Depois de um clássico histórico e espetacular, Avaí e Figueirense continuaram em destaque no país. O Alvinegro aplicou um sonoro 4 a 2 no Cruzeiro, fora de casa, se recuperando com maestria do tropeço diante do rival; e o Leão aplicou um incontestável 3 a 2 sobre o Flamengo, na Ressacada, a segunda vitória consecutiva para renascer na competição.
Em Minas, o Figueira fez repetiu o que fez no clássico. Dominou o jogo. O que houve de diferente? Converteu os gols, especialmente Júlio César.
No mais, voltou a ser o Figueirense consciente, objetivo e que sabe o que quer na partida.
Em configurações de times como o Cruzeiro, que tem vocação de agredir (como o Corinthians), me parece que Wellington Nem é uma decisão acertada.
Em cenários com times que se protegem mais (caso do Avaí no clássico) acho que Fernandes dá mais resultado.
Em Floripa, o Avaí jogou uma partida de superação diante do Fla já no primeiro tempo. Saiu na frente logo no início, soube conduzir o jogo, correu algum risco, sim, mas nada absurdo.
Até que apareceu a genialidade de Ronaldinho Gaúcho. Num escanteio mágico, com o chamado efeito “procurante”, colocou a bola na gaveta, com uma curva insinuante. Gol olímpico. Proposital.
De positivo na etapa inicial ficou um aparente ressurgimento, aos poucos, de Robinho. E um Lincoln muito consistente.
No segundo tempo um quadro muito parecido se apresentava, só que, desta vez, o goleiro Felipe operava alguns pequenos milagres para manter o placar.
Acontece que a efetividade avaiana tinha que ser recompensada. E foi numa ação, de cabeça, dele, Lincoln. O diferencial que chegou para levantar o Avaí. Aliás, levantar o futebol de muita gente, como Robinho, melhorar a produção das alas, estabilizar o meio, enfim, não veio nem para somar, chegou para multiplicar.
O terceiro gol pintou como prêmio a ousadia do técnico Toninho Cecílio. Que havia tirado Bruno para a entrada de Rafael Coelho, este executou, bem ao seu estilo, o terceiro gol. Um tento importante, porque Ronaldinho ainda estilingou seu segundo gol nos minutos finais.
A fuga do rebaixamento não é mais um sonho. É uma realidade.




