
Se o time do Grêmio trocasse de lugar com o Avaí na tabela não haveria surpresa nenhuma. Uma equipe limitada, fraca, sem o coração, a garra e o estilão que conhecemos e que fez o tricolor gaúcho um time vencedor.
Foi contra este time que o também limitado Avaí conseguiu perder por 2 a 1, na Ressacada. Haja esforço para tal!
A primeira etapa foi macabra para os dois times. Pobre. Feia. Limitada. Sem originalidade.
O Avaí tinha no estreante Júnior Urso alguma luta, embate, pequena solidez de meio. Mas não tinha na também novidade Fernandinho um acréscimo na ala esquerda.
O roteiro foi o mesmo de sempre: um combativo William isolado num deserto, Lincoln com qualidade, mas sem parceria e os outros nove apenas figurantes.
No Grêmio, Marquinhos um carimbador. Douglas? Uma interrogação. Talento sabemos que tem (tanto que fez seu golzinho), mas deixou o futebol na mala, em Porto Alegre. Os demais, bota numa sacola e manda para jogar na segunda divisão argentina (já que gostam tanto do futebol da região). Menos no River Plate, que lá serão refugados.
Bom, fato é que, num primeiro tempo destes, um gol só sairia como uma punição a algum tipo de incompetência.
Todos sabemos, desde criança, ensinados pelos pais: não se perde bola no meio campo. Bateu o desespero? Chuta para o lado. É lição básica das peladas, mas que Batista parece desconhecer. Perdeu a bola e deu de presente ao Grêmio, Mário Fernandes agradeceu, carregou e marcou. 1 a 0.
Na segunda etapa, aí os primeiros segundos de jogo mostraram um pouquinho do que se espera do Grêmio. O time começou pegador e mordedor. Deve ter levado um “sacode” de Roth.
E basta estas características para o Avaí vazar. A avenida Arlan estava disponível, a feira livre da zaga avaiana na zona do agrião estava liquidando e quem agradeceu foi Douglas, aquele que havia deixado a mala em Porto Alegre, mas apareceu com um tisquinho de seu talento para fazer o 2 a 0.
Como disse, o time do Grêmio é uma caricatura. Logo se acomodou como no primeiro tempo. E o mesmo raciocínio para o fraco Avaí vale para o também fraco Grêmio. Gol só em falha. E houve no escanteio. A zaga tricolor bateu cabeça e Gilberto Silva pensou: “Se eles não fazem, faço eu”. Só que esqueceu estar em sua área. 2 a 1.
Não foi o suficiente para o pior empatar com o menos ruim.
Adeus Tia Chica. Inês é morta. E todos os chavões que houver para qualificar a situação do Avaí. Bye, Leão. Arruma a casa para a Série B. Afinal, como disse logo lá no início, se pouco pode contra este Grêmio, nada poderá contra nenhum outro.
O pior mandante do Brasileiro, a zaga mais vazada da competição, o único time a ficar o tempo todo no Z-4. Não precisava ser assim. Não poderia ser assim. Mas é. E sem a torcida ao lado, então, fica mais melancólico.
Nem o avaiano mais pessimista imaginaria uma Série A tão vergonhosa.
OBS: sobre Marquinhos, realmente ele não consegue ter “cabeça” para jogar o que sabe contra o Avaí. Sobre a torcida em relação a ele, comportamento exemplar. Vaias durante o jogo, aplausos (a maioria, porque teve quem vaiou) quando o galego foi substituído.