o Wellington dá um jeito de perder.
Parêntese para Júlio César: vi uma boa movimentação. Acho que pode vir a dar caldo.
Na segunda etapa, a cirurgia proposta por Jorginho foi a entrada de Helder e a passagem de Juninho para o meio, à moda Goiano.
Mas não era mais simples colocar o Fernandes?
Percebemos uma configuração tico-tico, um toque de bola improdutivo, de lateral a lateral, sem ser agudo, sem buscar os atacantes e vulnerável a contra-ataques, para alegria de Jóbson e do próprio Reinaldo. E depois de Jones que faria o terceiro. Neste meio tempo, Ávine deixaria o seu e Wellington achou um gol.


